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Depois da longa paralisação do calendário pela pandemia e do retorno das competições com os portões fechados, o futebol brasileiro vive a expectativa do próximo passo da retomada gradual das atividades. O retorno da torcida aos estádios já é tema debatido entre os clubes, porém ainda distante quando se trata da liberação das autoridades. Tanto médicos como a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) consideram prematuro estabelecer prazos para a reabertura dos portões.

“Todas as atitudes da CBF em relação à pandemia têm como base a proteção da saúde, tanto dos profissionais do esporte, quanto da população em geral. A entidade agiu sempre em consonância com as autoridades de saúde, seja na suspensão das competições, seja na retomada obedecendo a um rígido protocolo. A volta do público aos estádios será tratada da mesma forma”, disse ao Estadão o presidente da CBF, Rogério Caboclo.

O Estadão apurou que a discussão sobre o retorno do público já está em pauta entre alguns clubes. A ideia é avaliar o impacto de uma presença reduzida de torcedores, com cerca de 25% da carga de ingressos, para garantir o distanciamento social. O modelo de abertura do estádio, com limite de pessoas, já foi aplicado em alguns países europeus. No Brasil, o assunto tem sido debatido de forma discreta, até porque qualquer avanço nessa área depende de aval médico.

O retorno do público aos estádios interessa aos clubes para diminuir os gigantescos prejuízos que vieram com a pandemia. Em alguns jogos da Série A, as equipes chegam a ter gastos de até R$ 100 mil com taxas de arbitragem, impostos, funcionários ou aluguéis dos estádios. O dinheiro movimentado pelas partidas representa em períodos normais uma fatia importante do orçamento. :: LEIA MAIS »

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