Ponte Salvador-Itaparica: navio chinês chega com tecnologia para megaobra

Um navio vindo diretamente da China atracou em águas baianas carregando 44 contêineres com equipamentos e tecnologias inéditas. O objetivo é iniciar a estruturação da base daquela que será a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina.
Com um investimento de R$ 15 bilhões, o projeto entra em uma fase técnica crucial. A embarcação trouxe o aço e os componentes necessários para a instalação de uma plataforma provisória no fundo da Baía de Todos-os-Santos, que servirá de suporte logístico para as equipes de engenharia.
O grande diferencial desta etapa é a logística otimizada. Segundo a concessionária responsável, o uso dessa plataforma tecnológica vinda da Ásia permitirá reduzir em até 70% a dependência de navios de apoio durante a construção.
Essa estrutura flutuante funcionará como um canteiro de obras avançado no mar, facilitando o transporte de trabalhadores, insumos e maquinário pesado, garantindo que o cronograma avance com maior precisão.
Números que impressionam
A magnitude da obra é traduzida em dados que saltam aos olhos:
Extensão: 12,4 km de comprimento.
Volume de concreto: 660 mil m³ (equivalente a 7,5 estádios do Maracanã).
Empregos: previsão de gerar 7 mil postos de trabalho diretos.
Impacto regional: Benefício direto para 10 milhões de pessoas em 250 municípios.
Frentes de trabalho e prazos
As obras ganharão corpo em três frentes simultâneas a partir de junho: em Salvador, na Ilha de Itaparica e no centro da baía. A estratégia visa atacar os pontos mais complexos de forma coordenada.
A previsão é que o sistema viário, que inclui 4,4 km de novos acessos na capital e uma via expressa de 22 km na ilha, seja totalmente entregue em junho de 2031.
Quanto custará o pedágio?
Um dos pontos de maior interesse da população é o custo da travessia. As estimativas atuais apontam que os valores do pedágio devem variar entre R$ 64,70 e R$ 91,70, a depender do dia da semana e do tipo de veículo.
Além de encurtar a distância entre a capital e o sul do estado, a expectativa é que a ponte impulsione o turismo e a economia da região, transformando o fluxo logístico da Bahia.
A Tarde
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