Por que a cidade de Jequié não tem um Shopping Center?; tema para uma boa discussão

O título desta matéria traz um questionamento permanente de muitas pessoas que residem ou visitam Jequié. Cidades com populações menores que a nossa, em vários estados brasileiros já dispõem desse modelo de comércio, surgido com maior intensidade no país, a partir da década de 1980.
O Shopping Center não é nada mais do que uma estrutura física moderna, que oferece uma série de benefícios, como variedade de opções de lojas, conveniência de encontrar tudo em um só lugar, segurança do ambiente fechado, estacionamento fácil, opções de lazer e entretenimento, além de promoções exclusivas e eventos especiais.
Já ocorreram tentativas e tratativas para que esse tipo de empreendimento fosse implantado em Jequié. No ano de 1994, quando esteve de volta ao cargo de prefeito de Jequié, o ex-governador Lomanto Júnior, um grupo de empresários de Salvador adquiriu um imóvel localizado na interseção da Avenida Lomanto Júnior com a Rua São José, frontal a Praça Coronel João Borges, dando início ao que seria o primeiro shopping center da cidade, mas, em que pese, alguns espaços terem sido comercializados, o empreendimento não teve continuidade e os escombros da obra inacabada permanecem no local. Afirmam servir o imóvel para cobrir pendência com instituição financeira e débitos trabalhistas. Posterior e essa fracassada iniciativa, duas outras propostas chegaram a ser anunciadas, inclusive com anúncio em placas de out-doors, uma no final da Avenida César Borges e outra no semianel viário, vizinho ao Condomínio Pindorama. Ambas não prosperaram.
Uma observação mais apurada dos valores cobrados por metro quadrado nas áreas comerciais e os valores praticados nos aluguéis desse segmento desmistificam a ideia que está se falando em uma cidade de baixa renda per capta que não se adequaria a um investimento no setor de shoppings.
O comércio da cidade ganhou nos últimos anos alguns centros comerciais e surgiu uma variedade de lojas de rua nas áreas centrais, a exemplo da Avenida Rio Branco e, também nos bairros da cidade, muitas delas com feições das apelidadas “lojas de shopping center”
A pergunta que se faz no momento: O comércio de Jequié suportaria um shopping center. sem desbancar e levar à insolvência a maioria das “lojas de rua”?
O surgimento na atualidade de filiais de grandes redes atacadistas, de alimentos, eletroeletrônicos e serviços aguça e sugere uma boa discussão em torno do assunto.
Texto: Wilson Novaes
https://jequiereporter.com/
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