Um time, muitos planos: as mutações táticas do Palmeiras para ir à final do Mundial
Equipe jogou num esquema no primeiro tempo, quando teve paciência até fazer o gol, e depois mudou plano para criar os espaços para o segundo gol
A classificação do Palmeiras para a final do Mundial de Clubes da FIFA veio ao melhor estilo Abel Ferreira: com estratégia e paciência. Assim como em outras decisões, a equipe teve um plano muito claro para enfrentar o Al Ahly. E como vem sendo novidade em 2022, mostrou até mais de uma variação ao longo do jogo.
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Quem deu a deixa da variação do Palmeiras foi Dudu, autor de um gol e uma assistência: "Na hora que tem que ter calma, rodar a bola. Na hora que tem que ter velocidade, a gente teve".
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Gol de Raphael Veiga em Palmeiras x Al Ahly — Foto: Fábio Menotti / Ag Palmeiras
O primeiro plano de Abel foi fazer o Palmeiras ter calma e saber jogar com mais posse de bola
Para isso, o time formava um desenho muito claro com a bola: Scarpa e Marcos Rocha se posicionavam mais abertos, Piqueréz ficava atrás na chamada saída de três e Rony tentava prender os zagueiros. Veiga e Dudu, vindo da direita para o centro, se movimentavam no espaço que o Al Ahly deixava. Jogando num 5-4-1, a equipe egípcia tentava roubar a bola do Palmeiras com a linha de defesa mais atrás.
Isso abria um clarão, circulado em vermelho na imagem que mostra esse ataque do Palmeiras, o chamado ataque posicional.
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Palmeiras em ataque posicional: Dudu e Veiga buscavam o jogo — Foto: Reprodução
A intenção do Palmeiras com esse ataque era desorganizar a defesa do Al Ahly fazendo os zagueiros e volantes saírem do lugar. Mas os 40 minutos iniciais foram de dificuldades e poucas chances. Dieng e Al-Sulaya fizeram uma partida firme impedindo a conexão de Danilo e a linha de 3 aos meias do Palmeiras.
Marcavam a entrada da área e faziam com que Dudu recebesse sem conseguir levar pro pé bom, tendo que girar e tocar para trás. Ou, como você vê no frame abaixo, marcavam Zé Rafael, que tentava se movimentar por lá.
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Volantes do Al Ahly protegem o espaço entrelinhas — Foto: Reprodução
A dupla de volantes fazia isso porque queria deixar a linha de cinco sempre bem postada. Guardadinha na área, formando uma espécie de paredão. Olha aqui nesse frame: os dois descem até Veiga, que sai lá do centro e tenta o jogo pelo lado. Eles impedem que o jogador receba virando pro gol, tentando conectar um companheiro.
Perceba que o Al Ahly dava espaço, mas o Palmeiras não saía da arapuca. Não conseguia colocar uma bola nas costas deles, no espaço para Rony e Dudu correrem.
https://ge.globo.com/blogs/painel-tatico/post/2022/02/08/um-time-muitos-planos-as-mutacoes-taticas-do-palmeiras-para-ir-a-final-do-mundial.ghtml
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Por Leonardo Miranda
Jornalista, formado em análise de desempenho pela CBF e especialista em tática e estudo do futebol
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