terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Litoral Norte de São Paulo teve em 24h o maior registro de chuva da história do Brasil

 


São Sebastião City Hall/AFP (reprodução)

As chuvas que cairam entre sexta-feira (18) e sábado (19), no Litoral Norte de São Paulo foram as maiores registradas em 24 horas na história do país, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).O Cemaden instalou a maior parte dos pluviômetros, mecanismo que verifica a quantidade de chuva, da rede de observação do país em 2013.

O volume que caiu em Bertioga, 683 milímetros acumulados no período, é o maior registro do sistema até o momento. Na tragédia de Petrópolis-RJ, em 2022 foram registrados 534 milímetros.  Já o recorde do Inmet, de 1991, da cidade de Florianópolis-SC, é de 404,8 mm em 24 horas. Para cada milímetro de chuva que cai, o volume equivale a um litro despejado por uma área de 1 metro quadrado.

Até às 19h, desta segunda-feira (20),  o volume elevado de chuva na região deixou 40 mortos (39 em São Sebastião e um em Ubatuba). Como consequência, foi decretado estado de calamidade em seis cidades e luto oficial de três dias. Em todo o estado de São Paulo, são 1.730 desalojados e 766 desabrigados. Em Bertioga, foram registrados alagamentos, queda de árvores e barreiras, falta de luz e a rodovia Rio-Santos ficou interditada.

O triste recorde foi citado pelo governo de São Paulo em nota divulgada nesta segunda-feira (20). “São Sebastião foi um dos municípios mais afetados neste feriado prolongado de carnaval, com deslizamentos de encostas, alagamentos e bairros isolados devido à interdição de vias de acesso. O número de mortos já supera a tragédia de Franco da Rocha, em 2022, com o deslizamento que matou 18 pessoas. O acumulado de chuva nessa oportunidade foi de 70 milímetros em 24 horas”, afirmou.

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