Foto de Lula feita por IA gera montagens de Trump por parte de brasileiros

 


Por Redação

Foto de Lula feita por IA gera montagens de Trump por parte de brasileiros
Foto: Reprodução / Redes Sociais X

Uma imagem gerada por inteligência artificial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como se fosse o ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, foi publicada na conta do X do deputado dos Estados Unidos Carlos Gimenez, do Partido Republicano.

 

Com a legenda “o que o espera”, a foto ainda conta com um elemento adicionado após edição por IA: Lula aparece segurando uma garrafa de 51, uma das marcas de cachaça mais famosas e vendidas do Brasil e do mundo.

 

Gimenez é um parlamentar da Flórida e conhecido apoiador de Trump nos EUA. A publicação foi repostada nas redes pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo. 

 

Brasileiros apoiadores de Lula, em resposta, alteraram a mesma imagem de Nicolás Maduro, mas substituindo-o por Donald Trump e adicionando outros elementos. Em uma das montagens, o presidente dos EUA aparece segurando a foto do criminoso sexual Jeffrey Epstein, em alusão à relação de ambos. Em outra, Trump segura um pacote de Cheetos, um salgadinho de milho famoso.

 

Veja a publicação original:

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Ministra da Igualdade racial conta sobre ações do MIR para a população negra da Bahia

 


Por Redação

Ministra da Igualdade racial conta sobre ações do MIR para a população negra da Bahia
Foto: Ana Luísa Pontes / MIR

Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

 

"Na Bahia, assim como nos demais estados brasileiros, vale destacar a consolidação da Política Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiros e de Matriz Africana, que traz medidas intersetoriais para garantir os direitos, além de promover cultura, memória e enfrentar o racismo sistêmico e religioso no país", conta.

 

Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, a ministra abordou temas centrais de sua agenda no estado, a importância das políticas públicas descentralizadas, o combate à escala 6x1 e os avanços na titulação de terras quilombolas.

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Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

 


Por Daniel Araújo

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

 

Com foco em debates sobre a população negra, relações internacionais e desenvolvimento econômico, o encontro promove não apenas mesas de reflexão sobre as condições e perspectivas da população negra na África e na Diáspora Africana, mas também ações voltadas à cooperação internacional e ao fortalecimento de laços comunitários.

 

Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, a ministra abordou temas centrais de sua agenda no estado, a importância das políticas públicas descentralizadas, o combate à escala 6x1 e os avanços na titulação de terras quilombolas. Confira abaixo:

 

Ministra, qual é o principal objetivo da sua agenda na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) hoje e de que forma a parceria com o Poder Legislativo baiano pode fortalecer as políticas nacionais de igualdade racial?

Ocupar a casa do poder legislativo da Bahia é de suma importância para mim e para a população negra baiana que muito representa esse território de maior proporção de pessoas negras fora do continente africano. É ocupando que conseguimos, enquanto cidadãs e cidadãos brasileiros, fiscalizar e contribuir na formulação das leis que regem nossa sociedade. Participar do Colóquio Internacional: Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação é uma honra e uma oportunidade para que essa diáspora negra possa redefinir o protagonismo da nossa população em um âmbito que atravessa fronteiras e constrói laços ao discutir a reparação das injustiças históricas sofridas pelo processo de escravidão e suas consequências nefastas dentro do nosso país.

 

A parceria do Estado com o poder público estadual reforça a estratégia de ampliação dessa presença nos territórios e a articulação das ações voltadas à garantia de direitos. Fortalece ainda a promoção e a concretude de políticas públicas de promoção da igualdade racial para redução das desigualdades, como a Casa da Igualdade Racial, equipamento público instituído pelo Decreto nº 12.514/2025, que estabelece a criação desses espaços como estruturas permanentes de enfrentamento ao racismo e fortalecimento dos direitos da população negra no país.

 

Estar mais uma vez na Bahia, especialmente no contexto do Colóquio, na casa legislativa do povo baiano, cria oportunidades para novos compromissos com a diáspora, as instituições e a formulação de políticas públicas que reflitam as necessidades do território a partir da reflexão coletiva.

 

A Bahia possui uma das maiores populações negra fora da África. Como o Ministério da Igualdade Racial pretende canalizar essa relevância histórica e demográfica em investimentos concretos e programas descentralizados para o estado?

Promover igualdade racial exige compromisso continuado do Estado, políticas públicas transversais e participação social.
Na Bahia, assim como nos demais estados brasileiros, vale destacar a consolidação da Política Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiros e de Matriz Africana, que traz medidas intersetoriais para garantir os direitos, além de promover cultura, memória e enfrentar o racismo sistêmico e religioso no país.

 

A política é estruturada nos eixos de direitos socioculturais e cidadania; enfrentamento ao racismo religioso; e fortalecimento territorial e inclusão produtiva.

 

Destaco ainda, aqui no estado, ações de promoção da cultura e ancestralidade afro-brasileira por meio do Programa Rotas Negras que, a considerar as especificidades de cada território, permite valorizar o desenvolvimento cultural, social e econômico, de espaços rurais e urbanos ligados às comunidades tradicionais negras, como quilombos e terreiros. Assim, se ressalta a contribuição dessas comunidades vinculadas ao afroturismo, desenvolvimento turístico do país e formação da sociedade brasileira.

 

Iniciativas como essas são pensadas de forma transversal e contam com valiosas parcerias locais para canalizar essa relevância histórica e implementar uma política nacional que tenha a marca de cada território.

 

A regularização fundiária é uma demanda histórica. Quais são os principais gargalos enfrentados hoje na titulação de terras quilombolas e quais metas o Ministério estabeleceu junto ao INCRA para acelerar esses processos?

A regularização fundiária é uma questão histórica e envolve diferentes processos, etapas e órgãos. Desde 2023, nós coordenamos, junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), um grupo de trabalho que faz o diagnóstico da situação fundiária quilombola. Nesse período, 74 territórios foram titulados, regularizando a situação de 8.317 famílias, o que representa cerca de 60% de todos os títulos quilombolas já emitidos.

 

Cada etapa desse processo tem responsabilidades específicas, desde a certificação pela Fundação Cultural Palmares até os procedimentos conduzidos pelo Incra, como o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) – um estudo que serve como base para a regularização e a entrega dos títulos de propriedade –, a portaria de reconhecimento, o decreto de desapropriação e a titulação. Atuamos na articulação entre esses órgãos e na formulação de políticas para que a regularização territorial venha acompanhada de acesso a direitos.

 

Além da entrega dos títulos de posse, de que forma o governo federal planeja garantir a segurança territorial e o acesso a serviços básicos (saúde, educação e infraestrutura) para as comunidades quilombolas já reconhecidas?

A titulação é fundamental, mas não encerra a atuação do poder público nos territórios quilombolas. Nós trabalhamos conjuntamente com outras pastas e a sociedade civil para ampliar o acesso das comunidades a direitos como saúde, educação e infraestrutura, considerando também aquelas que ainda estão no processo de regularização fundiária.

 

Na educação, cito a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), lançada em 2024, que prevê mais de R$ 57 milhões para a educação das relações étnico-raciais e alcança 16,6 mil escolas, dessas 685 quilombolas. Também coordenamos a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), que já conta com investimentos da ordem de 115 milhões em mais de 90 comunidades quilombolas, para orientar a gestão e o desenvolvimento dos territórios com participação ativa das próprias comunidades.

 

A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1 ganhou grande força no debate público. Como o Ministério avalia o impacto dessa jornada de trabalho especificamente sobre a população negra, que compõe a maioria da força de trabalho no setor de serviços e em empregos precarizados?

Quando falamos da escala 6x1, também precisamos falar de quem mais sente o peso dessa jornada. A população negra está muito presente nos trabalhos mais precarizados e, para as mulheres negras, o expediente não termina quando elas batem o ponto: ainda existe a responsabilidade pela casa e pelo cuidado com a família. Os dados mostram que mulheres pretas e pardas dedicam cerca de 22 horas por semana a essas tarefas.

 

É uma rotina que começa cedo e termina tarde, muitas vezes depois de horas no transporte público. São horas de descanso, de convivência com os filhos, de estudo e de cuidado com a própria saúde que vão sendo tiradas do dia a dia. Por isso, discutir o fim da 6x1 é também discutir igualdade racial e de gênero: tempo para viver não pode ser privilégio de quem tem condições de trabalhar menos.

 

Nós enfrentamos as desigualdades ao apoiar ativamente o fim da escala 6x1. Posicionamos a medida como uma pauta de justiça racial, uma vez que essa jornada afeta desproporcionalmente a população negra como um todo, limitando tempo de descanso, lazer e convivência social e familiar, ajudando a perpetuar as desigualdades.

 

A habilitação de trânsito é frequentemente um pré-requisito para o ingresso no mercado de trabalho formal. De que maneira a iniciativa da CNH do Brasil é trabalhada sob a perspectiva da equidade racial e da mobilidade social?

Sabemos que ter uma habilitação pode ser um fator decisivo para quem busca uma vaga de trabalho, especialmente em atividades que exigem deslocamento ou que têm a direção como requisito. Ao reduzir o custo e o processo para tirar a CNH enfrentam-se as desigualdades de acesso ao mesmo tempo em que se supera uma barreira – que atinge de maneira mais dura a população negra – de acesso ao mercado de trabalho.

 

Estima-se que o curso teórico gratuito e digital já permitiu uma economia global de cerca de R$ 2 bilhões para quem tirou a primeira CNH. A renovação do documento também passou a ser automática para motoristas que têm bom comportamento. A nossa perspectiva é que menos pessoas deixem de acessa

 

Os dados recentes mostram um crescimento perceptível no número de denúncias de racismo e injúria racial no país. A senhora interpreta esse aumento como um reflexo do crescimento da violência ou como fruto de uma maior conscientização e confiança da população nos canais de denúncia?

Racismo não é opinião. É crime. E os canais de denúncia são instrumentos fundamentais utilizados para dar visibilidade às violências e orientar na construção de políticas mais eficazes. Essas plataformas evidenciam os problemas sociais e dão mais eficácia para as medidas punitivas.

 

A Ouvidoria do Ministério da Igualdade Racial, por exemplo, é um dos canais de comunicação formal e direto com o cidadão, que atua como um espaço de escuta qualificada e contribui para o desenvolvimento de políticas públicas de igualdade racial. Serviço de utilidade pública, a atuação da Ouvidoria combate o racismo, garantindo acesso gratuito, proteção de dados e informações precisas para o exercício de seus direitos.

 

Não só a ouvidoria do Ministério, mas ouvidorias públicas atuam como canais diretos entre população e Estado, contribuindo para a democratização institucional. Neste contexto, no entanto, a Ouvidoria do Ministério da Igualdade Racial, por sua pertinência temática, assume um papel estratégico na escuta cidadã, na mediação de conflitos, na construção de confiança institucional e na efetivação de direitos da população negra. Temos trabalhado para ampliar a divulgação e o acesso a essa ferramenta de exercício da cidadania e acredito que o aumento de denúncias também passe por essa conscientização da importância de formalizar denúncias. A Ouvidoria é um instrumento de transparência, controle social e participação cidadã, fortalecendo a confiança entre o Ministério e a população, assegurando que cada voz seja uma ferramenta ativa para aprimorar os serviços públicos.

 

Historicamente, um dos maiores desafios no combate ao racismo é a impunidade. Como o Ministério da Igualdade Racial tem atuado em conjunto com o Poder Judiciário, o Ministério Público e os órgãos de segurança pública para assegurar que as denúncias resultem em processos e responsabilizações efetivas????????

Entendo que todo trabalho que é feito de maneira coletiva, integrada e transversal é mais forte. Para combater a impunidade, estamos à disposição das instituições competentes para tratar denúncias, sempre que acionados. Em muitos casos, nós mesmos oficiamos outros órgãos por termos recebido formalmente o caso em nossa ouvidoria – o que só reforça o que te disse sobre o papel da formalização da denúncia em espaços pensados para tal.

 

Temos denúncias que geraram protocolos ou ações, por exemplo, como é o caso do Acordo de Cooperação Técnica com a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec). Nessa parceria, a partir do recebimento de denúncias de racismo religioso em transportes por aplicativo, buscamos as empresas até chegarmos a um modelo que permite a disseminação de mensagens antirracistas. Nessa mesma temática estamos fazendo oficinas de combate ao racismo religioso em parceria com o Ministério Público do Trabalho a partir de denúncias recebidas nas Casas da Igualdade Racial.

 

Ainda assim, é essencial que não apenas as instituições tomem a frente dessa responsabilidade, mas que as pessoas demandem, busquem e cobrem para que de fato as políticas e ações públicas possam refletir o que é importante para a sociedade.

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Marqueteiro tira sobrenome "Bolsonaro" do material de campanha de Flávio e adota slogan "O Brasil vai vencer"

 


Por Edu Mota, de Brasília

Flávio Bolsonaro na convenção
Foto: Divulgação PL

Terceiro publicitário a assumir o marketing eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Duda Lima decidiu tirar o sobrenome das peças publicitárias que devem ser veiculadas a partir da próxima semana e definiu o slogan “O Brasil vai vencer” para a campanha a partir do próximo dia 16 de agosto. É o que informa o jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo. 

 

Duda Lima, que substituiu a dupla de marqueteiros Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari, criou uma nova identidade visual para o candidato do PL, que será apresentado apenas como “Flávio”, sem o sobrenome “Bolsonaro” aparecendo nos materiais de campanha. Segundo Jardim, a coordenação da campanha afirma que o nome “Bolsonaro” constará em outros materiais de propaganda ao longo do processo eleitoral.

 

O conceito da marca do candidato foi feito pelo novo marqueteiro de campanha a partir do formato da letra “V”, integrada ao nome “Flávio”, combinando as cores verde e amarela. A estratégia de ocultar o sobrenome “Bolsonaro” das peças publicitárias visa blindar Flávio do acentuado desgaste associado à marca da família, decorrente da má avaliação do governo de seu pai, Jair Bolsonaro, no período de 2019 a 2022. 

 

A medida busca ainda distanciar a imagem do candidato das intensas complicações judiciais do ex-presidente, marcadas por investigações e pela condenação a mais de 27 anos de prisão no Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

 

O pilar da estratégia publicitária desenhada por Duda Lima apoia-se em críticas diretas à gestão do presidente Lula, sustentando que a população supostamente sofreu perdas econômicas e de qualidade de vida. Duda Lima é um dos profissionais de marketing político mais próximos do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e nasceu na mesma cidade que ele, Mogi das Cruzes (SP). 

 

A relação entre os dois começou há mais de duas décadas, quando o publicitário trabalhou na campanha de um aliado de Valdemar em São Paulo. Desde então, tornou-se um dos nomes de confiança do dirigente e passou a atuar em campanhas da legenda.

 

Na eleição presidencial de 2022, Duda Lima foi responsável pelas propagandas de televisão e rádio de Jair Bolsonaro. À época, o publicitário defendia que a campanha explorasse programas sociais, como o Auxílio Brasil, e obras de infraestrutura, especialmente a transposição do Rio São Francisco, numa tentativa de ampliar o diálogo com eleitores além da base bolsonarista.

 

Também foi de Duda Lima uma das principais mudanças na identidade visual do PL após a filiação de Bolsonaro. Duda sugeriu abandonar o vermelho na logomarca do partido, substituindo-o por azul e branco, para aproximar a legenda das cores verde e amarela adotadas pelos apoiadores do ex-presidente.

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Avô é preso por estuprar neta de 12 anos em município do Sisal

 


Por Redação

Avô é preso por estuprar neta de 12 anos em município do Sisal
Foto: Divulgação / PC-BA

Um homem de 58 anos foi preso por agentes da Polícia Civil da Bahia (PC-BA) nesta segunda-feira (10) após estuprar a própria neta, de 12 anos, no final do ano passado. A ação ocorreu no município de Quijingue, situado na região do Sisal, e cumpria o mandado de prisão em aberto.

 

De acordo com o inquérito policial, o homem teria se apresentado à delegacia do município, acompanhado de um advogado, para se entregar. Após o cumprimento do mandado, expedido pela Vara Criminal de Euclides da Cunha, município do Semiárido Nordeste II, o suspeito realizou os procedimentos de praxe e permanece à disposição da Justiça.  

 

A ação foi realizada por meio da Delegacia Territorial de Quijingue, com apoio do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação e da 25ª Coordenadoria de Polícia do Interior de Euclides da Cunha. 

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Lula manifesta solidariedade à Colômbia após terremoto que deixou dezenas de mortos

 


Por Redação

Lula manifesta solidariedade à Colômbia após terremoto que deixou dezenas de mortos
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou solidariedade à Colômbia após o forte terremoto que atingiu o país nesta segunda-feira (10). Segundo as informações fornecidas, o tremor deixou ao menos 80 mortos. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que recebeu com preocupação a notícia e destacou que o Brasil está à disposição para prestar apoio às áreas afetadas.

 

“Recebi com preocupação a notícia do forte terremoto que atingiu hoje a Colômbia, com epicentro no departamento de Chocó. Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”, escreveu.

 

Segundo o Serviço Sismológico colombiano, o terremoto teve magnitude 7,4 e ocorreu a 96 quilômetros de profundidade. O diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos (UNGRD), Javier Pava, informou que o abalo foi sentido em nove regiões colombianas. O texto também aponta 18 mortes em Pereira e outras duas em Zarzal, no departamento de Valle del Cauca. 

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Levantamento aponta que o Bahia deixou escapar 35 pontos em jogos de domínio ofensivo desde 2024; confira

 


Por Bia Jesus

Levantamento aponta que o Bahia deixou escapar 35 pontos em jogos de domínio ofensivo desde 2024; confira
Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias

"Capricho", "frieza", "malícia", "efetividade" e capacidade para "matar" os jogos. As palavras utilizadas por Rogério Ceni mudaram ao longo das últimas três temporadas, mas a cobrança permaneceu direcionada ao mesmo ponto: a dificuldade do Bahia de transformar as chances criadas em gols.

 

Desde 2024, o Esquadrão deixou 35 pontos potenciais pelo caminho em 14 partidas do Campeonato Brasileiro nas quais terminou com mais posse de bola, mais finalizações e mais chutes no alvo que o adversário, segundo levantamento realizado pelo Bahia Notícias com base nos números disponibilizados pelo SofaScore.

 

Foram sete empates e sete derrotas. Em 2024, cinco partidas representaram 13 pontos potenciais. Em 2025, foram seis jogos e outros 15. Já em 2026, até a 22ª rodada, três confrontos somam sete pontos.

 

Na produção do presente levantamento, adotou-se um critério restritivo. Não bastava o Bahia ter finalizado mais. Para entrar na relação, o Tricolor precisava ter sido superior simultaneamente em posse de bola, finalizações e chutes na direção do gol e, mesmo assim, ter empatado ou perdido. Partidas com igualdade em pelo menos um desses três indicadores ficaram fora da conta.

 

Foi evitado, também, atribuir qualquer tropeço exclusivamente à falta de eficiência do Bahia, já que os adversários também tiveram mérito ao defender, aproveitar melhor suas oportunidades ou sustentar o resultado.

 

PONTOS QUE FARIAM A DIFERENÇA
O impacto fica mais evidente quando os pontos são projetados nas respectivas tabelas.

 

Em 2024, o Bahia terminou o Brasileirão na 8ª colocação, com 53 pontos. Caso tivesse transformado em vitórias apenas os cinco jogos enquadrados no levantamento, acrescentaria 13 pontos e chegaria aos 66, pontuação suficiente para terminar em 5º lugar.

 

Em 2025, a diferença seria ainda maior. O Esquadrão encerrou a Série A em 7º, com 60 pontos. Os 15 pontos potenciais elevariam a campanha para 75 pontos e um hipotético 3º lugar, atrás apenas de Flamengo e Palmeiras.

 

Na atual temporada, o Bahia tem 33 pontos após 22 rodadas. Somados os sete pontos do levantamento, chegaria aos 40 e ocuparia hipoteticamente a 4ª colocação, dentro do G-4.

 

Na prática:

  • 2024: 53 → 66 pontos | 8º → 5º
  • 2025: 60 → 75 pontos | 7º → 3º
  • 2026: 33 → 40 pontos | 6º → 4º

 

O exercício é hipotético e não significa que os 35 pontos obrigatoriamente pertenciam ao Bahia. Serve, entretanto, para dimensionar o impacto das partidas em que o time reuniu superioridade nos três indicadores ofensivos adotados no levantamento e não conseguiu transformá-la em triunfo.

 


Rogério Ceni à beira do campo em Bahia x Botafogo, pelo Brasileirão 2024. | Foto: Maurícia da Matta/Bahia Notícias.

 

2024: "FALTA MALÍCIA"
O primeiro ano completo de Ceni à frente do Bahia já apresentou sinais do problema. Cinco partidas do Brasileirão de 2024 se enquadram no levantamento: os empates contra Criciúma e Athletico-PR e as derrotas diante de Corinthians, São Paulo e Palmeiras.

 

Alguns números foram expressivos. Contra o Corinthians, na Fonte Nova, o Bahia teve 65% de posse, 17 finalizações contra sete e sete chutes no alvo contra dois, mas perdeu por 1 a 0. Diante do São Paulo, foram 24 finalizações contra nove e seis conclusões certas contra quatro. Ainda assim, derrota por 3 a 0.

 

Foi depois do revés por 2 a 1 para o Palmeiras, quando o Bahia teve 58% de posse, 17 a 11 nas finalizações e 6 a 2 nos chutes no alvo, que Ceni externou uma das cobranças mais fortes. "Não tivemos a calma e a perfeição na execução para fazer os gols", analisou, antes de acrescentar: "Falta malícia para definir o resultado do jogo".

 

A temporada terminaria com outro exemplo emblemático. Contra o Athletico-PR, o Bahia teve 74% de posse, 25 finalizações contra seis e oito chutes no alvo contra três, mas ficou no empate por 1 a 1. Foram 13 pontos potenciais nos cinco jogos.

 


Ceni no banco de reservas da Fonte Nova em Bahia x Corinthians, pelo Brasileirão 2025. | Foto: Maurícia da Matta/Bahia Notícias.

 

2025: "FINALIZAMOS, SEM EFETIVIDADE"
A temporada seguinte trouxe novos jogadores e mais investimento, mas a dificuldade voltou a aparecer. Seis partidas entraram no recorte: Fortaleza, Sport, Fluminense, Cruzeiro, Vitória e novamente Fortaleza. Foram três empates e três derrotas, equivalentes a 15 pontos potenciais.

 

O discurso de Ceni também ganhou uma palavra mais direta: efetividade. Em julho, ao analisar outra partida de grande volume ofensivo e poucos gols, dessa vez pela Sul-Americana, o treinador resumiu: "Finalizamos bastante, mas sem efetividade". Também cobrou maior precisão na hora de concluir as jogadas.

 

A questão apareceu novamente diante do Fluminense. O Bahia teve 60% de posse, 17 finalizações contra oito e seis chutes no alvo contra cinco, mas empatou por 3 a 3 depois de ter estado em vantagem. Ceni reclamou da falta de objetividade e afirmou que o time deixou de "matar a partida".

 

O caso mais expressivo daquela Série A veio na derrota por 3 a 2 para o Fortaleza, na Fonte Nova. O Bahia terminou com 71% de posse, 24 finalizações contra 11 e oito chutes no alvo contra cinco, mas saiu sem pontuar.

 

Assim, depois de "calma" e "malícia" em 2024, as cobranças passaram a envolver também "efetividade" e capacidade para "matar" os jogos.

 


Ceni dá instruções ao time do Bahia no confronto contra o Grêmio, pelo Brasileirão 2026. | Foto: Maurícia da Matta/Bahia Notícias.

 

2026: "GOL AINDA É UMA DIFICULDADE"
Em 2026, Ceni foi ainda mais direto. Após o empate por 1 a 1 no Ba-Vi, o Bahia havia terminado com 63% de posse, 13 finalizações contra seis e sete chutes no alvo contra dois. O Tricolor também desperdiçou um pênalti.

 

"Temos dificuldades para matar. O gol ainda é uma dificuldade para a gente", afirmou o treinador. Poucos dias depois, mesmo após uma vitória, Ceni voltou ao tema: "Criamos mais do que convertemos".

 

No Brasileirão, além do clássico, entram no levantamento a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras e o empate por 1 a 1 com o Grêmio. Contra os gaúchos, o Bahia teve 60% da posse, 17 finalizações contra apenas três e seis chutes no alvo contra um, mas conquistou somente um ponto.

 

São sete pontos potenciais em três partidas até a 22ª rodada. O empate sem gols contra o Vasco, no último domingo (9), por exemplo, fica fora. Apesar de não ter vencido na Fonte Nova, o Bahia não foi superior ao adversário simultaneamente nos três indicadores utilizados.

 

TRÊS ANOS E O MESMO 'ÚLTIMO LANCE'
As temporadas ajudam a construir uma linha do tempo. Em 2024, Ceni falou em calma, execução e "malícia para definir". Em 2025, cobrou "efetividade" e capacidade para "matar a partida". Em 2026, resumiu que "o gol ainda é uma dificuldade" e reconheceu que o Bahia continuava criando mais do que convertia.

 

Desde 2024, foram 14 partidas de Brasileirão em que o Bahia teve mais posse, finalizou mais e acertou mais vezes a meta adversária, mas não venceu. São 13 pontos potenciais em 2024, 15 em 2025 e sete em 2026, totalizando 35.

 

Os números não significam que o Bahia necessariamente merecia vencer todos os confrontos. Os adversários também construíram seus resultados. O recorte, porém, dá dimensão a uma cobrança que atravessa três temporadas do trabalho de Rogério Ceni: entre controlar o jogo e transformá-lo em vitória, o Bahia ainda encontra dificuldades no último lance.

 

JOGOS CONTABILIZADOS:

  • 2024 — 13 pontos: Criciúma 2x2 Bahia; Bahia 0x1 Corinthians; Bahia 0x3 São Paulo; Bahia 1x2 Palmeiras; Bahia 1x1 Athletico-PR.
  • 2025 — 15 pontos: Fortaleza 1x1 Bahia; Sport 0x0 Bahia; Bahia 3x3 Fluminense; Bahia 1x2 Cruzeiro; Vitória 2x1 Bahia; Bahia 2x3 Fortaleza.
  • 2026 — 7 pontos: Bahia 1x1 Vitória; Bahia 1x2 Palmeiras; Bahia 1x1 Grêmio.

 

*O levantamento considera exclusivamente partidas do Bahia pelo Campeonato Brasileiro. Declarações de Rogério Ceni em outras competições são utilizadas apenas para contextualizar a recorrência das cobranças do treinador e não entram no cálculo dos 35 pontos potenciais.

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