O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES E DA IMPRENSA

 


A democracia exige respeito às instituições, liberdade de expressão, transparência e compromisso com a Constituição. Exige também que os governantes prestem contas de suas decisões e que a sociedade acompanhe, de maneira crítica e responsável, as ações daqueles que receberam a missão de administrar o país.


Nesse contexto, a imprensa tem um papel fundamental: informar com responsabilidade, investigar os fatos, ouvir diferentes opiniões e contribuir para que os cidadãos formem suas próprias conclusões.

O jornalismo não deve se limitar a elogiar governantes ou a condenar adversários políticos. Sua missão é apresentar informações, contextualizar acontecimentos, fiscalizar o poder público e dar voz às demandas da população.

## O QUE FICA COMO LIÇÃO DAS ELEIÇÕES DE 2022?

A disputa presidencial de 2022 deixou uma importante lição: o Brasil precisa fortalecer a convivência democrática, independentemente das preferências políticas de cada cidadão.

O presidente eleito recebeu a responsabilidade de administrar um país de dimensões continentais, com grandes riquezas naturais, potencial econômico e uma população marcada por diferentes realidades sociais.

Entretanto, o desenvolvimento nacional não depende exclusivamente do presidente da República. Congresso Nacional, governos estaduais, prefeituras, Poder Judiciário, setor produtivo e sociedade civil também possuem responsabilidades, dentro de suas respectivas atribuições.

É necessário cobrar resultados concretos, acompanhar os gastos públicos e avaliar as políticas governamentais com base em informações, indicadores e fatos, e não apenas em discursos ou paixões partidárias.

## O BRASIL QUE QUEREMOS CONSTRUIR

Independentemente de quem tenha recebido o voto de cada brasileiro, existe um objetivo que deveria unir a população: construir um país com menos desigualdade, mais oportunidades, serviços públicos eficientes e respeito à dignidade humana.

O trabalhador deseja emprego e salário digno. O aposentado espera segurança e respeito. Os jovens precisam de educação e oportunidades profissionais. Os empresários necessitam de condições para produzir e investir. As famílias mais vulneráveis precisam de proteção social e oportunidades para superar a pobreza.

Essas demandas não pertencem a um único partido. São necessidades de uma sociedade que espera de seus representantes seriedade, competência e compromisso com o interesse público.

Por isso, o eleitor não deve abandonar sua capacidade de questionar depois de depositar o voto na urna. Apoiar um candidato não significa concordar com todas as suas decisões. Da mesma forma, discordar de um governo não significa rejeitar a democracia.

## CONCLUSÃO: AS ELEIÇÕES TERMINAM, A RESPONSABILIDADE CONTINUA

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 2022 encerrou uma das disputas presidenciais mais acirradas da história recente do Brasil. O resultado confirmou a escolha da maioria dos votos válidos e abriu um novo capítulo na política nacional.

Mas a verdadeira avaliação de qualquer governo depende de suas ações, de seus resultados e da capacidade de responder às necessidades da população.

O Brasil precisa de diálogo, responsabilidade, transparência e respeito às diferenças. Precisa também de cidadãos conscientes, que saibam reconhecer avanços, apontar erros e exigir melhorias sem abrir mão dos princípios democráticos.

**Não devemos colocar os interesses de um partido acima dos interesses do Brasil. O compromisso maior deve ser com o povo brasileiro, com a justiça social, com o desenvolvimento e com o futuro das próximas gerações.**

A eleição escolhe os governantes. A participação cidadã, a fiscalização pública e o respeito à democracia ajudam a determinar os caminhos que o país seguirá.

**E fica a reflexão para todos os brasileiros e brasileiras: mais importante do que vencer uma eleição é trabalhar para que o Brasil inteiro possa vencer seus grandes desafios.**

*Waldemir Vidal — TV DIRETO AO ASSUNTO*


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Diferença de votos na vitória de Lula sobre Flávio dificulta anulação da eleição

 


Vitória de Lula comemorada na Avenida Paulista

 

A diferença de mais de 4,4 milhões de votos que deu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial torna mais difícil uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anule a eleição. Além da demonstração de que o prejuízo foi maior que essa diferença, uma decisão do tipo tem alto impacto político e institucional e é complexa por exigir uma nova votação.

A hipótese de anulação do segundo turno foi levantada no meio jurídico em Brasília após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu o horário de votação para as 19h dando aos eleitores de todo o país duas horas a mais para comparecer às urnas.

O pedido foi apresentado pelo PT, que apontou dificuldade de eleitores chegarem às seções por falta de transporte público, especialmente no Nordeste.

Flávio Bolsonaro contesta resultado e acusa quebra de isonomia na votação

Após a proclamação do resultado, o próprio Flávio anunciou que contestará o resultado. Classificou a decisão de Zanin como “inaceitável” e “sacanagem”.

“Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte da Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, afirmou em pronunciamento.

“Houve um total quebra de isonomia, entre os brasileiros de diversas cidades e diferentes estados. Eu nunca vou saber se numa cidade onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, disse ainda, falando depois da possibilidade de anulação da eleição. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram.”

Segundo Flávio, fiscais do PL foram retirados da sala-cofre do TSE após a decisão de Zanin. “Então, existe muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que aconteceu agora nessas eleições. Eu não vou desistir do meu Brasil, espero que você que está me assistindo também não desista.”

O Código Eleitoral fixa o encerramento da eleição às 17h e diz que “é nula a votação […] quando realizada em dia, hora, ou local diferentes do designado ou encerrada antes das 17 horas”.

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Viola Davis celebra reeleição de Lula e faz alerta para os Estados Unidos: "Obrigado por nos ensinar uma lição"

 


Por Redação

Viola Davis celebra reeleição de Lula e faz alerta para os Estados Unidos: "Obrigado por nos ensinar uma lição"
Foto: Instagram

A atriz Viola Davis celebrou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente do Brasil nas redes sociais. Com vídeo compartilhado no Instagram, a atriz e produtora norte-americana convocou os eleitores norte-americanos a se movimentarem como foi feito no Brasil por eleições democráticas.

 

Na legenda do vídeo, Viola afirmou que esperava que o pleito brasileiro inspirasse os estadunidenses a lutar pela democracia sem mentiras e violência e com a união da esquerda e da direita contra o fascismo e o extremismo.

 

 

"Obrigado, Brasil, por nos ensinar uma lição: é possível lutar pela democracia sem mentiras, sem violência e unindo esquerda e direita contra o fascismo e o extremismo. Sua juventude, seu amor e sua pluralidade são o poder brando que vocês trazem para o mundo. Estamos observando e aprendendo! Axé", escreveu.


Os EUA enfrentam no próximo mês as eleições de meio de mandato, que vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump. No país norte-americano, os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis. Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. 

 

Viola foi uma das artistas internacionais que se posicionaram a favor de Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Os atores Mark Ruffalo, Tilda Swinton, Julie Delpy, Javier Bardem, Juliette Binoche, e os diretores Guilhermo del Toro, Gael Garcia Bernal e Pedro Almodóvar, também se pronunciaram.

 

Músicos como Roger Waters, fundador do Pink Floyd, Madonna, a banda The Strokes, o guitarrista Tom Morello, do Rage Against the Machine e o cantor Oliver Sykes, vocalista da banda Bring Me The Horizon, também prestaram apoio ao petista.

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Lula provoca Bolsonaro ao avaliar má fase do Corinthians: “Só perde”

 


Por Redação

Lula provoca Bolsonaro ao avaliar má fase do Corinthians: “Só perde”
Foto: YouTube / Lula

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou sobre a fase do Corinthians durante o discurso de vitória nas eleições presidenciais, neste domingo (25), e comparou a sequência negativa do clube às derrotas eleitorais da família Bolsonaro. Torcedor declarado do Timão, o petista brincou com o momento da equipe após a derrota por 3 a 2 para o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro.

 

"Vou me reunir com o Corinthians também, porque o Corinthians perdeu outra, cara. Para onde a gente vai? Está parecendo o Bolsonaro, só perde", afirmou Lula, provocando risos entre os apoiadores presentes.

 

 

A declaração ocorreu em São Paulo, durante a comemoração da vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial. A comparação também fez referência à derrota de Jair Bolsonaro para Lula nas eleições de 2022.

 

A brincadeira do presidente aconteceu após mais um resultado negativo do clube paulista. No sábado (24), o Corinthians perdeu por 3 a 2 para o Vasco, em São Januário, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

O Timão chegou a ficar em vantagem por 2 a 1, mas sofreu a virada nos minutos finais. O resultado deixou a equipe na 17ª colocação, com 33 pontos, dentro da zona de rebaixamento para a Série B.

 

O Corinthians também ampliou a sequência sem vitórias na competição - agora são onze. 

 

Antes da provocação, Lula falava sobre os encontros que pretende realizar para discutir a preparação do próximo mandato. O presidente citou reuniões com empresários, educadores, cientistas e mulheres. Ao mencionar o Corinthians, ouviu manifestações de torcedores na plateia e aproveitou a oportunidade para comentar a situação do clube do coração.

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Com 73% dos votos, Salvador dá maior margem de votos a Lula entre as capitais brasileiras

 


Por Redação

Com 73% dos votos, Salvador dá maior margem de votos a Lula entre as capitais brasileiras 
Foto: Divulgação / Ricardo Stuckert

 

Os eleitores da capital baiana contribuíram com a ampla margem de votos obtida pelo presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25). Com 100% das urnas apuradas, os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demonstraram que só em Salvador, o petista acumulou 73,24% dos votos contra 26,76% de Flávio Bolsonaro (PL).

 

Já no país, o cenário foi acirrado, com 51,79% de Lula contra 48,21% do filho primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Considerando o cenário das capitais brasileiras, Salvador foi a mais “lulista”, superando São Luís (MA), que registrou 62,1% dos votos a Lula, e Natal (RN), com 56%.  

 

Por outro lado, as capitais mais “bolsonaristas” foram Boa Vista (RR), com 75% dos votos para o senador Flávio Bolsonaro, e Cuiabá (RS), com 62,3%. 

 

TRANSPORTE NA CAPITAL
O dia de votação na capital baiana foi marcado por denúncias de atrasos na saída e redução nas frotas dos ônibus. Segundo informações da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon), foram identificados 944 ônibus parados nas garagens. 

 

Neste cenário, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) determinou que toda a frota fosse colocada nas ruas e ordenou ainda a prisão do secretário Municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Segundo a Prefeitura de Salvador, o gestor da Semob está em Paris, em missão oficial a convite do governo da França, e deve se apresentar às autoridades baianas nesta segunda-feira (26).

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou a ordem de prisão e ressaltou que Souza é um "quadro técnico, sem qualquer vinculação político-partidária". O gestor atribuiu o atraso na saída dos coletivos a adesivagens dos ônibus com adesivos que remetiam à campanha de Lula.

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Kassio deve descartar questionamentos sobre resultado após Flávio não reconhecer derrota eleitoral

 


Por Ana Pompeu | Folhapress

Kassio deve descartar questionamentos sobre resultado após Flávio não reconhecer derrota eleitoral
Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deve manter a proclamação do resultado do segundo turno das eleições e descartar eventuais questionamentos. Logo após a confirmação da reeleição de Lula (PT), neste domingo (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou não reconhecer a derrota.
 

A possibilidade de ações serem apresentadas tanto à corte eleitoral quanto ao STF (Supremo Tribunal Federal) já foi motivo de conversas entre os integrantes do TSE pouco após o pronunciamento feito por Kassio sobre o desfecho do pleito.
 

O ministro rejeitou dar vazão às queixas da chapa derrotada. Ele pretende, ainda, conversar com o presidente do STF, Edson Fachin, para alinhar uma abordagem adequada a ser dada às questões. Uma das possibilidades é o Supremo não deixar prosperar ações que questionem, sem fundamento, as eleições e deixar que o TSE mantenha a decisão proclamada na noite do domingo.
 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, um grupo do STF avaliou que Kassio foi omisso ao não deliberar com celeridade sobre as denúncias a respeito de problemas no transporte público que prejudicaram a locomoção de eleitores em diversas cidades do Brasil.
 

Nos bastidores, o clima no TSE era de tensão com o crescimento dos problemas, ações e questionamentos públicos. Sob reserva, interlocutores afirmaram que a cúpula do tribunal sentiu a pressão, mas encontrou dificuldades para definir uma solução, já que não há previsão na legislação ou jurisprudência para casos como o deste segundo turno.
 

Ao anunciar o resultado da eleição, Kassio abordou o tema. Afirmou que a prorrogação do prazo de fechamento das urnas não causou problemas na totalização de votos. "Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial", disse.
 

O ministro afirmou que a Justiça Eleitoral nunca havia ampliado o horário de fechamento e, por isso, não seria possível ter dado uma resposta mais rápida. "Registo que essas palavras não se interessam a absolutamente nenhuma crítica a uma decisão judicial, mas as indagações que circulam na rede social do porquê que eu teria demorado para proferir uma decisão."
 

"Não é uma decisão que apenas se abre o contraditório. Prorrogar uma eleição é possível, mas ela tem que ser pensada, calculada e estruturada. Hoje, estamos felizes e orgulhosos da nossa equipe técnica que evitou eventuais problemas. Tivemos que fazer um bloqueio para não receber boletins de urna para que nenhum servidor da Justiça Eleitoral, nenhum membro desse tribunal tivesse acesso a nenhum conteúdo de boletim."
 

O TSE ainda não divulgou formalmente quantas seções eleitorais foram fechadas às 17h e quantas seguiram abertas recebendo eleitores.
 

Flávio Bolsonaro disse que "é impossível aceitar o resultado dessas eleições", afirmou que pedirá a anulação dos votos e tratou como "sacanagem" a decisão do STF que prorrogou em duas horas o horário da votação.
 

O candidato do PL deu as declarações em Brasília, em um discurso de dois minutos, em uma casa preparada para sua festa da vitória, no Lago Sul, que pertence ao empresário Vicente Santini, um dos coordenadores de sua campanha.
 

"O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo, no meio do jogo, às 17 horas e um minuto", disse Flávio.
 

Cristiano Zanin determinou no fim da tarde que a votação deveria ser estendida até as 19h em todo o país, acatando pedido do PT. Ao longo do dia, no entanto, tanto a campanha petista quanto a bolsonarista entraram com pedidos na Justiça para estender o tempo de votação em algumas localidades pelo país.
 

Do lado de Flávio, ainda antes do resultado da eleição, já eram usados termos como intervenção e "golpe do Judiciário".
 

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, afirmou ser "impressionante o nível de intervenção de alguns ministros do STF", após a decisão de Zanin.

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Lula vence com 71,31% dos votos na Bahia; Flávio Bolsonaro triunfa em apenas 4 cidades do estado

 


Foto: Ricardo Stuckert

Em 2026, a Bahia deu mais de 3,8 milhões de votos de frente ao agora reeleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre o adversário, Flávio Bolsonaro (PL). O petista obteve 71,31% dos votos válidos no estado durante o segundo turno das eleições no Brasil. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 23h26, com 100% das urnas apuradas.

Ao todo, na Bahia, Lula obteve 6.485.258 de votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) teve 28,69%, com 2.608.761 votos, segundo o TSE.

O desempenho de Lula na Bahia foi o segundo melhor de todo o país, atrás apenas do estado do Piauí, que teve 75,88%. Lula venceu em 413 dos 417 municípios baianos. Ele perdeu em apenas 4 cidades: Buerarema, Itamaraju, Luís Eduardo Magalhães e Teixeira de Freitas.

No segundo turno, a Bahia teve um abstenção geral de 16,71%, com 1.890.844 eleitores que deixaram de votar. Votos brancos totalizaram 0,98% (92.721) e nulos 2,50% (235.307).

Em números gerais, Lula foi eleito, neste domingo, com 51,79%% dos votos válidos enquanto o atual presidente ficou com 48,21%.

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Flávio Bolsonaro chama resultado de ‘sacanagem’ e promete pedir anulação da eleição

 


Fotos: Reprodução / TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, afirmou neste domingo (25) que considera “impossível” reconhecer o resultado das urnas e anunciou que pretende pedir a anulação do pleito. Durante pronunciamento à imprensa, o candidato classificou o resultado como uma “sacanagem” e questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação em 2 horas.

“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. […] É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, disse Flávio.

O senador alegou que a decisão de Zanin, tomada em meio a relatos de dificuldades de deslocamento de eleitores, teria comprometido a igualdade de condições entre os votantes de diferentes estados. Segundo ele, a extensão do horário poderia ter influenciado o resultado da disputa.

“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se no estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou.

A crítica, no entanto, contrasta com uma solicitação feita pela própria campanha de Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mais cedo, o grupo pediu a extensão do horário de votação até as 19h em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sob a justificativa de que fortes chuvas prejudicaram o deslocamento de eleitores.

BN

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Lula vence em Jequié no 2º turno e Bolsonaro acresce apenas mais 2.005 votos em relação ao 1º turno

 


 

Um recorte interessante em relação as eleições presidenciais no município de Jequié  foi em relação ao crescimento do número de votos do presidente reeleito Lula (PT),  que foi o mais votado no primeiro turno e, no segundo turno cresceu o número de votos no segundo turno, quando o grupo ligado ao ex-prefeito municipal Zé Cocá (PP), assumiu publicamente apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

No primeiro turno quando o grupo político do executivo municipal não havia formalizado apoio a nenhum dos candidatos a presidente, Lula foi o mais votado em Jequié com 53.993 votos. Flavio Bolsonaro (PL) foi o segundo mais votado, com 31.824 votos.

No segundo turno Lula ampliou a margem de votos para 64,87% (62.480 votos), enquanto Flávio Bolsonaro, chegou a 35,13% (33.824 votos).

No segundo turno quando passou a contar com o apoio político e explicito do grupo que atua na gestão municipal, o candidato do PL, teve um acréscimo de apenas 2.005 votos.

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Reeleito, Lula diz que vai mudar o jeito de governar e ataca interferências na eleição

 


REUTERS/Brian Snyder

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FALA CIDADE - 24.10.26

WALDEMIR VIDAL SANTOS DRT-BA 4.260 - ABCD-BA 544