segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A pessoa te faz sentir louca? Isso tem nome!


 Você já esteve em um relacionamento  amoroso, familiar ou até profissional  no qual começou a duvidar da própria memória, das suas emoções e até da sua sanidade? Já ouviu frases como “isso nunca aconteceu”, “você está exagerando” ou “você é muito sensível”? Se sim, saiba que isso tem nome: gaslighting.

Esse termo vem do inglês, popularizado pelo filme "Gaslight" (1944), no qual um marido manipulava eventos e negava realidades para fazer sua esposa duvidar de si mesma. Hoje, o termo é usado para descrever uma forma sutil e cruel de abuso psicológico, em que uma pessoa manipula a percepção da outra para exercer controle, geralmente emocional.

Como o gaslighting acontece?

O gaslighting não começa com gritos ou agressões evidentes. Ele se infiltra aos poucos, em comentários aparentemente inofensivos, desacreditando suas emoções, suas memórias e seu julgamento. Com o tempo, a vítima começa a se questionar: “Será que estou exagerando mesmo?”, “Será que foi tudo coisa da minha cabeça?”, “Será que estou ficando louca?”

Essas dúvidas não surgem por acaso — elas são plantadas estrategicamente. A pessoa manipuladora cria um ambiente onde você não confia mais em si mesma. Isso a deixa mais vulnerável, dependente e insegura.

Exemplos comuns de frases usadas no gaslighting:







  • “Você está inventando isso.”

  • “Para de dramatizar.”

  • “Você sempre entende tudo errado.”

  • “Nossa, você está louca mesmo.”

  • “Ninguém mais acha isso, só você.”

Com o tempo, a vítima se vê isolada, confusa e emocionalmente esgotada. Pode começar a pedir desculpas constantemente, duvidar das próprias decisões, perder o senso de realidade e até desenvolver ansiedade ou depressão.

Por que o gaslighting é tão perigoso?

Porque ele não deixa marcas visíveis, mas corrói silenciosamente a autoestima e a identidade da vítima. Ele desmonta a confiança pessoal e pode fazer com que uma pessoa saudável emocionalmente passe a viver em constante estado de medo, dúvida e confusão.

É comum que quem sofre esse tipo de abuso se sinta “louca”, incapaz de explicar o que está acontecendo para outras pessoas, já que quem está de fora nem sempre consegue enxergar o que acontece nos bastidores da relação.

Como identificar que você está sofrendo gaslighting?

Alguns sinais incluem:

  • Você constantemente duvida de si mesma.

  • Sente que precisa de aprovação para qualquer decisão.

  • Se pega pedindo desculpas mesmo quando não fez nada de errado.

  • Percebe que está se afastando de amigos e familiares.

  • Sente que perdeu sua essência ou que não sabe mais quem é.

E o mais importante: como sair disso?

  1. Reconheça os sinais: entender o que está acontecendo é o primeiro passo. Quando você identifica o padrão, começa a recuperar sua clareza mental.

  2. Confie na sua percepção: seus sentimentos e memórias são válidos. Se algo te incomoda, isso importa.

  3. Busque apoio externo: conversar com amigos, familiares ou um terapeuta pode ajudar a reconstruir sua confiança.

  4. Imponha limites: você tem o direito de se afastar de quem te faz mal, mesmo que essa pessoa diga que “é coisa da sua cabeça”.

  5. Reforce sua autonomia emocional: recuperar sua autoestima leva tempo, mas é possível. Terapia, autoconhecimento e práticas que te conectam com você mesma são essenciais nesse processo.     sugar daddy

Em relações saudáveis, você não se sente confusa o tempo todo

Ninguém tem o direito de distorcer a sua realidade para te controlar. Relações saudáveis são construídas com respeito, escuta, empatia e apoio mútuo  não com manipulação e jogos mentais. Se alguém te faz duvidar de quem você é o tempo inteiro, não é amor  é abuso emocional.

Você não está louca. Você está acordando.

Fonte: Izabelly Mendes.

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