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Qual foi a última vez que o Flamengo teve 37% de posse de bola num jogo? E quando sofreu 21 finalizações, só conseguindo concluir sete vezes?

Pois estes números são apenas um retrato do que foi a goleada de 5 a 0 sofrida para o Independiente del Valle, pela Libertadores. No primeiro grande teste da equipe comandada por Domènec Torrent, o estrago foi considerável e expôs muitos aspectos falhos num projeto ainda em construção, mas que sofre um forte golpe com tal resultado – é como se voltasse muitas casas no tabuleiro.

O Flamengo decepcionou sob muitos pontos de vista: tático, técnico e emocional. Não foi possível ver uma identidade na equipe, uma forma estabelecida de jogar, não importa o adversário. E o preço por isso foi cobrado de forma categórica, contra o primeiro oponente com trabalho mais consistente e qualificado que se teve pela frente.

A altitude sempre será lembrada como um fator que dificulta quem vai a Quito enfrentar os times locais. Comparações com trabalhos anteriores são frequentemente rasas, mas é preciso ressaltar: no começo do ano, o Flamengo empatou com o Del Valle na mesma cidade, sob as mesmas condições, mas com uma atuação completamente diferente.

Não é exigir o nível de maturidade similar ao alcançado à época com Jorge Jesus, mas espera-se um certo nível de competitividade, em qualquer estágio do trabalho.

O Flamengo de Domènec esteve completamente exposto. Começou e terminou o jogo em marcha lenta. Com a bola, não sabia o que fazer. Sem ela, a estratégia proposta funcionou razoavelmente até o primeiro gol. Depois disso, foi por água abaixo. :: LEIA MAIS »

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