Internado no HGI, ex-atacante Gajé aguarda por regulação médica com urgência

Aos 82 anos, o ex-atacante Gajé, que foi campeão pelo Bahia, e outros importantes clubes do futebol baiano, encontra-se internado em estado crítico na CTI do Hospital Geral de Ipiaú, onde aguarda regulação para um atendimento nefrológico, com processo de diálise, em unidade hospitalar com recursos específicos. A família do jogador pretende recorrer à Defensoria Pública para imediata agilização do procedimento.
Na última segunda-feira, 19, às 22 horas, Gajé deu entrada na Clínica São Roque, com sintomas de derrame pleural: dificuldade em respirar, dor na região torácica e falta de ar. Na quarta-feira foi transferido para o hospital público, ocupando leito na semi UTI.
Seus batimentos cardíacos não estavam satisfatórios e a saturação apresentava-se baixa, além da constatação de problemas renais. Nessa sexta-feira, 23, um dos médicos que lhe assistia achou conveniente a sua transferência com urgência para uma UTI com atendimento nefrológico.
Desportistas de Ipiaú já se mostram preocupados com a situação do ex-atleta que ajudou a seleção local a ser campeã do Intermunicipal, em 1977, e foi bicampeão ((1965/66) pelo Independente Esporte e Cultura.
Muitos gols e títulos

Antonio Everaldino Venâncio dos Passos, o popular Gajé, fez história jogando como ponta direita clássico e centroavante. Foi hexa-campeã do Intermunicipal, nos anos 50/60, pela poderosa Seleção de Itabuna, ao lado dos lendários irmãos Riela e outros craque fabulosos.
Fez bonito na Fonte Nova, ganhando seu primeiro título no futebol profissional, pelo Leôncio, onde chegou de Ipiaú para disputar o segundo turno do Campeonato baiano de 1966.

No Bahia, o clube mais querido do estado, o veloz atacante participou de competições nacionais e até internacionais. Foi titular absoluto na temporada de 1968, e teve uma boa atuação na Taça Brasil. Fez um gol olímpico no Beira Rio, em Porto Alegre, contra o Internacional.
Gajé disse que em toda a sua trajetória futebolística fez mais de 300 gols, 24 dos quais nas duas temporadas em que jogou pelo Bahia, e mais quatro pelo time do Leônico. Hoje ele luta para driblar a enfermidade e se manter no campo da vida. (Giro/José Américo Castro).
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