Setembro Amarelo: psicóloga destaca a importância de falar de prevenção ao suicídio
06/09/2022

Falar sobre suicídio, embora ainda seja um tabu, é uma das formas de evitar que esse ato de extremo desespero aconteça. Uma das ações preventivas ligadas ao problema, que ganha projeção e engajamento cada vez maior anualmente é o Setembro Amarelo: mês de conscientização e prevenção ao suicídio.A campanha, que está ganhando cada vez mais força nas redes sociais, tem o intuito de alertar a população sobre os casos recorrentes de suicídio no Brasil e no mundo. Os dados são alarmantes.
A cada 46 minutos um brasileiro tira a própria vida. No mundo, são registrados cerca de 800 mil suicídios anuais. Trata-se de uma realidade alarmante, com números crescentes, principalmente entre os jovens. O suicídio é a quarta maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos, tendo a depressão como um dos principais fatores desencadeantes, segundo especialistas. No entanto, a OMS afirma que o suicídio tem prevenção em 90% dos casos.
Segundo a psicóloga Bianca Reis, “Durante muito tempo se acreditou que falar de suicídio levaria as pessoas a pensar em tirar a própria vida, o que é na verdade um grande mito. Quando temos um problema de saúde, precisamos falar sobre ele”. E embora já tenha sido comprovado o contrário, existe um mito que crianças não têm problemas e isso precisa ser desmistificado. Não existe uma idade específica em que o problema possa se manifestar, acomete desde crianças e adolescentes até idosos.“Crianças não pagam boletos, mas elas podem estar pagando altos preços por aqui estarem existindo. Por isso, ideações suicidas não se manifestam apenas na adolescência, na idade adulta e na velhice, mas também na infância”, acrescenta Bianca Reis.
A especialista destaca ainda que esse é um problema grave que afeta pessoas em diferentes momentos da vida e, por esse motivo, é um assunto que merece sempre nossa atenção e não apenas no mês de setembro. “Alguns fatores que podem contribuir e até potencializar essas ideações são lares muito conflituosos, constantes agressões físicas, abusos psicológicos, homofobia, altas cobranças relacionadas aos estudos e a nota, separação dos pais, bullying, dentre outras muitas questões. As crianças são extremamente sensíveis e elas compreendem o mundo de uma maneira bastante particular, mas também extremamente influenciada pela forma na qual as tratamos e apresentamos ela a ela mesma e ao mundo.
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