Morre aos 91 anos a atriz francesa Brigitte Bardot

A atriz Brigitte Bardot um dos maiores símbolos da história do cinema francês morreu neste domingo (28), aos 91 anos. A lendária atriz francesa estava internada, e sua equipe chegou a fazer um apelo em novembro: “Rezem pela saúde dela”. A causa da morte, no entanto, ainda não foi divulgada.
Em julho de 2023, ela recebeu atendimento médico em casa após apresentar dificuldades respiratórias durante uma onda de calor no sul da França.
Nascida em Paris, em 1934, formou-se em balé clássico antes de ser descoberta pela indústria cinematográfica. Aos 15 anos, já estampava revistas como Elle e chamava atenção pela beleza marcante. Sua estreia nas telas aconteceu em 1952, mas foi com “E Deus Criou a Mulher” (1956) que Bardot virou um fenômeno mundial. O filme, ousado para os padrões da época, provocou reações inflamadas, chegando a ser censurado em Hollywood, e impulsionou a atriz ao status de mito.
Descrita como “a mulher que inventou Saint-Tropez”, Bardot virou referência estética e comportamental, personificando uma nova liberdade feminina. Sua presença nas telas gerava filas nos cinemas e escândalos na mesma medida.
Ao longo de sua carreira, atuou em mais de 45 filmes, gravou cerca de 70 músicas e inspirou tendências que atravessam décadas, como o famoso decote “Bardot”, caído nos ombros.
Descanso no Brasil

Nos anos 1960, Bardot já era a grande musa internacional e veio ao Brasil em busca de descanso, após um período de forte estresse, e pretendia se refugiar em um ambiente calmo e discreto. Ao desembarcar no Rio de Janeiro, porém, assustou-se com a presença de fotógrafos e jornalistas e chegou a cogitar o retorno imediato a Paris Brigitte Bardot esteve em Búzios em 1964, quando o local ainda era distrito do município de Cabo Frio. A atriz chegou pela primeira vez em janeiro daquele ano e ficou na cidade por cerca de quatro meses.
Bardot já era a grande musa internacional e veio ao Brasil em busca de descanso, após um período de forte estresse, e pretendia se refugiar em um ambiente calmo e discreto. De acordo pesquisadores da história da atriz, ao desembarcar no Rio de Janeiro, ela assustou-se com a presença de fotógrafos e jornalistas e chegou a cogitar o retorno imediato a Paris,
Em janeiro de 1964, foi para Búzios, quando o local ainda era distrito do município de Cabo Frio e ficou na cidade por cerca de quatro meses.
De acordo com o fotógrafo e pesquisador José Wilson Barbosa, a atriz negociou com a imprensa carioca: hospedou-se no Copacabana Palace, participou de uma sessão de fotos e concedeu entrevistas em troca de liberdade durante a estadia no país. Em seguida, fez um passeio de iate e, depois, seguiu de furgão para Búzios, levando mantimentos.
Ela ficou hospedada no vilarejo de Manguinhos, que tinha apenas quatro estabelecimentos comerciais e não possuía nenhuma estrutura turística na época. A presença da atriz chamou a atenção da imprensa, que descreveu o local como um “paraíso secreto”, e deu início a um fenômeno turístico na região.
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