Uol

A possibilidade de quatro clubes de um mesmo país, no caso o Brasil, chegarem à semifinal da Libertadores, algo inédito, tem gerado um misto de preocupação e de insatisfação dentro da Conmebol. Em reunião do Conselho da confederação na última semana, por meio de videoconferência, representantes de algumas federações nacionais questionaram a direção da entidade sobre a possibilidade de o torneio se tornar previsível e desestimular investimentos em alguns países.

Em conversas reservadas, alguns cartolas defendem que a Conmebol volte a criar barreiras no regulamento que impeçam que três ou quatro times de um mesmo país estejam juntos nas etapas mais avançadas da Libertadores, como ocorreu em momentos distintos na história da competição.

Essa possibilidade, apurou a coluna, é descartada pela Conmebol e por entes parceiros da confederação na Libertadores. Inclusive é citado que com oito brasileiros participantes, ou sete argentinos, como na edição 2021 por exemplo, é inviável criar barreiras, a não ser que diminua o número de concorrentes, o que não ocorrerá. Foi para atrair mais patrocinadores e vender os direitos de transmissão a mais países que a Libertadores engordou em 2017 para 47 clubes.