Aumento do piso da enfermagem pode gerar demissões e fechar leitos nas instituições privadas

Na Bahia, as instituições privadas de saúde como um todo terão oneração da folha de pagamento com o aumento do piso salarial dos enfermeiros, de acordo com o presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb), Mauro Adan. Ele prevê, de acordo reportagem publicada no jornal Correio, que a medida, assinada como Projeto de Lei pelo presidente Lula, trará consequências como o fechamento de leitos, demissões em massa e até o repasse do valor no preço dos planos de saúde.
“Estima-se um fechamento de 80 mil leitos no Brasil, e, com isso, demissões não só de enfermeiros, mas de equipes, porque é uma cadeia produtiva”, diz, acrescentando que a Associação discutirá com planos de saúde o repasse.
A medida abriu uma previsão orçamentária de R$ 7,3 bilhões para pagar os salários da categoria, e vale para o setor público, prestadores de serviços e entidades filantrópicas com atendimento mínimo de 60% de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
José Antônio Rodrigues Alves, provedor da instituição filantrópica, afirma que o aumento do piso terá um impacto superior a 20% do total da folha mensal na Santa Casa, o que, para ele, desestabiliza o setor. “Mas ainda é cedo para definir esse impacto, porque o Projeto de Lei não especificou qual o valor destinado para sanar o nosso déficit, ou a periodicidade do pagamento”, ressalta.
De acordo com José Antônio, as informações fornecidas até então não são suficientes para dizer se a instituição sofrerá demissões, por exemplo. Ele destaca, ainda assim, o mérito do grupo de profissionais na luta pelo aumento de seu piso.
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