Você ama alguém, mas sente que ele te atrasa: e agora?

Fonte: Izabelly Mendes.

 Amar alguém é uma das experiências mais intensas e bonitas que podemos viver. No entanto, nem sempre esse amor traz apenas sentimentos leves e felicidade constante. Muitas vezes, a pessoa que amamos pode parecer um obstáculo para o nosso crescimento pessoal, profissional ou emocional. Você já se pegou pensando: “Eu amo essa pessoa, mas sinto que ela me atrasa”? Se sim, saiba que você não está sozinho(a), e essa é uma situação mais comum do que se imagina.

O que significa “sentir que a pessoa te atrasa”?



Sentir que alguém te atrasa pode manifestar-se de várias formas. Pode ser aquela sensação de que o parceiro(a) não está alinhado com seus objetivos, que ele(a) não te apoia, que as atitudes dele(a) impedem seu progresso, ou até que a convivência gera mais estresse do que paz. Às vezes, a pessoa pode não ter ambições ou motivação, e você sente que precisa “segurar” a relação para que ela não se afaste, sacrificando seus próprios sonhos no processo.

Outras vezes, o atraso é mais sutil: aquela pessoa pode ter comportamentos que te desgasta emocionalmente, que te fazem questionar suas escolhas, ou que simplesmente não combinam com o ritmo que você deseja para sua vida.

Por que o amor nem sempre é suficiente?



O amor é um sentimento poderoso, mas ele não é a única base para um relacionamento saudável e que faça crescer. Amar alguém não significa abrir mão de si mesmo, de seus sonhos ou de seu bem-estar. O amor saudável é aquele que impulsiona ambos a serem a melhor versão de si mesmos.

Quando o amor é unilateral ou desequilibrado, onde um sempre dá e o outro só recebe ou não contribui, pode gerar desgaste e frustração. Nesse contexto, amar pode até virar um peso, porque a relação deixa de ser um lugar seguro para se tornar um empecilho.

Como identificar se essa sensação de “atraso” é real ou apenas um medo seu?

Nem sempre a sensação de que a pessoa “te atrasa” é algo objetivo. Muitas vezes, essa percepção pode surgir de inseguranças, comparações com outras pessoas ou medo de mudanças. Por isso, é importante refletir:

  • Essa sensação é recorrente ou é uma fase?

  • Você já conversou com seu parceiro(a) sobre seus sentimentos e objetivos?

  • Existe apoio mútuo na relação?

  • Você está se sentindo feliz na maior parte do tempo com essa pessoa?

  • Quais são os seus limites e até onde você está disposto(a) a ceder?

Respostas honestas para essas perguntas ajudam a esclarecer se o problema é real ou se é um desafio que pode ser superado com diálogo e esforço.

O que fazer se você realmente sente que essa pessoa te atrasa?

  1. Converse abertamente: Comunicação é o pilar de qualquer relação. Fale sobre seus sentimentos, suas frustrações e expectativas. Evite acusações, foque em como você se sente e no que gostaria de melhorar.

  2. Avalie seus valores e objetivos: Entenda o que é essencial para você na vida e na relação. Às vezes, o que parece um atraso é apenas uma diferença de ritmo que pode ser conciliada, ou uma incompatibilidade que precisa ser enfrentada.

  3. Estabeleça limites: Amar não significa abrir mão de tudo. Defina seus limites para que a relação não consuma sua energia e sua felicidade.

  4. Considere o equilíbrio: Reflita se o relacionamento tem mais pontos positivos que negativos. Nem tudo são flores, mas o equilíbrio é fundamental para que o amor não se transforme em uma prisão.

  5. Busque ajuda externa: Terapia de casal ou aconselhamento individual podem ser ótimos caminhos para entender melhor a dinâmica entre vocês e descobrir soluções.

Quando o “atraso” indica que é hora de seguir em frente

Se depois de tentar conversar, se esforçar e refletir você perceber que a relação realmente está te impedindo de crescer, que não há respeito pelas suas necessidades, ou que a pessoa não está disposta a mudar ou apoiar seu desenvolvimento, talvez seja hora de repensar.

Continuar em um relacionamento que te limita pode gerar muito desgaste emocional, afetar sua autoestima e até impedir que você conquiste seus sonhos. Amar alguém não pode ser sinônimo de se esquecer de quem você é e do que deseja para sua vida.

Como superar o fim sem perder a essência do amor?

Terminar uma relação, principalmente quando ainda há amor, não é fácil. No entanto, o amor também pode ser libertador quando entendido como algo que respeita a individualidade e o crescimento mútuo.

Permita-se sentir a dor, mas mantenha o foco no seu bem-estar. Valorize o aprendizado que a relação trouxe e use essa experiência para se fortalecer e se preparar o próximo capítulo da sua vida. sugar baby

Conclusão



Amar alguém que parece te atrasar é uma situação delicada e que exige muita reflexão, diálogo e coragem. Nem sempre o amor basta para manter um relacionamento saudável e estimulante. É fundamental que haja crescimento, respeito e apoio mútuo para que o amor floresça de verdade.

Se você sente que está sendo freado(a) por quem ama, não se culpe por buscar o que é melhor para você. Às vezes, amar também é saber dar espaço para si mesmo(a) e para a felicidade plena, seja ao lado dessa pessoa, ou em um caminho diferente.





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Como Palmeiras e Fluminense podem diminuir chances de brasileiros irem ao Mundial

 


Por Renan Liskai | Folhapress

Como Palmeiras e Fluminense podem diminuir chances de brasileiros irem ao Mundial
Fotos: Marina García / Fluminense | Cesar Greco / Palmeiras

A segunda edição do Super Mundial de Clubes será disputada somente em 2029, mas o caminho de classificação para outros times brasileiros ficará ainda mais difícil se a Libertadores deste ano for vencida por Palmeiras ou Fluminense.
 

ENTENDA O MOTIVO
 

A América do Sul tem direito a seis vagas no Mundial. Elas são dividas da seguinte forma: quatro vão para os campeões da Libertadores de 2025 a 2028. As outras duas vão para os clubes com melhores posições no ranking da Conmebol na Fifa.
 

O Brasil já tem um time classificado: o Flamengo. A equipe carioca conseguiu vaga por ter sido campeã da Libertadores no ano passado.
 

Palmeiras, Flamengo e Fluminense estão nas semifinais da Libertadores de 2026 junto com o Estudiantes, da Argentina. Quem conquistar a Libertadores se garantirá automaticamente no Mundial.
 

Se o campeão for Palmeiras ou Fluminense, o Brasil já vai preencher a cota máxima de dois times por país no Mundial —a regra é imposta pela Fifa. Neste caso, mesmo que uma equipe brasileira estivesse entre as melhores ranqueadas e conseguisse a vaga via ranking, ela seria "barrada".
 

Um caso parecido aconteceu com o Liverpool no Mundial de 2025. O clube estava entre os melhores do ranking da Uefa na Fifa e poderia ocupar uma vaga, mas foi "barrado" porque Manchester City e Chelsea venceram a Champions neste período de classificação e preencheram a cota máxima de dois times por país.
 

A exceção à cota de dois times por país só se aplica se clubes do mesmo local conquistarem o torneio continental —esse foi o caso do Brasil em 2025, quando Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo se classificaram por terem vencido Libertadores consecutivas. Ela pode se repetir para 2029 caso Palmeiras ou Fluminense faturem a Liberta em 2026 e outros brasileiros vençam em 2027 e/ou 2028.
 

Se o Flamengo for novamente campeão da Libertadores neste período, uma vaga a mais será adicionada no ranking, e a cota de dois times por país ainda não será preenchida pelos brasileiros.
 

A Fifa ainda tem algumas indefinições sobre o próximo Mundial de Clubes. A sede e o número de participantes são as principais —durante a Copa do Mundo de seleções, a hipótese de aumento para 48 times não foi descartada.
 

DECISÃO NA LIBERTADORES
 

Palmeiras e Fluminense vão se enfrentar na semifinal da Libertadores. As equipes farão o jogo de ida no Maracanã, no dia 14 de outubro, e a volta será disputada em 21 de outubro, no Nubank Parque.
 

Ambos os times passaram em na vice-liderança das suas chaves. No mata-mata, o Palmeiras eliminou Cerro Porteño e LDU, enquanto o Fluminense tirou Independiente Rivadavia e Platense.
 

*
 

QUEM JÁ ESTÁ NO MUNDIAL DE 2029?
 

- Flamengo (Brasil)
 

- PSG (França)
 

- Al-Ahli (Arábia Saudita)
 

- Pyramids (Egito)
 

- Mamelodi Sundowns (África do Sul)
 

- Cruz Azul (México)
 

Toluca (México). 


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Mesmo em fase irregular no Criciúma, Eduardo Baptista é anunciado como técnico do Internacional

 


Por Redação

Mesmo em fase irregular no Criciúma, Eduardo Baptista é anunciado como técnico do Internacional
Foto: Reprodução/Instagram (@scinternacional)

O Internacional está de técnico novo. O clube porto-alegrense anunciou a contratação de Eduardo Baptista na manhã desta quarta-feira (23). O acordo é válido até o fim do Campeonato Brasileiro, com uma bonificação caso cumpra a meta de salvar o Colorado do rebaixamento. Baptista estava no Criciúma e comandou o Tigre na derrota contra o Operário, na última terça-feira (22), pela 29ª rodada da Série B do Brasileirão.

 

Eduardo substitui Paulo Pezzolano, demitido no último domingo (20), e tem o objetivo de tirar o Internacional da reta do rebaixamento nos últimos 10 jogos do Campeonato Brasileiro. No momento, a equipe é a 18ª colocada, com 28 pontos somados, precisando de pelo menos duas rodadas para se livrar do Z-4.

 

O Colorado já havia acertado com o treinador no domingo, logo quando anunciou a demissão de Pezzolano, e aguardava Eduardo Baptista na terça em Porto Alegre, mas o adiamento da partida entre Criciúma e Operário mudou os planos.

 

O Inter definiu o acerto do técnico, mas antes disso, acumulou negativas de outros treinadores antes de fechar com Baptista. Jair Ventura, do Vitória, foi um dos que mais se especulou até pelo Rubro-Negro ser, hoje, um adversário direto na briga contra o rebaixamento. Luís Zubeldía, Diego Aguirre, Rafael Lacerda e Maurício Barbieri foram alguns dos cotados.

 

Eduardo Baptista estava no Criciúma desde maio do ano passado e deixa o Clube Carvoeiro no G-6 da Série B. Logo no ano em que iniciou sua carreira, em 2014, pelo Sport, o treinador conquistou o Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste. Além disso, já passou por clubes como Palmeiras, Fluminense, Athletico-PR, Remo, Coritiba, Juventude, Mirassol, Atlético-GO, Vila Nova, CSA e Novorizontino.

 

Embora esteja se despedindo do Criciúma deixando o clube no G-6 da Série B, a fase de Eduardo não era positiva pela equipe. No recorte dos últimos sete jogos, o treinador acumulou cinco derrotas, um empate e apenas uma vitória. Nas últimas três partidas, foram três revés: 2 a 0 contra o Juventude, 4 a 0 contra o Atlético-GO e 2 a 0 contra o Operário.

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Além de Yanne, convocação da Seleção Feminina conta com Tamara Bolt, revelada pelo Bahia

 


Por Bia Jesus

Além de Yanne, convocação da Seleção Feminina conta com Tamara Bolt, revelada pelo Bahia
Foto: Reprodução / Instagram / @tamaraa_bolt

A goleira Yanne não é a única jogadora ligada ao Bahia presente na convocação da Seleção Brasileira Feminina para os amistosos contra a Argentina, em outubro. A lista divulgada pelo técnico Arthur Elias também conta com a atacante Tamara Bolt, soteropolitana revelada nas categorias de base do Tricolor.

 

Tamara integrou o projeto de formação do Bahia em 2021, quando o clube montou uma equipe Sub-18 para disputar o Campeonato Brasileiro da categoria. Com a camisa das Meninas de Aço, a atacante disputou 12 partidas, marcou quatro gols e distribuiu uma assistência.

 

Um dos principais momentos da passagem aconteceu na goleada por 5 a 1 sobre o Avaí/Kindermann. Na ocasião, Tamara marcou três vezes e anotou um hat-trick.

 

Na primeira fase do Campeonato Brasileiro Sub-18, o Bahia terminou na segunda colocação do Grupo F, com dez pontos conquistados em seis partidas, e não avançou para a fase seguinte. Após o encerramento do projeto de base no Tricolor, Tamara seguiu para o Internacional, onde ganhou espaço e se destacou no futebol feminino nacional.

 

Depois de quatro temporadas no clube gaúcho, a atacante se transferiu para os Estados Unidos. Atualmente, defende o Washington Spirit, da National Women's Soccer League (NWSL), principal liga de futebol feminino do país.

 

Tamara se junta a Yanne, atual goleira das Mulheres de Aço, na lista de Arthur Elias para os amistosos contra a Argentina. As partidas serão disputadas nos dias 10 e 13 de outubro, em Porto Alegre e na Arena Pernambuco, respectivamente.

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A economia digital do esporte e novos mercados de atuação

 


Por INFORME PUBLICITÁRIO

A economia digital do esporte e novos mercados de atuação
Foto: Magnific

O relatório Convocados 2026 contabilizou R$ 14,3 bilhões movimentados pelo futebol brasileiro. Um terço desse dinheiro saiu de um único setor: as empresas de apostas.

 

O patrocínio de apostas é a face visível desse dinheiro: está na camisa dos clubes, nas placas do gramado e até no nome oficial da competição. 

 

Já a face invisível é a cadeia que sustenta essa receita, movida por funções que não existiam há dez anos e muito mais dependente de audiência digital do que de estádio cheio. É aí que estão os novos mercados de atuação do esporte.

 

Um terço do dinheiro do futebol brasileiro vem das apostas

A concentração preocupa dirigentes por um motivo prático: um clube que depende de uma fonte só fica exposto quando essa fonte oscila. Foi para enfrentar isso que o Sistema de Sustentabilidade Financeira, o fair play financeiro brasileiro, começou a valer em 2026 e passou a cobrar equilíbrio entre receitas e gastos.

 

O setor de apostas ainda irriga o esporte por uma segunda via, menos comentada. Entre janeiro e abril de 2026, as operadoras licenciadas recolheram R$ 4,5 bilhões em tributos, praticamente o dobro do mesmo período do ano anterior. Como a carga corresponde a cerca de 37% da receita das empresas, o faturamento do quadrimestre ficou perto de R$ 12,2 bilhões.

 

A Lei nº 14.790/2023 determina para onde vai essa arrecadação, e o esporte fica com a maior fatia. Ou seja, o dinheiro chega aos clubes pelo patrocínio e chega ao esporte brasileiro pelo imposto.

 

Por que a audiência esportiva se espalhou por centenas de canais?

O torcedor parou de esperar o programa das oito da noite. Em 2025, os serviços de vídeo sob demanda já alcançavam 33,4 milhões de domicílios brasileiros, enquanto a TV por assinatura caía ao menor patamar da série histórica do IBGE.

 

Quem acompanha futebol hoje monta a própria cobertura: abre o placar ao vivo no celular, lê a escalação em um portal especializado, assiste ao corte do lance no vídeo curto e discute o resultado num grupo de mensagens. Nenhuma dessas etapas passa necessariamente pela mesma empresa.

 

Para o anunciante, essa dispersão criou um problema novo. Antes bastava comprar três intervalos comerciais para falar com o país inteiro. Agora a mesma audiência está distribuída por centenas de canais pequenos, e alguém precisa alcançá-la um a um.

 

Como os veículos de nicho monetizam a audiência esportiva?

Quem alcança essa audiência dispersa são os veículos de nicho, e eles não vendem assinatura nem cobram pelo conteúdo. Vivem de tráfego recorrente, convertido depois em publicidade e em acordos de performance, o que obriga a publicar antes dos concorrentes e a ranquear bem nas buscas.

 

O recorte pode ser qualquer um: uma competição, o mercado da bola, estatística, futebol feminino ou um único clube. O portal Corinthians Online, por exemplo, cobre um único time todos os dias, com escalação, classificação por competição, bastidores e calendário organizados para quem já sabe exatamente o que veio buscar.

 

Manter uma operação dessas de pé ocupa um time inteiro. Alguém define pauta, alguém escreve pensando em busca, alguém edita vídeo, alguém acompanha o que rendeu clique na semana passada. Há dez anos, esse mesmo trabalho seria descrito como um blog de torcedor.

 

O que faz um afiliado de iGaming?

O afiliado de igaming produz conteúdo, atrai leitores interessados no assunto e recebe conforme o resultado que gera, não pelo espaço publicitário que ocupa.

 

A diferença em relação a um anúncio comum é grande. O veículo tradicional vende a exibição e recebe pela exibição, tenha ela funcionado ou não. O afiliado só é remunerado quando a ponta final se concretiza, o que o aproxima mais de um corretor do que de um vendedor de mídia.

 

Essa forma de remuneração muda o perfil de quem trabalha no setor. Em vez de tabela de preços, o profissional lida com posicionamento orgânico no Google, leitura de funil, atribuição de conversão e checagem regulatória. São competências de marketing digital aplicadas a um mercado que, no Brasil, ainda está aprendendo as próprias regras.

 

Negociar direto com o operador ou trabalhar por uma rede?

O afiliado pode fazer as duas coisas, e boa parte do mercado faz. Acordos diretos são comuns e costumam compensar quando o portfólio é enxuto, com dois ou três parceiros e volume que justifique negociar caso a caso.

 

A conta muda com a escala. Cada operador tem contrato próprio, painel próprio, critério de comissionamento próprio e data de pagamento própria, e o tempo gasto administrando essas relações disputa espaço com o tempo de produzir conteúdo.

 

Do lado do operador, o problema é espelhado: ampliar alcance significa acompanhar centenas de parceiros e conciliar repasses. Redes de performance ocupam esse espaço. 

 

A Matching Visions, por exemplo, concentra em um único ponto o acesso às campanhas, a mensuração dos resultados e o repasse dos valores, do mesmo modo que um distribuidor poupa o pequeno varejista de negociar com cada indústria separadamente. 

 

Não é substituto do acordo direto, e sim outra forma de organizar a mesma relação, escolhida conforme o tamanho da operação.

 

O que mudou na economia digital do esporte desde julho de 2026

A Portaria Interministerial MF/SECOM/MJSP nº 73, publicada em 10 de julho de 2026, estendeu as obrigações de proteção ao consumidor para toda a cadeia publicitária do setor de apostas. Agências, veículos, plataformas digitais, afiliados e influenciadores entraram na regra.

 

Na prática, publicar deixou de ser um ato neutro. Quem veicula precisa confirmar que o operador está autorizado, aplicar as advertências obrigatórias do Ministério da Fazenda e manter o conteúdo longe de qualquer linguagem de incentivo.

 

Esse filtro reorganizou o mercado. A economia digital do esporte cresceu, mas os novos mercados de atuação que ela abriu pagam cada vez menos pelo volume de publicações e cada vez mais por quem sabe operar com dados, previsibilidade e conformidade.

 

O Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência. Atividade proibida para menores de 18 anos.

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Vitória perde para o Fortaleza e chega à 14ª derrota no Brasileirão Sub-17

 


Por Redação

Vitória perde para o Fortaleza e chega à 14ª derrota no Brasileirão Sub-17
Foto: Yuri Couto/EC Vitória

O Vitória foi derrotado pelo Fortaleza por 3 a 1 na tarde da última terça-feira (22), no CT Manoel Pontes Tanajura, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro Sub-17. Cauan Henrique marcou o gol rubro-negro, enquanto Passarinho, Nicolas e Yarlley balançaram as redes para a equipe cearense.

 

Com o resultado, o Vitória chegou à 14ª derrota em 18 partidas disputadas na competição. A equipe rubro-negra soma ainda três vitórias e um empate, com 19 gols marcados e 41 sofridos. O Leão ocupa a 18ª colocação na tabela, à frente apenas de Grêmio e Atlético-GO.

 

Comandado pelo técnico Jeanderson Silva, que tem o ex-jogador Kleiton Domingues como auxiliar, o Vitória iniciou a partida com Mateus; Dátolo, Geovane Silva, Arthur e Cauan Henrique; Luiz Guilherme, Luis Gustavo e Yuri; Ygor Luan, Erick e Júlio César.

 

O Vitória encerra sua participação no Brasileirão Sub-17 na próxima quarta-feira (30), às 15h, diante do Santos, no CT Rei Pelé, pela 19ª e última rodada.

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Em sessão tranquila e sem tensões, STF decide igualar licença maternidade de mães biológicas e adotivas

 


Por Edu Mota, de Brasília

Sessão plenaria do STF
Foto: Antonio Augusto/STF

Voltando a se reunir depois do cancelamento da sessão plenária na última quinta-feira (17), o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza julgamento nesta quarta (23), e no primeiro tema da pauta, decidiu, por unanimidade,  igualar os direitos de mães adotivas e biológicas em relação à licença maternidade.

 

O julgamento havia começado na semana passada, mas devido ao cancelamento da sessão pelo presidente do STF, Edson Fachin, só foi retomado nesta quarta. As tensões verificadas entre os ministros na semana passada não foram vistas na sessão de hoje. 

 

A ADI 7495, julgada pelos ministros, teve sua análise iniciada em outubro de 2024, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A ação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para fixar que todas as mães, sejam biológicas ou adotantes, terão direito a licença maternidade com afastamento remunerado de 120 dias, prorrogável por mais 60 dias.

 

Pelo voto do ministro Alexandre de Moraes, o prazo será contado a partir do 9º mês de gestação, do parto, da adoção, da obtenção da guarda para fins de adoção ou da alta hospitalar do recém-nascido ou da mãe, o que ocorrer por último.

 

A regra valerá tanto para trabalhadoras contratadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que rege as relações de trabalho na iniciativa privada, quanto para servidoras públicas submetidas a regime estatutário. A decisão vale para novas licenças e para aquelas que já estão em andamento, não alcançando as que já terminaram.

 

Outra decisão dentro do julgamento foi a de proibir descriminação na concessão da licença com base no vínculo de trabalho da mãe.

 

O ministro Alexandre de Moraes negou apenas um pedido da PGR, que previa o compartilhamento de licença parental entre os integrantes do núcleo familiar. Atualmente, mães biológicas que têm vínculo de trabalho estatutário na esfera federal têm 120 dias de licença remunerada.

 

Já as mães adotantes têm 90 dias de licença se a criança tiver até um ano e 30 dias se a criança tiver mais de 1 ano.

 

“Não há constitucionalidade nem em desfavor da maternidade adotiva nem tampouco uma segunda discriminação em relação à maternidade adotiva, o período de afastamento vai sendo graduado de acordo com a idade da criança adotada”, afirmou Moraes.

 

A CLT já equipara mães biológicas e adotantes para fins de licença maternidade, enquanto algumas leis estatutárias ainda mantêm diferenças formais para adotantes. O STF vem entendendo que essa distinção viola a Constituição e a PGR pede a uniformização definitiva das regras para todas as categorias.

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Governo mantém trava de R$ 17,9 bi no Orçamento para cobrir receitas e subsídio ao diesel

 


Por Idiana Tomazelli | Folhapress

Governo mantém trava de R$ 17,9 bi no Orçamento para cobrir receitas e subsídio ao diesel
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

A equipe econômica vai manter o congelamento de recursos no Orçamento em um patamar próximo aos atuais R$ 17,9 bilhões para compensar a frustração de receitas e acomodar os custos com a subvenção aos preços do diesel, disse à Folha o ministro Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento).
 

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até teria espaço para descongelar parte dos recursos a partir de 1º de outubro, mas a opção da equipe é fazer uma reserva preventiva para os gastos futuros com o subsídio.
 

Segundo o ministro, a medida evita um vaivém no Orçamento: o governo faria uma liberação agora, destravando inclusive emendas parlamentares, mas precisaria segurar gastos novamente daqui a dois meses, quando o custo com a subvenção ao diesel for efetivamente consolidado.
 

"Não faz sentido esse vaivém. Então, pedi um grau adicional de prudência [nas projeções]", afirmou. De acordo com Moretti, casos pontuais que demandem atuação emergencial estão sob avaliação e, por isso, é possível haver liberação residual de verbas —mas, se isso ocorrer, serão valores baixos.
 

Apesar da tendência de neutralidade na reavaliação do Orçamento, haverá uma mudança no instrumento usado para travar as despesas.
 

Hoje, o governo mantém em vigor um bloqueio de R$ 17,9 bilhões nas despesas discricionárias, que são mais flexíveis e incluem ações de custeio da máquina e investimentos. O bloqueio é usado quando há necessidade de compensar um avanço maior das despesas obrigatórias, como benefícios previdenciários, para evitar um estouro do limite de gastos previsto no arcabouço fiscal.
 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, as despesas com a Previdência vão cair R$ 11,5 bilhões. Além disso, haverá redução na previsão de gastos com pessoal, BPC (Benefício de Prestação Continuada, pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda) e outros subsídios.
 

Uma parte desse espaço será usada para acomodar a despesa adicional de R$ 5,8 bilhões decorrente do reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família, anunciado a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições.
 

Ainda assim, pelo lado das despesas, o governo teria um alívio de R$ 19,6 bilhões, o que permitiria desfazer quase todo o bloqueio. Mas será necessário manter gastos congelados por causa de outra regra: a meta de resultado primário (diferença entre receitas e despesas, sem contar o serviço da dívida).
 

A meta oficial é um superávit de R$ 34,3 bilhões, mas o governo pode fechar o ano com um déficit zero graças à margem de tolerância prevista no arcabouço. Os valores não consideram exceções permitidas, que incluem parte das sentenças judiciais, projetos do Ministério da Defesa e despesas temporárias de Saúde e Educação.
 

O problema é que o governo precisará reconhecer uma frustração expressiva em sua previsão de receitas, em volume superior à folga de R$ 10,7 bilhões que havia em relação à meta. Para compensar isso, o instrumento usado será o contingenciamento.
 

Na prática, será como destravar gastos com um botão para, em seguida, travar de novo sob outro comando.
 

O primeiro fator que levará ao contingenciamento é a revisão da expectativa de arrecadação com a recém-instituída taxação de Imposto de Renda sobre dividendos. O governo esperava obter R$ 29,9 bilhões, mas o ritmo dessas receitas está bem aquém do projetado. Por isso, o valor vai cair a R$ 10,5 bilhões —ou seja, uma diferença de R$ 19,4 bilhões.
 

Em julho, integrantes da Receita Federal já haviam admitido uma redução na estimativa de arrecadação com a medida para R$ 17,2 bilhões, mas isso não chegou a ser incluído nas previsões orçamentárias à época. Por isso, o efeito agora será sentido de uma só vez.
 

Um segundo fator é a revisão da projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), de 2,3% para 2%. Se a atividade cresce menos, isso se reflete no quanto o governo arrecada com os tributos sobre a venda de bens e a renda de famílias e empresas.
 

Há ainda um terceiro elemento: a subvenção ao diesel. O programa representa um gasto extra do governo, mas, como a guerra no Oriente Médio e seu impacto nos preços do petróleo foram enquadrados como eventos imprevisíveis, ele é executado por meio de crédito extraordinário. Essa modalidade fica fora do limite de despesas (por isso não interfere no bloqueio), mas dentro da meta fiscal (contribuindo para a necessidade do contingenciamento).
 

Cada R$ 1 de subsídio ao preço do diesel custa cerca de R$ 5 bilhões ao mês. O governo já tem os dados para incorporar o impacto das subvenções contabilizadas pelas distribuidoras, mas a ideia é estimar e também incluir nas previsões o valor necessário para bancar a medida até o fim do prazo fixado atualmente, que vai até meados de outubro.
 

O procedimento habitual, segundo Moretti, seria aguardar o pedido formal de crédito extraordinário, feito após a prestação das informações pelas distribuidoras, mas isso levaria a um vaivém no Orçamento que a equipe econômica prefere evitar. Segundo ele, é possível estimar o custo restante a partir dos dados já observados.
 

Com isso, o governo não deve fazer nenhuma liberação significativa de recursos.
 

Os números finais da revisão do Orçamento de 2026 serão divulgados nesta quinta-feira (24), prazo legal para a publicação do relatório de avaliação de receitas e despesas do quarto bimestre. Já o detalhamento das áreas atingidas pela contenção é feito no decreto de programação orçamentária, a ser publicado até 30 de setembro.
 

ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE BLOQUEIO E CONTINGENCIAMENTO
 

O novo arcabouço fiscal determina que o governo observe duas regras: um limite de gastos e uma meta de resultado primário (verificada a partir da diferença entre receitas e despesas, descontado o serviço da dívida pública).
 

Ao longo do ano, conforme mudam as projeções para atividade econômica, inflação ou das próprias necessidades dos ministérios para honrar despesas obrigatórias, o governo pode precisar fazer ajustes para garantir o cumprimento das duas regras.
 

Se o cenário é de aumento das despesas obrigatórias, é necessário fazer um bloqueio.
 

Se as estimativas apontam uma perda de arrecadação, o instrumento adequado é o contingenciamento.
 

COMO FUNCIONA O BLOQUEIO
 

O governo segue um limite de despesas, distribuído entre gastos obrigatórios (benefícios previdenciários, salários do funcionalismo, pisos de saúde e educação) e discricionários (investimentos e custeio de atividades administrativas).
 

Quando a projeção de uma despesa obrigatória sobe, o governo precisa fazer um bloqueio proporcional nas discricionárias para honrar todas as obrigações sem descumprir o limite global de gastos. Quando a estimativa cai, há espaço para liberação dos recursos travados anteriormente.
 

COMO FUNCIONA O CONTINGENCIAMENTO
 

O governo segue uma meta fiscal, que mostra se há compromisso de arrecadar mais do que gastar (superávit) ou previsão de que as despesas superem as receitas (déficit).
 

Como a despesa não pode subir para além do limite, o principal risco ao cumprimento da meta vem das flutuações na arrecadação. Se as projeções indicam uma receita menos pujante, o governo pode repor o valor com outras medidas, desde que tecnicamente fundamentadas, ou efetuar um contingenciamento sobre as despesas.
 

PODE HAVER SITUAÇÃO DE BLOQUEIO E CONTINGENCIAMENTO JUNTOS?
 

Sim. É possível que, numa situação de piora da arrecadação e alta nas despesas obrigatórias, o governo precise aplicar tanto o bloqueio quanto o contingenciamento. Nesse caso, o impacto sobre as despesas discricionárias é a soma dos dois valores.
 

Na situação atual, o governo tem condições de reverter o bloqueio, mas a necessidade de contingenciamento faz com que o efeito líquido sobre as despesas seja praticamente nulo.

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Programa Falando de Esportes - 23/09/2026

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