Como Mônaco usou Neymar e Rollheiser para obter condenação do Santos no CAS

 


Por Bruno Lima | Folhapress

Como Mônaco usou Neymar e Rollheiser para obter condenação do Santos no CAS
Foto: Raul Baretta / Santos FC

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) rejeitou o recurso do Santos e condenou o clube a pagar 2,032 milhões de euros (pouco mais de R$ 12,1 milhões) ao Mônaco pela compra do meio-campista Jean Lucas.
 

O Alvinegro já havia sido condenado em primeira instância pela FIFA, mas recorreu ao CAS sob a justificativa de estar passando por uma reestruturação financeira e por entender que a taxa de juros anual estipulada em contrato era abusiva.
 

Ocorre que os anúncios dos acertos com Neymar e Rollheiser, em datas muito próximas ao vencimento da dívida, pesaram para o tribunal recusar o pedido do Santos.
 

ENTENDA O CASO
 

Jean Lucas foi comprado pelo Santos em julho de 2023.
 

O Peixe viabilizou o negócio por 6 milhões de euros (pouco mais de R$ 31 milhões na cotação da época).
 

O valor foi parcelado em três prestações fixas de 2 milhões de euros.
 

As duas primeiras, previstas para agosto de 2023 e junho de 2024, foram quitadas normalmente.
 

A terceira parcela, porém, que vencia em 31 de janeiro de 2025, não foi depositada na conta do clube francês.
 

Em fevereiro de 2025, o Santos reconheceu a inadimplência e propôs parcelar os 2 milhões de euros restantes em duas vezes: a primeira metade em agosto de 2025 e a segunda em janeiro de 2026.
 

O Mônaco recusou a nova proposta alegando que tinha compromissos financeiros a cumprir.
 

O clube francês chegou a oferecer o perdão total dos juros se o Santos quitasse a pendência dentro de uma semana, o que não aconteceu.
 

Em março de 2025, o Mônaco acionou a FIFA.
 

O Santos, mais uma vez, reconheceu a dívida, mas contestou os juros contratuais de 15% ao ano, pedindo a redução para uma taxa entre 5% e 8%.
 

Como o contrato estipulava explicitamente que qualquer atraso de pagamento geraria, sem necessidade de aviso prévio, a taxa de 15% pro rata (proporcional ao tempo), a FIFA deu razão ao Mônaco e determinou a aplicação de transfer ban ao Santos, caso o valor não fosse pago em até 45 dias.
 

MÔNACO USA NEYMAR E ROLLHEISER
 

Sem dinheiro em caixa para resolver a questão e queixando-se dos juros, o Santos recorreu ao CAS em agosto de 2025.
 

No órgão, o Mônaco apresentou sua defesa e anexou documentos que rebateram a versão de 'vulnerabilidade financeira' sustentada pelo Peixe.
 

Na decisão, o árbitro relatou o posicionamento dos franceses:
 

(...) um dia antes do prazo de pagamento e, novamente, menos de duas semanas depois, o Apelante (Santos) procedeu à contratação permanente de dois jogadores de renome, investindo ativamente na aquisição de atletas apesar de aparentemente carecer de fundos para cumprir suas obrigações contratuais.
 

Um dos jogadores em questão é Neymar, cujo retorno foi oficializado pelo clube em 31 de janeiro, coincidindo com a data de vencimento da última parcela de Jean Lucas.
 

Já o outro é o argentino Rollheiser, confirmado na Vila Belmiro em 12 de fevereiro, duas semanas após o vencimento da prestação, por meio de uma operação de 11 milhões de euros (R$ 65 milhões).
 

CAS VÊ "CONDUTA DESLEAL" DO SANTOS
 

A situação fez com que Eligiusz Krzesniak, Árbitro Único do caso, criticasse duramente a postura do Peixe em sua sentença:
 

O Árbitro Único observa ainda a conduta desleal do Apelante (Santos), que pareceu ter como objetivo atrasar o pagamento da quantia acordada. O Apelante informou o Requerido (Mônaco) sobre suas dificuldades de pagamento apenas vários dias após o prazo contratual de vencimento e depois de o Requerido ter questionado duas vezes sobre o valor pendente.
 

Em razão disso, Krzesniak manteve a condenação: o Santos terá de pagar os 2 milhões de euros da parcela pendente sob o Acordo de Transferência, acrescidos de 32,8 mil euros (cerca de R$ 192 mil) a título de juros acumulados no período.
 

Com o recurso definitivamente rejeitado, o Santos precisa correr contra o tempo para quitar os valores e evitar a execução do transfer ban da FIFA, que impediria o clube de registrar novos reforços justamente na próxima janela de transferências, agendada para abrir no dia 20 de julho.
 

Procurado para comentar o caso, o Santos não se manifestou até o momento da publicação. Caso o clube se posicione, a matéria será devidamente atualizada.

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Irã acusa Estados Unidos de revogarem cota de ingressos para torcedores na Copa do Mundo

 


Por Redação

Irã acusa Estados Unidos de revogarem cota de ingressos para torcedores na Copa do Mundo
Foto: Divulgação

A Federação de Futebol do Irã acusou os Estados Unidos de revogarem a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos para a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Segundo a entidade, a medida foi tomada poucos dias antes do início do torneio e impede a distribuição dos bilhetes aos fãs que pretendiam acompanhar a seleção no Mundial.

 

A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11) e será disputada em Estados Unidos, México e Canadá. O Irã está no Grupo G e tem estreia marcada para o dia 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A equipe também enfrentará a Bélgica, no dia 21, novamente em Los Angeles, e o Egito, no dia 26, em Seattle.

 

De acordo com a federação iraniana, o regulamento da Fifa prevê que cada seleção participante tenha direito a 8% dos ingressos de suas partidas para distribuição entre seus torcedores. A entidade afirma que a venda dos bilhetes já havia sido iniciada antes da suposta revogação.

 

Em comunicado, a Federação de Futebol do Irã criticou a medida e afirmou que a decisão afeta torcedores que já haviam organizado planos de viagem.

 

“Privar os torcedores iranianos do acesso à sua cota legal e oficial de ingressos é uma ação contrária ao espírito que rege as competições internacionais e ao princípio da igualdade entre os países participantes”, afirmou a FFIRI.

 

A entidade também levantou questionamentos sobre possível interferência de fatores externos à organização esportiva.

 

“Esse desenvolvimento levanta sérias questões sobre a interferência de considerações não esportivas e políticas na organização do maior evento de futebol do mundo”, completou.

 

A federação pediu ainda que a Fifa mantenha “os princípios de neutralidade, justiça e respeito aos regulamentos estabelecidos”.

 

Entrada nos Estados Unidos também gera impasse

 

A participação do Irã na Copa do Mundo tem sido cercada por incertezas fora de campo. Em maio, a seleção transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, sob alegação de que os Estados Unidos não estariam dispostos a receber a delegação iraniana.

 

Pelas condições dos vistos concedidos, a delegação do Irã terá que entrar e sair dos Estados Unidos nos dias de cada partida da fase de grupos.

 

No dia 6 de junho, a federação iraniana também acusou os Estados Unidos de negar vistos a membros considerados “essenciais” da comissão técnica e administrativa da seleção. Segundo a entidade, 15 dirigentes e funcionários tiveram a entrada recusada.

 

Antes disso, a FFIRI havia enviado à Fifa uma lista de condições para participação no Mundial. Entre elas, estava a autorização para que jogadores, treinadores e dirigentes que tenham cumprido serviço militar junto ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica pudessem participar do torneio.

 

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os jogadores iranianos serão bem-vindos à competição, mas que pessoas com vínculos ao IRGC podem enfrentar restrições de entrada no país.

 

O Irã também foi o único país ausente no congresso anual da Fifa realizado em Vancouver, no Canadá, em abril. Na ocasião, uma delegação da federação iraniana, incluindo o presidente Mehdi Taj, foi impedida de entrar no país pelo serviço de imigração canadense.

 

Até o momento, a Fifa não divulgou um posicionamento público detalhado sobre a acusação feita pela federação iraniana.

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Após agenda com Grupo City, prefeito de Camaçari quer novo CT do Bahia como vetor de desenvolvimento na cidade

 


Por Bia Jesus / Sara Santos

Após agenda com Grupo City, prefeito de Camaçari quer novo CT do Bahia como vetor de desenvolvimento na cidade
Foto: Letícia Martins / EC Bahia

De volta ao Brasil após cumprir agenda na Inglaterra com representantes do Grupo City, conglomerado responsável pela SAF do Bahia, e outros investidores, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), falou pela primeira vez sobre o encontro.

 

O gestor esteve em solo britânico entre os dias 20 e 25 de maio. Entre os compromissos, Caetano participou de uma reunião com o Grupo City para tratar de projetos ligados ao novo centro de treinamento do Bahia, a City Football Academy Bahia, que está sendo construída em Camaçari.

 

Segundo o prefeito, em entrevista nesta terça-feira (9), a visita teve como objetivo conhecer de perto o modelo de desenvolvimento urbano e esportivo aplicado em Manchester, cidade-sede do Manchester City.

 

"[A reunião] Com o Grupo City foi para discutir a questão de como eles fizeram lá em Manchester, foi um desenvolvimento da cidade a partir do esporte. Um espetáculo. Em uma parceria público-privada. Sendo que o privado apostou mais no desenvolvimento do que o público, entendeu? E eu quero que eles façam aqui [em Camaçari, com o novo CT do Bahia na cidade] assim como eles fizeram lá na Inglaterra, portanto, foi uma viagem muito legal", destacou o prefeito.

 

A City Football Academy Bahia é uma das principais obras estruturais do Esquadrão desde a chegada do Grupo City ao clube. O empreendimento tem investimento estimado em R$ 300 milhões e será instalado em Camaçari.

 

A expectativa é que o novo centro de treinamento concentre estruturas voltadas ao futebol profissional masculino, feminino e às categorias de base do Bahia, além de impulsionar projetos ligados ao desenvolvimento esportivo e econômico da região.

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CBF anuncia Sandro Meira Ricci como novo chefe da arbitragem após saída de Rodrigo Cintra

 


Por Redação

CBF anuncia Sandro Meira Ricci como novo chefe da arbitragem após saída de Rodrigo Cintra
Foto: Divulgação/Palmeiras

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta terça-feira (9) a chegada de Sandro Meira Ricci ao comando da Comissão de Arbitragem da entidade, e com isso, Rodrigo Cinta, antigo detentor do posto, está de saída do cargo.

 

A mudança ocorre após um período de forte pressão sobre o setor de arbitragem em razão de erros registrados em competições nacionais. A saída de Cintra já vinha sendo especulada nos bastidores do futebol brasileiro nas últimas semanas, diante das críticas recorrentes ao desempenho dos árbitros e à condução da comissão.

 

Em nota oficial, a CBF agradeceu o trabalho desenvolvido por Rodrigo Cintra durante sua gestão e destacou sua contribuição para a evolução da arbitragem brasileira. Segundo a entidade, o período foi marcado por avanços obtidos por meio do empenho, da dedicação e da liderança do dirigente.

 

Para ocupar o cargo, a CBF escolheu Sandro Meira Ricci, ex-árbitro do quadro da Fifa e nome conhecido do futebol brasileiro. Nos últimos anos, ele atuou como gerente de árbitros da Professional Referee Organization (PRO), entidade responsável pela gestão da arbitragem da Major League Soccer (MLS), principal liga de futebol dos Estados Unidos.

 

De acordo com a confederação, as atividades da Comissão de Arbitragem seguirão normalmente durante o processo de transição, sem impacto nas competições em andamento.

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Camisa do Brasil é eleita a segunda mais bonita da Copa do Mundo por site do New York Times; veja lista

 


Por Redação

Camisa do Brasil é eleita a segunda mais bonita da Copa do Mundo por site do New York Times; veja lista
Foto: Divulgação / Nike

A camisa da Seleção Brasileira voltou a render debate antes da Copa do Mundo de 2026, mas desta vez com avaliação positiva. Em ranking publicado nesta segunda-feira (8), o site norte-americano The Athletic, integrado ao The New York Times, colocou o uniforme do Brasil como o segundo mais bonito do Mundial.

 

A camisa da Amarelinha ficou atrás apenas de Gana, líder da lista. A Inglaterra completou o pódio, na terceira colocação. Confira a sequência abaixo, publicada pelo instagram da CazéTV:

 

 

Na avaliação, o veículo analisou aspectos como gola, mangas, corte, proporções, estampa e acabamento das camisas. O ranking também levou em conta elementos históricos, referências culturais e simbolismos representados nos uniformes das seleções.

 

Ao falar sobre o Brasil, o The Athletic destacou o retorno a uma identidade mais clássica e elogiou a nova versão da camisa. O site apontou semelhanças com modelos usados pela Seleção em outras épocas, como o uniforme da Copa América de 2004 e a camisa da Copa do Mundo de 1986, produzida pela Topper.

 

“Simplesmente fantástico. É quase impossível estragar o uniforme do Brasil, embora a Nike tenha testado essa teoria há quatro anos, mas este é um retorno triunfal à boa forma. Lembra alguns designs diferentes do Brasil de anos anteriores, principalmente a camisa da Copa América de 2004, com a gola e a faixa verde embaixo dos braços, mas em termos de corte, também há semelhanças com a maravilhosa versão de 1986 feita pela Topper”, escreveu o site.

 

O comentário também fez uma crítica indireta ao modelo utilizado pela Seleção na Copa do Mundo de 2022, no Catar.

 

Além de Gana e Brasil, a Inglaterra foi elogiada por apresentar referências a camisas de outros períodos, como os modelos usados na Eurocopa de 1988 e 2000, além da versão de 2013. Na outra ponta da lista, a Croácia ficou com a última colocação entre as 48 seleções avaliadas.

 

Ranking completo das camisas da Copa do Mundo de 2026:

1º Gana
2º Brasil
3º Inglaterra
4º Alemanha
5º Marrocos
6º Arábia Saudita
7º Espanha
8º Austrália
9º Bélgica
10º Cabo Verde
11º Colômbia
12º Escócia
13º Argentina
14º Costa do Marfim
15º França
16º Japão
17º México
18º Panamá
19º África do Sul
20º Suécia
21º Portugal
22º Paraguai
23º República Democrática do Congo
24º Tunísia
25º Iraque
26º Estados Unidos
27º Noruega
28º Jordânia
29º Irã
30º Curaçao
31º Bósnia e Herzegovina
32º Senegal
33º Áustria
34º Uzbequistão
35º Uruguai
36º Turquia
37º Suíça
38º Coreia do Sul
39º Catar
40º Nova Zelândia
41º Argélia
42º Países Baixos
43º Haiti
44º Egito
45º Equador
46º República Tcheca
47º Canadá
48º Croácia

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Seleção Brasileira, camisa do Brasil, Copa do Mundo 2026, The Athletic, New York Times, Gana, Inglaterra, Nike, uniformes da Copa, futebol internacional

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BN na Bola recebe Éder Miranda, diretor do Sou Mais Vitória

 


Por Redação

BN na Bola recebe Éder Miranda, diretor do Sou Mais Vitória
Foto: Divulgação

O episódio #101 do BN na Bola recebe, na noite desta terça-feira (22), Éder Miranda, diretor estatutário do Sou Mais Vitória, programa de sócio-torcedor do Esporte Clube Vitória.

 

Durante o bate-papo com os apresentadores Hugo Araújo e Carlos Matos, Éder fará um balanço do crescimento do número de sócios nos últimos meses e comentará os bastidores do programa, que tem como objetivo aproximar ainda mais o torcedor rubro-negro do clube.

 

Além do cenário atual, o dirigente também falará sobre os próximos planos do Sou Mais Vitória, novas campanhas e estratégias pensadas para ampliar o engajamento da torcida com o Leão da Barra, principalmente após o titulo da Copa do Nordeste, conquistado no último sábado (6), e também visando o período sem jogos por conta da pausa para a Copa do Mundo. 

 

O BN na Bola vai ao ar ao vivo a partir das 19h, no canal do Bahia Notícias no YouTube. Para acompanhar o programa, basta se inscrever no canal, ativar as notificações e compartilhar o link da transmissão.

 

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De Humildes para Myanmar: Atacante feirense Edson Júnior acerta com clube da primeira divisão asiática

 


Por Redação

De Humildes para Myanmar: Atacante feirense Edson Júnior acerta com clube da primeira divisão asiática
Fotos: Arquivo Pessoal

O atacante Edson Júnior, de 27 anos, foi anunciado como novo reforço do Shan United, clube que disputa a primeira divisão de Myanmar. Sua trajetória começou nos campos de Humildes, distrito de Feira de Santana.

 

A contratação marca o retorno do centroavante ao futebol asiático. Antes do acerto com o clube de Myanmar, Edson havia atuado por oito meses na Tailândia, onde defendeu o Moangtrang United.

 

"Estou muito feliz por essa oportunidade. Vou trabalhar muito para ajudar a equipe e fazer uma grande temporada", afirmou o atacante.

 

A ligação de Edson com o futebol começou ainda em Humildes, na escolinha Arena Humildes, coordenada pelo professor Genivaldo Silva. Foi no distrito feirense que o jogador deu os primeiros passos no esporte.

 

"Desde pequeno ele já se destacava. Era muito dedicado e sempre buscava evoluir", relembrou Genivaldo.

 

Mesmo com a carreira construída entre clubes brasileiros e experiências fora do país, Edson afirma manter forte identificação com o local onde iniciou a caminhada.

 

"Foi aqui que tudo começou. Tenho muito orgulho das minhas raízes e de representar Humildes por onde passo", disse.


Ao longo da carreira, Edson Júnior acumulou passagens por clubes como Vitória, Jacuipense, Santa Cruz, Confiança, Doce Mel, SSA FC e Petrolina. Fora do Brasil, atuou em Portugal, por Marinhense e Santa Marta, e na Tailândia, onde defendeu Nakhonsi United, Saraburi United e Moangtrang United.

 

O atacante retornou ao Brasil em março deste ano, após a passagem pelo futebol tailandês. Agora, com o contrato assinado com o Shan United por mais uma temporada, ele inicia sua quarta experiência no exterior.

 

Antes de voltar ao mercado internacional, Edson precisou superar um dos momentos mais difíceis da carreira. Durante a passagem pelo Petrolina, em dezembro de 2024, o atacante sofreu uma fratura na fíbula e precisou passar por cirurgia.

 

A lesão o afastou dos gramados por cerca de cinco meses. Durante o período, o jogador cumpriu uma rotina intensa de fisioterapia até ser liberado para retomar os treinos e voltar a atuar.

 

"Foi um período difícil, mas nunca deixei de acreditar. O apoio da minha família e de poucos amigos que permaneceram ao meu lado foi fundamental para que eu mantivesse o foco e voltasse mais forte", concluiu.

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Márcio Martins embarca para cobertura especial da Copa do Mundo nos EUA: "Vou trazer todos os bastidores"

 


Por Thiago Tolentino

Márcio Martins embarca para cobertura especial da Copa do Mundo nos EUA: "Vou trazer todos os bastidores"
Foto: Divulgação

A Copa do Mundo de 2026 terá cobertura baiana reforçada diretamente dos Estados Unidos. O jornalista e radialista Márcio Martins, integrante da equipe dos Galáticos, da Salvador FM, embarca nesta quinta-feira (11) para acompanhar de perto o Mundial e produzir conteúdos especiais sobre a Seleção Brasileira, os bastidores da competição, as sedes e o ambiente do país durante o torneio.

 

A cobertura também terá ligação direta com o Bahia Notícias. Márcio trabalhará ao lado do jornalista Leonardo Baran, que será correspondente do BN nos Estados Unidos e já iniciou a produção dos primeiros boletins sobre a Seleção Brasileira em solo norte-americano.

 

"Baran já viajou, já fez os primeiros boletins de lá, cobrindo a Seleção. Então, Baran é o nosso repórter que vai cobrir a Seleção Brasileira. Todas as notícias do dia a dia da Seleção, notícias de entrevistas, cobertura e tudo mais, vamos ficar com ele", explicou Márcio.

 

Além de Baran, a equipe também contará com Eraldo Leite, comentarista da Rádio Tupi, que se junta ao projeto durante a cobertura. Márcio chega aos Estados Unidos na tarde de quinta-feira e terá uma atuação voltada não apenas aos jogos, mas também ao entorno do maior evento de futebol do planeta.

 

"Lá, vou fazer a cobertura da Copa do Mundo no geral, trazendo tudo sobre as sedes, sobre o país, sobre as questões envolvendo a competição, e vou estar em todos os jogos da Seleção no camarote, no setor onde ficam parentes de jogadores, celebridades e tudo mais. Vai ser um conteúdo diferente, que eu já fiz na Copa do Catar. Agora, nos Estados Unidos, vou ficar nos jogos no setor que eles chamam de hospitality", detalhou.

 

A proposta, segundo o jornalista, é mostrar ao público uma visão de bastidor, com entrevistas e registros de personagens que costumam circular em áreas mais restritas dos estádios durante os jogos da Seleção Brasileira.

 

"Vou entrevistar as pessoas, artistas, cantores brasileiros e celebridades do Brasil. Depois, antes e durante os jogos, vou estar lá não só assistindo e acompanhando a partida, mas também fazendo essa cobertura dos bastidores", afirmou.

 

A viagem para os Estados Unidos será mais um capítulo da trajetória de Márcio Martins em coberturas de Copa do Mundo. O jornalista iniciou esse modelo de cobertura em 2010, na África do Sul, e também esteve em outras edições acompanhando a Seleção Brasileira.

 

"Na verdade, comecei a cobrir Copa do Mundo nesse formato em 2010, na África do Sul. De lá para cá, a gente sempre vive aquela situação de confiar muito na Seleção. Tanto que eu sempre fazia meu planejamento voltando após a Copa do Mundo. Só que isso foi interrompido fora do Brasil, porque a Seleção sempre caía nas quartas de final", relembrou.

 


Foto: Divulgação / Salvador FM

 

Para Márcio, a edição de 2026 traz um elemento diferente em relação às anteriores: a presença de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira. Apesar de adotar cautela sobre as chances de título, ele aponta o treinador como um fator de confiança no ambiente da equipe.

 

"Me parece que essa expectativa agora, com Ancelotti, tem um diferencial em relação às outras edições: o treinador. A gente confia que a Seleção possa ir um pouco mais longe. Não sei se hoje dá para confiar no título, mas acho que o diferencial em relação às outras Copas é o treinador. Há uma confiança grande, tanto do torcedor brasileiro quanto dos dirigentes", avaliou.

 

O radialista também destacou a postura do técnico italiano nos bastidores da Seleção.

 

"Cobri com Dunga, cobri com Tite, e agora a gente nota algo diferente, de respeito, de imposição de algumas regras que são cumpridas. Com os outros treinadores, não havia esse cumprimento tão rígido. Essa coisa de controlar bem o clima da Seleção, acho que ele faz muito bem", completou.

 

Mesmo com a confiança no trabalho de Ancelotti, Márcio mantém cautela ao projetar a campanha brasileira na Copa do Mundo. Para ele, a Seleção ainda não chega ao Mundial com o mesmo nível de segurança transmitido por outras seleções favoritas.

 

"Estou muito realista. A Seleção hoje não tem time para ser campeã. Mas pode se recuperar ao longo da competição, porque começa enfrentando equipes ainda consideradas abaixo do nosso nível técnico, fora Marrocos, que acho que é o jogo mais difícil do grupo. A partir da fase de mata-mata, pode começar a embalar", analisou.

 

O jornalista reforçou que, neste momento, não colocaria o Brasil entre os finalistas, embora reconheça a possibilidade de crescimento ao longo do torneio.

 

"Sinceramente, se eu apostasse hoje, não apostaria no Brasil nem na final. É claro que há um sentimento de recuperação ao longo da competição, de crescimento durante a disputa. Mas, pela expectativa que tenho, e acho que muita gente também tem, a Seleção ainda não dá algo substancial para cravar que será campeã do mundo tão antecipadamente", disse.

 

"Não passa a mesma garantia e segurança que passam, por exemplo, França, Espanha, Argentina e até Portugal. O diferencial do Brasil é o treinador", acrescentou.

 

A cobertura dos Galáticos e da Salvador FM durante a Copa do Mundo será distribuída em diferentes canais. Márcio explicou que a equipe chegou a cogitar a compra dos direitos de transmissão do Mundial, mas a ideia não avançou por questões de tempo e organização interna.

 

"A gente chegou a cogitar a compra dos direitos da Copa do Mundo, mas não deu certo. A compra dos direitos de transmissão, além de ser muito cara, seria dividida com a Rádio Tupi, e acabou não acontecendo. Eu assumi o futebol da rádio, assumimos os Galáticos, depois de 20 anos na Itapuã. Começamos no dia 5 de janeiro. Então, não deu tempo para organizar minha equipe para levar mais gente", explicou.

 

Apesar disso, o projeto para 2026 foi mantido com foco em conteúdo, bastidores, boletins, programas especiais e presença digital. A meta, segundo Márcio, é ampliar a estrutura nas próximas edições.

 

"Fiz o mesmo formato, mas sabendo que, a partir da Copa de 2030, a gente vai montar uma base em Portugal, na Espanha e em Marrocos para comprar os direitos e transmitir os jogos também", projetou.

 

Para este Mundial, a equipe terá conteúdo em rádio, YouTube, Instagram e nos portais ligados ao grupo.

 

"A transmissão seria de rádio. Imagem eu já faço, por exemplo, no meu YouTube e no YouTube da rádio. A gente vai ter um programa especial depois dos jogos, no estúdio, com uma hora de duração, voltado para a Copa do Mundo, com todo o layout da competição. Temos um estúdio separado só para isso", afirmou.

 

"Também vamos fazer cobertura no meu Instagram, no YouTube da rádio, no meu canal, nos nossos sites, no portal Galáticos Online e no portal Salvador FM. Então, há toda uma cobertura voltada para todos os nossos veículos", concluiu.

 

Abaixo, confira o vídeo publicado por Márcio Martins, onde conta em seu canal o roteiro da sua viagem para a sexta Copa do Mundo da carreira. 

 

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[TRANSMISSÃO AO VIVO] ATLÉTICO ALAGOINHAS X CSA - BRASILEIRO SÉRIE D - 10ª Rodada