Comandante-Geral da PM afirma em entrevista que governo estuda mais concursos para policiais na Bahia

Um parecer técnico de auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE), responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos públicos estaduais, revela um déficit de 14.595 policiais militares na Bahia. Para evitar que a situação seja ainda mais crítica, 1.049 policiais militares da reserva estão em atividade para reforçar a segurança no estado. Com isso, o efetivo total da corporação chegou a 31.221 no ano passado, segundo o relatório do Tribunal de Contas do Estado, o que ajuda a reduzir o déficit para cerca de 13 mil agentes.
Na quinta-feira (7), o Comandante-Geral da Polícia Militar da Bahia, Cel. PM, Antonio Carlos Silva Magalhães foi entrevistado em Salvador, no programa De Cara Com o Líder, apresentado pelo radialista, vice-governador Geraldo Júnior, afirmou que a PM-BA está estudando a possibilidade da realização de mais cursos para policiais na Bahia.
“Nós estamos investindo muito na qualificação do nosso policial militar para dar uma melhor resposta a respeito da segurança pública. E nós fizemos a solicitação à área sistêmica do governo, para que a gente possa ter sempre os concursos anuais de inovação do efetivo. Para a gente estar fazendo a reposição daqueles que vão saindo e aumentando o número de efetivo que nós precisamos para operar efetivamente enquanto polícia no estado da Bahia com 15 milhões de habitantes”, afirmou o oficial.
Sobrecarga da tropa
O coronel reformado da PM-BA e professor de Direito do Centro Universitário Estácio da Bahia, Antônio Jorge Melo, aponta que a falta de efetivo militar suficiente sobrecarrega a tropa e agrava a escala de trabalho.
Segundo ele, cerca de 500 policiais deixam a corporação anualmente, seja por aposentadoria, problemas de saúde ou outros motivos. Por isso, o governo estadual precisa atuar com um “recompletamento permanente”, para evitar que o efetivo da corporação continue diminuindo.
No relatório das contas de 2024 do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o conselheiro Inaldo da Paixão Araújo ressaltou que a Bahia ainda está distante do parâmetro internacional recomendado de um policial para cada 300 habitantes. Atualmente, o estado, que tem 14,1 milhões de pessoas, conta com apenas um policial para cada 412 moradores. O relator frisou que, apesar dos concursos realizados, “a defasagem estrutural permanece significativa”.
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