“Feira da Troca” funda Associação e reivindica da Prefeitura espaço adequado para negociações
13/09/2025

Em busca de levantar algum dinheiro para sobrevivência, na “Feira da Troca”, acontece nos finais de semana, notadamente sextas-feiras e sábados em Jequié, um “vale tudo” ou “quase tudo”, entre negociações informais. Motos, bicicletas, brinquedos, relógios, CDs, DVDs, acessórios, eletrodomésticos e utensílios usados, são disponibilizados para venda ou troca.
O gargalo apontado para esses pequenos comerciantes está sempre relacionado ao Impacto de Vizinhança, entendido na legislação das cidades e referido no Plano de Diretor, “aos efeitos, positivos ou negativos, que a implantação de um empreendimento ou atividade causa na qualidade de vida da população e no ambiente urbano do seu entorno”.
A “Feira da Troca”, que acontece a várias décadas em Jequié, recebeu ao longo do tempo apelidos de “Feira do Rolo” e “Feira do Rato” e a já mudou o local de concentração várias vezes. Na última dessas mudanças foi levada para um terreno lateral à Rua Gustavo Santos Ribeiro, no centro da cidade. A área determinada pela prefeitura, ao lado do muro de prédios residenciais, não conta sequer com local para que os frequentadores satisfaçam necessidades fisiológicas. Entre os comerciantes são ouvidas apenas reclamações, de igual maneira, entre os moradores e comerciantes que reclamam dos “vizinhos indesejados”.
A última mudança do local, é um dos pontos de partida para a fundação da Associação da Feira da Troca de Jequié, oficialmente em 11 de setembro 2025, em reunião presidida por aclamação, pelo advogado Abdijalili Pereira Belchot Filho, presidente da ONG Amigos Associados de Jequié-AMAJE-BA, na Câmara de Vereadores, quando foi lido e aprovado o estatuto, eleita e empossada a primeira diretoria. Apenas três dos 19 vereadores, estiveram presentes Junior de Márcia de Xexeu (União), Ramon Fernandes (PT) e Aroldo Brito (PP).
O presidente da associação, Jacson Santos Ramos, comenta [vídeo abaixo] as reivindicações da nova entidade, principal delas a definição de um local apropriado para funcionar, “desde que seja uma área no entorno do Centro de Abastecimento Vicente Grillo-CEAVIG”.
Os vereadores presentes na reunião sugerem que esses trabalhadores sejam realocados para espaços adequados, pois, no momento, suas atividades estão comprometidas “em um local improvisado e sem as condições estruturais mínimas, tem prejudicado esses pais de família”.
Apontam ainda os edis, que a Prefeitura de Jequié, abra um canal de escuta e diálogo com essas pessoas, em busca de ouvir suas demandas e, em conjunto, encontrar soluções “que garantam capacitação, incentivos e um ambiente de trabalho seguro e digno, respeitando a relevância socioeconômica e cultural dessa categoria”.
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