Fácil vitória contra o Haiti

 

Tostão analisa vitória do Brasil contra o Haiti, além de avaliar outros resultados da Copa do Mundo

Por Tostão
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Entre a torcida e o boicote, diáspora iraniana nos EUA se divide sobre Copa do Mundo

 


Por Isabella Menon | Folhapress

Seleção do Irã
Foto: Reprodução/Instagram/@iran_football_federation

Nas quadras de Westwood, em Los Angeles, é possível encontrar mercados iranianos, padarias e vitrines escritas em farsi.
 

Em frente aos estabelecimentos, é comum ver a antiga bandeira iraniana, com o leão e o sol, símbolo do país antes da Revolução Islâmica de 1979 que levou ao poder o atual regime.
 

Ali está uma das maiores comunidades iranianas fora do Irã, concentração que lhe rendeu um apelido próprio: Tehrangeles, uma mistura de Teerã com Los Angeles.
 

Segundo o Pew Research Center, a população iraniana nos EUA era estimada em 740 mil pessoas em 2024, sendo que metade vive no estado da Califórnia e 230 mil vivem em Los Angeles e arredores.
 

Espalhada ao longo da Westwood Boulevard, a cerca de 15 quilômetros do estádio onde Irã e Bélgica se enfrentam neste domingo (21) na Copa do Mundo, a região preserva traços da cultura iraniana em meio à paisagem típica americana, dividindo espaço com lojas de redes como 7-Eleven e cafeterias Starbucks.
 

Às vésperas da partida, porém, o futebol divide espaço com outro debate.
 

Entre integrantes da diáspora iraniana, há quem pretenda torcer pela seleção nacional e quem defenda o boicote à equipe, por considerá-la um símbolo do regime autoritário que governa o país.
 

Entre os que não desejam assistir à seleção iraniana está Roozbeh Farahanipour, 54.
 

Dono de restaurantes em Westwood e uma das vozes mais conhecidas da oposição iraniana em Los Angeles, ele chegou aos Estados Unidos em 2000 após participar dos protestos estudantis que desafiaram o regime no ano anterior.
 

Segundo Farahanipour, sua atuação no movimento lhe rendeu uma condenação à morte no Irã. Há 26 anos, vive nos Estados Unidos, onde se tornou ativista e líder da comunidade exilada.
 

Farahanipour afirma que não pretende acompanhar o jogo. "Tenho alergia à República Islâmica. Não quero assistir. Não quero ouvir o hino nacional. Não quero ver a bandeira", diz.
 

A oposição ao atual regime costuma adotar a antiga bandeira, com sol e leão, e considera que a atual é um símbolo de um regime que reprime a população.
 

A bandeira antiga foi vetada pela Fifa, porém torcedores a mostraram no primeiro jogo. Exibir o símbolo, vetado pelas autoridades iranianas, está em contradição com o regulamento da federação, que proíbe manifestações políticas em seus eventos esportivos. Teerã ameaçou até suspender a partida se isso ocorrer.
 

Farahanipour critica a atitude da Fifa durante o torneio. Segundo ele, a entidade errou ao restringir determinados símbolos e manifestações políticas nos estádios. "Esta é a terra da liberdade", afirma, em relação aos EUA.
 

Para o ativista, cabe aos torcedores decidir quais bandeiras e mensagens desejam levar às arquibancadas.
 

Apesar das críticas ao regime iraniano, Farahanipour diz compreender tanto os manifestantes que pretendem protestar durante os jogos quanto aqueles que preferem apenas assistir às partidas. "Este é um país livre."
 

Para ele, a seleção representa o governo iraniano e não pode ser dissociada do regime. "Quando vestem a camisa da República Islâmica, para mim eles se tornam parte de uma operação de relações públicas do regime."
 

A posição, porém, não o impede de demonstrar simpatia pelos atletas. Farahanipour afirma conhecer alguns jogadores e diz acreditar que eles compreendem suas críticas. Segundo ele, muitos usam a seleção como vitrine para mostrar seu talento e buscar oportunidades no exterior.
 

"Individualmente, eu gosto deles", afirma ele, enquanto mostra fotos que tirou com os jogadores. "Espero que eles me entendam."
 

Farahanipour considera, contudo, injustas as restrições enfrentadas pela delegação iraniana nesta Copa. "Eles não tiveram as mesmas oportunidades que os outros times."
 

O sentimento também aparece entre iranianos que evitam falar publicamente sobre política.
 

Proprietária de um estabelecimento na região, uma mulher que pediu para não ser identificada se emocionou ao lembrar da adolescência no Irã. Segundo ela, chegou a ser presa ainda jovem e, depois, deixou o país.
 

Apesar de viver nos Estados Unidos, ela evita entrevistas por receio de expor parentes que permanecem no Irã. Durante a conversa, afirmou que gostaria de conseguir torcer pela seleção nacional, mas não vê como separar a equipe do governo iraniano. "Eu amo o meu país, mas não o regime."
 

Nem todos os iranianos de Tehrangeles, entretanto, enxergam a seleção da mesma forma.
 

Javad Yeganeh, 57, divide os dias entre uma empresa de construção civil e um café inaugurado há poucos meses em Westwood. Para ele, a seleção não deve ser confundida com o governo iraniano. "O time é diferente do governo", afirma.
 

Enquanto acompanha as notícias sobre a guerra, Yeganeh se preocupa principalmente com os familiares que permanecem no país asiático. "Toda a minha família está lá. Estou triste porque muitas pessoas morreram."
 

Em relação ao jogo, ele quer que o time iraniano faça bonito e goleie a Bélgica por 3 a 0. "Fiquei muito feliz com o primeiro resultado", disse ele em referência a partida contra a Nova Zelândia, em que a seleção empatou por 2 a 2.
 

Enquanto o dono de um mercado iraniano criticava Donald Trump durante uma entrevista, uma mulher atravessou a calçada usando um boné vermelho com os dizeres "Make Iran Great Again".
 

A adaptação do slogan trumpista arrancou olhares de quem passava e serviu como lembrete de que, em Tehrangeles, as divergências vão muito além da decisão de torcer ou não pela seleção. Elas também passam pela forma como a comunidade enxerga o papel dos Estados Unidos no futuro do Irã.
 

O comerciante era Mohammed Hafarn, 78. Morador dos Estados Unidos há mais de duas décadas, ele afirma que continuará torcendo pela seleção iraniana apesar das críticas ao regime. "Eu amo o meu time", diz. "Este time não pertence ao regime. Pertence a todos os iranianos."
 

Para Hafarn, os jogadores representam o país e não o governo. "Algumas pessoas acreditam que este time pertence ao regime, mas não pertence. No fundo de seus corações, os jogadores estão jogando pelo seu país."
 

Hafarn também critica as restrições enfrentadas pela delegação iraniana durante a Copa e demonstra ceticismo em relação à atuação dos Estados Unidos na guerra.
 

Segundo ele, Washington não agiu em defesa da democracia iraniana e o presidente Trump abandonou a promessa de apoiar o povo do país. "Não estamos felizes com o regime do Irã", afirma. "Mas eu apoio o time e gostaria que eles ganhassem."

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Vitória bate o Botafogo e volta a vencer no Brasileirão Sub-20

 


Por Redação

Vitória bate o Botafogo e volta a vencer no Brasileirão Sub-20
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

Após cinco rodadas sem vencer, o Vitória bateu o Botafogo por 2 a 0, no último sábado (21), no miniestádio da Toca do Leão, no Barradão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro Sub-20. Os gols da vitória rubro-negra foram marcados por Alejandro Almaraz e Hiago.

 

Comandado por Mário Henrique, o Leão foi a campo com Davi; Gean, Ivan, Kauan e Kauan Vitor; Cauan Farias, Nico e Alejandro Almaraz; Hiago, Juninho e Lucas Lohan.

 

O resultado levou o Vitória aos 20 pontos, fazendo a equipe subir para a 12ª colocação na tabela. A duas rodadas do fim da primeira fase, a Fábrica de Talentos está a seis pontos do Athletico-PR, oitavo colocado e último integrante da zona de classificação.

 

Com cinco pontos de vantagem sobre o Avaí, primeiro time dentro da zona de rebaixamento, o Vitória volta a campo na terça-feira (23), às 15h, para enfrentar o Santos, novamente no CT Manoel Pontes Tanajura. Já na última rodada da primeira fase, o Leão enfrenta o Athletico-PR, no CT do Caju, no dia 1º de julho.

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Espanha, Uruguai e mais: Veja onde assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2026 neste domingo

 


Por Redação

Lamine Yamal antes de jogo da Espanha
Foto: Reprodução/Instagram/@lamineyamal

A Copa do Mundo de 2026 segue intensa e, neste domingo (21), mais quatro partidas, envolvendo seleções de peso como Espanha, Uruguai e Bélgica, movimentam o Mundial.

 

As atenções estarão voltadas para os grupos G e H. A programação começa às 13h, com o confronto entre Espanha e Arábia Saudita, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.

 

Mais tarde, às 16h, Bélgica e Irã fazem um duelo importante pela liderança da chave, em Los Angeles. Na sequência, às 19h, Uruguai e Cabo Verde se enfrentam em Miami. A rodada será encerrada às 22h, quando Nova Zelândia e Egito medem forças em Vancouver, no Canadá.

 

CONFIRA OS HORÁRIOS E ONDE ASSISTIR AOS JOGOS DESTE DOMINGO (21) DA COPA DO MUNDO:

13h - Espanha x Arábia Saudita
Local: Mercedes-Benz Stadium, Atlanta (EUA)
Transmissão: CazéTV

 

16h - Bélgica x Irã
Local: SoFi Stadium, Los Angeles (EUA)
Transmissão: CazéTV

 

19h - Uruguai x Cabo Verde
Local: Hard Rock Stadium, Miami (EUA)
Transmissão: TV Globo, SBT, SporTV, NSports e CazéTV

 

22h - Nova Zelândia x Egito
Local: BC Place, Vancouver (Canadá)
Transmissão: TV Globo, SporTV e CazéTV

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Curaçao segura Equador e conquista 1º ponto em Copas; Japão x Tunísia fazem jogo 1.000

 


Por Redação

Curação x Equador na Copa do Mundo
Foto: Reprodução/Instagram/@fifaworldcup

A Copa do Mundo de 2026 teve mais um dia completo no último sábado (20). Após a goleada dos Países Baixos sobre a Suécia por 5 a 1 e a vitória da Alemanha sobre a Costa do Marfim por 2 a 1, Equador e Curaçao empataram por 0 a 0, enquanto o Japão venceu a Tunísia por 4 a 0 com gols de Kamada, dois de Ueda e Ito.

 

No duelo entre equatorianos e curaçaenses, o grande destaque foi o goleiro Eloy Room, que fez 15 defesas e estabeleceu um recorde em jogos de 90 minutos de Copa do Mundo, garantindo também o primeiro ponto de Curaçao, estreante na competição.

 

Com o resultado, o Equador ocupa a terceira posição do grupo E, com um ponto, e precisa vencer a já classificada Alemanha na última rodada para seguir no mata-mata. O confronto decisivo será na quinta-feira (25), às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. No mesmo horário, Curaçao enfrenta a Costa do Marfim, na Filadélfia, também sonhando com a classificação.

 

Já no Grupo F, o Japão chegou aos quatro pontos e se igualou aos Países Baixos, na liderança. Suécia, com três e Tunísia, com zero, completam a chave. 

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Ipiaú: José Américo enaltece o trabalho de Valmir Roque; guardião do Rio das Contas

 


Arquivo pessoal

Luquinha: O caboclo d’água guardião do Rio das Contas 

Na luta pela preservação do Rio das Contas destaca-se o cidadão Valmir Roque dos Santos, popularmente conhecido pelo apelido de Luquinha.

Ele reside na Vila de Japomirim, município de Itagibá e há mais de 30 anos vem defendendo o manancial, buscando minimizar a sujeira que outros homens provocam, com a inconsciência de atos resultantes de uma civilização mal educada.

Movendo-se rapidamente pelo rio, enquanto retira o lixo ali acumulado, colocando a própria vida em risco, defendendo os peixes e outros animais, nadando, mergulhando em poços profundos, Luquinha tem algo da mítica figura do Caboclo D’água.

Na região de Ipiaú ele é o guardião do rio. Vem dando continuidade ao trabalho iniciado pelo Grupo Papamel e bons exemplos a outras entidades e voluntários.

Fundou o grupo “Defensores do Rio” que, há várias décadas, promove mutirões de limpeza nas imediações do areão do Arara e, tem militantes com apelidos exóticos: Zé Galinha, Do Jegue, Patachoca, Dió, Zé da Onça e Nen. João Kleber e Andreia também fazem parte da turma voluntariosa.

Luquinha esteve no Movimento SOS Rio das Contas, que reúniu entidades ambientalistas de todo o vale, desde a nascente em Piatã, na Chapada Diamantina até a foz, em Itacaré, no litoral sul, Costa do Cacau. Também participou de reuniões do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Contas.

Ao longo dos seus tantos anos de militância ecológica, já retirou centenas de toneladas de lixo das margens e leito do rio. Garrafas pets, pneus, vasos sanitários, carcaças de geladeiras e televisores, inúmeros resíduos maléficos ao meio ambiente.

Luquinha, que tanto luta pela sobrevivência do rio, sobrevive com ínfimos recursos (talvez um salário-mínimo, ou pouco mais), que obtém como encarregado da medição do nível da água, fazendo leitura diária da máxima e mínima, assim como do índice pluviométrico.

Prestou serviços para a CHESF por um longo tempo, e agora exerce a mesma função trabalhando para uma empresa terceirizada.

Já viu o rio bem seco, com 0,87 cm de profundidade, e muito cheio, transbordando, com mais de oito metros acima do seu nível normal. Viu espécies nativas da ictiofauna desaparecerem e espécies exóticas povoarem as águas. Sabe da resistência de algumas e da multiplicação de outras.

Presenciou a chegada das garças, o crescimento da população de capivaras, lontras, jacarés, tartarugas e sucuiúbas. Se alegra com a permanência das saracuras, lavandeiras, viuvinhas, martins pescadores e outros pássaros nativos.

Diz que tem muitos répteis e animais peçonhentos nas margens e ilhas. Assegura que nesse tempo de convivência com a água, nunca sofreu acidente grave e muito menos contraiu doenças, inclusive a terrível esquistossomose. Seu amor pelo rio garante esse livramento.

Valmir Roque dos Santos, nascido na região da Nova Alegria, zona rural de Itagibá, filho do pescador Agenor José dos Santos e da lavadeira, Aurelina Roque dos Santos “Fá”, é patrimônio vivo do Vale do Rio das Contas, com forte possibilidade de torna-se lendário.

Cada ação que promove é um novo alento para a bacia hidrográfica. Sua luta estende-se pelos afluentes, nascentes e demais mananciais. Prestando relevantes serviços à humanidade, em especial, aos ribeirinhos da região, será sempre lembrado como Luquinha, o Caboclo d’água, Guardião do Rio das Contas.

José Américo é escritor e historiador ipiauense

https://ipiauonline.com.br/
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Neymar fora do jogo contra o Haiti - Falando de Esportes - 19/06/26