Pia vê empenho da CBF por liga forte, salienta necessidade de ter “chefe” e põe missão: “Achar a nova geração”
26/ago/2020 . 14:10
Globo Esportes
O calendário de futebol feminino está de volta no país com a retomada do Brasileiro feminino Série A1. O movimento da CBF de manter as disputas e a competitividade das competições é algo que chama a atenção de Pia Sundhage, técnica da seleção brasileira. Em entrevista ao blog Dona do Campinho, a treinador comentou que vê as tentativas da Confederação na evolução da modalidade e ressalta a importância, por sua experiência, de ter uma entidade por trás trabalhando em prol do esporte.
– O que eu vejo é que a CBF está tentando criar uma liga competitiva. E com toda a experiência que eu tenho, sei que você precisa da confederação por trás de você para começar algo em que acreditar. E leva tempo. Eu compreendo isso. Quando eu for comparar os campeonatos, Champions League, por exemplo, que eu acho que a velocidade das jogadoras é um pouco mais alta comparado com a liga sueca, temos diferentes times de diferentes culturas, mas não tão alto na Copa do Mundo. Temos diferentes degraus. A liga brasileira, eu não sei porque tenho que esperar e ver, mas o que sei é que se você criar um ambiente competitivo, as técnicas e habilidades irão evoluir e criar um ótimo futebol. Eu gosto do fato de que a CBF tenta fazer coisas para o futebol feminino. É rápido o suficiente? Bom o suficiente? Não sei. Mas eu realmente gosto do movimento da CBF tentando dar suporte e dando suporte ao futebol feminino – afirmou Pia Sundhage, que soma até o momento 11 jogos com o Brasil com seis vitórias, quatro empates e uma derrota.
Mesmo com a movimentação em relação à volta das atividades, a CBF ainda não encontrou um nome para substituir Marco Aurélio Cunha, que até o começo de junho era o diretor de seleções femininas e acabou deixando o cargo com o objetivo, na época, de concorrer à eleição presidencial do São Paulo. A treinadora mostra preocupação com o tema e comentou que necessita de “um chefe” até mesmo para cuidar da parte administrativa. Mas ressalta a confiança de que a Confederação fará o movimento correto.
– É muito importante para mim fazer meu melhor e para isso eu preciso de um chefe, por assim dizer. Eu acredito que a CBF vai fazer a coisa certa. Eu não sou uma administradora, não sei como fazer isso. Mas sei que eles me contrataram e tenho certeza absoluta que o presidente da CBF vai achar alguém que trabalhe bem com todos nós. E ao invés de somente pegar alguém é importante escolher a pessoa certa. Quando essa pessoa estiver no lugar isso fará diferença para todos nós – afirmou. :: LEIA MAIS »
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