Dia Nacional da Imunização: Entenda como funciona a eficácia das vacinas
07/06/2021

Celebrado em 09 de junho, o Dia Nacional da Imunização nunca precisou ser tão lembrado. Marcada para reforçar a importância das vacinas para prevenir doenças, a data ganha um viés especial neste ano, em que o mundo todo se mobiliza para garantir a vacinação contra o coronavírus.
A infectologista e professora de Medicina da Unime Lauro de Freitas, Ledívia Espinheira, esclarece algumas questões relacionadas à eficácia das vacinas contra a Covid-19. Dentre elas, por que as pessoas ainda podem desenvolver as formas graves de coronavírus ou mesmo morrerem em virtude da doença?
A médica explica que a vacina Coronavac, assim como outras vacinas, não tem 100% de eficácia. “O que foi apresentado é que ela tem 50,3%, em média de eficácia para formas leves, e cerca 80% para formas mais graves. Estamos aguardando essa vacinação no público geral. Nós temos que fazer um estudo e ver como, efetivamente, essa vacina se apresentou na população”.
Ainda de acordo com Ledívia, ela é considerada de boa eficácia porque consegue evitar formas graves e óbitos nas pessoas mais vulneráveis, como idosos e pessoas com comorbidades. Entretanto, essa eficácia não é de 100%. “Essas pessoas podem, apesar de terem feito o uso efetivo da vacina, desenvolver formas mais graves da doença ou mesmo irem à óbito. É claro que isso acontece num número muito menor de vezes, mas ele não é zero”.
Outra informação importante é que pessoas mais idosas, acima de 80 e 90 anos, respondem menos à possibilidade de desenvolverem imunidade à doença.
“Nenhuma vacina é 100%. A Coronavac é uma excelente vacina e estamos vendo respostas efetivas pela redução importante que a gente teve em todo o Brasil de pessoas idosas e dos grupos prioritários que já foram vacinados em grande número. Há uma redução de internação e de óbitos nessas categorias, o que mostra que a vacina realmente é eficaz. Mas essa eficácia, infelizmente, não é de 100% para evitar que a pessoa contraia a infecção. Ela pode ficar assintomática, mas pode também transmitir o vírus”, afirma.
A professora da Unime ressalta que, por essa razão, quem toma as duas doses da vacina, qualquer que seja, deve manter as medidas de proteção, continuar usando máscara, praticar o distanciamento social, usar álcool em gel, evitar ambientes fechados e sempre com máscaras efetivas.
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