8º Festival Nacional do Agrochocolate movimenta Ipiaú e região de 21 a 24 deste mês

 


Foto: Divulgante

 

A cidade de Ipiaú, no Médio Rio das Contas, será palco de um dos maiores eventos do segmento cacaueiro e do chocolate de origem do Brasil: o 8º Festival Nacional do Agrochocolate do Médio Rio das Contas, que acontecerá de 21 a 24 de maio de 2026, na Praça Ruy Barbosa. Na ocasião Ipiaú ganhará a condição de capital do chocolate no território de identidade da Bahia.

O Festival se consolida como um importante espaço de valorização da cadeia produtiva do cacau e chocolate, reunindo produtores, empreendedores,investidores, chefs, especialistas e o público em geral em uma programação diversificada que inclui exposições, degustações, rodadas de negócios, oficinas, palestras, atrações culturais e experiências gastronômicas.

A iniciativa é da APROC – Associação dos Produtores de Cacau e Chocolate de Origem do Médio Rio das Contas, em parceria com a Prefeitura Municipal de Ipiaú e o CODETER – Território de Identidade Médio Rio das Contas, com produção-executiva da Horizon Consultoria e Participações.

O evento conta com o apoio do SEBRAE e patrocínio do Governo do Estado da Bahia, por meio da CAR – Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, da SDR – Secretaria de Desenvolvimento Rural e da SETUR – Secretaria de Turismo da Bahia.

Mais do que um festival, o 8º Agrochocolate se posiciona como uma vitrine nacional para o chocolate de origem da Bahia, destacando qualidade, sustentabilidade, inovação e o potencial econômico da região.

Além de fomentar o turismo e aquecer a economia local, o evento foirtalece a identidade cultural e produtiva do território do Médio Rio das Contas, consolidando Ipiaú como referência nacional no setor.

Texto: José Américo Castro

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Doce Mel Jequié vai enfrentar o Penarol-AM no “mata-mata” da segunda fase da Copa do Brasil feminina

 


Doce Mel Jequié avança para fase mais difícil da Copa do Brasil

 

A equipe do Doce Mel Jequié, conheceu na noite de segunda-feira (4), o seu adversário na segunda fase da Copa do Brasil Feminina 2026.  No sorteio realizado pela  CBF as meninas jequienses irão enfrentar na próxima fase, pelo Grupo 24,  o Penarol, que representa a cidade de  Itacoatiara-AM, após definição das 16 partidas e do mando de campo. O jogo deverá acontecer no Estádio Floro de Mendonça,  popularmente conhecido como “Floro”.

Nesta fase, os confrontos são em jogos únicos. A data-base estabelecida pela CBF é o dia 13 de maio. A Copa do Brasil, em sua edição de 2026, terá ao todo 72 jogos, em vez dos 64 do ano passado, com 11 datas, três a mais que em 2025.

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Por que o São Paulo não rescinde com Arboleda?; entenda

 


Por Valentin Furlan | Folhapress

Por que o São Paulo não rescinde com Arboleda?; entenda
Foto: Rubens Chiri / São Paulo

O São Paulo tem razões bem definidas internamente para não seguir pelo caminho da rescisão, seja ela unilateral ou amigável, no 'caso Arboleda'.
 

O zagueiro se reapresentou nesta segunda-feira, acompanhado de seu empresário, e se reuniu com a diretoria no CT da Barra Funda. Rui Costa e Rafinha, executivos de futebol do clube, lideraram as conversas e repreenderam o zagueiro pelo período de ausência sem justificativa.
 

Arboleda seguirá treinando no clube, no aguardo de uma proposta para ser liberado na próxima janela de transferências. Neste meio-tempo, foi descontado um salário integral pelos dias não trabalhados e ainda pode ser multado.
 

POR QUE NÃO RESCINDIR?
 

A diretoria, mesmo assim, não vê motivos plausíveis por uma rescisão. A palavra nos bastidores é de evitar que um episódio de indisciplina se transforme em um problema esportivo e financeiro.
 

O São Paulo entende que a rescisão por justa causa perdeu força no momento em que o jogador retornou dentro do prazo de 30 dias. Além disso, uma eventual disputa judicial seria longa e sem garantia de vitória para o clube.
 

Já a rescisão amigável para o jogador que tem contrato até dezembro de 2027 é vista como um contrassenso: liberaria o atleta sem custos, permitindo inclusive que ele reforçasse um rival direto.
 

O Tricolor também não vê justificativa em 'premiar' o defensor com seu próprio passe após o grande episódio de insubordinação.
 

PRÓXIMOS PASSOS
 

Diante desse cenário, o São Paulo opta por um caminho mais pragmático. Arboleda já iniciou uma bateria de exames e testes físicos para avaliar sua condição e identificar possíveis problemas após o período afastado. A partir desses resultados, o clube definirá um cronograma de recondicionamento físico individualizado.
 

Neste primeiro momento, ele seguirá cumprindo suas obrigações contratuais, treinando no CT, mas sem ser reintegrado ao grupo principal ou ficar à disposição para jogos. Internamente, evita-se até o termo "afastamento", tratando o processo como uma etapa de recuperação física e disciplinar.
 

A estratégia é clara: preservar o ativo. Com a abertura da próxima janela de transferências, o plano do Tricolor é negociar Arboleda ou envolvê-lo em uma troca.

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Bahia domina Brasileiro de Boxe, conquista 10 ouros e mira nova etapa da Copa do Mundo na China

 


Por Redação

Bahia domina Brasileiro de Boxe, conquista 10 ouros e mira nova etapa da Copa do Mundo na China
Foto: Boxe Bahia / Divulgação

A Bahia encerrou o Campeonato Brasileiro de Boxe Elite – Masculino e Feminino 2026 com uma das melhores campanhas da história recente da modalidade no estado. Em Foz do Iguaçu, no Paraná, a delegação baiana conquistou 13 medalhas: 10 de ouro, uma de prata e duas de bronze.

 

O desempenho garantiu ao estado o primeiro lugar geral da competição nacional. Ao todo, 14 atletas representaram a Bahia no torneio, e 11 deles chegaram às finais


"Pela primeira vez fomos campeões disparados", afirmou o presidente da Federação de Boxe Olímpico e Profissional do Estado da Bahia (BoxeBahia), Joilson Santana.

 

No feminino, os títulos baianos foram conquistados por Yasmine Silva, na categoria até 51kg; Tatiana Chagas, até 54kg; Beatriz Ferreira, até 60kg; Viviane Pereira, até 70kg; e Haziel Santos, até 65kg.

 

Entre os homens, subiram ao lugar mais alto do pódio Breno Carvalho, na categoria até 60kg; Samuel Rosa, até 65kg; Jomário Cruz, até 80kg; Keno Machado, até 90kg; e Joel Ramos, acima de 90kg.

 

Além dos resultados dentro do ringue, a Bahia também teve reconhecimento fora das lutas. Marco Antônio Moreira, integrante da equipe baiana, recebeu o prêmio de melhor técnico do campeonato.

 

Para Joilson Santana, o resultado confirma o trabalho desenvolvido pela federação nos últimos anos e o suporte recebido para a participação da equipe em competições nacionais.

 

"Pela primeira vez fomos campeões disparados. Isso ratifica o trabalho da federação e o apoio que a Sudesb tem nos dado para atingir aquilo que a Bahia tem de melhor", comentou.

 

A maior parte da delegação baiana viajou para Foz do Iguaçu com apoio do Governo do Estado. Dos 14 atletas que representaram a Bahia no Brasileiro, 10 tiveram passagens aéreas concedidas para a disputa da competição.

 

Antes do Campeonato Brasileiro, a Bahia também havia participado da primeira etapa da Copa do Mundo de Boxe 2026, realizada na mesma cidade paranaense. Na ocasião, os representantes baianos conquistaram quatro medalhas, sendo duas de ouro e duas de prata, contribuindo para o Brasil assumir a liderança do evento.

 

Com os resultados nacionais e internacionais, a delegação baiana agora volta as atenções para a próxima etapa da Copa do Mundo de Boxe 2026. A competição será disputada entre os dias 15 e 20 de junho, em Guiyang, na China.

 

As finais do circuito mundial estão previstas para ocorrer entre novembro e dezembro, em Tashkent, no Uzbequistão.

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Crise no Real Madrid tem suposto tapa de Rudiger em Carreras após queda na Champions, revela rádio

 


Por Redação

Crise no Real Madrid tem suposto tapa de Rudiger em Carreras após queda na Champions, revela rádio
Fotos: Instagram / @toniruediger / @alvarocarreras

A instabilidade do Real Madrid na temporada ganhou mais um episódio de crise nos bastidores. Segundo informações da rádio espanhola Onda Cero, publicadas nesta terça-feira (5), o zagueiro Antonio Rudiger teria dado um tapa no rosto do lateral Álvaro Carreras no vestiário do clube, em Valdebebas, CT do clube merengue.

 

O caso teria acontecido há cerca de duas semanas, no intervalo entre as partidas contra Alavés e Betis, após a eliminação do Real Madrid para o Bayern de Munique na Champions League.

 

De acordo com a emissora, a suposta agressão ocorreu depois de uma discussão entre os dois jogadores. A rádio aponta ainda que o atrito não teria sido isolado. Rudiger e Carreras já teriam se desentendido anteriormente por diferenças na forma de enxergar o futebol e por um conflito geracional dentro do elenco.

 

A diferença de perfil entre os atletas teria dificultado a convivência diária no ambiente do Real Madrid.

 

Após o episódio relatado pela Onda Cero, Carreras foi titular na partida contra o Betis. O jogo, no entanto, marcou a última vez em que o lateral começou uma partida entre os 11 iniciais da equipe merengue.

 

O ambiente no vestiário do Real Madrid passou a ser descrito como mais tenso depois da eliminação na Champions League e dos tropeços recentes no Campeonato Espanhol. A sequência de resultados abaixo do esperado aumentou a pressão sobre o elenco e ampliou a atenção sobre os bastidores do clube.

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Robinho se irrita com Neymar e quer punição após acusação de agressão a Robinho Jr.; entenda

 


Por Redação

Robinho se irrita com Neymar e quer punição após acusação de agressão a Robinho Jr.; entenda
Foto: Divulgação | Raul Baretta / Santos FC

O episódio envolvendo Neymar e Robinho Jr. ganhou um novo capítulo nos bastidores do Santos. Segundo informações do jornalista Lucas Musetti Perazolli, em seu canal do YouTube, houve uma reunião no local onde a delegação santista está concentrada para o jogo contra o Deportivo Recoleta, pela 4ª rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana, na última segunda-feira (4).

 

O encontro contou com a presença de Cuca, Neymar e Robinho Jr. Na conversa, o camisa 10 voltou a pedir desculpas ao jovem atacante. Ainda de acordo com Lucas Musetti, Neymar já havia falado com Robinho Jr. no último domingo (3), também conversou com a mãe do jogador e, na segunda, pediu perdão diante do elenco. Agora, em uma nova conversa com testemunhas, o atacante voltou a se desculpar.

 

Robinho Jr. aceitou o pedido de desculpas do ídolo, mas segue chateado com a situação. O caso, no entanto, ainda pode ter desdobramentos por causa da posição de Robinho, pai do jogador, que está preso por crime de estupro.

 

Musetti informou que Robinho soube do episódio por meio de seus advogados e ficou revoltado com a situação. O ex-jogador entende que Neymar deveria exercer um papel de referência para Robinho Jr., assim como ele próprio foi uma espécie de padrinho para Neymar no início da carreira.

 

A intenção de Robinho, conforme a apuração, é que o caso não seja encerrado apenas com o pedido de desculpas. Ele quer que a situação siga adiante, que eventuais imagens do treino sejam disponibilizadas e que Neymar seja multado.


Ainda não há confirmação sobre a existência de imagens feitas pela Santos TV, canal oficial do clube no YouTube, já que o episódio teria acontecido no fim do treino, com atletas que não estavam relacionados para o último jogo.

 

Por outro lado, os treinamentos costumam ser registrados do início ao fim por analistas de desempenho. O Santos informou ao staff de Robinho Jr. que não possui imagens do lance, mas os representantes do jogador não acreditam nessa versão.

 

O estafe do atacante teria ouvido de uma pessoa ligada ao clube que as imagens existem e pretende buscá-las para sustentar a versão de que não houve apenas um empurrão, mas uma rasteira seguida de um tapa no rosto.


NEYMAR VIRA DÚVIDA
O episódio também pode interferir na escalação do Santos para o jogo contra o Deportivo Recoleta. Neymar passou a ser dúvida para a partida, já que Cuca percebeu o jogador abatido após a repercussão do caso.

 

A avaliação interna é de que o camisa 10 reconhece o erro e já se desculpou mais de uma vez, mas a comissão técnica ainda vai decidir se colocá-lo em campo é a melhor alternativa neste momento.

 

O Alvinegro Praiano encara o Recoleta nesta terça-feira, às 21h30 (horário de Brasília). O palco da partida será o Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai. 

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Fórmula 1 está planejando volta de motor 'raiz' e V8 pode retornar antes de 2031

 


Por Redação

Fórmula 1 está planejando volta de motor 'raiz' e V8 pode retornar antes de 2031
Foto: Giorgio Piola / Divulgação

A Fórmula 1 iniciou um novo ciclo de motores nesta temporada, mas a próxima grande virada técnica da categoria já está em discussão nos bastidores. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) trabalha com a possibilidade de recolocar os motores V8 no grid até 2031 — e tenta antecipar esse retorno para 2030.

 

A informação foi dada por Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA, em entrevista à Reuters antes do GP de Miami. Segundo o dirigente, o regulamento atual permite que a entidade implemente a mudança em 2031 sem depender de aprovação das fabricantes de unidades de potência. Para antecipar o processo em um ano, no entanto, será necessário apoio da maioria das montadoras envolvidas na Fórmula 1.

 

"Em 2031, a FIA terá o poder de implementar o V8, sem precisar de votação dos fabricantes de unidades de potência. Esse é o regulamento. Mas queremos antecipar em um ano, que é o que todos estão pedindo", disse o dirigente.

 

Desde 2014, a categoria utiliza motores híbridos V6 turbo, formados por um motor de combustão interna de seis cilindros e componentes elétricos. O modelo trouxe ganhos de eficiência e potência, mas também dividiu opiniões por causa do som e da complexidade do sistema, pontos frequentemente criticados por torcedores e pilotos.

 

O ciclo atual das unidades de potência está previsto para seguir até 2031. A antecipação para 2030, porém, depende do aval de ao menos quatro das seis fabricantes com direito a voto: Mercedes, Ferrari, Audi, Ford, Honda e General Motors.

 

Hoje, a Mercedes fornece motores para a própria equipe, McLaren, Williams e Alpine. A Ferrari também atende Haas e passará a fornecer à Cadillac em 2026. A Ford está vinculada ao projeto da Red Bull e da Racing Bulls, enquanto a Honda será parceira da Aston Martin. A General Motors deve assumir o fornecimento da Cadillac a partir de 2029.

 

O regulamento adotado neste ano aumentou o peso da parte elétrica na unidade de potência, deixando a divisão de desempenho próxima de 50% entre combustão e eletrificação. A ideia da Fórmula 1 foi reduzir custos, modernizar o pacote técnico e atrair novas fabricantes — objetivo alcançado com a entrada de Audi e Ford.

 

A implementação, no entanto, não ocorreu sem problemas. Nas primeiras etapas da temporada, equipes e pilotos relataram dificuldades relacionadas ao uso das baterias e à recuperação de energia. Uma das estratégias que ganhou destaque foi o chamado “superclipping”, quando o carro preserva carga elétrica mesmo com o acelerador pressionado no fim da reta.

 

Após reclamações dos pilotos, ajustes foram feitos nas regras para o restante da temporada. Mesmo assim, Ben Sulayem defende que o futuro da categoria deve passar por motores menos complexos, mais leves e com maior apelo sonoro.

 

"A missão será ter menos complicação, não como é agora", afirmou Ben Sulayem.

 

O dirigente também indicou que a proposta conta com apoio interno das equipes e reforçou que o retorno dos V8 será uma questão de tempo, mesmo que não aconteça já em 2030.

 

"Você tem o som, menor complexidade, leveza. Você vai ouvir sobre isso muito em breve, e vai ser com uma eletrificação muito, muito menor. Eu estou positivo, eles querem que isso aconteça. Mas vamos dizer que as montadoras não aprovem o motor (para 2030). No próximo ano, vai acontecer. Em 2031, estará feito de qualquer forma. Será feito. O V8 está chegando", completou.

 

Os motores V8 foram utilizados pela última vez na Fórmula 1 entre 2006 e 2013. Desde então, a categoria passou a apostar nas unidades híbridas V6, modelo que marcou a era moderna da competição.

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O COLAPSO DO EQUILÍBRIO: quando o futebol decidiu que atacar é a melhor defesa

 


Por INFORME PUBLICITARIO

O COLAPSO DO EQUILÍBRIO: quando o futebol decidiu que atacar é a melhor defesa
Foto: Divulgação

Há partidas que existem para ser esquecidas e partidas que existem para ser contadas. O que aconteceu no Parque dos Príncipes, na noite de 28 de abril de 2026, pertence inequivocamente à segunda categoria. O Paris Saint-Germain recebia o Bayern de Munique na semifinal da Liga dos Campeões e a lógica dizia: os franceses controlariam o ritmo, os alemães pressionariam alto, alguém marcaria num lance de classe individual, o resultado ficaria em aberto para a segunda mão. Era o script esperado — inclusive para quem acompanha análises pré-jogo, mercados de desempenho e tendências em casas de apostas legalizadas pela SPA/MF no Brasil.

 

Em vez disso, o Parque dos Príncipes assistiu a nove gols em noventa minutos. Cinco para o PSG, quatro para o Bayern. Harry Kane abriu o placar no décimo sétimo minuto, de pênalti; Kvaratskhelia empatou no vigésimo quarto com um corte para dentro e um chute cruzado que Neuer não teve tempo de processar. João Neves virou no trinta e três com um cabeceamento perfeito num canto. Olise empatou novamente com um chute de força no quarenta e um. Dembélé converteu um novo pênalti antes do intervalo — e o primeiro tempo já tinha cinco gols, o mais prolífico em toda a história das semifinais da competição. A segunda etapa foi ainda mais vertiginosa: Kvaratskhelia e Dembélé fizeram as suas duplas, Upamecano e Luis Díaz responderam para o Bayern nos minutos finais. Não como tragédia, mas como conclusão honesta de um jogo que simplesmente se recusou a parar de atacar.

 

"O que aconteceu em Paris não foi o fim da defesa. Foi a confirmação de que a defesa virou individual, reativa, pessoal. O sistema coletivo ficou para trás." — Thiago Ribeiro, comentarista técnico da ESPN Brasil

 

A filosofia da pressão contínua: o PSG de Luis Enrique e a máquina de gols do Bayern

Para entender o 5-4 do Parque dos Príncipes, é preciso entender o que as duas equipes têm em comum — e o que as torna irreconciliavelmente diferentes. Tanto o PSG de Luis Enrique quanto o Bayern de Vincent Kompany constroem o seu futebol sobre o princípio da supremacia territorial permanente: a ideia de que o melhor jeito de defender é não deixar o adversário respirar. O resultado, quando dois times com essa filosofia se encontram numa semifinal europeia, é exatamente o que aconteceu: nove gols e um espetáculo que não devia terminar nunca.

 

Kvaratskhelia é a expressão máxima da filosofia parisiense. O georgiano de 23 anos não para para pensar quando recebe na ponta: já sabe para onde vai antes que a bola chegue aos pés. A sua doppietta naquela noite não foi improviso — foi a execução de uma leitura do jogo que os adversários simplesmente não conseguem antecipar. Do outro lado, Michael Olise e Luis Díaz representam a mesma aceleração cognitiva com cores bávaras: jogadores capazes de decidir em frações de segundo, num ritmo que supera o que qualquer defesa pode processar coletivamente durante noventa minutos.

 

Um estudo publicado em 2024 na revista Science & Sports analisou exatamente esse fenômeno: equipes que mantêm uma frequência de passe acima de 80% do seu máximo durante mais de 65 minutos induzem uma degradação significativa na tomada de decisão dos adversários. Os erros de posicionamento não vêm da falta de preparação — vêm da saturação cognitiva. No PSG-Bayern, as duas equipes aplicaram essa pressão simultaneamente uma sobre a outra. O resultado só podia ser um: uma partida que quebrou todos os recordes de gols numa semifinal da Champions League.

 

O sistema do Arsenal: quando a audácia encontra a eficiência

O Arsenal chegou a esta semifinal com uma identidade tática que Mikel Arteta foi construindo ao longo de três anos de progresso constante. O 4-3-3 dos Gunners é uma síntese incomum no futebol contemporâneo: pressão alta organizada, posse inteligente e capacidade de matar os jogos com transições rápidas. Não é o vértigo ofensivo do PSG, nem a contenção dogmática do Atlético. É algo no meio — mas executado com uma consistência que poucas equipes no mundo conseguem reproduzir.

 

O percurso até a semifinal foi de uma linearidade impressionante. Primeiro lugar absoluto na fase de liga, com oito vitórias em oito jogos. Depois, a eliminação do Leverkusen nos oitavos (3-1 no agregado) e do Sporting CP nos quartos, com um 0-0 em casa que bastou para avançar após a vitória de 1-0 na ida. São dados que revelam uma equipe capaz de controlar o sofrimento — a qualidade técnica mais subestimada no futebol de alto nível.

 

Bukayo Saka e Gabriel Martinelli operam nas alas com uma liberdade que o sistema de Arteta protege sem aprisionar. Cada um deles sabe que, quando perde a bola, tem três jogadores cobrindo o espaço que deixou. Essa segurança coletiva transforma jogadores tecnicamente bons em jogadores consistentes — e a consistência, em eliminatórias europeias, vale mais do que o talento isolado.

 

"O Arsenal de Arteta parece um bom corredor de meia distância: nunca o mais rápido na reta, mas nunca fora do ritmo. E normalmente é ele que cruza a linha primeiro." — Eduardo Baptista, treinador e comentarista da RTP

 

A ciência do gol em excesso: o que os números revelam

A Champions League 2025-26 está produzindo mais gols por partida em fase eliminatória do que qualquer edição desde 2003-04 — a época do Monaco de Didier Deschamps, do Porto de Mourinho, do Deportivo La Coruña que eliminou o Milan. Mas há uma diferença qualitativa relevante: naquele ano, os gols abundantes vinham principalmente de equipes claramente dominantes sobre adversários mais fracos. Nesta edição, as partidas com mais gols envolvem times do mesmo nível técnico. O equilíbrio não produz mais empates — produz festins.

 

A confirmação mais espetacular chegou na semifinal entre PSG e Bayern: 5-4 na primeira mão, com nove gols numa noite em que Khvicha Kvaratskhelia marcou duas vezes e Harry Kane fez um gol de pênalti logo no início para os bávaros. Uma partida que resumiu perfeitamente o paradoxo desta Champions: defesas organizadas, derrubadas por indivíduos capazes de resolver numa fração de segundo.

 

A explicação estatística mais robusta é o aumento da velocidade média de transição. Dados da UEFA mostram que o tempo médio entre a recuperação da bola e o primeiro passe em direção ao gol adversário caiu de 3,8 segundos em 2015-16 para 2,1 segundos em 2025-26. Em uma geração de jogadores, o futebol de transição ficou quase duas vezes mais rápido. As defesas treinadas para bloquear o ataque posicional simplesmente não têm tempo de se reorganizar.

 

O fenômeno do "gol psicológico" também merece atenção. Uma pesquisa da Universidade de Groningen, publicada em 2025, demonstrou que quando uma equipe marca dois gols em menos de oito minutos, a probabilidade de o adversário marcar nos cinco minutos seguintes aumenta 34% em relação à média do jogo. O estado emocional coletivo após encaixar dois gols seguidos produz uma abertura de linhas que é quase involuntária — os jogadores querem responder e, ao tentar responder, criam os espaços que o adversário vai explorar.

 

O futebol que resiste: Atlético de Madrid e a teimosia tática

Na outra semifinal, o Atlético de Madrid recebeu o Arsenal no Wanda Metropolitano num empate a 1-1 de alto dramatismo. Os dois gols saíram de pênalti: Viktor Gyökeres converteu para os Gunners no minuto 44, Julián Álvarez empatou logo no início do segundo tempo. Tudo aberto para a segunda mão em Londres.

 

Diego Simeone não precisa de espetáculos para ir longe. Não necessita deles. O Atlético encaixou apenas 8 gols em sete jogos da fase de liga — o segundo melhor registo defensivo da competição — e chegou às semifinais sem nunca conceder mais de um gol em qualquer partida eliminatória. O modelo de Simeone não é nostalgia: é uma escolha filosófica consciente de que a solidez defensiva, em eliminatórias, compensa.

 

Julián Álvarez, com dez gols nesta edição da Champions, é o artilheiro do clube e o personagem central desta campanha. O argentino não é só um finalizador: é o vértice de toda a pressão colchonera, o jogador que decide quando perseguir e quando esperar, quando explodir e quando conservar energia. Ao seu lado, Giuliano Simeone — filho do técnico, extremo de 22 anos com mais passes verticais recebidos que qualquer outro jogador do Atlético nesta Champions — representa a evolução geracional de um sistema que parecia imutável.

 

"Simeone e o Atlético me lembram o velho boxeador que nunca aprende a golpear bonito, mas nunca para de ganhar por nocaute no décimo segundo assalto." — Jorge Valdano, ex-jogador e pensador do futebol

 

O debate que o futebol não consegue encerrar

Toda geração do futebol europeu reinventa o mesmo debate com nomes novos. Nos anos 1980, era Trapattoni contra Sacchi — contenção contra pressing total. Nos anos 1990, era o catenaccio residual contra o futebol total de Van Gaal no Ajax. Nos anos 2000, era o pragmatismo de Mourinho contra o jogo de posição de Guardiola. Agora, em 2026, o debate volta com uma intensidade nova porque os resultados são mais extremos do que qualquer geração anterior conseguiu produzir.

 

A diferença é que hoje as ferramentas de análise são incomparavelmente mais sofisticadas. Os treinadores sabem, com uma precisão impossível vinte anos atrás, exatamente onde e quando o adversário vai criar espaços. Sabem quantos metros vai percorrer cada jogador, em que momento do jogo a fadiga comprometerá as decisões, qual é a probabilidade de um contra-ataque após cada tipo de bola perdida. E, sabendo tudo isso, Luis Enrique escolhe acumular gols no PSG e Simeone escolhe não concedê-los no Atlético. A abundância de informação não eliminou o debate filosófico — apenas o tornou mais consciente.

 

A geração de jogadores que está decidindo este debate é diferente das anteriores. Kvaratskhelia, Lamine Yamal, Michael Olise, João Neves, Giuliano Simeone — jogadores entre os 20 e os 23 anos que chegam ao futebol de elite com uma capacidade técnica e cognitiva que os seus predecessores da mesma faixa etária simplesmente não tinham. São atletas criados em academias que trabalham a tomada de decisão sob pressão desde os 12 anos, que têm uma literacia tática que em gerações anteriores só aparecia depois dos 27. Esse aceleramento do desenvolvimento individual é, talvez, a principal razão pela qual os placares estão a escalar.

 

Existe um caminho do meio?

A pergunta mais honesta é se existe, no futebol contemporâneo de elite, uma síntese viável entre o vértigo ofensivo do PSG e a contenção disciplinada do Atlético. A resposta provisória parece ser: sim, mas é frágil. O Bayern de Vincent Kompany é o exemplo mais citado — uma equipe que chegou às semifinais com 22 gols marcados na fase de liga e ao mesmo tempo a melhor defesa entre as quatro semifinalistas. Solidez sem estatismo, ataque sem imprudência.

 

O que Arsenal, Atlético, PSG e Bayern têm em comum é que levaram as suas filosofias ao limite sem concessões ao modelo oposto. Luis Enrique não pediu ao PSG para travar o jogo quando o Bayern pressionou. Arteta não abandonou o pressing alto quando o Sporting empatou. Simeone não abriu o bloco quando o Arsenal marcou de pênalti. As filosofias colidiram com intensidade máxima — e o resultado são as duas semifinais mais abertas e imprevisíveis desta Champions.

 

O futebol sempre foi um jogo de escolhas irreversíveis. No segundo em que um defensor decide se vai avançar para pressionar ou recuar para cobrir, está a revelar não apenas a sua decisão individual, mas toda a filosofia do seu treinador, toda a cultura do seu clube, toda a tradição do seu país no jogo. O 5-4 do Parque dos Príncipes e o 1-1 do Wanda Metropolitano não foram acidentes táticos. Foram duas filosofias diferentes que, quando encontradas com a intensidade máxima de uma semifinal europeia, produziram o único resultado possível: o espetáculo absoluto — algo que também ajuda leitores interessados em análises esportivas, odds e bônus, incluindo pesquisas como código de indicação KTO para cadastro em 2026. O futebol defensivo não morreu. Mas na primavera de 2026, quem mandou foi o ataque.

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Capim, do Águia Clube | Eneas Brito, da Liga Desportiva de Jequié - Falando de Esportes - 29/04/26