E se o RH começasse a pensar mais como cliente? Essa foi uma das provocações que mais ficou comigo depois de ouvir Dave Ulrich no webinar da Caju . E ela ganha ainda mais força quando olhamos para um dado apresentado por ele: O RH brasileiro alcançou 37 pontos em 100 na avaliação sobre sua evolução pelas quatro ondas do RH: A interpretação do Dave não foi de crítica. Pelo contrário. Para ele, as ondas se somam. O RH precisa continuar entregando bem o operacional e o funcional enquanto amplia sua atuação estratégica e sua capacidade de gerar valor para os stakeholders. E aqui está uma provocação que considero importante: O maior desafio do RH não é recrutar melhor, implementar IA ou mudar a cultura. É ajudar a empresa a ganhar mercado.
Porque, antes de pensarmos no que acontece dentro da organização, precisamos lembrar do que acontece fora dela. Sem cliente comprando e investidor acreditando no negócio, não existe local de trabalho para cuidar. Algumas das sugestões práticas apresentadas no webinar me fizeram pensar bastante: * Acompanhar um vendedor em uma visita a cliente. * Convidar um cliente para uma reunião de planejamento de RH e perguntar: “Depois de ouvir esse plano, você compraria mais da nossa empresa?” * Entender como os concorrentes trabalham e, principalmente, experimentar o produto ou serviço deles. Uma montadora, por exemplo, pode colocar seus próprios executivos para dirigir carros concorrentes. O cliente não se importa necessariamente com aquilo que a empresa considera valioso. Ele se importa com o valor que recebe. ... |
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