quarta-feira, 1 de julho de 2026

Santos sofre transfer ban da FIFA por não pagamento de Jean Lucas

 

Por Bruno Lima | Folhapress

Santos sofre transfer ban da FIFA por não pagamento de Jean Lucas
Foto: Raul Baretta / Santos FC

O Santos está proibido de contratar jogadores pela FIFA.
 

Nesta quarta-feira (1º), o Peixe foi notificado da punição aplicada pela entidade máxima do futebol em razão da dívida com o Monaco pela compra do meio-campista Jean Lucas, realizada em 2023.
 

Para voltar a agir no mercado, o Alvinegro precisa pagar 2,032 milhões de euros (pouco mais de R$ 12,1 milhões na cotação atual) ao clube francês. O montante já inclui a parcela em atraso e os juros contratuais acumulados.
 

Esse valor precisa ser depositado em parcela única. Caso o pagamento não seja realizado, o time da Vila Belmiro permanecerá impossibilitado de registrar novos jogadores pelas três próximas janelas de transferências.
 

O Santos já havia recorrido da punição no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), mas teve o seu recurso negado pelo órgão no último dia 6 de junho.
 

ENTENDA O CASO
 

Jean Lucas foi comprado pelo Santos em julho de 2023.
 

O Peixe viabilizou o negócio por 6 milhões de euros (pouco mais de R$ 31 milhões na cotação da época).
 

O valor foi parcelado em três prestações fixas de 2 milhões de euros.
 

As duas primeiras, previstas para agosto de 2023 e junho de 2024, foram quitadas normalmente.
 

A terceira parcela, porém, que vencia em 31 de janeiro de 2025, não foi depositada na conta do clube francês.
 

Em fevereiro de 2025, o Santos reconheceu a inadimplência e propôs parcelar os 2 milhões de euros restantes em duas vezes: a primeira metade em agosto de 2025 e a segunda em janeiro de 2026.
 

O Monaco recusou a nova proposta alegando que tinha compromissos financeiros a cumprir.
 

O clube francês chegou a oferecer o perdão total dos juros se o Santos quitasse a pendência dentro de uma semana, o que não aconteceu.
 

Em março de 2025, o Monaco acionou a FIFA.
 

O Santos, mais uma vez, reconheceu a dívida, mas contestou os juros contratuais de 15% ao ano, pedindo a redução para uma taxa entre 5% e 8%.
 

Como o contrato estipulava explicitamente que qualquer atraso de pagamento geraria, sem necessidade de aviso prévio, a taxa de 15% pro rata (proporcional ao tempo), a FIFA deu razão ao Monaco e determinou a aplicação do transfer ban ao Santos, caso o valor não fosse quitado no prazo estipulado de 45 dias após a decisão inicial.
 

Ao recorrer no TAS, esse prazo de 45 dias foi suspenso, mas voltou a correr a partir do recurso negado pelo órgão.

https://www.bahianoticias.com.br/esportes

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