sábado, 28 de fevereiro de 2026

Ministério da Saúde emite alerta máximo após avanço da Mpox no Brasil

 


Pixabay

Situação foi classificada como de atenção máxima em oito estados

O aumento recente de casos de Mpox no Brasil acendeu o sinal de alerta nas autoridades sanitárias. O Ministério da Saúde classificou a situação como de atenção máxima em oito estados: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia e Distrito Federal.

Levantamento oficial aponta cerca de 90 diagnósticos confirmados até o momento, além de mais de 180 notificações que seguem sob investigação. São Paulo lidera o número de ocorrências, seguido pelo Rio de Janeiro e por outros estados que passaram a integrar uma estratégia de vigilância reforçada nas últimas semanas.

De acordo com a pasta, equipes de vigilância epidemiológica ampliaram o monitoramento, principalmente em centros urbanos, com o objetivo de interromper cadeias de transmissão. O Sistema Único de Saúde (SUS) mantém a estrutura para atendimento de pacientes com sintomas compatíveis, realização de exames e orientação para isolamento quando indicado.

O que é Mpox e quais são os sintomas

A Mpox é uma infecção viral causada por um agente da mesma família da antiga varíola. A disseminação ocorre, sobretudo, por meio do contato direto com lesões na pele de pessoas contaminadas. Também há risco de transmissão pelo contato com secreções ou objetos de uso pessoal compartilhados.

Os sinais mais frequentes incluem febre, dores no corpo, fadiga e o surgimento de erupções cutâneas que evoluem para bolhas ou feridas, podendo atingir diferentes partes do corpo. O intervalo entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos sintomas varia de três a 21 dias.

Tratamento e prevenção
Ainda não há um medicamento específico aprovado para combater a Mpox. O cuidado médico concentra-se no controle dos sintomas e na prevenção de complicações. Pacientes confirmados devem permanecer isolados até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.

Entre as recomendações estão evitar contato íntimo com casos suspeitos ou confirmados, não compartilhar objetos de uso pessoal e reforçar a higiene das mãos.

O acompanhamento da situação também ocorre em âmbito internacional. A Organização Mundial da Saúde mantém monitoramento contínuo de surtos em diferentes países e revisa periodicamente o nível de risco global.

A orientação das autoridades é que pessoas com sintomas compatíveis procurem atendimento médico e busquem informações em fontes oficiais.

A Tarde

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