De Humildes para Myanmar: Atacante feirense Edson Júnior acerta com clube da primeira divisão asiática
O atacante Edson Júnior, de 27 anos, foi anunciado como novo reforço do Shan United, clube que disputa a primeira divisão de Myanmar. Sua trajetória começou nos campos de Humildes, distrito de Feira de Santana.
A contratação marca o retorno do centroavante ao futebol asiático. Antes do acerto com o clube de Myanmar, Edson havia atuado por oito meses na Tailândia, onde defendeu o Moangtrang United.
"Estou muito feliz por essa oportunidade. Vou trabalhar muito para ajudar a equipe e fazer uma grande temporada", afirmou o atacante.
A ligação de Edson com o futebol começou ainda em Humildes, na escolinha Arena Humildes, coordenada pelo professor Genivaldo Silva. Foi no distrito feirense que o jogador deu os primeiros passos no esporte.
"Desde pequeno ele já se destacava. Era muito dedicado e sempre buscava evoluir", relembrou Genivaldo.
Mesmo com a carreira construída entre clubes brasileiros e experiências fora do país, Edson afirma manter forte identificação com o local onde iniciou a caminhada.
"Foi aqui que tudo começou. Tenho muito orgulho das minhas raízes e de representar Humildes por onde passo", disse.
Ao longo da carreira, Edson Júnior acumulou passagens por clubes como Vitória, Jacuipense, Santa Cruz, Confiança, Doce Mel, SSA FC e Petrolina. Fora do Brasil, atuou em Portugal, por Marinhense e Santa Marta, e na Tailândia, onde defendeu Nakhonsi United, Saraburi United e Moangtrang United.
O atacante retornou ao Brasil em março deste ano, após a passagem pelo futebol tailandês. Agora, com o contrato assinado com o Shan United por mais uma temporada, ele inicia sua quarta experiência no exterior.
Antes de voltar ao mercado internacional, Edson precisou superar um dos momentos mais difíceis da carreira. Durante a passagem pelo Petrolina, em dezembro de 2024, o atacante sofreu uma fratura na fíbula e precisou passar por cirurgia.
A lesão o afastou dos gramados por cerca de cinco meses. Durante o período, o jogador cumpriu uma rotina intensa de fisioterapia até ser liberado para retomar os treinos e voltar a atuar.
"Foi um período difícil, mas nunca deixei de acreditar. O apoio da minha família e de poucos amigos que permaneceram ao meu lado foi fundamental para que eu mantivesse o foco e voltasse mais forte", concluiu.
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