Inveja em amizades femininas: mito ou realidade?

 Fonte: Izabelly Mendes

A amizade entre mulheres é frequentemente celebrada como um dos vínculos mais fortes e sinceros que existem. Compartilhar alegrias, conquistas, confidências e desafios fortalece essas conexões e pode gerar apoio mútuo essencial para o bem-estar emocional. No entanto, existe um tema delicado e muitas vezes controverso que ronda esse universo: a inveja entre amigas. Mas afinal, a inveja em amizades femininas é um mito reforçado por estereótipos ou uma realidade que precisa ser enfrentada com maturidade?

O que é a inveja?



Antes de entender se a inveja nas amizades femininas é um fenômeno comum, é importante definir o que é inveja. Trata-se de um sentimento negativo que surge quando uma pessoa deseja algo que outra possui — seja uma qualidade, uma conquista, um relacionamento ou até mesmo um traço de personalidade. A inveja pode gerar ressentimento, competição e até sabotagem emocional.

No contexto das relações interpessoais, a inveja pode surgir como um obstáculo para a empatia e a cooperação, prejudicando a conexão e a confiança.

A inveja em amizades femininas: fator cultural e social



Culturalmente, a ideia de que mulheres são mais competitivas e invejosas entre si é um estereótipo amplamente divulgado. Mídias, filmes e histórias populares reforçam essa narrativa, muitas vezes pintando as amizades femininas como cheias de ciúmes, rivalidades e fofocas. Mas essa visão é simplista e injusta.

Sim, a inveja pode acontecer entre amigas, afinal, todos os seres humanos são suscetíveis a esse sentimento em algum grau. Contudo, o que diferencia uma amizade saudável de uma tóxica é a forma como essa emoção é gerenciada. Mulheres que se sentem seguras e valorizadas tendem a celebrar o sucesso da outra, em vez de sentir inveja. Já em ambientes onde há insegurança pessoal ou falta de autoestima, o sentimento invejoso pode ganhar espaço.

Sinais de inveja em uma amizade feminina

Reconhecer a inveja dentro de uma amizade nem sempre é fácil, pois muitas vezes ela se disfarça em atitudes sutis. Alguns sinais comuns incluem:

  • Competição constante: Quando uma amiga tenta superar a outra em tudo, seja em conquistas profissionais, relacionamentos ou aparência.

  • Desvalorização das conquistas: Minimizar ou ignorar as vitórias da amiga, mesmo que sejam legítimas.

  • Críticas excessivas: Apontar defeitos constantemente, especialmente quando a amiga está em um momento positivo.

  • Fofocas e falatórios: Espalhar informações ou comentários maldosos por trás das costas.

  • Ausência de apoio: Falta de incentivo e entusiasmo genuíno nas realizações da outra.

Se esses comportamentos são frequentes, é importante refletir sobre a qualidade da amizade e a saúde emocional envolvida.

Por que a inveja acontece?

A inveja pode ter diversas origens, como insegurança, baixa autoestima, falta de autoconfiança e comparações constantes, um mal bastante comum na era das redes sociais. Ver amigas alcançando sucesso ou vivendo experiências desejadas pode provocar um desconforto interno, especialmente se a pessoa estiver passando por dificuldades pessoais.

Além disso, traumas passados, experiências de rejeição e competitividade familiar também podem influenciar a forma como alguém se relaciona com suas amigas. Reconhecer esses gatilhos é um passo importante para lidar com o problema de forma consciente.

Como lidar com a inveja nas amizades?

  1. Autoconhecimento: Reflita sobre seus próprios sentimentos. Você já sentiu inveja de uma amiga? Por quê? Entender suas emoções ajuda a evitar que elas contaminem a relação.

  2. Comunicação aberta: Conversar com a amiga sobre o que incomoda, quando possível, pode esclarecer mal-entendidos e fortalecer o vínculo.

  3. Evitar comparações: Cada pessoa tem seu tempo, seu ritmo e suas batalhas. Focar em si mesma é fundamental para diminuir a sensação de inferioridade.

  4. Apoio mútuo: Construir uma amizade baseada na confiança e no incentivo pode transformar sentimentos negativos em força para ambas.

  5. Estabelecer limites: Se a inveja é constante e prejudica seu bem-estar, pode ser necessário reavaliar o grau de proximidade.

Inveja: mito ou realidade?



A inveja entre amigas não é um mito, mas também não deve ser vista como uma regra ou característica inevitável das amizades femininas. É um sentimento humano, que pode aparecer em qualquer tipo de relação, independente do gênero. O que faz a diferença é a maturidade emocional de cada pessoa e a forma como o vínculo é nutrido.

Amizades verdadeiras resistem aos desafios e se fortalecem quando há respeito, empatia e apoio genuíno. A sociedade ainda precisa avançar para desconstruir estereótipos que fragilizam as relações entre mulheres e fomentar um ambiente de sororidade e compreensão.  sugar daddy

Conclusão

Inveja em amizades femininas é uma realidade possível, mas longe de ser um destino inevitável. Reconhecer esse sentimento e agir com honestidade emocional é o caminho para preservar relações saudáveis e duradouras. Celebrar o sucesso da amiga não diminui o seu valor — pelo contrário, fortalece ambas. Afinal, a verdadeira amizade é feita de parceria, não de competição.




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Pentacampeão pelo Brasil, Roberto Carlos revela ter perdido 99% da fortuna conquistada no futebol

 


Por Redação

Pentacampeão pelo Brasil, Roberto Carlos revela ter perdido 99% da fortuna conquistada no futebol
Foto: Reprodução/Instagram (@oficialrc3)

Roberto Carlos revelou que perdeu 99% do dinheiro que acumulou durante a carreira no futebol. O ex-lateral contou o episódio durante participação no Portugal Football Summit, em Portugal, e atribuiu as dificuldades financeiras a problemas envolvendo um antigo empresário e questões familiares.

 

"Tive problemas com pessoas que me deixaram a conta zerada. Por causa de empresários e questões familiares, perdi 99% de tudo o que tinha ganhado no futebol. Cometi erros e, por isso, peço aos mais jovens que não façam o mesmo", alertou.

 

Segundo o pentacampeão mundial, a situação ocorreu de forma inesperada. Ele relatou que enfrentava problemas com um ex-empresário e uma questão familiar quando recebeu documentos que, até então, desconhecia.

 

"Numa quinta-feira, fui dormir à meia-noite e, na sexta-feira, recebi um monte de papéis que nem sabia que existiam. Ali perdi toda a minha história", disse.

 

Roberto Carlos afirmou que conseguiu reconstruir sua vida financeira e familiar com o auxílio de um amigo. O ex-jogador também destacou a importância de ter planejado a carreira após a aposentadoria dos gramados.

 

"Sempre pensei no pós-carreira. Significa construir uma história como jogador e usar sua imagem. Quando decidi parar de jogar futebol, já tinha licença de diretor esportivo e trabalhava com muitas marcas", afirmou.

 

Aos 53 anos, Roberto Carlos é embaixador do Real Madrid. Pelo clube espanhol, disputou 527 partidas e conquistou três títulos da Liga dos Campeões, entre outros troféus. Pela Seleção Brasileira, entrou em campo 127 vezes e fez parte do elenco campeão da Copa do Mundo de 2002. 

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Bahia profissionaliza contratos de duas lideranças do Sub-17; veja detalhes

 


Por Bia Jesus

Bahia profissionaliza contratos de duas lideranças do Sub-17; veja detalhes
Foto: Arquivo Pessoal

Dando sequência ao processo de estruturação das categorias de base, o Bahia acertou duas renovações importantes na equipe Sub-17. O Tricolor profissionalizou os contratos do meio-campista Henry Riquelme e do zagueiro Leonardo, ambos nascidos em 2009.

 

A informação foi divulgada inicialmente pelo perfil Base do Esquadrão e confirmada pelo Bahia Notícias.

 

Os dois jogadores são titulares da equipe comandada por Túlio Bilaque e também são considerados vozes ativas e lideranças dentro do elenco Sub-17.

 

Recentemente, Henry e Leonardo participaram de treinamentos com a equipe profissional do Bahia, junto ao restante do elenco sub-17, em mais uma etapa do processo de aproximação entre as categorias de base e o elenco principal.

 

Henry Riquelme assinou contrato profissional válido até 2029. O meio-campista é uma das peças recorrentes do Sub-17 tricolor.

 

Leonardo, por sua vez, teve o vínculo profissional firmado até 2030. O defensor também integra a equipe titular da categoria.

 

CONFIRA OS PERFIS:

Henry Riquelme

  • Ano de nascimento: 2009
  • Posição: meio-campista
  • Categoria: Sub-17
  • Vínculo: contrato profissional até 2029

Leonardo

  • Ano de nascimento: 2009
  • Posição: zagueiro
  • Categoria: Sub-17
  • Vínculo: contrato profissional até 2030  
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“O Vitória perderia 15% de receita”: Fábio Mota comenta impacto financeiro das bets

 


Por Hugo Araújo

“O Vitória perderia 15% de receita”: Fábio Mota comenta impacto financeiro das bets
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

Após a notícia de que o Governo Federal e os clubes brasileiros avançaram nas discussões para a criação de uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões destinada à reestruturação financeira de equipes e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), o presidente do Vitória, Fábio Mota, conversou com o Bahia Notícias nesta sexta-feira (25) e afirmou que o debate sobre uma possível redução ou fim dos patrocínios de casas de apostas contribuiu para retomar as discussões sobre o fundo de crédito. O dirigente comentou o impacto que uma eventual mudança no mercado teria para o Rubro-Negro e afirmou que o clube perderia "15% só de sua receita".

 

“A discussão (do fundo de crédito) é tipo um ‘desenrola’. Não é dinheiro em espécie. É você negociar as suas dívidas com a Receita Federal, de FGTS e de INSS, que os clubes hoje não estão conseguindo pagar em função da queda da receita. Com a saída da bet, essa queda de receita vai ser maior ainda. Então, quem tem parcelamento, vai acabar todo mundo ficando inadimplente e perdendo as garantias de hoje. O Vitória acha que não é proibindo que você consegue resolver o problema das bets. Eu acho que é fiscalizando, criando medidas fiscalizáveis, criando barreiras, monitoramentos. E o Vitória mesmo perde muito. O Vitória perde 15% só de receita”, declarou.

 

A proposta vem sendo discutida pelo Governo Federal e pelos clubes brasileiros e prevê a criação do Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional, com participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O formato ainda está em elaboração e pode sofrer alterações antes de uma eventual apresentação oficial.

 

O presidente rubro-negro explicou que a discussão sobre a reestruturação financeira dos clubes não começou por causa do debate envolvendo as casas de apostas. Fábio Mota afirmou que o tema já vinha sendo tratado em Brasília e que representantes dos clubes, incluindo o Vitória, participaram de uma audiência com o ministro dos Esportes, Paulo Henrique Perna Cordeiro.

 

Pelo modelo atualmente discutido, a linha de crédito poderá chegar a R$ 20 bilhões e terá como objetivo permitir que os clubes substituam dívidas mais caras por financiamentos de longo prazo, com juros inferiores aos praticados atualmente no mercado. A previsão é de pagamento em até 20 anos, com dois anos de carência para o início das parcelas.

 

Os recursos seriam destinados ao pagamento de dívidas trabalhistas e direitos de imagem, débitos com Receita Federal, INSS e FGTS, além da quitação ou substituição de empréstimos bancários e pagamento de dívidas cíveis. O dinheiro não poderá ser utilizado para salários correntes, contratação de jogadores ou despesas rotineiras dos clubes. Também estará proibida a distribuição dos recursos como lucros ou dividendos aos proprietários de SAFs.

 

Vale lembrar que o Vitória está entre os clubes que assinaram o manifesto “O Fim do Futebol Brasileiro”, documento que reúne equipes contrárias a medidas que, segundo os signatários, possam provocar impactos financeiros no futebol nacional. O movimento passou a reunir clubes em meio às discussões sobre mudanças no mercado de apostas esportivas e outras questões relacionadas ao financiamento do futebol brasileiro.  

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Manchester City é considerado culpado por mais de 100 violações financeiras no Campeonato Inglês

 

Por Redação

Manchester City é considerado culpado por mais de 100 violações financeiras no Campeonato Inglês
Foto: Reprodução/Instagram (@mancity)

O Manchester City foi considerado culpado por 114 das 115 acusações de violações das regras financeiras da Premier League, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (25) pelos jornais The Athletic e The Times. A decisão foi tomada por uma comissão independente, e o clube deve recorrer do resultado. As sanções ainda não foram definidas.

 

O caso teve início em fevereiro de 2023, quando a Premier League encaminhou 115 acusações contra o clube após uma investigação que se estendeu por quatro anos. As supostas irregularidades abrangem o período entre 2009 e 2018 e envolvem regras relacionadas à apresentação de informações financeiras e à transparência do clube.

 

Entre os pontos investigados estava o cumprimento da exigência de agir "com a melhor fé" na divulgação de dados que apresentassem uma visão "verdadeira e justa da posição financeira do clube".

 

A audiência da comissão independente foi concluída em dezembro de 2024, após 12 semanas de análise. Até o momento, a Premier League não divulgou oficialmente o resultado do processo. O Manchester City nega as acusações e é esperado que apresente recurso contra a decisão.

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Jair Ventura destaca “continuidade” após um ano no Vitória e projeta reta final de 2026: “Dez batalhas”

 


Por Hugo Araújo

Jair Ventura destaca “continuidade” após um ano no Vitória e projeta reta final de 2026: “Dez batalhas”
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

Um dia após completar um ano no Vitória, o técnico Jair Ventura destacou a importância da marca pela continuidade no futebol brasileiro e projetou os desafios do Rubro-Negro nas dez rodadas restantes do Campeonato Brasileiro. Em resposta ao Bahia Notícias nesta sexta-feira (25), o treinador celebrou a marca alcançada no clube e também lembrou os objetivos conquistados desde sua chegada.

 

“Feliz em poder alcançar essa marca no futebol brasileiro, a gente sabe da dificuldade da continuidade. Feliz em completar um ano com os objetivos em 2025, título alcançado em 2026. Agora temos mais 10 batalhas para poder levar o Vitória ao mais alto possível dentro da tabela do Campeonato Brasileiro”, afirmou Jair.

 

Anunciado pelo Vitória em 24 de setembro de 2025, Jair Ventura chegou ao clube com a missão de manter o Rubro-Negro na Série A. O objetivo foi alcançado na última rodada do Campeonato Brasileiro. Em 2026, o treinador conquistou a Copa do Nordeste, encerrando um jejum de 16 anos do Vitória na competição.

 

Além do título regional, Jair conduziu o Vitória ao vice-campeonato baiano e às quartas de final da Copa do Brasil. Na competição nacional, o Rubro-Negro eliminou Flamengo e Athletico-PR antes de ser eliminado pelo Vasco nas quartas de final.

 

Em seu momento de maior pressão nestes 365 dias, o técnico vive uma fase delicada após o Vitória vencer apenas uma das últimas sete partidas. O Rubro-Negro também apresenta baixo aproveitamento desde a pausa para a Copa do Mundo. Atualmente, o Leão ocupa a 13ª colocação da Série A, com 33 pontos, quatro a mais que o Grêmio, primeiro time da zona de rebaixamento.

 

Nas 64 partidas à frente do Vitória, Jair Ventura soma 29 vitórias, 10 empates e 25 derrotas, com 50,52% de aproveitamento. O trabalho no Rubro-Negro é o segundo mais longo da carreira do treinador, atrás apenas dos 94 jogos comandados pelo Botafogo.

 

A primeira das “dez batalhas” será contra a Chapecoense, no dia 7 de outubro, às 20h, no Barradão, pela 30ª rodada. A partida marcará o retorno do Brasileirão após a pausa para a Data Fifa.

 

Depois da Chapecoense, o Vitória terá dois jogos consecutivos fora de casa, contra São Paulo e Corinthians. Na sequência, ainda enfrentará Athletico-PR, Fluminense, RB Bragantino e Santos no Barradão, além de Coritiba, Internacional e Vasco como visitante.

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Justiça leiloa o Vasco e deve selar futuro nas mãos de enteado de Leila

 


Por Igor Siqueira | Folhapress

Justiça leiloa o Vasco e deve selar futuro nas mãos de enteado de Leila
Foto: YouTube / Canal Atenção Vascaínos

A Justiça do Rio realiza nesta sexta-feira (25) um rito crucial para o futuro do Vasco: o leilão da SAF.
 

A audiência na 4ª Vara Empresarial do Rio começa às 14h. É o passo que vai confirmar se, de fato, a única proposta apresentada para assumir o controle do futebol vascaíno vem mesmo de Marcos Lamacchia. Ele é enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e herdeiro da Crefisa.
 

Lamacchia encabeça a Almirante Participações, empresa que se apresenta como primeira proponente no leilão. O termo em inglês é "stalking horse". Ou seja, o cavalo a ser perseguido.
 

A proposta da Almirante serve para balizar as eventuais que se seguirem. Se não aparecer alguém, o controle dos 90% das ações da SAF já terá destino definido.
 

Tecnicamente, o que será vendido é uma UPI Equity, uma unidade de produção isolada de ações, em um mecanismo feito para isolar ativos específicos de uma empresa em recuperação judicial. Assim, o controle do futebol é vendido sem que o comprador leve também as dívidas do passado.
 

A atual SAF Vasco terá que criar uma nova sociedade anônima e passará as ações a quem vencer o leilão. O combo também envolve propriedade intelectual da marca Vasco e o uso de São Januário.
 

E QUAL O PREÇO MÍNIMO?
 

A proposta precisa assegurar R$ 500 milhões de aporte total, sendo R$ 100 milhões por ano no período de 2026 a 2030.
 

O valor de R$ 500 milhões deverá ser usado exclusivamente com o futebol e não poderá ser destinado a pagamento de dívidas.
 

Há ainda a exigência de que a nova SAF vá investir R$ 120 milhões ao longo de 10 anos no CT do Vasco e outros R$ 30 milhões em dois anos para melhorar a estrutura da base.
 

O futuro dono da SAF se deve se comprometer ainda a conduzir projetos de incentivo fiscal para o Vasco que totalizem R$ 150 milhões, captados ao longo de 10 anos.
 

Como contrapartida pelo uso do estádio, tendo prioridade e exclusividade de uso até 31 de dezembro de 2030, a empresa que vencer o leilão terá que pagar R$ 3 milhões por ano ao Vasco. Esse montante cai para R$ 2 milhões se houver reforma que impossibilite o uso do estádio.
 

QUEM VAI VENCER?
 

O edital publicado pela Justiça diz: "Será considerado vencedor o proponente que oferecer a melhor proposta pela UPI Equity, observadas as obrigações financeiras mínimas, as garantias e as salvaguardas adicionais. Na ausência de propostas válidas superiores à Proposta Vinculante UPI Equity, o Primeiro Proponente [Almirante] será considerado vencedor".
 

No caso de apresentação de propostas concorrentes à proposta de Lamacchia, a Justiça declarará durante a audiência a proposta selecionada e considerada a melhor.
 

Se aparecer alguém e esse concorrente apresentar proposta melhor, será assegurado à Almirante, por ser stalking horse, o direito de igualar no prazo de três dias úteis.

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Governo monta plano de crédito de até R$ 20 bilhões para clubes em meio a discussão sobre bets

 


Por Redação

Governo monta plano de crédito de até R$ 20 bilhões para clubes em meio a discussão sobre bets
Foto: Freepik

O Governo Federal e clubes brasileiros avançam nas discussões para a criação de uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões destinada à reestruturação financeira de equipes e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). A proposta, que já vinha sendo discutida havia alguns meses, ganhou força diante da possibilidade de o governo restringir ou proibir as atividades das casas de apostas esportivas no país. A informação foi veículada pelo UOL nesta sexta-feira (25). 

 

O projeto vem sendo chamado de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional e prevê a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O formato ainda está em elaboração e pode sofrer alterações antes de eventual apresentação oficial.

 

A principal proposta é disponibilizar crédito com juros inferiores aos praticados atualmente no mercado, permitindo que clubes substituam dívidas mais caras por novos financiamentos de longo prazo.

 

O mecanismo não representaria perdão de débitos. A previsão é de concessão de empréstimos, com pagamento em até 20 anos e carência de dois anos para o início das parcelas. O risco das operações ficaria com os bancos habilitados, e não diretamente com a União.

 

Pelo desenho atualmente discutido, os recursos não poderiam ser utilizados livremente pelos clubes. A linha de crédito seria direcionada para:

  • pagamento de dívidas trabalhistas e direitos de imagem;
  • débitos com Receita Federal, INSS e FGTS;
  • quitação ou substituição de empréstimos bancários;
  • pagamento de dívidas cíveis;
  • investimentos em infraestrutura das categorias de base.

 

O dinheiro não poderia ser empregado em salários correntes, contratações de jogadores ou despesas rotineiras dos clubes. Também estaria proibida a distribuição dos recursos como lucros ou dividendos aos proprietários de SAFs.

 

Há ainda a possibilidade de os valores serem direcionados diretamente aos credores, sem passar pelo caixa dos clubes. O descumprimento das regras ou atraso nos pagamentos poderia provocar o vencimento antecipado do financiamento e a exclusão da equipe do programa.

 

Segundo a apuração do UOL, os recursos poderiam ter como origem o superávit financeiro de 2025.

NEGOCIAÇÃO COMEÇOU ANTES DA DISCUSSÃO SOBRE AS BETS
As conversas sobre uma linha de financiamento para o futebol não começaram com a possibilidade de restrições às apostas. Dirigentes já discutiam o tema com representantes do governo antes do aumento da tensão envolvendo o setor.

 

Uma reunião ocorreu há cerca de um mês e contou com representantes de clubes, entre eles Corinthians e Internacional. A CBF participa das conversas como articuladora, sem previsão de financiar diretamente o programa.

 

Segundo o ge, a discussão envolve principalmente clubes das Séries A e B e também conta com interesse do Ministério do Esporte. O Fair Play Financeiro implementado pela CBF em 2026 tem sido citado nas negociações como um mecanismo adicional de controle sobre as finanças das equipes.

 

DISCUSSÃO SOBRE BETS ACELEROU PROPOSTA
A elaboração do programa ganhou velocidade diante da intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de endurecer as regras para as plataformas de apostas.

 

O governo prepara uma Medida Provisória para tratar do tema. Até a manhã desta sexta-feira (25), o texto final ainda não havia sido divulgado, e fontes ouvidas por diferentes veículos apontavam possibilidades que iam desde restrições ao setor até uma proibição mais ampla.

 

Clubes argumentam que uma mudança mais rígida teria impacto imediato nas receitas do futebol. Estima-se que as casas de apostas movimentem cerca de R$ 1 bilhão por ano apenas em patrocínios diretos às equipes. Também existem contratos envolvendo publicidade em estádios, transmissões e naming rights de competições.

 

Na Série A, 13 dos 20 clubes possuem empresas de apostas como patrocinadoras master em 2026. Em 2025, eram 18.

 

A Associação Nacional de Jogos e Loterias estima que restrições ao setor possam retirar até R$ 9 bilhões em investimentos até 2029, cálculo que engloba diferentes áreas ligadas à atividade. O número é uma projeção da entidade representativa do setor, e não uma estimativa oficial do governo.

 

CLUBES SE MANIFESTARAM CONTRA PROIBIÇÃO
Na última semana, clubes e federações divulgaram um manifesto em defesa da manutenção do mercado regulado de apostas. No documento, reconheceram impactos sociais associados ao setor, mas afirmaram que as empresas autorizadas se tornaram uma fonte relevante de financiamento do futebol brasileiro.

 

O grupo defende maior fiscalização das plataformas ilegais e medidas de prevenção ao vício, mas se posiciona contra a interrupção das atividades das empresas atualmente regulamentadas.

 

Entidades de defesa do consumidor e organizações contrárias às apostas contestaram essa posição. A coalizão Brasil Contra Bets argumenta que os custos sociais relacionados a endividamento e dependência em jogos também precisam ser considerados no debate.

 

Enquanto as discussões continuam, casas de apostas já alertaram clubes sobre a possibilidade de rescisão de contratos caso uma eventual Medida Provisória inviabilize legalmente suas operações no Brasil.

 

O formato definitivo tanto das novas regras para o setor quanto do programa de financiamento aos clubes depende das decisões do Governo Federal e, no caso de uma Medida Provisória, de posterior análise do Congresso Nacional. 

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Programa Falando de Esportes - 24/09/2026

WALDEMIR VIDAL SANTOS DRT-BA 4.260 - ABCD-BA 544