Violência doméstica: 27 mulheres são agredidas por dia na Bahia

Dados Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) apontam que houve aumento de 27,33% no número de denúncias de violência doméstica contra a mulher na Bahia, entre janeiro
e julho, na comparação com 2023. São 27 vítimas por dia, ou uma a cada hora.
Em todo o Brasil também houve aumento no número de casos. Foram 84,3 mil denúncias, 33,5% a mais que o mesmo período do ano passado. Na Bahia, a Central registrou 5.777 casos. Na maioria das vezes foi a própria vítima quem denunciou.
Segundo a Secom, na maioria dos casos as vítimas tem entre 40 e 44 anos, em 75% das vezes elas são pretas ou pardas, e os principais agressores são companheiros ou ex-companheiros. A pesquisadora frisou que o feminicídio e outras agressões contra a mulher podem ser atravessados por marcadores, como as questões de raça e classe, além das subjetividades que levam as vítimas a confundir violência com afeto.
“Quando a gente vai pensar essa questão racial que perpassa todos os dados sobre feminicídio no Brasil, a gente tem que pensar que o que leva uma mulher negra a sofrer esse tipo de violência tem diversas respostas, como a vulnerabilidade socioeconômica, acesso a escolaridade, às políticas pública, a informação e a rede de apoio. Como o racismo é estruturante no Brasil são várias camadas que interferem na vida dessas mulheres”, revelou em entrevista ao Jornal Correio, a historiadora, mestra e doutoranda em Estudos de Gênero pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ana Doroteia Dias.
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