quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Casal mata criança de 2 anos e população mata um dos autores.

 

INTERINO:

Reportagem
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A noite de terça-feira, 18 de fevereiro, foi de revolta da população na cidade de Tabira, Sertão de Pernambuco, após a prisão do casal Giselda da Silva Andrade, de 30 anos, e Antônio Lopes Severo, de 42 anos, acusados de envolvimento na morte do pequeno Arthur Ramos Nascimento, de 2 anos.  Segundo as informações o casal matou a criança de forma brutal, chegando a “esquartejar”. O casal foi localizado na zona rural de Carnaíba, no Sertão do estado, no início da noite, e encaminhado para a Delegacia de Tabira. No entanto, durante a chegada das equipes da Polícia Civil, do 23º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), à delegacia, a situação saiu do controle. Uma multidão enfurecida já aguardava do lado de fora da unidade e antes mesmo que os agentes conseguissem conduzir os detidos para dentro do prédio, Antônio Lopes Severo foi arrancado à força da viatura e brutalmente linchado por populares. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Dr. Luiz José da Silva Neto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A Polícia Civil informou que um inquérito foi instaurado para apurar o linchamento e identificar os envolvidos na ação. Além disso, a conduta dos policiais que escoltavam os detidos também será investigada. “Ressaltamos que as diligências seguem para a total elucidação do crime contra o menor de idade”, informou a corporação em nota. Já Giselda da Silva Andrade foi encaminhada à delegacia, onde deve prestar depoimento sobre o crime e sua possível participação no assassinato de Arthur. A polícia não divulgou se ela permanecerá detida em Tabira ou será transferida para outra unidade.

De acordo com as autoridades, o casal já possui passagens pela polícia por crimes como tráfico de drogas e homicídio. Diante das evidências e da gravidade do caso, a polícia solicitou a prisão preventiva dos suspeitos, que foi deferida após parecer favorável do Ministério Público. A solicitação da prisão preventiva foi baseada em evidências médicas que indicam múltiplas lesões e sinais claros de violência, além de testemunhos que apontam um histórico de maus-tratos e agressões contra a vítima.

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