Além das Manchetes: A psicose política atualizada com sucesso - virada, derrota e fuga

 

Coluna

Por Malu Fontes



Além das Manchetes: A psicose política atualizada com sucesso - virada, derrota e fuga
Foto: Reprodução/ Instagram

Nem bem o brasileiro acomodava os contextos que, entre as pesquisas de sábado à noite e a abertura das urnas 24 horas depois, deram a Lula a vitória, com 64,2 milhões de votos contra os 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro, o país acordava na terça-feira com o boato de que o candidato derrotado havia fugido do país. E era verdade. Num intervalo de 20 dias, entre o primeiro e o segundo turno, o PL, partido dos Bolsonaros, saiu do sétimo céu para o subsolo de um pesadelo eleitoral. 
 

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A última informação nos telejornais da noite era a de que Flávio foi para Miami para repetir o que em 2023 o venezuelano Juan Guaidó foi fazer nos Estados Unidos. Foi fazer oposição no que chamará de exílio, a partir dos Estados Unidos, para desestabilizar o governo Lula. As primeiras notícias da fuga não pareciam críveis. Como explicar que o candidato do partido que elegeu uma fatia gigantesca do Congresso, uma coleção de governadores do campo, que saiu vencedor em margem de votos no primeiro turno e chegou favoritíssimo ao segundo, foge de casa menos de 24 horas depois de ter quase 60 milhões de votos? 

 

Se o argumento para a fuga é o de que Alexandre de Moraes o persegue ao anunciar o confisco e consequente cancelamento do passaporte, por conta do risco de fuga pela condição de investigado de Flávio numa série de processos que nada tinham a ver com a derrota, o que o impedia, com os recursos financeiros que têm e ainda com um mandato de senador da República, de acionar alguma das melhores bancas de advogados do país, dispor o passaporte e se defender publicamente das acusações? Aliás, foi exatamente isso que ele disse que faria, na tarde de segunda-feira. À noite, mudou de ideia e fugiu. 

 

Rei fugido, rei posto, pois vazio em política não existe. Enquanto nada se sabia de concreto da fuga de Flávio, Waldemar da Costa Neto, o presidente do PL, já se reunia com Michelle Bolsonaro, madrasta de Flávio e agora senadora, ambos com cara de felizes, anunciando o modo como irão gerir os milhões de votos de sua bancada no Congresso. 

 

ONDE ESTÁ O WALLY?

Simultaneamente, o Centrão, esse bloco protagonista de tudo o quanto é governo, à esquerda ou à direita, já recalculou a rota: uma coisa é o PL ter milhões de votos e uma bancada enorme no Congresso num governo Flávio, o que não se concretizou, contra todos os cálculos do clã Bolsonaro. Outra, bem diferente, é estar agora dentro da reeleição de Lula, com cargos para negociar, em troca da aprovação de pautas. Gilberto Kassab já voltou pleno para o jogo. E Arthur Lira vem aí. 

 

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E, mais importante de tudo, no quintal da direita bolsonarista que não aquela do sangue familiar, a campanha para a sucessão de Lula já dava as caras: enquanto a Polícia Federal montava o seu “Onde está o Wally?” para procurar Flávio, Tarcísio de Freitas, governador reeleito de São Paulo, e que só não estava no lugar de Flávio na chapa eleitoral 2026 porque Bolsonaro pai não quis, se ‘posicionou', com aspas mesmo, num vídeo no Instagram. Avisou que a eleição acabou, evitou a palavra Bolsonaro como quem é supersticioso e se benze para não pronunciar a palavra azar e ressaltou o quanto é preciso cuidar bem dos 60 milhões (sic) de votos dados ao campo da direita. Se aquilo não é o lançamento Tarcísio 2030, é o quê? 

 

A crônica política do dia será intensa. Com a chegada de Flávio aos Estados Unidos, há muito para ser contado. Agora se juntando ao irmão Eduardo e a outros nomes do bolsonarismo que fugiram para os Estados Unidos, Flávio deve repetir a tese da perseguição política por Alexandre de Moraes. Por aqui, deve se multiplicar a publicização de detalhes que ainda não se sabe no escopo dos inquéritos nos quais ele é investigado, do caso Dark Horse à sociedade com Willer Tomaz, também foragido nos Estados Unidos e com um armário de cadáveres escandalosos, envolvendo bets, lavagem de dinheiro e o escândalo do INSS. 

 

Eleito, Flávio ficaria livre de todas as acusações das quais agora terá de se defender. A psicose política nacional veio para ficar, agora com a polarização entre os que o chamarão de mártir perseguido e os que o apontarão como fujão com medo de tudo. 


*MaluFontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora do Curso de Jornalismo da UFBA - @maluzes / maluzes@gmail.com

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Estudantes de Medicina são expulsos de universidade após ataques a bolsistas e mensagens nazistas no Paraná

 


Por Redação

Estudantes de Medicina são expulsos de universidade após ataques a bolsistas e mensagens nazistas no Paraná
Fotos: Reprodução / UniCesumar / Redes Sociais

Estudantes do curso de Medicina da UniCesumar, em Maringá, no Paraná,, foram expulsos da instituição após compartilharem mensagens ofensivas contra colegas beneficiários de programas sociais, como o Programa Universidade para Todos (ProUni). As publicações, feitas em grupos de WhatsApp após o resultado das eleições presidenciais de 2026, também continham referências ao nazismo e manifestações de preconceito socioeconômico.

 

A universidade confirmou ao G1 que concluiu, na sexta-feira (30), uma sindicância interna para apurar as denúncias. Além dos desligamentos, foram aplicadas advertências e suspensões, conforme a gravidade das condutas identificadas. A instituição, no entanto, não informou quantos estudantes foram punidos.

 

As mensagens começaram a circular no domingo (25), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma das publicações, um estudante estabeleceu uma comparação depreciativa entre colegas que pagam mensalidades e aqueles que conquistaram vagas por meio de programas de acesso ao ensino superior.

 

"Quem paga trabalhou e tem 15 mil [reais] por mês para pagar >>>>>>> Quem passou numa provinha", escreve um dos universitários.

 

Outras mensagens também demonstraram hostilidade contra estudantes de origem socioeconômica menos favorecida. Em uma delas, um aluno escreveu: "Nossos pais têm dinheiro e não precisam de ex-presidiário para bancar faculdade, não". Outra publicação ironizou os beneficiários do ProUni após o resultado eleitoral.

 

O conteúdo também incluiu imagens e expressões associadas ao nazismo e a ideologias supremacistas. Em uma das conversas, foi compartilhada uma fotografia de um pelotão militar acompanhada de uma referência à expressão "raw milk" (leite cru), utilizada em determinados grupos extremistas na internet.

 

Uma estudante chegou a questionar as manifestações preconceituosas e lembrou que todos os universitários terão a mesma formação profissional, independentemente da condição financeira ou da modalidade de ingresso na instituição. "Todo mundo aqui vai sair com CRM", afirmou.

 

O episódio não foi isolado no estado. Estudantes do Centro Universitário FAG, em Cascavel, também foram denunciados por compartilhar mensagens com conteúdo discriminatório. A instituição informou que três universitários foram suspensos e que aplicou advertências. Os processos administrativos ainda estão em andamento.

 

A Associação dos Estudantes de Medicina do Paraná (Aemed-PR) reuniu os relatos e encaminhou uma notícia-crime ao Ministério Público do Paraná (MP-PR). Já o Ministério Público Federal (MPF) confirmou o recebimento de uma denúncia relacionada às mensagens e informou que apura o caso envolvendo os estudantes da UniCesumar.

 

Em manifestação, a Aemed-PR repudiou os episódios e afirmou que o preconceito contra beneficiários do Fies e do ProUni, assim como a defesa de ideologias extremistas, são incompatíveis com a formação acadêmica.

 

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também se posicionou. Segundo o órgão, as manifestações discriminatórias contrariam os princípios fundamentais do Código de Ética do Estudante de Medicina, que estabelece o exercício das atividades sem discriminação de qualquer natureza.

 

UNIVERSIDADE SE POSICIONA

Em nota ao G1, a UniCesumar afirmou que as medidas disciplinares foram definidas após a conclusão da sindicância interna e que os estudantes envolvidos foram responsabilizados conforme as normas do regimento da instituição.

 

A universidade também declarou repudiar qualquer forma de discriminação ou preconceito e informou que o Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina permanece disponível para oferecer acolhimento, orientação e suporte aos universitários.

 

Entidades representativas dos estudantes de Medicina da UniCesumar também divulgaram uma nota de repúdio contra manifestações de cunho xenofóbico, elitista e nazista. Os grupos informaram que os envolvidos foram desligados das respectivas entidades.

 

O Centro Acadêmico Miguel Nicolelis anunciou ainda a oferta de suporte psicoterapêutico gratuito ou a custos reduzidos aos estudantes afetados pelos episódios.

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Ataque de abelhas no Rio São Francisco deixa policiais feridos e mobiliza resgate na Bahia

 


Por Redação

Ataque de abelhas no Rio São Francisco deixa policiais feridos e mobiliza resgate na Bahia
Foto: Reprodução / 45ª CIPM

Policiais militares da 45ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM-BA) foram atacados por um enxame de abelhas durante um deslocamento pelo Rio São Francisco, na quarta-feira (28). A ocorrência aconteceu nas proximidades da localidade de Pedra Branca e mobilizou uma operação de resgate após 2 agentes serem arrastados pela correnteza.

 

Segundo informações da Polícia Militar, os policiais entraram na água para tentar escapar dos insetos. Durante a tentativa de chegar à margem, porém, foram levados pela força da correnteza. Um dos agentes, identificado como sargento Lima, teve a visão comprometida em decorrência das picadas e apresentou dificuldades para nadar.

 

Ao perceber a situação, o major Gil se aproximou do colega e conseguiu conduzi-lo por mais de 500 metros até a margem. Após o resgate, o sargento Lima recebeu atendimento médico e foi encaminhado para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Conforme as informações divulgadas, o estado de saúde dele é considerado estável. Outros policiais envolvidos na ocorrência, entre eles o sargento Luiz Carlos, também foram atendidos.

 

O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), coronel Magalhães, elogiou a atuação do major Gil durante o resgate. Em manifestação, ele destacou a iniciativa do oficial e a atuação dos policiais para preservar a vida dos colegas.

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Kassab afirma que Lula procurou PSD e avalia aproximação do partido com governo

 


Por Redação

Kassab afirma que Lula procurou PSD e avalia aproximação do partido com governo
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) procurou a legenda após o resultado das eleições presidenciais de 2026. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste sábado (31), o dirigente disse que o partido considera ampliar a aproximação com o governo federal, desde que sejam adotadas mudanças na condução da economia.

 

Kassab, que também não descartou a possibilidade de assumir novamente um ministério, defendeu que a gestão petista amplie o diálogo com setores de centro. Segundo ele, uma política econômica voltada ao equilíbrio fiscal poderia favorecer uma relação mais próxima entre o PSD e o Palácio do Planalto.

 

O dirigente afirmou que o partido ainda não definiu uma participação formal na base governista, embora tenha ocupado três ministérios durante o atual mandato. Para ele, a aproximação dependerá dos sinais apresentados pelo governo em relação à economia.

 

Ao analisar o resultado das eleições, Kassab atribuiu a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) à escolha de uma candidatura que, na avaliação dele, afastou parte do eleitorado de centro.

 

O presidente do PSD afirmou que a oposição poderia ter seguido outro caminho caso tivesse escolhido um nome com perfil mais moderado. Segundo sua interpretação, a candidatura de Flávio contribuiu para dividir o eleitorado de centro e favorecer Lula.

 

Kassab também avaliou que a campanha petista conseguiu explorar a rejeição ao bolsonarismo. Entre os fatores mencionados por ele estão declarações do senador sobre mudanças na Constituição, sua postura durante os debates e a atuação de apoiadores nas redes sociais.

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Waldomirão passa por tratamento no gramado, mas é liberado para a Copa Intervale Master


 Por Redação


JEQUIÉ - O Estádio Waldomiro Borges, o Waldomirão, está passando por um processo de tratamento do gramado para eliminação de ervas daninhas e capim. O serviço está sendo realizado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Jequié, responsável pela manutenção do equipamento esportivo.

Mesmo com o tratamento ainda em fase inicial, o gramado foi liberado na manhã deste domingo (1º), às 9h, para a partida entre a Seleção de Jequié e a Seleção de Itagi, válida pela Copa Intervale Master.

A liberação ocorreu a pedido do presidente da Liga Desportiva de Jequié (LDJ), Enéias Brito, que solicitou à Secretaria a utilização do estádio para não prejudicar o andamento da competição.

Como mostram as imagens, o campo apresenta aspecto amarelado, típico do início da aplicação dos produtos, e ainda vai precisar de um período de recuperação até voltar às condições ideais de jogo.

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Países se comprometem a acelerar proteção da natureza para atingir metas de 2030

 


Por Jéssica Maes | Folhapress

Países se comprometem a acelerar proteção da natureza para atingir metas de 2030
Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

Após duas semanas de negociações intensas, chegou ao fim neste sábado (31) a cúpula da ONU sobre biodiversidade. Com um dia de atraso, negociadores de 182 países e governos chegaram a um acordo para acelerar a implementação das metas globais para preservação da natureza até 2030.
 

A COP17, realizada em Yerevan, na Armênia, buscou reavivar o compromisso de deter e reverter a destruição da natureza até 2030. Um balanço dos esforços globais para cumprir essa meta mostrou que as ações tomadas até agora são insuficientes para alcançar os compromissos já assumidos.
 

Entre eles estão: proteger 30% das terras e dos oceanos do planeta, combater a poluição e as espécies invasoras e ampliar os recursos destinados à conservação.
 

"E é isso. Perfeito", disse o presidente da COP17, Hambardzum Matevosyan, na Armênia, ao bater o martelo para aprovar os acordos.
 

Um deles é o chamado "Caminho de Yerevan", que estabelece diretrizes para que os países acelerem e ampliem suas ações, inclusive o cumprimento de seus compromissos financeiros. A decisão também pede que ao menos US$ 500 bilhões em subsídios a atividades prejudiciais à natureza sejam redirecionados.
 

Os participantes aplaudiram quando textos cruciais foram aprovados já na prorrogação, mas o resultado foi considerado pouco ambicioso para enfrentar o impacto destrutivo da humanidade sobre os ecossistemas.
 

A ministra francesa da Transição Ecológica, Monique Barbut, afirmou que o resultado não está à altura da crise que assola o planeta.
 

"Os avanços que não conseguimos alcançar aqui representam uma série de oportunidades perdidas de acelerar nossa resposta à perda de biodiversidade", disse Barbut, ressaltando que "a natureza não esperará o ritmo de nossas negociações".
 

A plenária final se estendeu por toda a noite de sexta-feira e avançou pela manhã seguinte, com as negociações azedando à medida que as horas passavam. Enquanto alguns delegados deixavam o local para pegar voos, outros permaneciam para discutir questões técnicas.
 

"Houve muita pressão e resistência em todas as direções", disse Juliette Landry, veterana observadora das COPs e integrante do centro de estudos IDDRI. "Nesse contexto, é difícil conseguir que as propostas sejam aceitas".
 

A chefe de biodiversidade da ONU, Astrid Schomaker, afirmou que a cúpula havia alcançado resultados "bastante notáveis em um momento em que o multilateralismo supostamente não está funcionando".
 

"Em alguns desses temas mais difíceis, não poderíamos esperar compromissos sólidos negociados. Esse nunca foi o plano", disse ela a jornalistas após o encerramento da cúpula.
 

"Hoje, vimos mais surpresas positivas do que truques na COP17", afirmou Daudi Sumba, diretor de conservação do WWF-Internacional. Ele defendeu que o o balanço das ações de conservação elabora pelas Nações Unidas mostra que é preciso fazer mais, mas para isso é necessário mais investimento.
 

"Sem uma ampliação clara dos recursos financeiros necessários para viabilizar essas ações, temo que o financiamento continue sendo a principal questão a assombrar as cúpulas das Nações Unidas sobre biodiversidade", avaliou ele.
 

A falta de financiamento destinado a nações em desenvolvimento tem sido uma trava recorrente nas conferências das Nações Unidas sobre meio ambiente e clima. O tema fica ainda mais espinhoso com a pressão pelos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio.
 

"A COP17 conseguiu evitar retrocessos e preservar o Marco Global de Biodiversidade, o que não é pouco no atual contexto geopolítico", avaliou Karen Oliveira, diretora de políticas públicas e relações governamentais da The Nature Conservacy Brasil. "Mas ela não resolveu a contradição central da agenda global de biodiversidade. A COP17 afirmou que o mundo precisa acelerar, mas ainda não garantiu os meios econômicos e políticos para isso."
 

A União Europeia liderou a pressão para que economias emergentes, como a China, contribuíssem para o financiamento da conservação, uma questão sempre controversa nos encontros da ONU. Isso porque essas nações não são as que mais contribuíram para a destruição do planeta ao longo da história. Ao final, os países concordaram em ampliar a base de países doadores, mas de forma voluntária.
 

Também ficaram sem solução questões sobre a estrutura do Fundo Cali, um mecanismo criado na COP16, na Colômbia, que esperava atrair bilhões de dólares em contribuições empresariais, mas que está praticamente vazio.
 

"Ao adiar decisões essenciais por mais dois anos, as partes praticamente garantiram que o fundo permaneça vazio até lá", afirmou Pakhi Das, da organização sem fins lucrativos Plant-for-the-Planet.
 

A próxima cúpula das Nações Unidas sobre biodiversidade, a COP18, acontecerá em 2028 em Quito. A decisão também foi tomada neste sábado, após o Equador vencer o Panamá, que também concorria para receber o encontro.

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Governo dos EUA evita apoiar pretensão de Flávio Bolsonaro de liderar o Brasil, aponta agência

 


Por Redação

Governo dos EUA evita apoiar pretensão de Flávio Bolsonaro de liderar o Brasil, aponta agência
Foto: Reprodução / X

O governo do presidente norte-americano Donald Trump não demonstra intenção de respaldar as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre assumir a liderança política do Brasil. A avaliação foi divulgada pela agência Reuters neste sábado (31), com base em informações de pessoas familiarizadas com as discussões na administração dos Estados Unidos.

 

De acordo com os relatos, autoridades americanas não pretendem assumir publicamente uma posição favorável ao parlamentar, apesar de terem contribuído para viabilizar sua entrada no território norte-americano. A preocupação seria evitar um novo desgaste diplomático com o governo brasileiro.

 

A movimentação de Flávio ocorre após sua derrota na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois do resultado das urnas, o senador divulgou um documento no qual reivindicava o posto de “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, alterou o discurso e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

 

Ainda conforme a Reuters, a postura da Casa Branca não representa uma decisão definitiva de Trump, que poderia rever sua posição. No momento, entretanto, o presidente americano estaria pouco disposto a criar novos atritos nas relações entre os dois países.

 

O senador chegou a Miami na quarta-feira (28), depois de deixar o Brasil, e tem planos de seguir para Washington nos próximos dias. A viagem à capital americana teria como objetivo estabelecer conversas diretamente com representantes da administração Trump.

 

Em uma transmissão pelas redes sociais, Flávio afirmou que decidiu sair do país por temer novas providências judiciais contra ele. Depois da eleição, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a retenção dos documentos de viagem do parlamentar.

 

Na mesma transmissão, o senador também sinalizou que poderá voltar a disputar o comando do Executivo federal. Flávio mencionou a possibilidade de uma nova candidatura em um prazo inferior ao calendário eleitoral de 2030 e vinculou essa hipótese a uma eventual crise econômica durante o próximo governo Lula.

 

O parlamentar, contudo, não apresentou detalhes sobre como essa situação poderia resultar na convocação de uma nova eleição presidencial. “Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui pronto, inclusive, se for preciso, para disputar a Presidência da República de novo. (...) Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso”, alega.

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Especialistas preveem alta pontual na informalidade com fim da escala 6x1 no país

 


Por Douglas Gavras | Folhapress

Especialistas preveem alta pontual na informalidade com fim da escala 6x1 no país
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O fim da escala 6x1 pode provocar um aumento marginal da informalidade, sobretudo nas relações de trabalho de pequenas empresas, mas não uma hecatombe no mercado de trabalho, avaliam especialistas ouvidos pela Folha.
 

Gabriel Ulyssea, da University College London, e Sergio Firpo, do Insper, preveem alguma alta; Marilane Teixeira, do Cesit/Unicamp, diz que essa hipótese precisa ser demonstrada.
 

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de informalidade foi de 37,4% da população ocupada (38,6 milhões de trabalhadores) no segundo trimestre de 2026, o menor patamar para um segundo trimestre desde 2020.
 

Ela era maior em estados com mercado de trabalho mais fragilizado --as maiores taxas de informais ficaram com Maranhão (56,9%), Pará (55,9%) e Amazonas (51,7%) e as menores, com Santa Catarina (25,4%), Distrito Federal (28,7%) e Mato Grosso do Sul (29,2%).
 

Para tentar evitar uma alta da informalidade após a redução da jornada de trabalho, o governo do presidente Lula (PT) deve enviar ao Congresso um projeto para perdoar dívidas de empresas do setor de eventos enquadradas no Simples Nacional, nos moldes do que fez com os microempreendedores individuais (MEIs).
 

Empresas de pequeno porte também poderão acessar uma linha de crédito subsidiada do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prevista para os próximos dias. Com o fim da 6x1, os empregados formais passam a ter duas folgas semanais remuneradas.
 

Os especialistas reforçam que a maior parte da força de trabalho já está na escala 5x2 e que a redução da jornada de 44 para 40 horas será escalonada, o que tende a amortecer o impacto.
 

O cenário mais provável é uma alta pontual da informalidade, com trabalhadores fazendo algumas horas "por fora", repasse de custos aos preços e redução de margens, mas não demissões em massa, já que o desemprego segue baixo.
 

"O fim da 6x1, acredito, é um passo importante na direção certa. A redução vai afetar mais alguns setores do que outros, mas não vai ser uma hecatombe de jeito nenhum", afirmou Ulyssea.
 

Para quem ganha perto do mínimo não há como reduzir salário, e esses trabalhadores ficam mais caros. "Uma possibilidade é contratar 'por fora'." Demitir, diz, não deve ser o principal ajuste, com desemprego baixíssimo.
 

Ele lembra que a PEC das Domésticas, mudança mais drástica, também gerou previsões de "fim do mundo", e que "há muito terrorismo de alguns setores". Para amenizar o impacto, defende ampliar o banco de horas e facilitar o contrato por tempo parcial.
 

Firpo também vê alta da informalidade na margem do emprego sem carteira. Em pequenas empresas, onde a fiscalização é menos provável, o empregador pode substituir formal por informal, e o jovem da periferia, no Nordeste e no Norte, "vai ficar mais tempo no emprego sem carteira, até conseguir entrar no com carteira, se é que essa transição vai acontecer".
 

Teixeira afirma que a redução da jornada exige adaptações, mais difíceis para pequenos negócios. "Reconhecer essas dificuldades, contudo, não permite concluir que haverá, necessariamente, aumento da informalidade. Essa hipótese precisa ser demonstrada."
 

Segundo pesquisa do Sebrae, a parcela que esperava impacto negativo caiu de 32%, em 2024, para 27%, em 2026, e 51% não esperavam impacto. Entre as estratégias, 28,9% citam aumentar preços e 24%, reorganizar turnos.
 

Para ajudar a reduzir a informalidade no país, Ulyssea defende "aumentar os benefícios de ser formal", com acesso a compras públicas e crédito consignado, e aumentar o custo de ser informal, "que é muito baixo", com fiscalização que alcance empresas não registradas.
 

Teixeira defende crescimento com empregos protegidos, crédito e assistência técnica a pequenos negócios, serviços de cuidados e novas fontes de financiamento da Previdência. "A informalidade não pode ser tratada como uma solução aceitável para viabilizar um empreendimento."
 

"A informalidade não é uma questão equacionada: se você conta os trabalhadores sem carteira e os por conta própria, que em sua maioria não contribuem para a Previdência, ainda são quase 40%, 50% da força de trabalho", diz Ulyssea.
 

Para ele, "a regulação do trabalho é muito rígida, em várias dimensões", e a vantagem tributária de ser pessoa jurídica favorece a pejotização, "que é mascarar relações de trabalho como se fossem relações entre duas empresas".
 

BAIXA PRODUTIVIDADE E INFORMALIDADE SE RETROALIMENTAM
 

Ainda que os dados do IBGE apontem para a informalidade no menor patamar desde a pandemia, o elevado número de trabalhadores sem carteira é associado à baixa qualidade dos empregos e ao problema não solucionado da baixa produtividade.
 

Firpo associa o emprego sem carteira à baixa qualificação e a um salário mínimo relativamente alto para a produtividade desse trabalhador.
 

"Custos de demissão, como o FGTS e o aviso prévio, encarecem a formalização, e os sem carteira se concentram no entorno do mínimo." Ele cita ainda a renda informal não detectável por programas de transferência de renda e uma resistência cultural, entre jovens, à rigidez da CLT.
 

Teixeira lembra que, além do dado principal de trabalhadores informais (sem carteira), é preciso observar outras modalidades de trabalho que aparecem na Pnad, como o por conta própria, e o exercido por MEIs para obter uma visão mais ampla do mercado.
 

"Abrir um CNPJ não significa, necessariamente, assegurar trabalho estável, renda adequada e proteção social."
 

A pesquisadora aponta que, dos 25,9 milhões de trabalhadores por conta própria, 16,6 milhões (64,1%) não contribuíam para a Previdência, e só 10,1 milhões dos 17,4 milhões de MEIs entregaram a declaração anual em 2025.
 

A informalidade, diz ela, nunca ficou abaixo de 20% desde 1940 e está ligada à estrutura produtiva, "marcada por grandes diferenças de produtividade, desigualdades regionais e elevada presença de atividades de baixa renda".
 

Ulyssea vê na informalidade "um sintoma da existência de muitas empresas de baixa produtividade, que permanecem pequenas".
 

Os pesquisadores também fazem críticas à reforma trabalhista de 2017, em que mesmo uma modalidade mais flexível de trabalho, como o contrato intermitente, teve adoção abaixo de 1%, "foi um fracasso completo e o setor formal segue rígido: Ou você trabalha 44 horas por semana ou não trabalha formalmente", diz Ulyssea.
 

Firpo lembra que, depois da reforma, a transferência do Auxílio Brasil passou a R$ 600, mais da metade do salário mínimo, e a competir com o mercado formal: "Essas coisas interagem, então não é só o efeito da reforma."

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ADJ anuncia os três goleiros contratados

 


Três goleiros contratados (Central ADJ Instagram)

 

A ADJ divulgou neste sábado (31/10), os três goleiros contratados para a temporada 2027.

João Pato, 29 anos, prata da casa já conhecido da torcida, traz na bagagem passagens por Teresina-PI, Desportiva-SE e Real Noroeste-ES.

Lucão, 28 anos,  formado nas categorias de base do Cruzeiro-MG, acumula experiências por Ferroviária-SP, Arouca-POR, Campinense e Barcelona de Ilhéus. Seu último clube foi o Vitória-ES.

Othon Mercês, o mais novo dos três goleiros, formado na base do Bahia de Feira, também passou pelo sub-20 da ADJ. Tem no currículo passagens por Lagarto-SE, Independente-SE, América de Pedrinhas-SE e estava no Náutico de Roraima.

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ADJ traz de volta o zagueiro Bremer e anuncia contratação do lateral direito Luis Fernando

 


Crédito: Central da ADJ (Instagram)

 

A diretoria do Jequié traz de volta um velho conhecido para vestir atuar no miolo da zaga da equipe na temporada 2027. O zagueiro Bremer, de 32 anos, com passagens pelo Jipão em 2017 e 2020, está de volta. O jogador é bicampeão baiano pelo Atlético de Alagoinhas, conquistando os títulos de 2021 e 2022 e fazendo parte da seleção do campeonato nas duas temporadas.

Para a lateral de direita, foi anunciada a contratação de Luis Fernando, 25 anos,1,92m de altura. O jogador acumula passagens por Contagem, Itapirense, Monte Azul e Guarulhos. Seu último clube foi o Comercial-SP.

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Programa Falando de Esportes - 30/10/2026

WALDEMIR VIDAL SANTOS DRT-BA 4.260 - ABCD-BA 544