Retirada de obrigação das autoescolas para obtenção da CNH divide opiniões no país; vote em nossa enquete

O plano anunciado recentemente pelo Ministro dos Transportes Jader Filho, propondo suspender a obrigatoriedade em todo o país da ida aos Centros de Formação de Condutores (CFCs) para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B abriu uma grande polêmica em todos o país, entre favoráveis e contrários a mudança.
De acordo o Ministro, as autoescolas “seguirão oferecendo as aulas e a exigência de aprovação nas provas teórica e prática dos Detrans será mantida”. Em tese, a medida afeta diretamente 14,5 mil CFCs no Brasil, 263 deles em 194 municípios gaúchos, empregando mais de 9,3 mil instrutores no Estado, conforme dados do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do RS (SindiCFC-RS). A principal justificativa do governo para a medida é financeira.
O custo médio para obter a CNH, segundo dados federais, está entre 2,1 vezes o salário mínimo de 2025, sendo que os valores com as autoescolas representam 77% do total, ou pouco mais de R$ 2,4 mil, mas, sem as autoescolas, o valor da carteira poderia reduzir em até 80%. As aulas práticas, hoje com exigência de 20 horas-aula, passariam a ser opcionais e sem carga horária mínima.
“Medida populista”: Reprovam sindicato dos CFCs
“Em um sistema tão complexo, não há soluções únicas. Precisamos testar abordagens baseadas em evidências, formular políticas públicas que ouçam a sociedade e, acima de tudo, investir na construção de cidades mais humanas e seguras”, alertam sindicatos de proprietários de CFCs do Brasil. Segundo as entidades, a declaração de Renan pegou os CFCs “de surpresa”, e criticou a “falta de responsabilidade” do setor público nesta questão, dizendo também que a medida é “populista em um momento em que gestores públicos buscam a reeleição”.
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