sábado, 18 de julho de 2026

"Lamine Yamal será melhor que Messi e CR7 porque é a mistura dos dois", diz 1º treinador do espanhol

 


Por Josué Seixas | Folhapress

"Lamine Yamal será melhor que Messi e CR7 porque é a mistura dos dois", diz 1º treinador do espanhol
Foto: Reprodução/Instagram (@lamineyamal)

"Kubala, Kubala, por favor, venha me buscar."
 

O pedido era de Lamine Yamal, 19, ainda criança. Inocente Díez, conhecido como Kubala, atravessava a cidade de Mataró para buscar o garoto em Rocafonda e levá-lo aos treinos da La Torreta, clube da vizinha La Roca del Vallès onde o atacante espanhol começou a jogar futebol.
 

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Quase 15 anos depois, o menino que insistia para não perder um treino disputará uma final de Copa do Mundo contra Lionel Messi neste domingo (19), às 16h (de Brasília), que coincidentemente também compartilha outra história da infância do espanhol —esse será o primeiro confronto entre eles na história.
 

Para o primeiro treinador de Lamine Yamal, não há exagero em dizer que o antigo aluno pode superar o argentino e Cristiano Ronaldo.
 

"É uma mistura dos dois últimos grandes jogadores que tivemos, Messi e Cristiano. Já disse isso em uma ou em várias entrevistas: ele será melhor do que os dois, porque tem metade de cada um."
 

Kubala conheceu Lamine Yamal antes mesmo de ele completar 4 anos. Os pais apareceram numa tarde na La Torreta procurando um lugar para o filho jogar.
 

"Os pais explicam que o menino gosta muito de bola e quer jogar. Perguntam o que podemos fazer por ele, como funciona. A primeira coisa que fizemos foi convidar o Lamine para ir direto ao campo naquela mesma tarde e já entrar para treinar com o grupo da idade dele, formado por crianças de 3 anos e meio e 4 anos."
 

Daquele dia, Kubala guarda até hoje a primeira ficha de inscrição de Lamine Yamal em um clube de futebol.
 

O treinador diz que bastaram os primeiros treinos para perceber que havia algo incomum.
 

"Ele fazia o que ele é: diferente. Com 4 anos, já tinha condições especiais para jogar futebol. Era muito ligado à bola e tinha conhecimentos muito avançados para a idade sobre os conceitos do futebol. Você dava uma explicação e ele entendia tudo. Não precisava de muitas explicações."
 

Segundo Kubala, a diferença aparecia também na forma como o garoto compreendia o jogo.
 

"Sempre jogava uma ou duas categorias acima da idade dele. Tinha uma capacidade muito grande de compreender o que queríamos. A ideia que tinha do futebol era muito clara. Acho que é a mesma ideia que tem hoje."
 

Na La Torreta, a possibilidade de Lamine Yamal chegar ao Barcelona aparecia apenas em conversas entre os treinadores. "Eram comentários que a gente fazia, mas não de maneira muito formal, muito séria. Dizíamos: 'E se esse garoto chegar lá?'. E também: 'E se o Barça chamar o Lamine?'."
 

O treinador afirma que o talento nunca foi a única característica que diferenciou o menino. "Sobre o talento, eu destacaria a seriedade. Era um menino muito pequeno, mas muito responsável, com as ideias muito claras e um objetivo. O objetivo era jogar futebol e aproveitar aquilo ao máximo."
 

Lamine Yamal permaneceu na La Torreta até ser levado pelo Barcelona, antes de completar 7 anos.
 

Kubala diz que a evolução do antigo aluno apenas confirmou a impressão que teve na infância. "Tem uma força física incrível e, tecnicamente, tem as ideias muito claras. Sabe o que quer e sabe como fazer."
 

Na avaliação dele, o atacante ainda pode render mais atuando pelo centro do ataque. "Eu o colocaria para jogar um pouco mais pelo centro. Basta lembrar que Messi também começou pela ponta e terminou jogando pelo centro."
 

Kubala também enxerga em Lamine Yamal um jogador capaz de construir as jogadas.
 

"Faz uma média de 20 gols por temporada, mas também cerca de 25 assistências. É um jogador que faz a ligação entre o meio e o ataque."
 

O treinador atribui à personalidade parte da naturalidade com que o espanhol convive com a pressão.
 

"É um garoto com os pés no chão. Joga futebol, brinca com a imprensa também, porque é jovem, aberto, alegre. A pressão não faz diferença para ele. Quando o vemos dançando, brincando com Nico Williams e com os outros, é por causa disso. É disso que ele gosta."
 

Quase 15 anos depois de buscar o garoto em Rocafonda para levá-lo aos treinos da La Torreta, Kubala acompanhará o antigo aluno disputar a primeira final de Copa do Mundo da carreira. Para ele, a imagem continua sendo a mesma. "Kubala, Kubala, por favor, venha me buscar."

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