sábado, 13 de junho de 2026

Jogador do Marrocos enfrenta acusação de estupro e decisão sobre julgamento pode sair durante a Copa do Mundo

 


Por Redação

Jogador do Marrocos enfrenta acusação de estupro e decisão sobre julgamento pode sair durante a Copa do Mundo
Foto: Reprodução / Redes Sociais / @achrafhakimi

O lateral-direito Achraf Hakimi da seleção de Marrocos e jogador do Paris Saint-Germain, entra em campo neste sábado na estreia de sua equipe contra o Brasil pela Copa do Mundo de 2026, sob uma forte pendência judicial. Fora dos gramados, o atleta de 27 anos tenta obter a rejeição de um processo por suposto estupro. Segundo fontes próximas ao caso, informaram à agência de notícias AFP, a decisão que definirá se ele irá ou não a julgamento deve sair até a próxima sexta-feira, 19 de junho.

 

Caso esse prazo seja confirmado, o jogador marroquino tomará conhecimento da decisão jurídica em plena fase de grupos do mundial. Uma audiência no Tribunal de Apelação de Versalhes, em Paris, examinará o recurso apresentado pela defesa do atleta. Se o pedido for rejeitado e as acusações não forem reclassificadas, Hakimi será julgado em uma data ainda a ser definida.

 

ENTENDA O CASO
A acusação contra o jogador teve início em fevereiro de 2023, quando uma jovem de 24 anos denunciou à polícia ter sido estuprada por Hakimi. De acordo com o relato da denunciante obtido por fontes policiais, ela e o jogador se conheceram em janeiro daquele ano pelo Instagram. A jovem afirmou ter ido à casa do atleta em um táxi solicitado por ele, local onde ele a teria beijado e tocado sem consentimento antes de cometer o estupro. Na sequência, ela conseguiu enviar uma mensagem de texto para uma amiga, que foi buscá-la.

 

Em decorrência das investigações, Hakimi foi formalmente acusado, colocado sob controle judicial e, em fevereiro deste ano, enviado a julgamento. O atleta nega veementemente qualquer crime.

 

A advogada de Hakimi, Fanny Colin, preferiu não comentar os desdobramentos recentes. No entanto, durante audiências anteriores, a defensora alegou que a acusação se apoia unicamente no depoimento da denunciante. Segundo Colin, a jovem teria atrapalhado as investigações ao se recusar a realizar exames médicos, testes de DNA e a fornecer os nomes de testemunhas-chave para o caso.

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