Não dirijo equipes há muitos anos. O futebol, os jogadores e os recursos para treinar mudaram. Dentro das minhas limitações, procuro incorporar o novo. Para isso preciso me convencer de que o novo substitui um pouco do antigo, por uma versão melhor. Fiquei mais de um ano sem trabalhar, e boa parte desse tempo foi aproveitado para entender melhor alguns dos recursos que o futebol oferece. E sempre trabalho com pessoas 20 anos mais novas que eu, que vêm com novas ideias. Rejeito coisas que não considero superiores. Eu gosto mais de perder controvérsias do que ganhá-las.
— Marcelo Bielsa, em sua coletiva de apresentação no Uruguai
Pep Guardiola Marcelo Bielsa — Foto: Getty Images
Com um ambiente de menos pressão e desgaste físico que o Leeds, Bielsa terá no Uruguai um objetivo semelhante daquele no comando do Chile, entre 2007 e 2014: desenvolver jogadores jovens, estabelecer uma cultura de jogo e mudar o patamar da seleção, ao menos nas Eliminatórias da América do Sul e na Copa América.
Basta lembrar o que o Chile era antes e depois de Marcelo Bielsa para entender que seu nome empolga em Montevidéu. E também em Buenos Aires, São Paulo, Santiago e qualquer cidade que tenha futebol. Afinal, Bielsa sempre vale uma atenção maior.
Por Leonardo Miranda
Jornalista, formado em análise de desempenho pela CBF e especialista em tática e estudo do futebol
https://ge.globo.com/blogs/painel-tatico/post/2023/06/14/o-comeco-da-doce-loucura-de-marcelo-bielsa-no-uruguai.ghtml?fbclid=IwAR0JAXWutfIZG9xrISvtb13U_rVB-BVIy8QjjJY8BurtebIZUZ9whAcazv0
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