quarta-feira, 29 de abril de 2026

Muito volume, pouca eficácia: Com menos gols que rivais do G-5, desempenho ofensivo do Bahia preocupa

 


Por Bia Jesus

Muito volume, pouca eficácia: Com menos gols que rivais do G-5, desempenho ofensivo do Bahia preocupa
Foto: Letícia Martins / EC Bahia

O desempenho ofensivo do Bahia nas 12 primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro 2026 acende um sinal de alerta na campanha da equipe. Apesar de se manter competitivo e dentro do G-6, o Tricolor apresenta números inferiores aos principais concorrentes na parte de cima da tabela.

 

Com 17 gols marcados em 12 jogos, o Bahia tem média de aproximadamente 1,4 gol por partida. Entre os clubes do G-5, quatro já ultrapassaram a marca dos 20 gols: Flamengo (24), Palmeiras (23), Fluminense (23) e Athletico (20). O São Paulo, quarto colocado, soma os mesmos 17 gols do time baiano.

 

No recorte geral, o Bahia aparece apenas como o 10º melhor ataque da competição, empatado com São Paulo e Cruzeiro.

 

Apesar de conseguir chegar com frequência ao último terço do campo, o Tricolor enfrenta dificuldades na criação de grandes oportunidades. A equipe soma 21 grandes chances criadas — número que a coloca entre os últimos nesse quesito, à frente apenas de Vitória, Chapecoense, Palmeiras e Corinthians.

 

Além disso, a eficiência também preocupa. Das 21 grandes chances criadas, o Bahia desperdiçou 11, o que representa 52,38% de aproveitamento negativo. Mesmo sendo o terceiro time que mais acerta o alvo no campeonato, a equipe não consegue converter esse volume em gols.


Em entrevista após o jogo contra o Remo, o técnico Rogério Ceni analisou a dificuldade em marcar.

 

"Tento desenvolver com os centroavantes, os pontas, trabalhar finalizações. No momento do jogo é muito pessoal, são escolhas. Quando trabalho com eles coloco os bonecos, as suposições. No treino as coisas são mais fáceis, no jogo depende do estado de espírito, da confiança. Estamos tendo dificuldade maior para fazer gols. Em outros momentos fazíamos três, quatro gols em casa. Muito do momento que vivemos, alguns ainda sentem a eliminação na Libertadores", afirmou.

 


Foto: Letícia Martins / EC Bahia.

 

QUEM DECIDE NO BAHIA?
Outro ponto de análise está na distribuição dos gols. O Bahia não possui, até o momento, um artilheiro isolado com números dominantes, o que evidencia uma divisão de responsabilidades no setor ofensivo.

 

O centroavante Willian José lidera a artilharia com oito gols, seguido por Luciano Juba, com seis. Erick e Everaldo aparecem logo atrás, com cinco gols cada.

 

O cenário aponta para um ataque coletivo, mas também levanta a discussão sobre a ausência de um jogador decisivo em momentos-chave — característica comum em equipes que disputam o topo da tabela, como Pedro e Flaco López.

 

Mesmo com as limitações ofensivas, o Bahia segue próximo do G-4, com apenas dois pontos de diferença e um jogo a menos em relação a alguns concorrentes.

 

A equipe terá a oportunidade de melhorar o desempenho justamente em um confronto direto. No próximo domingo (3), o Tricolor enfrenta o São Paulo, fora de casa, em duelo que pode impactar diretamente a parte de cima da tabela.

 

*Os dados estatísticos para a construção dessa matéria foram coletados no SofaScore.

https://www.bahianoticias.com.br/esportes

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