Qual o perfil da população baiana diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

Esta quinta-feira (02/04) é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, instituído pela ONU, em 2007, para conscientizar a respeito do Transtorno do Espectro Autista (TEA), reduzir o preconceito e disseminar informações relacionadas a direitos e inclusão. O Censo Demográfico 2022 foi a primeira pesquisa estatística nacional a levantar dados específicos sobre a população diagnosticada com autismo. Conheça o perfil dela na Bahia!
Em 2022, o Censo identificou 144.928 pessoas com diagnóstico de autismo na Bahia, a 4ª maior população diagnosticada autista no país, abaixo das verificadas em São Paulo (547,5 mil), Minas Gerais (228,6 mil) e Rio de Janeiro (214,6 mil);
As pessoas com autismo representavam 1,0% da população baiana. Dentre os estados, a Bahia tinha a menor proporção de habitantes com autismo, empatada com o Tocantins (1,0%);
No Brasil como um todo, 2.405.337 pessoas tinham diagnóstico de autismo em 2022, 1,2% da população nacional;
Na Bahia, havia pelo menos uma pessoa diagnosticada com autismo em todos os 417 municípios. Salvador tinha, no estado, o maior número de pessoas diagnosticadas com autismo, 28.915, 6º maior contingente entre todas as cidades do país. Elas representavam 1,2% da população soteropolitana. Na sequência, em termos absolutos, vinham Feira de Santana (6.555 pessoas com diagnóstico de autismo) e Vitória da Conquista (3.686);
Mirante (2,6%), Capim Grosso (2,2%) e Morpará (1,9%) eram os municípios baianos com as maiores proporções de pessoas com autismo na população em geral. Nacionalmente, Cezarina/GOliderava: 3,0% da população tinha esse diagnóstico;
Na Bahia, 6 em cada 10 pessoas diagnosticadas com autismo (59,4%) eram homens (86.126 em números absolutos). As mulheres representavam 40,6% do total (58.802 em números absolutos).
Três em cada 10 pessoas com diagnóstico de autismo, em 2022, na Bahia, eram crianças ou adolescentes de até 14 anos de idade (34,4% ou 49.920 em números absolutos);
Na Bahia, crianças e adolescente com diagnóstico de autismo frequentavam menos a escola. Enquanto 98,4% de todas as pessoas de 6 a 14 anos estavam na escola, a proporção caía para 93,1% entre aquelas com diagnóstico de autismo. Na faixa de 15 a 17 anos, a diferença era ainda maior: 85,8% das pessoas em geral estavam na escola, no estado, frente a 71,9% das diagnosticadas como autistas;
Como resultado, a população adulta com autismo tinha, em média, menos instrução. Com 25 anos ou mais de idade, 6 em cada 10 pessoas diagnosticadas com autismo, na Bahia, eram sem instrução ou não tinham sequer concluído o ensino fundamental (60,2% ou 44.139 em números absolutos). Essa proporção ficava muito acima da registrada na população em geral, que era 44,4%.
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