sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Roger projeta time mais leve com novas contratações, mas 'sem perder virtudes'


por Ulisses Gama
Roger projeta time mais leve com novas contratações, mas 'sem perder virtudes'
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia
Daniel, Clayson, Jadson, Zeca, Juninho Capixaba, Rossi... O Bahia vem reforçando a base que manteve de 2019 para chegar bem nas competições da temporada deste ano e fazer a alegria do torcedor. Os nomes que chegam na Cidade Tricolor tem uma missão: dar uma nova cara ao estilo de jogo do Esquadrão de Aço. Para o técnico Roger Machado, o objetivo é deixar o time mais leve, com maior controle de bola, mas sem deixar de lado as valências que deram destaque ao time no ano passado. 

"O objetivo e análise do fim da temporada passada é que fizemos uma boa temporada com um viés de queda no final em função do desgaste e do nível da competição, que é muito exigente. Brigamos pela Libertadores até o final, nunca tivemos contato com a parte final da tabela. Conseguimos montar um modelo forte, marcação ajustada e velocidade pelas pontas. Em alguns momentos, quando encontrávamos equipes fechadas, precisávamos de mais controle, demonstramos deficiência, dificuldade. A leitura é que deveríamos alternar entre esse jogo de transição e controle pela posse, contratando jogadores com mais destreza com a bola. Dar essa característica sem perder a agressividade. O tripé do meio forte, pronto para roubar a bola, linha defensiva segura. As contratações foram nessa linha. Deixar o time mais leve, mais técnico, com jogadores mais móveis, sem perder nossas principais virtudes construídas no passado", declarou.

Com um calendário apertado, o Bahia vai ter que se dividir entre o time principal e o de transição. No entanto, Roger Machado não quer distância entre os dois elencos. Segundo ele, o objetivo é ter uma programação parecida para que haja uma interação entre os grupos.

"A partir dessa semana, definimos que sempre que possível treinem no mesmo momento que a gente. Entendemos que somos apenas um grupo, dividido em duas competições em função desse calendário maluco. Quando necessário, faremos um fluxo desses jogadores para que componham nosso grupo e na direção inversa. A ideia é trabalhar conjuntamente e fiz questão que eles tivessem ligados ao profissional. Não só pelo fluxo de informações, mas para conhecer os atletas na mais íntima característica. O dia a dia é que vai me dar onde posso usar cada jogador. A intenção é estar próximo", indicou.

O time principal do Bahia faz a sua estreia no próximo dia 25 de janeiro, contra o Santa Cruz, no Arruda, pela Copa do Nordeste. Já o transição entra em campo na próxima quarta-feira (22) para encarar a Juazeirense, pelo Baianão.

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