sexta-feira, 11 de julho de 2025

Exportação de cacau da Bahia sofrerá impacto negativo com tarifaço de Trump

 


Danilo Cabral superintendente da Sudene.

 

A Bahia será o segundo estado do Nordeste mais afetado pelo anúncio de uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras por parte dos Estados Unidos. A Coordenação de Estudos, Pesquisas, Tecnologia e Inovação da Sudene fez uma sondagem para verificar os possíveis impactos da taxação para o Nordeste e, de acordo com o estudo, Ceará, Bahia e Maranhão serão os mais impactados  já que são os principais exportadores da região para os EUA em 2025.

Na Bahia, em 2025, os principais produtos exportados são cacau, óleos, pneumáticos, frutas (BA), com impacto significativo em setores como cacau (US$ 46 milhões) e pneumáticos (US$ 42 milhões).

O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, argumento que essa decisão do governo dos Estados Unidos não há ganhadores, só perdedores. “Ao mesmo tempo em que um país exporta, também é importador. O mercado nordestino importou quase US$ 6 bilhões, ou seja, R$ 33,5 bilhões, em 2024 em produtos norte-americanos. Aplicando a regra da reciprocidade, os norte-americanos têm bem mais a perder do que a ganhar com a medida de seu presidente”, destacou.

Só este ano, até o mês de junho, a pauta de exportações do Nordeste para os Estados Unidos somou US$ 1,58 bilhão, o equivalente a R$ 8,7 bilhões, sendo o principal exportador o estado do Ceará, seguido por Bahia e Maranhão. Juntos, eles representaram 84,1% do total exportado.

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