Tem coisa que acontece em cinco minutos e fica com a gente o dia inteiro. Às vezes é uma mensagem que não foi respondida, ou quem sabe uma fala atravessada em uma reunião. Um erro pequeno que foi cometido ou uma cara diferente de alguém que, talvez, nem tenha relação com você. A situação passa, mas a cabeça continua trabalhando. Como isso é ruim! A gente revisita a conversa, imagina o que a outra pessoa quis dizer, antecipa uma consequência que ainda nem existe. E, quando percebe, já está cansado por algo que aconteceu mais na própria imaginação do que na realidade. Claro que existem problemas reais. As conversas difíceis, inseguranças e conflitos não se resolvem fingindo que não importam. Mas nem todo pensamento precisa virar uma conclusão. Quantas vezes isso acontece somente porque a pessoa estava em um dia ruim. E muitas vezes, o silêncio era só silêncio mesmo. Ou então vamos assumir: você errou uma coisa e pronto. Errou uma única coisa, que não é o fim do mundo. Não precisa transformar isso em “eu não sou bom o suficiente”. Esse é um assunto que aparece muito no trabalho. Gente competente que se paralisa porque supõe demais, se cobra demais e se desgasta antes de entender o que realmente está acontecendo. É aquela pessoa que recebe um retorno mais direto e passa o dia pensando que está indo mal. Tem aquela que deixa de levar uma ideia para a reunião porque já imagina que alguém vai discordar. E acontece também quando aquela pessoa vê um colega mais distante e conclui que fez algo errado. ... |
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