A armadilha da fama no futebol e a urgência da saúde mental no esporte

Nove dias após perder para o São Paulo, no Morumbis, o Vitória volta a campo na capital paulista para enfrentar o Corinthians nesta segunda-feira (19), às 20h, na Neo Química Arena, em confronto direto no fechamento da 31ª rodada da Série A. Na 12ª colocação, com 36 pontos, o Leão tem quatro pontos a mais que o Corinthians, 16º colocado e com a mesma pontuação do Internacional, primeiro time dentro da zona de rebaixamento.
Ainda em busca da primeira vitória fora de casa nesta edição da Série A, após 15 jogos como visitante, o Vitória também tenta encerrar um jejum de nove anos sem vencer o Corinthians. O último triunfo rubro-negro sobre o time paulista aconteceu em 2017, por 1 a 0, com gol de Santiago Tréllez, pelo Campeonato Brasileiro.
Para a partida, o técnico Jair Ventura não poderá contar com o zagueiro Cacá, suspenso após receber o terceiro cartão amarelo contra o São Paulo. Por outro lado, o treinador terá o retorno do ponta argentino Diego Tarzia, que deve voltar a formar o ataque titular ao lado de Matheuzinho, Erick e Renê.
Após enfrentar o Corinthians, o Vitória volta a campo no sábado (24), às 16h30, quando recebe o Athletico-PR, no Barradão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.
CORINTHIANS
Ainda sem o holandês Clarence Seedorf, contratado após a demissão de Fernando Diniz, o Corinthians será dirigido pelo auxiliar Leo Porto nesta segunda-feira. Há nove jogos sem vencer, sendo oito derrotas e um empate no período, o Timão é o pior time do segundo turno da Série A, com apenas uma vitória, dois empates e oito derrotas em 11 partidas.
Para a partida contra o Vitória, o Corinthians não poderá contar com o volante Raniele, que se recupera de cirurgia no joelho, e Memphis Depay, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Além da dupla, o meio-campista Zakaria Labyad e o atacante Kayke seguem em recuperação de cirurgias no joelho com previsão de retorno em 2027.
Desfalque na atividade de sexta-feira por causa de vômitos e dores abdominais, o centroavante Yuri Alberto deve estar em campo como titular.
Como mandante, o Timão tem a quarta pior campanha, com cinco vitórias, três empates e sete derrotas.
FICHA TÉCNICA
Corinthians x Vitória
Campeonato Brasileiro - 31ª rodada
Local: Neo Química Arena, em São Paulo
Data: 19/10/2026 (segunda-feira)
Horário: 20h
Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Maira Mastella Moreira (RS)
VAR: Rodrigo D Alonso Ferreira (SC)
Onde assistir: Sportv (TV Fechada) e Premiere (Pay-per-view)
Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Allan, André, Carrillo e Breno Bidon; Memphis Depay e Yuri Alberto.. Técnico: Leo Porto (auxiliar técnico).
Vitória: Lucas Arcanjo; Mateus Silva, Brítez, Luan Cândido e Jamerson; Caíque, Martínez e Matheuzinho; Erick, Tarzia e Renê. Técnico: Jair Ventura.
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A Bahia tem bolsonaristas. Porém eles não são o mesmo volume de apoiadores da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É certo que essa análise tem por base uma restrição geográfica limitante: Salvador não é a Bahia. No entanto, as mobilizações do final de semana resumem bem o posicionamento político de parcela expressiva da população baiana.
No sábado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) arrastou uma multidão à Barra. O ato, capitaneado por figuras como João Roma, Diego Castro e Sandro Filho, foi marcante para um território tradicionalmente associado ao lulismo. A adesão formal de ACM Neto e Bruno Reis nesse segundo turno explica, em parte, as impressionantes imagens em Salvador. Porém, é preciso ponderar que, tal qual as mobilizações da esquerda, o "voluntariado" da participação deve ser avaliado de maneira parcial - há registros de comissionados sendo forçados a participar, com ameaças de uma secretária de segundo escalão que se considera maior que os pares.
O título de Cidadão Soteropolitano a Flávio Bolsonaro, proposto por Cezar Leite (bolsonarista de quatro estrelas), foi entregue em meio a um entrave jurídico. Se alguém pode dizer que saiu maior após a visita do senador à capital baiana, o vereador merece um destaque maior. Do trio, as falas foram para convertidos, como esperado, e a inusitada ausência inicial de Sandro Filho no espaço VIP, é um retrato da lógica controversa do "você sabe com quem está falando". Deputado federal do PL mais votado da Bahia, o mais jovem da história, Sandro foi excluído da área destacada. Corrigida a falha, ele foi incorporado ao grupo, como se nada tivesse acontecido.
Ainda que o sábado tenha sido marcante na Barra, o domingo não pode ser desprezado. Sem Lula ou figurões petistas, artistas baianos fizeram um auto-proclamado "ato em defesa da democracia". Daniela Mercury liderou, tal qual já fizera em 2022, uma ação da classe artística em prol da candidatura do PT. As críticas foram as mesmas de outrora: apelo da música para atrair público, "showmício" disfarçado de ato voluntário e tantos outros esforços para deslegitimar o engajamento. Olhando para além dessa perspectiva reducionista, o circuito tomado exclusivamente de amarelo no dia anterior, foi tingido também com tons avermelhados. Ainda assim, após o apelo do "Exército do Lula", foi possível identificar a reapropriação das cores da bandeira brasileira por simpatizantes da esquerda. Daniela, Gilberto Gil, Russo Passapusso, Rachel Reis e Liniker não esconderam lado - e já o tinham feito anteriormente -, diferente de muitos bolsonaristas baianos que "saíram do armário" após o primeiro turno. O encontro na Barra, em defesa do projeto de reeleição de Lula, deu uma dimensão do poder de mobilização que a esquerda possui quando o "calo aperta". No próximo dia 25, será possível medir se Lula conseguiu ampliar o percentual em Salvador ou se Flávio Bolsonaro, o Bolsonaro Similar, conseguiu capitalizar algo mais que boas imagens para redes sociais.
Salvador é mais lulista. A Bahia é mais lulista. Quem diz isso são as urnas. E, mesmo que a extrema-direita insista no contrário, há uma lacuna grande de espaço para fazer frente à diferença que o petista obtém historicamente por essas bandas. E olha que, agora, a extrema-direita conseguiu incorporar a "direita limpinha" no esforço para voltar ao poder.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou, durante o debate presidencial na TV Bandeirantes na noite deste domingo (18), o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir as contas bancárias e os sigilos telefônicos de suas respectivas famílias para comprovar a idoneidade e expor quem cometeu atos de corrupção no país.
No programa, que foi o primeiro debate presidencial do 2º turno, o petista propôs entregar os dados financeiros à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF) antes do pleito para que os eleitores pudessem avaliar o patrimônio de cada um.
“Flávio, aqui muito se falou de corrupção. Eu vou fazer uma proposta para você. Eu desafio você. Amanhã, abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país. Para que o povo saiba quem é ladrão”, afirmou o presidente Lula.
O candidato à reeleição completou citando que a medida se estenderia a toda a família dos candidatos: “Abra o telefone e a sua conta bancária; eu abro da minha família inteira e você abre da sua família. E vamos pedir para a Justiça. Nós entregamos ao presidente da Suprema Corte, entregamos ao presidente do TSE o seu documento e o meu, para que avalie, antes das eleições, o povo saber quem é quem na história desse país. Para saber quem é corrupto, quem é ladrão, sabe? Porque, senão, o povo será enganado outra vez”, diz.
Flávio Bolsonaro rebateu a provocação afirmando que não tem bens a esconder. Em sua fala, o senador ainda acusou o chefe do Executivo de movimentar recursos não declarados fora de contas oficiais e citou supostos repasses irregulares ao Instituto Lula. A denúncia publicada pela revista Veja foi desmentida pela Polícia Federal.
“Eu não tenho absolutamente nada a esconder, só que a questão, Lula, é que o seu dinheiro é por fora sempre, não está na sua conta, está em algum outro lugar. Como falou o Vorcaro, o dinheiro do seu filme foi por fora, R$30 milhões no Instituto Lula, isso tem que ser investigado”, argumentou o herdeiro de Jair Bolsonaro.
Vale destacar que ainda neste domingo, foi revelado pela imprensa brasileira que a Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito contra Flávio Bolsonaro (PL) para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, que é alvo de apurações policiais por suposta participação em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), adversários no segundo turno das eleições, trocaram acusações de corrupção, fizeram perguntas que deixaram o outro sem resposta, provocaram e envolveram familiares no primeiro debate entre os dois, na Band, na noite deste domingo (18).
No primeiro bloco do encontro, Flávio explorou o caso que envolve a lobista Roberta Luchsinger, investigada em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente, em três inquéritos sob suspeita de corrupção e tráfico de influência.
No sábado (17), em entrevista à CNN Brasil, ela disse que pretende firmar um acordo de delação premiada e que não poupará Lula, sem apresentar detalhes ou evidências sobre o que teria a revelar.
Flávio perguntou a Lula se ele conhecia Roberta. O presidente respondeu que a Polícia Federal cuidará dela e voltou a afirmar que qualquer um, mesmo seu filho, será investigado em seu governo.
"Não sou um pai que protege o filho, como você foi protegido pelo seu pai [...] Não escondo nem mando ministro embora porque não quis trocar diretor da Polícia Federal", afirmou Lula, lembrando da saída do ex-juiz Sergio Moro do governo de Jair Bolsonaro.
Moro, que condenou Lula na Operação Lava Jato, foi levado ao debate por Flávio. Quando anunciou sua demissão do governo Bolsonaro, em abril de 2020, o ex-ministro criticou a insistência do ex-presidente para trocar o comando da PF.
Flávio também perguntou ao petista por que seu filho vive na Espanha —Lula não respondeu e rebateu afirmando que o irmão do senador, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, vive nos Estados Unidos "tramando contra o Brasil".
O presidente, por sua vez, foi ao ataque com o caso Master, questionando diversas vezes sobre o destino de R$ 134 milhões que Daniel Vorcaro teria pago ao filme "Dark Horse", uma ode à história de Jair Bolsonaro. "O que fez com o dinheiro? Foi para ajudar seu irmãozinho a trair o Brasil?", perguntou Lula.
Flávio voltou a se esquivar, como vem fazendo ao longo da campanha, e não esclareceu o destino do dinheiro, enviado para um fundo controlado pelo advogado Paulo Calixto, ligado a Eduardo. "Você vai aplaudir o filme do presidente Bolsonaro, que você vai amar", disse o senador.
Em meio a essa troca de provocações, Flávio pediu que Lula ficasse mais perto, reeditando uma cena do debate da Globo que o petista travou com Jair Bolsonaro, em 2022. O petista respondeu que não queria ficar perto do senador. "Quero distância de miliciano", disse.
Em outro momento do primeiro bloco, o senador afirmou que a criminalidade explodiu no Brasil e perguntou por que 73% dos presidiários votaram no petista. Lula respondeu: "Eu quero 100%, até do seu pai".
Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por ter liderado um plano de golpe de Estado para impedir que Lula assumisse a Presidência da República. O ex-presidente se encontra em prisão domiciliar.
No final do primeiro bloco, a Band concedeu um direito de resposta de um minuto a Flávio, sem indicar o motivo. Antes, Lula chamou o rival de "malandro carioca". O senador usou o tempo para tratar de violência e segurança pública e acenar a eleitores mais pobres e a mulheres.
Lula derrapou no começo do debate, quando caminhou em direção à câmera errada e não controlou bem seu tempo. Nos minutos seguintes, porém, conseguiu se recuperar e encurralar Flávio em alguns momentos.
Ele perguntou duas vezes se o senador apresentará alguma proposta para alterar a lei que promulgou o fim da escala 6x1. Como noticiou a coluna Painel, Flávio garantiu a aliados que irá rever pontos da proposta.
Da primeira, o candidato do PL tergiversou. Da segunda, negou. "Ele só faz 'fake news' o tempo inteiro. […] Eu vou fazer com que você prospere de verdade. A gente vai falar no próximo bloco sobre prosperidade e não sobre o legado que ele está deixando, que é só de miséria, de endividamento, um monte de recorde negativo", disse Flávio.
Lula afirmou que o filho de Bolsonaro treinou e "melhorou muito para mentir". "Toda vez que ele falar, olhe nos olhos desse homem, porque qualquer pessoa aprende desde pequeno que a mentira está nos olhos e não na palavra."
Esse foi o primeiro debate televisivo do qual participaram Flávio e Lula nestas eleições. O esvaziamento dos encontros pelos dois principais adversários neste pleito levou ao cancelamento de dois dos quatro debates previstos para o primeiro turno.
Para o senador, a ausência do presidente inviabilizava confrontos diretos, enquanto para o mandatário, a ida aos programas com a presença de outros candidatos configuraria disputa desleal por possíveis ataques de vários lados.
O filho de Jair Bolsonaro chegou a dizer na terça-feira (13) que não compareceria ao debate. No dia seguinte, depois que a emissora confirmou, via assessoria de imprensa, que o programa estaria mantido e que o púlpito de Flávio ficaria vazio, ele voltou atrás e afirmou que participaria.
Oficialmente, o senador disse nas redes que sua declaração foi uma "armadilha" para fazer Lula confirmar presença. "Bastou falar que não ia no debate da Band para você no minuto seguinte falar que vai no debate. É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse."
No segundo bloco, com perguntas dos mediadores, o principal tema foi a saúde. Flávio começou se solidarizando com o povo do Rio de Janeiro após Lula acusá-lo de malandro ao estilo carioca
O senador depois citou que chamou o médico Claudio Lottenberg, que foi presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, para comandar o Ministério da Saúde e disse que "SUS vai ser padrão Einstein".
O petista, em contrapartida, lembrou das mortes da pandemia de covid-19. Citou que boa parte delas poderia ter sido evitada e que o governo de Jair Bolsonaro não acreditava na ciência. Ao fim, questionou, em menção à fala do adversário, se Flávio não estaria querendo privatizar o SUS.
Depois desse momento houve um princípio de confusão. Flávio aparecia atrás de Lula, estratégia que o senador adotou durante o debate, quando o petista afirmou que se o oponente estivesse zombando dele iria pedir direito de resposta. O senador questioná-lo e recebeu um aviso da mediadora de que não poderia falar naquele momento.
Na sequência, Flávio indagou Lula sobre o tema da saidinha e disse que o petista defende mais o direito dos bandidos do que o das vítimas. O atual presidente rebateu dizendo que o senador vai pretende dar um indulto para o pai e liberar outros de tabela.
O filho do ex-presidente Bolsonaro também aproveitou para dizer que votou a favor do fim da escala 6x1 e vincular essa atitude com a ideia de segurança. Afirmou que hoje o cidadão vai pra praia com medo, a mulher pega ônibus com medo. "Não quero que seu dia de folga seja um dia de pesadelo."
Já o petista disse que Flávio conhece o trabalho por literatura, porque nunca trabalhou.
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A mais nova pesquisa BTG/Nexus sobre a disputa presidencial no segundo turno, divulgada nesta segunda-feira (19), revela uma situação de quase total empate entre os dois candidatos. Pelo levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL) estaria com 50,3% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a 49,7%.
Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o resultado obtido pela BTG/Nexus revela uma situação de empate técnico. Na pesquisa anterior, divulgada em 13 de outubro, Flávio Bolsonaro havia registrado 52% dos votos válidos, enquanto Lula somava 48%.
Na avaliação da rejeição aos dois candidatos, a pesquisa revela que 47,8% dos eleitores declararam que não votariam “de jeito nenhum” no presidente Lula. Outros 46,8% responderam o mesmo em relação ao senador Flávio Bolsonaro.
Em relação à aprovação do trabalho do presidente Lula, a pesquisa mostra que a desaprovação do líder petista está em 48,8%, e a aprovação chegou a 47,2%. Aqueles que não souberam responder somaram 4,1%.
A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.002 eleitores de 16 a 18 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04499/2026.
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