Ângelo Coronel diz que se sentiu politicamente aniquilado ao ser retirado do projeto de reeleição

Dias após anunciar a saída do PSD, o senador Angelo Coronel afirmou que três partidos largam na frente na disputa para abrigar seu grupo político: PP, União Brasil e PSDB. Em entrevista à Rádio Baiana, na noite de terça-feira (3), o parlamentar revelou que recebeu convites formais das três legendas e estabeleceu prazo para tomar a decisão final: até 30 de março.
“Na verdade, na verdade tem convite formal aí do PP, tanto do diretório da Bahia, presidido pelo nosso querido amigo Cacá Leão, que também nos convidou; também Ciro Nogueira, presidente nacional, que nos convidou para entregar o partido. Temos o próprio União Brasil também que está com as portas abertas. O PSDB também com as portas abertas”, afirmou o senador, ao detalhar as conversas em curso.
Ao explicar sua saída da base, Coronel afirmou que não havia mais coerência em permanecer em um campo político que, segundo ele, passou a negar seu direito à reeleição.
“Como é que eu tava saindo da base, então não dava para entrar num partido da base. Ficaria até um contrassenso”, disse. “Se tudo tivesse certinho como planejado, eu estaria aí tranquilo, disputando o meu mandato e deixar o povo julgar se Coronel merece se reeleger ou não. Não dá para você cassar uma candidatura por decreto, não dá para cassar uma candidatura por capricho.”
Coronel criticou o lançamento antecipado da chamada chapa “puro-sangue” e lembrou que o próprio PSD, maior partido do estado em número de prefeituras, acabou aceitando a mudança de rota. Apesar das críticas, Coronel afirmou que não guarda ressentimentos pessoais de figuras centrais do grupo governista, como o senador Otto Alencar e o ex-governador Jaques Wagner, a quem atribuiu papel decisivo na consolidação da chapa “puro-sangue”.
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