Toda a economia do Brasil pode acabar comprometida com a redução da jornada, diz o presidente da CNI

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com o fim da escala 6X1, pode elevar o custo da folha salarial das empresas de R$ 178,2 a R$ 267,2 bilhões por ano, segundo levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que é contrária à medida.
Os valores variam a depender da estratégia: pagar horas extras ou contratar mais funcionários. O setor industrial, por exemplo, teria um despesa de R$ 87,8 bilhões com horas extras por ano ou de R$ 58,5 bilhões com novas contratações.
Pequenas e micro industrias seriam as mais impactadas. O motivo, diz a CNI, é que a proporção de empregados com jornadas superiores a 40 horas semanais é maior nessas empresas, “que não dispõem de recursos ou estrutura física para ampliar equipes”, diz em nota Ricardo Alban, presidente da entidade. “Como resultado, essas indústrias tendem a reduzir a produção, perder a competitividade e comprometer os postos de trabalho.”.
Empresas com até nove empregados, por exemplo, teriam uma alta de custos de R$ 6,8 bilhões. Esse valor representa aumento de 13% nos gastos com pessoal, segundo a CNI. Nas empresas com 250 empregados ou mais, essa proporção seria de 9,8%, o equivalente a R$ 41,3 bilhões.
“Qualquer mudança na legislação trabalhista deve considerar a diversidade de realidades produtivas do país, os efeitos sobre os setores econômicos e empresas de diferentes portes, além das disparidades regionais e do impacto sobre a competitividade e a criação de empregos formais”, diz.
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