Sem tempo para respirar, Vitória perde para o Flamengo e mantém jejum no Brasileirão

 


Por Sara Santos

Sem tempo para respirar, Vitória perde para o Flamengo e mantém jejum no Brasileirão
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

Apesar do embalo positivo com a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil, a situação do Vitória no Brasileirão fora de casa segue a mesma: sem vencer. Visitando o Flamengo neste domingo (9), pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Leão da Barra foi derrotado por 2 a 0. Em um primeiro tempo onde se defendeu muito bem, Erick Pulgar utilizou na bola fora da área para abrir o placar no Maracanã. Apesar da melhora na segunda etapa, o Vitória não conseguiu empatar a partida e viu Bruno Henrique ampliar para os mandantes.

 

Com o resultado, o Leão da Barra segue sem vencer fora de casa no Brasileirão e congela na 13º colocação com os mesmos 26 pontos, quatro a mais que o Santos, atual líder da zona de rebaixamento. Do outro lado da tabela, o Flamengo segue na vice-liderança tendo um jogo a menos, com 42 pontos, seis a menos que o Palmeiras.

 

Agora, o Vitória continua focado no Campeonato Brasileiro, emendando dois jogos seguidos no Barradão. O primeiro contra o Botafogo, no próximo domingo (16), às 18h30. Logo em seguida protagoniza o clássico estadual contra o Bahia, no dia 23 de agosto, às 16h.

 

O JOGO
Antes mesmo de o primeiro minuto fechar, o Flamengo desceu para o ataque com Ayrton Lucas, que cruzou para a área. Carrascal chegou de surpresa para cabecear, mas Lucas Arcanjo apareceu para encaixar a bola.

 

Do meio da rua, Erick Pulgar marca para o Flamengo!
Usufruindo dos 10 dias sem jogos, os mandantes colocaram a linha defensiva do Vitória para trabalhar. Apesar da pressão, o gol veio de onde menos se esperava: aos 13 minutos, em meio a uma troca de passes, Pulgar recebeu livre na intermediária e soltou o pé, mandando a bola no ângulo. Flamengo 1 x 0 Vitória.

 

ARCANJO SALVA!
Com dificuldade para finalizar jogadas construídas, o Rubro-Negro carioca tentou o caminho que deu certo. Mirando o ângulo novamente, Léo Pereira recebeu a bola quicando e soltou uma bomba colocada, mas Arcanjo foi até o canto e tirou a bola com a ponta dos dedos, evitando o segundo gol do Mengão.

 

Vitória tenta reagir
O Leão da Barra respirou e partiu para o ataque com Matheuzinho, que lançou para Erick. O atacante fez a primeira finalização do Vitória no jogo aos 25 minutos, mas a bola foi para fora.

 

CONTRA-ATAQUE
Apesar dos 30% de posse de bola, o Vitória não desistiu e se manteve ligado no jogo. Após um lance de perigo do Flamengo com Pedro, os visitantes puxaram um contra-ataque com a defesa do Flamengo aberta. Martínez acelerou pela intermediária e bateu forte e rasteiro, mas Rossi defendeu sem sustos.

 

SEGUNDO TEMPO
Diferente da primeira etapa, os primeiros minutos do segundo tempo começa mais quente, com o Vitória consegindo algumas saídas com a bola. Em uma tentativa de ataque dos mandantes, é marcado uma falta perigosa, na linha do gol de Arcanjo. Arrascaeta cobra direto, consegue tirar da defesa, mas a bola chega sem força às mãos do goleiro.

 

Momento respiro
Caminhando para metade do segundo tempo, o Flamengo demonstra sentir o ritmo acelaro do jogo e passa a cadenciar mais a bola, mantendo uam construção mais lenta do que apresentou no primeiro tempo. Vitória, com peças novas no ataque, encontra mais fôlego para contra-atacar. 

 

LEÃO NA ÁREA
Conseguindo reter mais a bola, o Vitória troca passes pelo meio, conseguindo achar Marinho, que recebe com liberdade e faz ótimo passe em profundidade para Renê. O atacante vence a marcação, chega à grande área e chuta para fora.

 

VITÓRIA CRESCE NO JOGO
Tomado pelo jogo, Jamerson avança pelo lado esquerdo e lança para a área do Flamengo. Fabiano recebe na segunda trave uma bola desviada pelo Léo Pereira. O lateral recebe com liberdade e solta uma bomba que passa muito perto do gol antes de sair.

 

Bruno Henrique marca para o Flamengo
Apesar da melhora do Vitória, o Flamengo consegue puxar um contra-ataque com Carrascal, que passa para Bruno Henrique na intermediária. Fresco no jogo, o atacante acelera em direção à área, abre espaço e solta uma bomba de perna esquerda para ampliar a diferença. Flamengo 2 x 0 Vitória.

 

FICHA TÉCNICA
Flamengo 2 x 0 Vitória
Campeonato Brasileiro - 22ª rodada
Local:
Maracanã, no Rio de Janeiro
Data: 9/8/2026 (domingo)
Horário: 19h30
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Leone Carvalho Rocha (GO)
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE)
Onde assistir: SporTV (TV fechada) e Premiere (pay-per-view)
Cartão amarelo: Zé Vitor (Vitória); Plata (Flamengo)
Gols: Erick Pulgar, Bruno Henrique (Flamengo)

 

Flamengo: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Pulgar, Jorginho (Evertton Araújo) e Arrascaeta (Lucas Paquetá); Carrascal, Samuel Lino e Pedro. Técnico: Leonardo Jardim. 

 

Vitória: Lucas Arcanjo; Fabiano, Brítez, Caíque e Jamerson; Walace (Pochettino), Zé Vitor e Martínez; Matheuzinho (Marinho), Erick (Tarzia) e Renê (Fabri). Técnico: Jair Ventura. 

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Ceni chama gramado da Fonte Nova de "vergonha", lamenta "erros tolos" do Bahia e explica escalação

 


Por Bia Jesus

Ceni chama gramado da Fonte Nova de "vergonha", lamenta "erros tolos" do Bahia e explica escalação
Foto: Gleidson Santana / Bahia Notícias

Após o empate por 0 a 0 entre Bahia e Vasco, neste domingo (9), pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Rogério Ceni analisou o desempenho do Tricolor e voltou a fazer críticas ao gramado da Casa de Apostas Arena Fonte Nova.

 

Na avaliação do treinador, o confronto foi equilibrado, mas apresentou um nível técnico abaixo do esperado.

 

"Eu não acho que o Vasco dominou a gente em momento nenhum, acho que foi um jogo bem parelho e bem equilibrado. O Vasco eliminou o 4º colocado do Brasileirão nessa semana [o Fluminense na Copa do Brasil], a realidade é que o Vasco melhorou e tem muita força física", afirmou.

 

Ceni também explicou a opção por iniciar o confronto com Willian José e Alejo Véliz juntos no setor ofensivo. Segundo o treinador, as ausências de Erick Pulga, suspenso, e a condição física de Kike Olivera limitaram as alternativas para a formação inicial.

 

"Em relação ao Willian [dupla de ataque], eles encaixam muito a marcação no meio-campo, com subida de três, encaixando nos três, e o Willian funcionou muitas vezes. Logicamente você perde um pouco de velocidade porque não tem o Pulga. Depois perdemos o Ademir, mesmo que o Kauê tenha entrado, não tem a mesma velocidade. Essa foi a opção que nós tivemos; Kike ficou uma semana sem treinar. Pulga estava suspenso. Para fazer essa função, no dia de hoje, era a melhor opção que tínhamos", explicou.

 


Ao analisar a atuação da equipe, Rogério Ceni reconheceu erros técnicos do Bahia e voltou a apontar as condições do gramado como um fator que prejudicou a partida.

 

"Um jogo de baixo nível técnico; não jogamos tecnicamente bem. O gramado... Eu não vou mais falar, não sou eu que tenho que falar. Chega a dar vergonha, jogadores do Vasco que vieram falar que tem que dar três toques para dominar a bola. No demais, acho que foi tecnicamente um jogo abaixo. O gramado atrapalha, mas tecnicamente fizemos escolhas ruins. E, diferente do treino, em que o Sub-20 pressionou a gente da mesma forma que o Vasco, e não tivemos a mesma calma para encontrar solução. Muitos erros tolos de saída de jogo, de arremesso de goleiro e lateral, que fizeram a gente não ter o rendimento que esperava", disse.

 

O treinador voltou ao assunto em outro momento da entrevista e comparou as condições do estádio com as encontradas no CT Evaristo de Macedo.

 

“O campo do CT está bem melhor que esse campo. É uma vergonha jogar num gramado como esse. Um estádio tão bonito como esse ter um gramado como esse é uma vergonha. Mas é o que eu digo: o estádio não é da gente, então aí é uma questão de quem controla. Às vezes, você quer ficar em harmonia com quem comanda o estádio, o gramado... E aí você não consegue cobrar talvez o que seria necessário para ter o mínimo de qualidade para jogo.”

 

Ceni também explicou por que demorou a acionar Mateo Sanabria. O argentino entrou somente na reta final e chegou a balançar as redes, mas teve o gol anulado por impedimento.

 

“Se o Juba tivesse continuado no jogo, poderia ter trazido o Juba para dentro, tentar ganhar vantagem no meio e ter o Sanabria aberto. Eu acho que o Michel e o Nestor, fazendo essa função de 10 ou do Kauê depois que entrou fazendo essa função de primeiro, eu acho que eles teriam mais a contribuir para o time do que o Sanabria entrando. Botar atacante não significa que você vai ser ofensivo ou deixar de ser ofensivo. Então, seguramos ao máximo. Quando o Nestor cansou, colocamos o Sanabria para tentar vir um pouco mais por dentro, com o Zé passando pelo lado. E, mesmo assim, o Sanabria teve a oportunidade de fazer o gol, que foi anulado por meio corpo à frente, um corpo à frente.”

 


Questionado pelo Bahia Notícias sobre a diferença de desempenho como mandante e visitante, Ceni apontou a falta de eficiência nas oportunidades criadas.

 

O Bahia aparece apenas como o 12º melhor mandante do Campeonato Brasileiro, enquanto possui a quarta melhor campanha como visitante.

 

"Tem perdido muitos gols. Acho que, em vários jogos, no início, temos oportunidades de fazer gols, mas não conseguimos. Isso traz intranquilidade e aí você acaba o primeiro tempo empatado, desagrada o torcedor, o jogador perde um pouco de confiança, mas acho que, na maioria dos jogos, tivemos oportunidades de abrir o placar e de sair na frente. Infelizmente, diferente do ano passado, temos empatado muito [dentro de casa]; estamos tendo dificuldade e falta tranquilidade para definir", finalizou.

 

Com o empate diante do Vasco, o Bahia se encontra na 6ª posição da tabela de classificação do Brasileirão.
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Bahia não se encontra em campo, empata com o Vasco e perde oportunidade de voltar ao G-4

 


Por Bia Jesus

Bahia não se encontra em campo, empata com o Vasco e perde oportunidade de voltar ao G-4
Foto: Gleidson Santana / Bahia Notícias

Em jogo válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Bahia recebeu o Vasco na tarde deste domingo (9), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Em campo, após um primeiro tempo com um gol anulado para cada equipe, terminou em 0 a 0. Na segunda etapa, o jogo ficou pobre tecnicamente e, com mais um gol anulado para cada equipe, o zero no placar permaneceu. Placar final: 0 a 0.

 

Com o resultado, o Bahia perde a oportunidade de voltar ao G-4 e soma apenas um ponto, chegando aos 33 e ocupando a 5ª posição. Já o Vasco, com 22 pontos, segue ocupando a parte de baixo da tabela, na 17.ª posição.

 

Como próximo desafio, o Bahia vai até a Arena Condá, onde encara a Chapecoense, no próximo domingo (16), às 11h, pela 23ª rodada do Brasileirão. O Vasco recebe o Olímpia em São Januário, na próxima quinta-feira (13), às 19h, pela ida das oitavas de final da Sul-Americana.

 


Foto: Gleidson Santana/Bahia Notícias.

 

O JOGO
Logo no primeiro minuto, a chegada foi do Bahia. Após troca de passes, Nestor ganha de cabeça e a bola vai em Alejo, que limpa a marcação e bate. Na sobra, a bola vai em Ademir, que chuta para a defesa de Léo Jardim.

Quase um gol contra
No minuto nove, após chutão de Willian José, a bola pingou e Robert Renan deu um balão para o alto que quase encobriu Léo Jardim, mas o goleiro conseguiu afastar em escanteio.

 

Subiu demais!
Juba divide com Jair, Acevedo ajeita para Jean Lucas. O meia conduz e tenta a finalização de fora da área. A bola sobe demais em tiro de meta para o Vasco, aos 17 minutos.


Gol do Vasco é anulado por impedimento
Adson marcou aos 20 minutos. Em bola esticada para David, ele ganha de Gomez e aciona Thiago Mendes na entrada da área. O capitão serve Adson, que domina e bate rasteiro de canhota, da meia lua, sem chances para Ronaldo. O gol posteriormente foi anulado pelo semiautomático.


Gol do Bahia também é anulado por impedimento
Aos 33 minutos, Nestor dispara pelo meio-campo, enfia bola para Alejo Véliz nas costas da zaga do Vasco. Ele domina e bate cruzado para abrir o placar. O lance é anulado imediatamente em campo por impedimento.

 


Foto: Gleidson Santana/Bahia Notícias

 

SEGUNDO TEMPO
Logo aos dois minutos, o Bahia volta a chegar primeiro no ataque. Zé Guilherme toca para Nestor bater para o gol da entrada da área, mas a bola vai tranquila para a defesa de Jardim.

 

Vasco marca novamente, mas há impedimento
Aos 17, David recebe nas costas da defesa. Sai cara a cara com Ronaldo e bate cruzado para fazer o gol. O gol é imediatamente anulado por impedimento.

 

Ronaldo defende
Aos 33, Spinelli recebe de costas na entrada da área, faz o pivô para Ramon Rique, que abre para Thiago Mendes. O capitão bate rasteiro e Ronaldo segura firme sem dar rebote.

 

 

 

FICHA TÉCNICA

Bahia 0x0 Vasco
Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador
Data: 09/08/2026
Horário: 16h
Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
Assistente 1: Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)
Assistente 2: Karla Renata Cavalcanti de Santana (PE)
VAR: Braulio da Silva Machado (SC)
Onde assistir: TV Globo e Premiere
Cartões amarelos: Cuiabano, Thiago Mendes (Vasco); Ademir (Bahia)

 

Bahia: Ronaldo; Román Gómez, David Duarte, Santiago Mingo e Luciano Juba (Zé Guilherme); Acevedo, Jean Lucas e Rodrigo Nestor (Sanabria); Ademir (Furquim), Willian José e Alejo Véliz. Técnico: Rogério Ceni.

 

Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Cuesta (Saldivia), Robert Renan e Cuiabano; Jair, Tchê Tchê e Thiago Mendes; Andrés Gómez, Brenner (Hinestroza) e David. Técnico: Pedro Emanuel.

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Refugiados venezuelanos entram no esporte paralímpico do Brasil e ganham medalhas

 


Por Jairo Marques | Folhapress

Refugiados venezuelanos entram no esporte paralímpico do Brasil e ganham medalhas
Foto: ACNUR / Paola Bello via @paolabbello

Refugiados venezuelanos com deficiência que entram no Brasil por meio da fronteira com Roraima, no norte do país, estão recebendo a oportunidade de se tornar atletas e disputar competições paradesportivas. Alguns deles têm tido rendimentos tão bons que já ganham medalhas e participam de eventos nacionais.
 

Na última semana, seis desses atletas viajaram a São Paulo convidados para participar de uma etapa do Meeting Paralímpico, no Centro Paralímpico Brasileiro. Cinco conseguiram resultados de pódio, com oito medalhas, sendo três de ouro, e já chamam a atenção para futuras competições.
 

Atualmente, o Centro de Referência Paralímpico de Roraima trabalha com 26 refugiados da Venezuela, que se dedicam, principalmente, ao atletismo. Ao todo, desde 2021, cerca de 50 pessoas receberam apoio esportivo em Boa Vista. Todos eram oriundos de abrigos humanitários.
 

"Em 2021, firmamos parceria com a Operação Acolhida, do Ministério da Cidadania, porque tínhamos uma massiva migração de refugiados venezuelanos e logo notamos que havia pessoas com deficiência que precisavam de um apoio mais específico", afirma Vinicius Denardin Cardoso, supervisor do Centro de Referência do CPB em Roraima.
 

O centro, que atende 204 atletas ao todo, oferece iniciação e aperfeiçoamento esportivo em dez modalidades, como atletismo, basquete em cadeira de rodas, goalball e tênis de mesa. Os esportistas estrangeiros recebem suporte para treinar e se desenvolver de forma contínua, permitindo que cheguem a competir em nível nacional.
 

Campus da UERR | Foto: Reprodução / Google Street View

 

Os treinos são conduzidos por uma equipe de 16 professores, 5 contratados diretamente pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e 11 pela Universidade Estadual de Roraima (UERR).
 

Um grupo de saúde, composto por médico, psicólogo, assistente social e fisioterapeuta, também dá suporte aos refugiados, que recebem atenção em suas reabilitações e auxílio para questões emocionais diante das mudanças de vida.
 

"O início foi muito conturbado. A gente percebia até mesmo algumas situações da xenofobia. Toda a população sentiu o quantitativo na saúde, na educação, nos serviços públicos, mas as coisas mudaram. O que a gente percebe hoje com os refugiados com deficiência é quanto o esporte tem sido transformador na sociabilidade deles, quanto a integração com os meninos brasileiros do basquete, principalmente, tem contribuído para que eles se sintam integrados no Brasil", diz Cardoso.
 

Martin José Durval chegou a Boa Vista há dois anos. Na Venezuela, ele teve uma trajetória esportiva marcante na juventude, tendo sido campeão de beisebol na adolescência, chegando perto de se profissionalizar. Ele se formou em medicina veterinária, e há cinco anos perdeu as pernas em um acidente.
 

No Meeting de São Paulo, ele ganhou duas medalhas no lançamento de dardo, totalizando assim dez em sua carreira no Brasil. Durval também se dedica ao basquete em cadeira de rodas. "Estou dando o meu máximo. Sou muito agradecido a todos os brasileiros, irmãos brasileiros que de verdade me apoiaram bastante aqui no esporte."
 

Ao entrarem no país, os refugiados conseguem emitir um CPF e passam a ter acesso a programas federais. Essa integração permite que eles pleiteiem apoio financeiro esportivo nacional: dois atletas venezuelanos de 16 anos, que iniciaram na base do projeto em 2022, hoje recebem o benefício do Bolsa Atleta, do governo federal, na categoria estudantil.
 

Para que consigam disputar uma edição dos Jogos Paralímpicos pelo Brasil, porém, eles devem passar por um processo de naturalização.
 

"Tenho metas aqui, já tenho um propósito aqui e estou planejando ficar por um bom tempo. Vou ganhar medalha para o Brasil", declara Ruben Alcocer, que é cadeirante há 22 anos e pratica atletismo.
 

De acordo com o supervisor Vinicius Denardin, é possível que mais pessoas com deficiência venezuelanas cheguem ao centro após os recentes terremotos. "Temos conversado com o governo federal para tentar ampliar os horários de atendimento. Estamos nos preparando para dar suporte a quem precisar."
 

A unidade paralímpica de Roraima também já fez acolhimento a atletas com deficiência de Cuba, Camarões, Haiti e Guiana. O Brasil é hoje uma das maiores potências mundiais do esporte paralímpico. A Venezuela tem participações mais modestas nos Jogos. Ganhou seis medalhas na edição de Paris, em 2024.

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VÍDEO: Flávia Saraiva vence no solo e encerra Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística com cinco medalhas

 


Por Redação

VÍDEO: Flávia Saraiva vence no solo e encerra Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística com cinco medalhas
Foto: MeloGym / CBG

A ginasta Flávia Saraiva confirmou seu protagonismo no Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística ao sagrar-se campeã da prova de solo neste domingo (9). Com a conquista, a atleta do Clube de Regatas do Flamengo encerrou sua participação no torneio, realizado em Brasília, acumulando um total de cinco medalhas.

 

Confira seu solo:

 

Na final do solo, Flavinha apresentou uma nova coreografia, estreada na última sexta-feira (7), embalada pelas canções 'Homem com H', de Ney Matogrosso, e 'Asa Branca', de Luiz Gonzaga. A execução garantiu à ginasta carioca a nota 13,833 e o lugar mais alto do pódio.

 

A prova de solo foi marcada pelo domínio completo do Flamengo, que ocupou as três primeiras posições. A medalha de prata ficou com Júlia Coutinho, que obteve 13,266 pontos ao se apresentar com a trilha sonora do musical Mamma Mia. Hellen Silva assegurou o bronze com a pontuação de 13,200.

 

A série de conquistas havia começado na sexta-feira (7), quando a ginasta garantiu os títulos do individual geral e da competição por equipes junto ao Flamengo. No sábado (8), Flavinha conquistou a medalha de prata na disputa das barras assimétricas.

 

Classificação final do solo

  • Flávia Saraiva (CRF-RJ) — 13,833 (Ouro)
  • Júlia Coutinho (CRF-RJ) — 13,266 (Prata)
  • Hellen Silva (CRF-RJ) — 13,200 (Bronze)
  • Gabriela Barbosa (ECP-SP) — 12,966
  • Gabriela Vieira (CRF-RJ) — 12,933
  • Carolyne Pedro (CEGIN-PR) — 12,866
  • Maria Eduarda Pinto (CRF-RJ) — 12,766
  • Rafaela Oliveira (GNU-RS) — 12,700
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Rayssa Leal supera lesão em treino e vence a etapa do SLS Rio Takeover no Maracanãzinho

 


Por Redação

Rayssa Leal supera lesão em treino e vence a etapa do SLS Rio Takeover no Maracanãzinho
Fotos: Reprodução / Tbsports via @rayssalealsk8

A skatista brasileira Rayssa Leal venceu a etapa do SLS Rio Takeover realizada neste domingo (09) no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A atleta já garantiu mais um título em casa, diante da torcida, após superar um susto na véspera da competição, quando torceu o pé direito durante os treinos de sábado.

 

Em entrevista após a vitória, Rayssa dedicou o prêmio ao seu pai: "É para você, Eugene. Te amo! Feliz Dia dos Pais! Aproveitem o dia de hoje, vamos todos juntos." Ela também reconheceu as adversárias e elogiou as mulheres atletas: "temos Copa Feminina ano que vem". 


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Confira o momento em que ela leva o troféu com o clamor da torcida: 

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Com dois de Raquel, Bahia goleia Atlético-MG e volta ao G-4 do Brasileirão Feminino

 


Por Bia Jesus

Com dois de Raquel, Bahia goleia Atlético-MG e volta ao G-4 do Brasileirão Feminino
Foto: Diego Tavares

As Mulheres de Aço conquistaram mais três pontos importantes na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino. Na tarde deste sábado (8), o Bahia venceu o Atlético-MG por 3 a 0, na Arena Gregorão, em Contagem, Minas Gerais, pela 15ª rodada da competição.

 

Os gols do triunfo tricolor foram marcados por Raquel, duas vezes, e Roque, todos ainda no primeiro tempo. Com o resultado, o Bahia chegou aos 27 pontos e retornou à quarta colocação do Brasileirão Feminino

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O Esquadrão abriu o placar logo aos 10 minutos da primeira etapa. Cassia encontrou Raquel dentro da área, e a camisa 27 dominou antes de finalizar para marcar o primeiro gol da partida. Foi o quinto gol da atleta no campeonato.

 

Aos 17 minutos, Raquel voltou a balançar as redes. Após corte parcial da defesa do Atlético-MG, Wendy ficou com a sobra e tocou para a meio-campista, que finalizou de fora da área para ampliar o marcador.

 

Antes do intervalo, o Bahia ainda chegou ao terceiro gol. Aos 43 minutos, Carol Martins serviu Roque na entrada da área, e a camisa 17 bateu colocado para fechar a conta em Contagem.

 

O técnico Felipe Freitas mandou a campo a seguinte escalação: Yanne; Mila Santos, Aila (Ju Oliveira), Tchula (Suelen) e Carol Martins; Angela (Helô), Raquel e Cassia; Dan (Vilma), Roque e Wendy (Taty Sena).

 

Na próxima rodada, as Mulheres de Aço terão um confronto direto no alto da tabela. O Bahia enfrenta o Corinthians no sábado (15), às 17h30, na Arena Fonte Nova, pela 16ª rodada da Série A1.

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Morre Douglas Franklin, ídolo do heptacampeonato e segundo maior artilheiro da história do Bahia

 


Por Bia Jesus

Morre Douglas Franklin, ídolo do heptacampeonato e segundo maior artilheiro da história do Bahia
Foto: Arquivo

O torcedor do Bahia acordou, na manhã deste domingo (9), mais triste. Isso porque poucos jogadores atravessaram gerações na história do Bahia como Douglas Franklin. Símbolo de uma das épocas mais vitoriosas do Esquadrão, o ex-meia-atacante faleceu neste domingo (9), aos 76 anos, em São Paulo, após perder a batalha contra um câncer no intestino.

 

 

Segundo maior artilheiro da história tricolor, com 184 gols em 456 partidas, Douglas deixa uma trajetória que vai muito além dos números. Entre 1972 e 1980, foi protagonista do Bahia que conquistou sete Campeonatos Baianos consecutivos, entre 1973 e 1979, sequência que marcou uma geração e permanece como um dos grandes períodos da história do clube. Segundo o próprio Esquadrão, Douglas também é o líder histórico de assistências do Bahia.

 

Nascido em Santos, no dia 9 de setembro de 1949, Douglas da Silva Franklin começou a construir sua história no futebol justamente no clube de sua cidade. Formado pelo Santos, chegou ao profissional em uma época em que o Alvinegro Praiano reunia nomes como Pelé, Coutinho, Edu e Clodoaldo. Foi companheiro de Pelé e conquistou, entre outros títulos, o Campeonato Brasileiro de 1968 antes de deixar a Vila Belmiro.

 

UMA MUDANÇA DE DESTINO ANTES DO BAHIA
A chegada de Douglas a Salvador também ficou marcada por uma história que, décadas depois, ele próprio trataria como uma mudança de destino.

 

Em 1972, depois de deixar o Santos, o jogador estava encaminhado para defender o América-RJ. Douglas havia planejado viajar ao Rio de Janeiro para concluir a transferência, mas recebeu uma proposta do Bahia e mudou os planos. A aeronave que faria o trajeto para a capital fluminense sofreu um acidente na região de Petrópolis, provocando a morte das 25 pessoas a bordo. Douglas seguiu para Salvador.

 

O que seria apenas uma nova etapa da carreira tornou-se o período definitivo de sua história no futebol. Douglas chegou ao Bahia em 1972 e rapidamente passou a ocupar posição central no time. Técnico, habilidoso e dono de capacidade para criar e finalizar jogadas, encontrou no Esquadrão o ambiente no qual construiria sua condição de ídolo.

 

A partir de 1973, esteve no grupo que iniciou uma sequência sem precedentes no Campeonato Baiano. Foram títulos em 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978 e 1979. Douglas esteve presente em todas as sete conquistas, ao lado de Baiaco, Sapatão e Fito.

 

Naquele período, também dividiu o protagonismo ofensivo com outro personagem histórico do clube: Beijoca. Se o centroavante ficou eternizado pelo faro de gol e pela personalidade, Douglas era uma das principais fontes de criação de um Bahia que dominou o futebol estadual durante a década de 1970.

 

Ao todo, foram 184 gols, número que coloca Douglas atrás apenas de Carlito, dono de 233 tentos, na relação oficial de maiores goleadores da história do Bahia.

 

A importância do camisa 10, porém, não se limitava a colocar a bola na rede. Décadas depois de sua despedida, o próprio Bahia o reconhece como o jogador com mais assistências na história do clube.

 

Em entrevista concedida em 2013, Douglas apontou a união daquele elenco como um dos elementos responsáveis pela sequência de conquistas. O ex-jogador relatou que o grupo tinha liberdade, experiência e participação até mesmo em discussões sobre reforços. Também destacava a relação construída com a torcida, à qual atribuía parte importante do reconhecimento recebido depois de deixar os gramados.

 

Douglas deixou o Bahia em 1980. Depois da passagem que o eternizou no futebol baiano, defendeu a Portuguesa, teve uma curta passagem pelo Vitória e atuou também por Leônico e Barretos antes de encerrar a carreira profissional.

 

Mesmo longe dos gramados, permaneceu ligado ao futebol. Trabalhou com formação de jogadores e também exerceu a função de treinador, incluindo passagens pelo Camaçari e pelo Barretos.Nenhuma dessas experiências, contudo, alcançou a dimensão da relação construída em Salvador.

 

Neste domingo, ao comunicar a morte do ex-jogador, o Bahia definiu Douglas como “um dos maiores craques” de sua história e destacou a participação do camisa 10 na geração do heptacampeonato.

 

Douglas Franklin deixa o futebol como um dos nomes que ajudaram a construir a dimensão histórica do Esporte Clube Bahia. Um jogador que chegou a Salvador após uma mudança inesperada de destino e, durante oito anos, transformou a camisa tricolor em parte definitiva da própria história.

 

O velório ocorre neste domingo, em Barretos, no interior de São Paulo. O sepultamento está previsto para o início da tarde na mesma cidade.

 

VEJA O COMUNICADO COMPLETO DO BAHIA
Com gigantesco pesar, o Esquadrão lamenta o falecimento de um dos maiores craques da nossa história. Douglas, líder geral em assistências e segundo maior artilheiro do clube, nos deixou nesta manhã em São Paulo.

 

Ele defendeu o Esquadrão de 1972 a 1980, sendo estrela na campanha do heptacampeonato estadual seguido, com um total de 456 jogos. Nossa solidariedade a familiares e amigos. 

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WALDEMIR VIDAL SANTOS DRT-BA 4.260 - ABCD-BA 544