Uesb promoverá Feira das Profissões em Itapetinga, Jequié e Conquista

 


Foto: Divulgação/Ascom Uesb

 

Programada para o dia 11 de  setembro, no Alto da Prefeitura, bairro Jequiezinho, das 9 horas às 17h30, a etapa de Jequié da tradicional Feira das Profissões, evento realizado pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), com o intuito de aproximar estudantes do Ensino Médio e pré-vestibulandos do ambiente universitário. Antes de chegar em Jequié, a Feira estará acontecendo em  Itapetinga, nos dias 26 e 27 de agosto, na Praça Dairy Walley, centro da cidade, das 8 às 20 horas e, no dia 4 de setembro em  Vitória da Conquista, com atividades no próprio campus da Uesb, das 8h30 às 17h30.

De acordo com a organização, a  Feira das Profissões abre espaço para apresentação dos cursos de graduação da Universidade, das estruturas de formação e permanência estudantil, bem como das diferentes possibilidades de atuação profissional. Em cada encontro, estarão presentes estudantes, pesquisadores e professores da Uesb, que compartilharão suas experiências, esclarecendo dúvidas e ajudando os vestibulandos a identificarem suas vocações.

Além da apresentação dos cursos, a programação ainda inclui visitas guiadas pelo campus, permitindo que os visitantes possam conhecer laboratórios, salas de aula, biblioteca, entre outros espaços da Universidade. Oficinas e apresentações culturais também estão inclusas no roteiro da Feira, ampliando o contato dos estudantes com as diferentes vivências que fazem parte da comunidade universitária.

Ao promover a Feira das Profissões, a Uesb reafirma seu compromisso com a democratização do acesso ao Ensino Superior, oferecendo aos estudantes um espaço para conhecer a realidade universitária, esclarecer dúvidas e obter informações que contribuam para uma escolha profissional mais consciente.


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Mulher de 21 anos é assassinada no bairro Km 3 em Jequié

 


Letícia Miranda Santos, a vítima

 

Uma mulher de 21 anos foi assassinada por volta das  16hh15 de segunda-feira (24/08), na Travessa Santo Antônio no bairro Km 3, em Jequié. A vítima foi identificada como Letícia Miranda Santos, residente no local do crime.

Segundo as informações iniciais, os autores fugiram após o homicídio e são procurados pela Polícia Militar. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU foi acionado e constatou a morte no local. O   corpo da jovem foi removido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) para o Instituto Médico Legal (IML) de Jequié, onde serão realizados os procedimentos legais.

A Polícia Civil em Jequié/Delegacia de Homicídios passa a investigar o fato para elucidar autoria e motivação do crime.

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Animais de grande porte nas vias públicas é cenário frequente em Jequié

 


Animais sendo apreendidos na manhã desta segunda, 24

 

A presença diária e frequente de animais de grande e médio portes soltos nas ruas, praças e jardins de Jequié, tem sido apontado com críticas pela população, que verificam nas presenças desses animais, os riscos iminentes, relacionados a colisões, com bicicletas, motos e carros, ocasionando danos pessoais e materiais. Quase sempre pode ser também encontrado, pessoas designadas pela prefeitura, fazendo a apreensão e transporte desses animais, como o flagrante feito pelo BJR, na manhã desta segunda-feira (22/08), na Praça ao lado do Centro de Saúde de Jequié e do CEEP Régis Pacheco.

O prazo comum estabelecido pelas prefeituras para que proprietários resgatem animais apreendidos em vias públicas varia geralmente entre 5 e 15 dias, dependendo da legislação específica de cada município.

Mesmo existindo um regramento em relação a punição dos proprietários que permitem que os animais perambulem soltos, o fator político é um agravante, em razão de muitos desses proprietários usarem do “prestígio” para liberarem seus animais. ”Para recuperar o animal, o proprietário deve apresentar comprovante de propriedade, além de pagar multas por deixar o bicho solto e diárias referentes aos dias de alimentação e estadia no local de apreensão”, quase sempre isso não acontece. É também previsto que em caso de novas apreensões do mesmo animal, os valores das multas sobem consideravelmente e o dono pode perder de vez o direito de resgate.

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MPBA emite nota sobre atos de violência relacionados ao Ba-Vi

 


Sede do Ministério Público do Estado da Bahia, em Salvador

 

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) condenou em nota pública, os atos de violência e vandalismo ocorridos no domingo (23/08), em Salvador, relacionados ao clássico Ba-Vi, e lamenta profundamente as mortes registradas, bem como todos os prejuízos e danos causados por atos praticados à margem do esporte.

O MPBA se solidariza com familiares e amigos da vítima e com todas as pessoas afetadas pelos episódios de violência. O esporte deve ser espaço de convivência, respeito e celebração, jamais de agressões e destruição.

Em atuação conjunta com os órgãos de segurança pública, o Ministério Público está acompanhando os fatos e adotando as medidas cabíveis para a identificação e a responsabilização dos autores dos atos violentos, nos termos da lei.

O MPBA reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da paz e da segurança da população baiana e seguirá atuando para punir práticas criminosas  e reestabelecer a civilidade cotidiana e em dias de jogos.

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Bahia: Auditor-fiscal e empresários são presos em operação que apura fraudes e lavagem de dinheiro; grupo movimentou R$ 27 milhões

 


Divulgação | Receita Federal

Um auditor-fiscal da Receita Federal aposentado e dois empresários foram presos na manhã desta terça-feira (25) por suspeita de integrarem uma organização criminosa envolvida com corrupção e outros crimes relacionados. Os cercos ocorrem em Salvador, além dos municípios de Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará.

O auditor-Fiscal foi identificado como Francisco Eliezer Viana da Silva, e os empresários Rodolfo Sérgio Martins Maia Filho e Hugo Mendonça Andrade Santos.

Conforme divulgado pela Receita, o grupo, preso preventivamente, atua em um esquema de corrupção, facilitação de importações fraudulentas, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro. Além das prisões, também foram autorizadas buscas e apreensões, bloqueio de bens, sequestro de imóveis, restrições patrimoniais e quebra de sigilo bancário.

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Itabuna: Polícia resgata mulher em cárcere privado; companheiro é preso em flagrante

 


Crédito: Ascom PCBA

Um descuido do acusado e uma mensagem enviada pelo aplicativo para uma amiga com pedido de socorro ajudaram a livrar uma mulher de cárcere privado, no domingo (23), na rua Beira Rio, no bairro Banco Raso, em Itabuna. Além de ser impedida de sair do imóvel, a jovem contou à polícia que era vítima de agressões, humilhações e constantemente ameaçada de morte pelo companheiro.

Preso em flagrante, o acusado pelo crime foi identificado pelas iniciais T. A.E. Ele foi detido por uma equipa da Ronda Maria da Penha da Polícia Militar da Bahia e levado para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher.

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Ilhéus: Turista morre afogado após salvar filho na praia de São Miguel

 


Foto: Reprodução/TV Santa Cruz

Um turista mineiro de 46 anos morreu afogado após salvar o filho, que também se afogava, na praia de São Miguel, em Ilhéus, destino turístico localizado no sul da Bahia.

Segundo apurou a TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia na região, a situação aconteceu no sábado (22). A vítima foi identificada como Marciel Ângelo da Silva.

Ainda conforme os relatos de testemunhas, o homem teria sido surpreendido por uma corrente de retorno, que o arrastou para o fundo do mar. A criança conseguiu sair com vida.

Banhistas contaram também que não tinha salva-vidas no local, no momento do afogamento.

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Governo anuncia valor do novo salário mínimo para 2027

 


Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Governo Federal prevê um aumento de 7,4% no salário mínimo para 2027. Atualmente, o salário atual é de R$ 1.621 e deve passar para R$ 1.741 no ano que vem, um ganho de R$ 120. A previsão foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta segunda-feira, 24.

O novo salário mínimo consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 que será encaminhado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto e deverá ser apreciado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) antes de ser enviado para sanção presidencial.

O ministro afirmou que a decisão segue o compromisso da equipe econômica de garantir ganho real para o trabalhador.

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Ipiauense desaparece em Luís Eduardo Magalhães; família preocupada busca informações

 


Redes sociais

A família de Enock Oliveira de Souza está à procura de informações sobre o paradeiro do ipiauense, que está desaparecido desde o dia 3 de agosto de 2026, na região de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, onde reside há pelo menos dez anos trabalhando como.comerciário.

Segundo as informações divulgadas pela família, não há notícias de Enock desde a data do desaparecimento. A situação tem causado preocupação entre familiares e pessoas próximas, que fazem um apelo para que qualquer informação que possa ajudar a localizá-lo seja comunicada às autoridades.

Em Ipiaú ele morava no Residencial ACM e chegou chegou a trabalhar em uma conhecida loja de materiais elétricos antes de se mudar para o oeste da Bahia.

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Homem de 44 anos morre após acidente entre moto e veículo de carga na BA-549, entre Itamari e Gandu

 


Reprodução

Um homem de 44 anos morreu após a motocicleta que pilotava se envolver em uma colisão com um veículo de carga, no sábado (22), em um trecho da BA-549, entre Itamari e Gandu, no sul da Bahia.

A vítima foi identificada como Elenildo Conceição Duarte, morador de Wenceslau Guimarães. Segundo informações apuradas pela TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia, ele morreu ainda no local do acidente.

Testemunhas relataram que o motorista do veículo de carga, que não teve a identidade divulgada, teria deixado o local após a colisão.

Após a realização da perícia, a motocicleta foi liberada e entregue aos familiares da vítima.

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Vanuza do Cacau alerta para informações sobre chegada de novos navios com cacau e possíveis impactos ao produtor

 


Reprodução

Durante entrevista à Rádio Ubatã FM, com a apresentadora Jaqueline, Vanuza do Cacau falou sobre a preocupação dos produtores com a importação de cacau.

Vanuza destacou que existem informações extraoficiais sobre a possível chegada de novos navios carregados com cacau importado ao Brasil, situação que tem gerado apreensão no setor.

Segundo ela, caso essas informações se confirmem, os  impactos financeiros para os produtores podem ser incalculáveis, principalmente diante da possibilidade de queda nos preços pagos pelo cacau nacional.

Vanuza reforçou a necessidade de  transparência nas informações e defesa do produtor brasileiro, que não pode ser prejudicado pela entrada descontrolada de cacau estrangeiro.

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Bahia: Cantor de 25 anos fica prensado entre dois carros e perde as duas pernas em acidente

 


Divulgação

O cantor Robert Astro, de 25 anos, perdeu as duas pernas após ser prensado entre dois veículos durante um acidente na noite deste domingo (23) em Serrinha, na região sisaleira.

A informação foi confirmada pelo Samu. Segundo o g1, o acidente ocorreu por volta das 21h30, na Rua Araci, no bairro Cidade Nova.

O cantor estava em pé entre dois veículos estacionados quando uma caminhonete teria atingido a traseira de um deles. Com o impacto, Robert Astro ficou prensado entre os dois carros e sofreu ferimentos graves. Ele foi socorrido pelo Samu e levado para o Hospital Municipal de Serrinha.

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Barra do Rocha: Ciclista morre atropelado ao tentar atravessar a BR-330

 


Ipiaú Online / Leitor

Um homem de 58 anos identificado como Adailton morreu na tarde desta segunda‑feira (24) após ser atropelado enquanto tentava atravessar a BR‑330, na altura da sede do município de Barra do Rocha. O acidente ocorreu por volta das 16:30hs, quando um veículo, que trafegava vindo de Ipiaú, atingiu o ciclista.

Adailton tinha 58 anos / Ipiaú Online

De acordo com testemunhas, Adailton sofreu ferimentos graves e não resistiu à gravidade das lesões. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi deslocada ao local, mas o óbito foi constatado antes da chegada do atendimento médico.

O motorista envolvido no atropelamento permaneceu no local durante todo o atendimento e para o registro da ocorrência. Agentes da Polícia Militar foram acionados para sinalizar a via, colher informações e aguardar a chegada da Polícia Rodoviária Federal, responsável pela perícia e pela investigação das circunstâncias do acidente.

Não há, até o momento, informações oficiais sobre causas que possam ter contribuído para o atropelamento, como excesso de velocidade, condições de visibilidade ou eventual embriaguez do condutor. A identidade completa da vítima e detalhes sobre o sepultamento serão divulgados após contato com familiares e a confirmação pelas autoridades competentes.

Ipiaú Online

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Bahia está entre 16 estados em alerta para calor extremo e baixa umidade

 


Foto: Freepik

A Bahia e outros 15 estados brasileiros estão em alerta para calor extremo e baixa umidade nos próximos dias. Segundo previsão da Meteored, as temperaturas podem chegar a 45°C em áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, enquanto a umidade relativa do ar pode cair para 12% ou menos em algumas regiões.

O alerta abrange Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

O calor deve atingir principalmente áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, mas também pode afetar partes do Sudeste. Em algumas regiões, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 12% e chegar a 8%.

Segundo a Meteored, cidades como Uberlândia (MG), Nova Friburgo (RJ) e Goiânia (GO) já registraram índices de 10% nesta semana.

O tempo seco pode provocar ressecamento da pele, irritação nos olhos, boca e nariz, dor de cabeça e agravamento de problemas respiratórios. A combinação de altas temperaturas e baixa umidade também aumenta o risco de queimadas e incêndios.

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Elson Andrade: Você sabe qual é o grande mecanismo de transferência de riqueza: da economia real para o capital financeiro?

  postado em às 18:25

Nesta edição o urbanista arquiteto Elson Andrade, convida-os a fazer uma pausa na correria cotidiana para parar e observar como funcionam as engrenagens de um sistema que foi desenhado para parecer complexo, mas que repousa sobre uma lógica perversamente simples, mas que traduz o funcionamento do dinheiro não como um mistério matemático, mas como aquilo que ele realmente é: um velado sistema de controle social-estatal em forma de canal oficial de transferência de riqueza dos de baixo para os de cima.

ETAPA 1: DECOMPOSIÇÃO DIALÉTICA DO SISTEMA MONETÁRIO

Para compreender a arquitetura financeira contemporânea, precisamos primeiro quebrar a barreira do preconceito cognitivo e analisar o dinheiro sob três prismas evolucionários:

  • Tese (O Senso Comum): A sociedade enxerga o dinheiro como um objeto neutro, um “recibo de esforço” físico ou um pedaço de papel pintado, com valor intrínseco emitido pelo governo. Acredita-se ingenuamente que os bancos funcionam como “cofrinhos gigantes” ou intermediários puros, que pacientemente recebem as economias de um poupador idoso para emprestá-las a um jovem que deseja comprar sua casa.
  • Antítese (A Contradição/Crise): O choque de realidade revela que os bancos privados não emprestam dinheiro de depósitos alheios; eles criam dinheiro do nada por meio de um truque contábil no momento em que concedem um empréstimo. O dinheiro fiduciário (fiat) não tem lastro, a inflação de ativos (como a explosão dos preços imobiliários) destrói o poder de compra real, e o sistema financeiro cobra juros extorsivos sobre moedas que ele próprio gerou eletronicamente em segundos.
  • Síntese (A Compreensão Superior): O dinheiro opera, em última análise, como um mecanismo institucionalizado de captura e transferência de riqueza real (produzida por quem trabalha e gera valor físico) para o topo da pirâmide financeira nacional e global (aqueles que detêm o monopólio da alavanca monetária e controlam a emissão do crédito).

 

ETAPA 2: JORNADA DE DISSIMULAÇÃO COGNITIVA

Nível 1: A Ilusão Sensível (O Dinheiro como Escambo Otimizado)

Em sua infância conceitual, o dinheiro surgiu há seis séculos a.C. na Lídia, para solucionar um impasse físico e uma melhora logística: se você produz cacau e quer comprar sapatos, precisa encontrar um sapateiro que queira consumir cocada de cacau ou chocolate. Para evitar essa complexa “dupla coincidência de desejos”, a humanidade adotou mercadorias de aceitação geral (sal, metais, e posteriormente o ouro) como meio de troca.

Nesse estágio, o cidadão comum internalizou a ideia de que o dinheiro é um representante do trabalho já realizado. É a mentalidade doméstica clássica: “trabalho duro, ganho dinheiro, coloco-o no banco e depois gasto ou poupo”. Contudo, transpor essa lógica doméstica para o funcionamento de um país é um erro colossal que nos impede de ver a realidade. E aqui é importante lembrar que esse pedaço de papel pintado com cara de onça que você carrega no bolso, é em verdade patrimônio público, impresso pelo seu governante. Seu a rigor, seria apenas o valor ali representado, embora esse mesmo governo monte toda a trapaça, justamente na perda do valor, enquanto a escrita gravada na cédula siga a mesma.

Nível 2: A Materialização da Confiança Coercitiva Convencional (Do Papel-Moeda ao Dinheiro Eletrônico)

À medida que as transações ganharam escala, carregar pesadas moedas de ouro e prata tornou-se perigoso e ineficiente. Os antigos bancos perceberam que podiam guardar esse ouro em seus cofres e emitir recibos de papel — os vales e notas promissórias de papel. Como as pessoas confiavam na solvência do banco, passaram a transacionar os próprios recibos diretamente, sem precisar resgatar o metal físico.

Os bancos, astutos, logo notaram que o ouro raramente era retirado ao mesmo tempo. Percebendo que o papel havia se tornado o dinheiro de fato na mente do público, começaram a imprimir mais papéis do que a quantidade de ouro físico que tinham guardada, emprestando-os para cobrar juros adicionais. Foi o nascimento do crédito fiduciário.

Hoje, essa dinâmica atingiu o extremo digital. As notas de papel físico emitidas pelo Estado representam menos de 2% da liquidez total na economia. Os outros 98% são dinheiro eletrônico bancário — meros sinais magnéticos e números digitados em computadores de bancos comerciais. A confiança (crederé, crer) mudou de suporte: saiu do metal, passou pelo papel de curso forçado (fiat) e hoje reside em bancos de dados informatizados; o denominado Dinheiro Escritural.

Nível 3: A Abstração Tecnológica (A Moeda Digital e o Monopólio Disfarçado)

Quando o dinheiro abandona completamente a matéria e vira código puro, o poder de quem controla o sistema de registro centraliza-se ao extremo. Quem tem a chave do servidor de banco de dados decide quem pode comprar, vender, contrair crédito ou ser sumariamente excluído da vida econômica.

O grande drama é que essa digitalização total eliminou qualquer limite físico para a expansão monetária. Na contabilidade moderna de partidas dobradas — herança de Luca Pacioli (1494), o ativo de um banco deve bater exatamente com seu passivo e patrimônio líquido. Porém, na engenharia moderna, os bancos conseguem inflar seus ativos de maneira virtual através de derivativos, securitizações e permutas de crédito complexas (vide caso Master que partiu de milhões e atingiu a cifra de bilhões em pouco tempo) com poderio astronômico capaz de comprar não apenas feijão e arroz, mas até altas autoridades e personalidades da “Ré-pública” .

Ao transformar o dinheiro em algoritmos, o setor financeiro adquiriu a capacidade de criar instrumentos especulativos em escalas trilionárias, completamente desconectados da capacidade física de entrega da economia real. Os EUA, por exemplo, acabam de ultrapassar a cifra dos US$ 40 trilhões em dívida pública (dinheiro escritural criado do nada pelo Estado e apropriado por uma elite global) a qual ainda têm a cara de pau de meter medo ao mundo afirmando estarmos diante dum grande reset financeiro global, caso não se aceite a rolagem.

Nível 4: O Grande Diagnóstico (Como se Apropriar da Riqueza Sem Suar a Camisa)

Chegamos, finalmente, ao coração da jornada pedagógica: como ocorre esse dreno invisível, mas oficial, da riqueza produzida pelo trabalhador para as mãos dos donos do capital? Três mecanismos complementares e sistemáticos operam essa transferência:

1) O Efeito da Injeção Seletiva de Crédito (A Especulação de Ativos Financeiros)

Os bancos privados buscam maximizar o lucro a curto prazo. Para eles, é imensamente mais rentável e seguro conceder empréstimos para quem já possui garantias físicas, como imóveis, do que financiar um pequeno negócio produtivo local.

Quando os bancos criam centenas de bilhões de moedas digitais do nada e as direcionam massivamente para o mercado imobiliário e financeiro, o preço dos imóveis dispara artificialmente. Isso gera uma redistribuição de riqueza profundamente injusta:

  • Os mais ricos, que já possuem ativos patrimoniais, veem sua riqueza aparente inflar exponencialmente sem que tenham produzido uma única parede nova.
  • Os mais pobres e os jovens trabalhadores são empurrados para fora do mercado de habitação e forçados a contrair dívidas ainda maiores, trabalhando o dobro da vida apenas para pagar juros por um teto. O dinheiro criado do nada inflaciona o custo de vida básico, funcionando como um imposto invisível sobre quem trabalha.

2) A Alquimia da Moeda Bancária e a Eterna Escravidão dos Juros

Para que haja dinheiro em circulação hoje, alguém obrigatoriamente teve de pegar um empréstimo e contrair uma dívida com um banco. O grande truque contábil é que o banco comercial privado digita o crédito do nada no seu computador de forma instantânea e sem esforço físico, mas exige do devedor um reembolso acrescido de juros pesados, que só podem ser pagos com o esforço físico real, tempo de vida e trabalho produtivo na economia real.

Para entender o tamanho desse parasitismo econômico, considere a analogia da geladeira:

Uma grande fabricante nacional gasta semanas, engenharia, matérias-primas e mão de obra intensa para produzir uma geladeira real, a qual já teve a produção financiada e portanto, já há juros embutidos no preço da geladeira. Daí, é vendido o produto. Porém, o trabalhador comum não tem renda para comprá-lo à vista. Entra em cena o capitalista financeiro, que oferece um parcelamento em 18 vezes. Ao fim do período, o trabalhador pagou o equivalente a duas ou três geladeiras, e ao fim da dívida, ao tentar vender essa mesma geladeira, não consegue nem a metade do valor de uma nova:

  • Depois de anos ele se pergunta: trabalhei tantos anos e hoje tenho quase nada, aonde foi parar o fruto de tanto esforço?
  • Uma geladeira remunera quem de fato suou, projetou e construiu o bem físico (o capitalismo produtivo/industrial).
  • Duas geladeiras vão diretamente para o bolso de quem simplesmente operou o teclado do computador para conceder o financiamento (o capitalismo financeiro).
  • O Capitalismo é por essência um sistema de dívida sob a égide oficial do Estado, implantado na forma da lei e do Direito. Ou seja, não adianta espernear, tá tudo sendo operado na forma da lei.

3) O Contraste Brutal: Trabalho Real Versus a Alavanca Monetária

Enquanto o cidadão comum rala 40 horas semanais plantando alimentos, construindo estradas, prestando serviços ou gerindo pequenos comércios (que geram o valor econômico tangível do PIB), a elite financeira opera a mágica alavanca monetária.

No caso brasileiro, por exemplo, essa engrenagem de extração de valor atinge proporções assustadoras através da taxa SELIC aplicada sobre a Dívida Pública:

  • Os bancos comerciais pegam o dinheiro que os cidadãos depositam em suas contas diárias e usam esses recursos para comprar títulos públicos emitidos pelo governo.
  • O governo federal paga juros bilionários a essas instituições financeiras através da taxa SELIC (que chegou a patamares superiores a 15% ao ano na atualidade e a 48% na era FHC).
  • Esse dreno financeiro estatal retira cerca de 8% do PIB ao ano (aproximadamente R$ 1 trilhão) das receitas de impostos pagos pela população trabalhadora e transfere esse montante diretamente para o bolso de 1% da população que detém os títulos da dívida.

Ao somarmos os juros extorsivos cobrados das famílias (cerca de 10% do PIB), os juros sobre as empresas produtivas (3% do PIB) e os juros pagos pelo Estado aos rentistas (8% do PIB), descobrimos que cerca de 25% de todo o esforço de produção nacional (um quarto do PIB) é esterilizado e capturado por intermediadores financeiros que não produzem rigorosamente nenhuma arroba de cacau.

O dinheiro, portanto, deixou de ser um lubrificante neutro para o comércio e transformou-se no mais eficiente aspirador de riqueza já projetado, sugando o fruto do suor da economia real na base da sociedade e concentrando-o de maneira limpa, legal e silenciosa no topo do sistema financeiro.

No Brasil, há dois tipos de moedas oficiais (embora na lei só exista uma), que são:

1)    O Papel Moeda (o Real criado em 1994 por FHC e seus asseclas, ligados a loja maçônica americana de Bill Clinton). Esse, é aquele que está sujeito aos efeitos perversos da inflação (perda do poder aquisitivo);

2)    Os Títulos da Dívida Pública (implantado em larga escala na era do regime Militar e intensificado no governo FHC, PT, e em diante, e, cada vez mais…) o qual, não só o Brasil, mas quase todos os países da América Latina, simultaneamente, deram golpes militares com a velada e cínica encomenda essencial duma mão invisível, de implantar Bancos Centrais em cada uma dos países subdesenvolvidos, e passar a operacionalizar o Sistema da Dívida Pública.

Enquanto o Papel Moeda se desvaloriza, os Títulos da Dívida Pública recebem juros reais acima da inflação. E adivinha de onde vem os recursos para pagar os custos dos juros, recebidos por quem detém esses títulos? Resposta, das receitas de impostos pagos aos governos (municipal, estadual e federal), embutidos nos preço de tudo, até do caixão que você enterrou seu parente, mesmo que do lado de fora dos muros do cemitério.

A Moeda Invisível: Como o Sistema da Dívida Pública Alimenta a Desigualdade no Brasil

A economia brasileira funciona com uma divisão escondida que afeta a vida de todos os cidadãos. Oficialmente, a lei diz que o Brasil tem apenas uma moeda: o Real. Mas, no dia a dia do mercado financeiro, existe uma “segunda moeda” muito mais forte e segura. Essa moeda são os Títulos da Dívida Pública. Enquanto o dinheiro de papel perde valor no bolso do trabalhador, esses títulos garantem lucros altos para um grupo restrito de grandes “investidores” operadores do sistema.

Esse perverso e velado sistema econômico-financeiro, opera sob uma dualidade financeira que aprofunda as desigualdades sociais e dita a circulação da riqueza. Embora o Real, instituído em 1994, seja a única moeda legal perante a lei, os Títulos da Dívida Pública funcionam na prática como uma segunda moeda. Esta última é restrita à elite financeira e imune aos efeitos perversos da inflação que corroem diariamente o poder de compra do trabalhador comum.

O Banco Central atua como o principal operador e regulador desse cenário. A instituição foca na meta de inflação por meio da manipulação da taxa básica de juros (conhecida como taxa Selic), o que na verdade baliza e garante a alta rentabilidade dos títulos públicos. Esse modelo institucional ganhou força na América Latina durante o regime militar. Naquela época, pressões externas impulsionaram a criação de Bancos Centrais moldados especialmente para operacionalizar o Sistema da Dívida Pública. Em vez de atuar de forma neutra, a autoridade monetária acaba operacionalizando a remuneração do capital rentista em detrimento de investimentos produtivos.

A história mostra o tamanho dessa distorção. Antes do Real, o trabalhador sofria com a hiperinflação, que chegou ao topo histórico de 6.821% em abril de 1990. O Real controlou os preços das mercadorias, mas não parou a engrenagem da dívida pública. Com o argumento de “atrair” investidores internacionais (a mão física da tal mão invisível), o governo passou a pagar os juros reais mais altos do mundo. Nas últimas décadas, esses juros fizeram a dívida saltar de bilhões para trilhões de reais, criando uma máquina gigante de rendimento privado. Só nos últimos 12 meses, já foram pagos pelo BC mais de R$ 1 trilhão ao sistema.

E nas eleições de 2026, seja quem for o “vencedor”, já está eleito, a priori quem vai bancar essa farra. Adivinha quem?

O impacto social desse arranjo é uma transferência massiva e contínua de renda. Os recursos utilizados para pagar os juros reais — que ficam rotineiramente acima da inflação — não vêm da geração de novas riquezas, mas sim da arrecadação de impostos pagos por toda a sociedade. Como o sistema tributário brasileiro é regressivo e penaliza proporcionalmente os mais pobres por meio de impostos sobre os salários e o consumo, a receita gerada pelo trabalho da população é desviada para o pagamento de rendimentos a grandes investidores e instituições financeiras. Dado que quem tem os meios de produção ou comércio, acaba repassando aos preços, os impostos da cadeia de suprimento, transferindo para as costas dos assalariados e aposentados em geral. Esse ciclo drena o orçamento que deveria financiar serviços essenciais como saúde, educação e infraestrutura, perpetuando a concentração de renda no país, o qual sem dúvida, é sim, um dos motores do nível de violência em todo o país, e em especial, nas regiões com menores índices de rentistas.

As Perguntas que Ficam:

  1. Se a lei diz que o Real é a única moeda do país, por que os Títulos da Dívida Pública conseguem proteger o topo da pirâmide social contra a inflação enquanto o povo perde poder de compra, tirando o alimento da boca das crianças?
  2. De que forma a criação de Bancos Centrais na América Latina durante os regimes militares ajudou a priorizar o pagamento de juros a “investidores” (especuladores financeiros) em vez de investimentos na saúde e educação?
  3. Como podemos mudar o sistema de impostos do Brasil para evitar que o dinheiro dos trabalhadores mais pobres seja usado para pagar os lucros de quem já é rico? Há escapatória diante do atual grau de domínio em curso?
  4. Você já parou para pensar que se em SP, RJ, BH, RS e outras praças, há favelas nos mesmos moldes, independente do lugar, é que portanto, há um modus operandi comum, gerador de pobreza, operando sistematicamente?
  5. Você já parou para pensar por que houve na mídia uma avalanche de denúncias sobre cheques sem fundo, os quais representavam algo em torno de 2% e no lugar dele, surgiram bandeiras de cartão de crédito que agora cobram juros de até 452% ao ano?
  6. O que é bom para uma das partes, seria também bom para o todo (conjunto da sociedade)?

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Da redação: Elson Andrade – que é arquiteto, urbanista, empresário desenvolvimentista, pós-graduado pelo Instituto de Economia da Unicamp

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