Elson Andrade reflete sobre como o sistema trabalha para manter o Brasil atrasado


Eleições 2026: O estado democrático de direito a serviço da engrenagem do sistema e da estagnação socioeconômica brasileira
Da redação, na cobertura das Eleições 2026, por: urbanista arquiteto Elson Andrade, nesta edição, reflete sobre a efetividade das promessas eleitorais. Especial para o Ipiaú Online.
O poder político, quando analisado em profundidade, revela-se como uma estrutura em camadas sucessivas, quanto mais profundas, cada vez mais densas e ardilosas. À primeira vista, pode até parecer que as ideias moldam o sistema; mas, na realidade, é o sistema que cria e sedimenta as ideias e suas fajutas ideologias, e, define suas conformidades. Ele não gera pensamentos livres, mas sim conceitos efêmeros de sustentação e obediência, a ele próprio. Quem tenta romper com essa lógica sente o peso da coerção — uma gravidade invisível que mantém todos em órbita – a que aí está girando.
O Estado e o Direito: uma inversão necessária
A narrativa oficial costuma afirmar que o Estado criou o Direito para organizar a vida em sociedade. Mas a provocação aqui é inversa: foi o Direito como poder originário, que em primeiro deu origem ao Estado, como escudo da classe dominante e ferramenta de legitimação e operacionalização do sistema vigente. O chamado Estado Democrático de Direito surge, então, não como guardião da liberdade individual, mas como uma mão invisível e coercitiva, que mantém cada indivíduo útil ao funcionamento da máquina social e econômica, com a maioria em benefícios de alguns privilegiados.
O Poder em Camadas
Atrás da palavra “Direito” esconde-se o sistema econômico; atrás dele, uma camada ainda mais profunda: a arte da política de sempre. O poder é como uma cebola: quanto mais nos aproximamos do centro, camada a camada, mais ardido e capaz de nos fazer chorar, só de ver. O Direito, longe de ser supremo em si mesmo, é apenas um instrumento do poder maior, que se disfarça de justiça enquanto serve a interesses econômicos e políticos. E ainda zomba de muitos, ao afirmar que todo poder emana do povo. Kkkkk.
A Fragmentação Partidária como Estratégia de Manutenção do Sistema Corrente
No Brasil, essa lógica se manifesta de forma clara na política. Imagine comparativamente – quando alguém é submetido a carregar uma carga insuportável, a solução é dividi-la em pedaços menores. Assim funciona a multiplicidade dos 30 partidos políticos: não como expressão real de diversidade ideológica no jogo democrático, mas sim, como mecanismo sistêmico de dispersão estonteante, e, de pulverização dos problemas centrais-reais.
Cada partido consome somas enormes de recursos, estruturas e tempo, em disputas irrelevantes (afastado do cerne da exploração classista, que é o verdadeiro problema) brigando entre si ou contra o governo da situação. Essa fórmula garante que os interesses e por conseguinte, os problemas estruturais permaneçam intocados, enquanto a sociedade se perde em batalhas superficiais atoa. O resultado é uma política fragmentada que já fez o Brasil perder décadas patinando de lado, sem avançar. E isso não é por acaso: é método, é estratégia de manutenção do sistema. Bobo é aquele(a) que se perde e perde seus amigos e parentes, nesse Fla x Flu insano e sem resultado concreto. Lá na camada do centro, eles estão todos juntos alimentando-se do mesmo sulco, e dando risada de nossa cara.

Décadas Perdidas e Estagnação Econômica
A fragmentação partidária, longe de fortalecer a democracia, enfraquece a capacidade de ação coletiva-efetiva objetiva. O sistema se protege ao dividir, e o povo paga o preço da estagnação. O discurso democrático, nesse contexto, é apenas uma superfície legitimadora; por baixo, o que impera é a lógica da manutenção do poder e dos privilégios corpóreos.
O Direito como Instrumento do Poder
O Estado DEMOcrático de Direito, nesse cenário, não é emancipador. Ele organiza, limita e conforma, mantendo tudo como dantes, na terra dos gigantes. A promessa de justiça se dissolve quando percebemos que o Direito é apenas uma engrenagem do sistema econômico e político, que se retroalimentam. O Estado Democrático de Direito, longe de ser uma conquista plena, é uma estrutura que garante a utilidade do indivíduo para o sistema, e não sua liberdade. Quanto mais se cobra ordem, mais eles criam leis para reprimir os pelejantes de baixo, e assim, consumir mais e mais tempo, no que não é o cerne do problema raiz. Enquanto a mídia de aluguel chama a atenção ao concentrar-se nas formigas no canto da parede, elefantes voam sobre os “biscuits” da sala. Para quem tentar enfrentar a ordem: polícia e processos judiciais intimidadores, nestes!

O Desafio da Superação
O desafio é romper essa lógica de dispersão e enxergar além das camadas superficiais. Enquanto o Brasil continuar preso à fragmentação partidária e ao uso do Direito como instrumento de poder, seguirá girando em círculos, sem avançar. A crítica não é apenas ao presente, mas ao método que garante a perpetuação do sistema.
Para piorar, os votos computados para o legislativo, é em primeiro para o partido e não para o candidato em que você votou. Daí, você pensar que a culpa é “do povo que vota sempre” nos mesmo de sempre. Não é, necessariamente.
Esse olhar crítico nos convida a repensar o papel das instituições e a questionar até que ponto o discurso democrático é, de fato, emancipador ou apenas uma narrativa legitimadora perpétua. Afinal, se o Direito é um instrumento do poder, cabe perguntar: quem realmente tem se beneficiado dele: a mulher negra que apanha do namorado na favela, ou, as petroleiras que o Temer deu isenção fiscal de mais de um trilhão?
Por exemplo: Um vereador, um deputado, um magistrado, as grandes empresas que receberam os R$ 860 bilhões em benefício fiscal sem resultado proporcional-efetivo…. nos custam quatro vezes mais o que o valor de face dos seus honorários/benefício, senão vejamos:
1) o salário base/benefício;
2) os penduricalhos;
3) Eles não gastam com subsistência tudo que ganham, e aplicam grande parte da renda, comprando títulos da Dívida Pública. Dívida essa a qual é paga com o dinheiro dos impostos que pagamos;
4) E ainda, arcamos com os prejuízos do que se deixa de fazer e entregar como resultado efetivo daquilo que receberam e nos custaram a fazer, e deixaram de fazer.

Nestas eleições de 2026, se aparecer em sua cidade, candidatos prometendo investimentos pesados dos governos federal e estadual, traga-os para dentro da sua casa, feche a porta e só deixem sair, quando lhe convencerem do contrário do que consta no gráfico acima.
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Da redação: Elson Andrade – que é arquiteto, urbanista, empresário desenvolvimentista, pós-graduado pelo Instituto de Economia da Unicamp.
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