Nova York e Nova Jersey investigam Fifa por preços ‘impossivelmente altos’ de ingressos da Copa

 


Por Redação

Nova York e Nova Jersey investigam Fifa por preços ‘impossivelmente altos’ de ingressos da Copa
Foto: Divulgação

A política de ingressos da Copa do Mundo de 2026 entrou na mira das autoridades dos Estados Unidos. Os estados de Nova York e Nova Jersey anunciaram, nesta quarta-feira, a abertura de uma investigação para apurar se a Fifa explorou torcedores com preços considerados “impossivelmente altos” para partidas do Mundial. A informação foi divulgada pela AFP nesta quarta-feira (27).

 

Promotores dos dois estados informaram que irão analisar as práticas adotadas pela entidade na venda de ingressos para o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá a partir do próximo mês.

 

A investigação também vai apurar se torcedores foram induzidos ao erro durante o processo de compra, especialmente em relação à localização dos assentos adquiridos.

 

"Reportagens recentes indicam que os torcedores podem ter sido induzidos ao erro sobre a localização dos assentos que compraram e que as declarações públicas da Fifa, assim como o processo de venda de ingressos, podem ter contribuído para os aumentos exorbitantes de preços", afirmaram os procuradores-gerais em comunicado.

 

A discussão sobre os valores cobrados pela Fifa ganhou força nos últimos meses, especialmente por causa dos preços de jogos de maior apelo, incluindo partidas da fase final. A entidade é criticada por supostamente praticar valores acima do esperado para um evento global de grande alcance popular.

 

A Fifa, por outro lado, tem defendido sua política comercial. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que os preços refletem uma demanda “demencial” pelos ingressos da Copa.

 

Em dezembro, a entidade criou uma categoria de entradas a US$ 60, cerca de R$ 300, voltada a clubes oficiais de torcedores. No entanto, segundo a Football Supporters Europe (FSE), essa cota estava praticamente esgotada antes mesmo da abertura das vendas ao público geral.

 

A investigação ocorre em dois estados diretamente ligados ao torneio. Nova Jersey receberá jogos no MetLife Stadium, palco também da final da Copa do Mundo de 2026. Já Nova York integra a região metropolitana associada à sede da decisão.

 

A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas. O torneio começa em junho e terá jogos distribuídos entre cidades dos três países-sede.

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Convocados do Brasil chegam à Granja Comary e fazem primeiras atividades antes de amistoso contra o Panamá

 


Por Redação

Convocados do Brasil chegam à Granja Comary e fazem primeiras atividades antes de amistoso contra o Panamá
Fotos: Rafael Ribeiro / CBF

A Seleção Brasileira iniciou, nesta quarta-feira (27), a preparação para o amistoso contra o Panamá, último compromisso em solo nacional antes da viagem para os Estados Unidos. Os 26 jogadores convocados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo chegaram à Granja Comary, em Teresópolis, durante a manhã.

 

A chegada dos atletas fez parte de um planejamento logístico da CBF, que utilizou helicópteros fretados para o deslocamento até o centro de treinamento. Nome mais aguardado da convocação, Neymar desembarcou em seu helicóptero particular.

 

Além dos convocados para o Mundial, a comissão técnica também contará com dois jogadores para completar as atividades: o volante Felipe Souza, do Botafogo, e o zagueiro Bruno Ribeiro, do Vasco da Gama.

 

De acordo com informações divulgadas pela CBF, Carlo Ancelotti, o coordenador executivo Rodrigo Caetano e Cícero Granja também já estão na Granja Comary. O volante Casemiro foi o primeiro jogador a chegar ao Brasil e desembarcou ainda na última terça-feira (26).

 

Nesta quarta, os atletas passam por avaliações médicas e físicas antes da primeira atividade em campo, marcada para as 17h. O período em Teresópolis abre a reta final de preparação da Seleção antes da Copa do Mundo de 2026.

 

O Brasil enfrenta o Panamá neste domingo (31), às 18h30, no Maracanã. Depois da partida, a delegação viaja para os Estados Unidos, onde fará o último amistoso, contra o Egito, em Cleveland, antes da estreia no Mundial.

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Ronaldo treina normalmente, e Bahia inicia preparação para encarar o Botafogo

 


Por Bia Jesus

Ronaldo treina normalmente, e Bahia inicia preparação para encarar o Botafogo
Foto: Divulgação / EC Bahia

O elenco do Bahia se reapresentou na manhã desta quarta-feira (27), no CT Evaristo de Macedo, e iniciou a preparação para o confronto diante do Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro.

 

No campo 2, o técnico Rogério Ceni comandou um treinamento técnico em espaço reduzido, com o grupo dividido em dois times. A atividade foi marcada por exercícios de enfrentamento, com regras específicas de passes e finalizações.

 

Na segunda parte do trabalho, sem os titulares que iniciaram a partida contra o Coritiba, Ceni realizou um treino tático.

 

Entre as novidades, o goleiro Ronaldo treinou normalmente com o grupo. Já o atacante Ruan Pablo iniciou o período de transição.

 

O lateral-esquerdo Luciano Juba segue em tratamento, assim como o goleiro Léo Vieira, que deixou o jogo contra o Coritiba com dores no joelho direito.

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Tino Marcos "pede emprego" nas redes e é anunciado pelo Porta dos Fundos para cobertura da Copa

 


Por Redação

Tino Marcos "pede emprego" nas redes e é anunciado pelo Porta dos Fundos para cobertura da Copa
Foto: Instagram / @tinomarcos

Tino Marcos surpreendeu os seguidores na manhã desta quarta-feira (27) ao publicar um vídeo nas redes sociais dizendo que estava em busca de trabalho. A declaração, no entanto, fazia parte de uma ação bem-humorada em parceria com o Porta dos Fundos, que anunciou o jornalista como reforço para a cobertura da Copa do Mundo.

 

 

No primeiro vídeo, o ex-repórter da Globo apareceu em tom de desabafo e relembrou a saída da emissora, há pouco mais de cinco anos. Tino afirmou que aproveitou o período longe da rotina jornalística, mas disse que sentia necessidade de voltar a trabalhar.

 

"Eu pensei bastante até fazer esse vídeo, mas acho que chegou a hora. Eu preciso abrir um pouco o meu coração. Há pouco mais de cinco anos eu saí da Globo feliz da vida, foi muito legal a maneira como eu saí. Foi bom demais, aproveitei demais a família da Virginia, minha mulher, a gente viajou... maravilhoso! Mas o tempo passou. Já são mais de cinco anos e eu estou precisando trabalhar", disse Tino.

 

Na sequência, o jornalista brincou com a própria trajetória e citou o momento favorável por causa da proximidade da Copa do Mundo.

 

"Então, aproveitando esse vídeo aqui, para que eventualmente alguém possa se interessar por aquele velho repórter que cobriu oito Copas do Mundo e tal. Eu tenho falado com amigos, tenho tentado falar pelo menos. Mas até agora nada concreto aconteceu. Estou tentando, acho que é uma época muito favorável para mim porque eu cobri oito Copas e agora é hora de Copa do Mundo, então quem sabe alguém se interessa em me contratar. Não é fácil para mim falar tudo isso, mas faz parte. Enfim, é o momento que eu estou vivendo e que compartilho com você. Alguém aí tem alguma sugestão, alguma oportunidade? Estamos aí, valeu", completou.

 

Horas depois, o Porta dos Fundos revelou a brincadeira e anunciou Tino Marcos como novo integrante do canal para a cobertura do Mundial. No vídeo de divulgação, o jornalista aparece simulando pedidos de emprego a amigos e colegas, incluindo ligações para Galvão Bueno e Cléber Machado.

 

 

O programa se chamará "Aquele campeonato" e estreia no dia 10 de junho. A atração será exibida no YouTube do Porta dos Fundos às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre ao meio-dia.

 

Tino Marcos cobriu oito Copas do Mundo pela Globo e acompanhou a Seleção Brasileira por mais de três décadas. Desde que deixou o grupo, há cinco anos, não voltou a atuar de forma fixa como repórter em um veículo de comunicação, mas participou de trabalhos pontuais, como a cobertura da Olimpíada de Paris 2024 em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro.

 

Recentemente, o jornalista também foi um dos apresentadores do evento da CBF em que Carlo Ancelotti anunciou a lista final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo.

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Amazon decide romper contrato com Galvão Bueno e tira narrador das transmissões do Prime Video; entenda

 


Por Redação

Amazon decide romper contrato com Galvão Bueno e tira narrador das transmissões do Prime Video; entenda
Foto: Reprodução / Prime Video

A passagem de Galvão Bueno pelo Prime Video deve chegar ao fim antes do previsto. A Amazon notificou a equipe do narrador de que decidiu rescindir o contrato firmado com ele para as transmissões esportivas da plataforma. A informação foi veículada pelo colunista Gabriel Vaquer, da Folha de S.Paulo, na última terça-feira (26). 

 

O vínculo havia sido acertado no fim de 2024, anunciado no início de 2025 e tinha validade até dezembro de 2027. Com a decisão, Galvão deixará de comandar as transmissões de eventos esportivos da plataforma de streaming.

 

A notificação foi feita na última sexta-feira (22). Ambas as partes ainda não se manifestaram publicamente sobre o assunto até o fechamento desta matéria.

 

Nos bastidores, advogados das duas partes discutem os valores da multa rescisória, já que a iniciativa pela quebra do contrato partiu da empresa. Segundo a apuração, ainda existe a possibilidade, considerada remota, de o caso ser levado à Justiça.

 

Entre os argumentos apresentados para encerrar o vínculo, a Amazon teria citado insatisfação com críticas feitas por torcedores nas redes sociais às transmissões do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil no Prime Video.

 

A saída de Galvão também ocorre em meio a uma mudança no comando da área de esportes da Amazon na América Latina, que passou a responder de forma mais direta ao escritório global do Prime Video, na Inglaterra.

 

A decisão surpreendeu integrantes da equipe esportiva da própria Amazon. Isso porque as transmissões com Galvão Bueno estavam entre as de maior audiência da plataforma. Em 2025, um Flamengo x Vasco narrado por ele e exibido com exclusividade se tornou o jogo mais assistido da história do Prime Video.

 

Galvão havia sido contratado para ser a principal voz do futebol brasileiro no serviço de streaming. Além das transmissões, a plataforma também usou a popularidade do narrador como peça de atração para vender assinaturas com eventos esportivos ao vivo.

 

Mesmo com a saída do Prime Video, Galvão Bueno seguirá ativo nas transmissões esportivas. No próximo mês, ele viajará aos Estados Unidos para liderar a cobertura de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo pelo SBT e pela N Sports, canal do qual é sócio. Ao todo, o narrador fará dez partidas do Mundial em uma parceria entre as duas emissoras.

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Seleção Brasileira inicia semana de treinos com Ancelotti na Granja Comary; veja programação

 


Por Redação

Seleção Brasileira inicia semana de treinos com Ancelotti na Granja Comary; veja programação
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

A Seleção Brasileira inicia nesta quarta-feira (27) a preparação para o amistoso diante do Panamá, marcado para este domingo (31), às 18h30, no Maracanã. Será o primeiro período completo de treinamentos sob comando de Carlo Ancelotti visando a Copa do Mundo de 2026.

 

A comissão técnica da Seleção começou a chegar à Granja Comary ainda nesta terça-feira (26). O coordenador Rodrigo Caetano e o gerente Cícero Souza acompanham Ancelotti, que desembarca na manhã de quarta para dar início às atividades no centro de treinamento da CBF.

 

Os jogadores convocados também chegam nesta quarta-feira, quando passam por avaliações médicas e físicas antes do primeiro treino, programado para as 17h. A atividade será fechada para a imprensa. O volante Casemiro foi o único atleta a se apresentar antecipadamente, ainda nesta terça-feira (26).

 

Para agilizar a logística dos jogadores até Teresópolis, a CBF montou uma operação especial com helicópteros fretados. O objetivo é evitar atrasos provocados pelo trânsito e aumentar a segurança dos atletas durante o deslocamento.

 

Além dos 23 convocados, o goleiro Léo Nannetti, do Flamengo, participará dos treinamentos como quarto goleiro da delegação. Também foram chamados para completar as atividades o volante Felipe Souza, do Botafogo, e o zagueiro Bruno Ribeiro, do Vasco da Gama.

 

PROGRAMAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA
 

Quarta-feira (27)
Apresentação dos atletas
Avaliações médicas
17h – Treino

 

Quinta-feira (28)
Avaliações médicas
13h – Entrevista coletiva
15h30 – Treino

 

Sexta-feira (29)
9h – Entrevista coletiva
11h – Treino
Avaliações médicas

 

Sábado (30)
9h – Entrevista coletiva
10h30 – Treino
Viagem para o Rio de Janeiro

 

Domingo (31)
18h30 – Brasil x Panamá – Maracanã

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Ex-técnico do Flamengo, Filipe Luís é o favorito para assumir o Bayer Leverkusen

 


Por Folhapress

Ex-técnico do Flamengo, Filipe Luís é o favorito para assumir o Bayer Leverkusen
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

O Bayer Leverkusen colocou o nome do técnico Filipe Luís, ex-Flamengo, como favorito para assumir o comando do clube. As informações são da Sky Sports da Alemanha.
 

O QUE ACONTECEU
 

O brasileiro é o nome mais cotado para substituir o atual técnico Kasper Hjulmand, segundo a publicação. As negociações, inclusive, já começaram.
 

O Leverkusen também tem outras opções para o cargo. Porém, Filipe Luís é plano A da direção do clube alemão.
 

A intenção da direção é fechar com o treinador antes de oficializar a saída de Hjulmand. O treinador dinamarquês tem contrato até 2027 e chegou ao clube após a demissão de Erik ten Hag, em setembro do ano passado.
 

O técnico Filipe Luís foi demitido pelo Flamengo no início de março. Ele somou 101 jogos no seu primeiro trabalho como técnico profissional: 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas, cinco delas só em 2026. O aproveitamento total foi de 69,9%.
 

Filipe Luís tinha renovado o contrato até o fim de 2027 e se despediu do Flamengo com cinco títulos oficiais, sendo o atual campeão da Libertadores e do Brasileirão. O treinador assumiu o cargo na reta final de 2024, substituindo Tite, e logo foi campeão da Copa do Brasil. Depois, em 2025, vieram as conquistas do Carioca, Supercopa, Brasileirão e Libertadores.

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"Lei do ex" em jogo na Copa do Brasil: quatro jogadores do Vitória já defenderam o Athletico-PR; confira

 


Por Thiago Tolentino

"Lei do ex" em jogo na Copa do Brasil: quatro jogadores do Vitória já defenderam o Athletico-PR; confira
Fotos: Maurícia da Matta / Bahia Notícias | Victor Ferreira / EC Vitória

Após sorteio realizado pela CBF na manhã desta terça-feira (26), ficou definido que Vitória e Athletico Paranaense vão medir forças nas oitavas de final da Copa do Brasil. O confronto ganha um tempero extra para quem acredita em superstição: o elenco do Leão conta com quatro atletas que já vestiram a camisa do Furacão e estão aptos para aplicar a famosa "lei do ex". Entre os nomes estão Renato Kayzer, Baralhas, Cacá e Zé Vitor.

 

Principal referência ofensiva desse grupo ao lado do novato Renê, Kayzer soma 51 jogos, 19 gols e duas assistências pelo Vitória. Ele defendeu o Athletico entre 2020 e 2021, acumulando 82 partidas, 20 gols, além de faturar o título da Copa Sul-Americana de 2021.

 


Foto: Divulgação / Athletico-PR

 

O volante Gabriel Baralhas teve uma passagem rápida pelo Rubro-Negro Paranaense em 2018, quando o clube ainda utilizava a grafia "Atlético". Emprestado pelo Ituano logo após ser projetado ao futebol profissional, ele disputou apenas 12 jogos e concedeu uma assistência.

 


Foto: Fabio Wosniak/Site Oficial Atlético-PR

 

Revelado pelo Cruzeiro, o zagueiro Cacá teve boa passagem pelo Furacão em 2023, quando retornou do Tokushima Vortis, do Japão. Foram 20 partidas e dois gols pelo clube paranaense antes de seguir carreira para o Corinthians por três temporadas e, posteriormente, reforçar o sistema defensivo do Vitória.

 


Foto: José Tramontin / Athletico

 

O último da lista a passar pelo CT do Caju foi o defensor Zé Vitor. Ele integrou o elenco atleticano em 2024, emprestado pelo Maringá — clube que ainda detém os seus direitos econômicos —, e entrou em campo em nove oportunidades.

 


Foto: José Tramontin / athletico.com.br

 

O duelo de ida entre Vitória e Athletico acontecerá na Ligga Arena, em Curitiba, no dia 1º ou 2 de agosto. A grande decisão da vaga será no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador, nos dias 5 ou 6 do mesmo mês.

 

O Vitória chega embalado por uma classificação histórica na fase anterior, quando eliminou o Flamengo com um placar agregado de 3 a 2, sacramentado com um triunfo por 2 a 0 na capital baiana. Já o Athletico-PR carimbou o passaporte para as oitavas de forma dramática, despachando o Atlético Goianiense nos pênaltis por 4 a 1.

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Paulo Isidoro relembra bastidores no Bahia e medo de rebaixamento: "Iam dizer que entreguei"

 


Por Sara Santos

Paulo Isidoro relembra bastidores no Bahia e medo de rebaixamento: "Iam dizer que entreguei"
Foto: Igor Barreto/Bahia Notícias

Em entrevista ao podcast BN na Bola, na noite desta terça-feira (26), o ex-jogador Paulo Isidoro abriu o jogo sobre a sua passagem pelo Bahia em 2009. Criado na base do Vitória e muito identificado com o Rubro-Negro, o ex-atleta revelou os bastidores de sua chegada ao Esquadrão, principalmente sobre o peso psicológico para evitar um rebaixamento à Série C.

 

Próximo do fim da carreira e após sofrer uma grave lesão no joelho, Isidoro tentou retornar ao Vitória para fazer sua recuperação, mas as portas não se abriram. Foi quando surgiu a oportunidade de usar a estrutura no rival.

 

"Nunca desrespeitei o Bahia e eles me abriram as portas para fazer a recuperação. Fiquei lá alguns meses. Só que o time passava por uma crise enorme na Série B", relembrou Isidoro.

 

Aos 36 anos, o meia foi convidado pelo então técnico Paulo Comelli para participar de um treino coletivo. Segundo Isidório, mesmo sem ritmo, o jogador se destacou. A curiosidade é que, logo após o treino, Comelli foi demitido, dando lugar a Sérgio Guedes. Na apresentação do novo comandante, a diretoria sequer havia avisado que Isidoro estava ali. 

 

Ao saber do bom desempenho do veterano, Guedes foi direto: "Só quero saber se você quer jogar". "Eu disse que sim, claro. O contrato saiu na quarta, assinei na quinta e joguei no sábado", contou o ex-atleta, que fechou sua passagem pelo clube com 5 gols em 16 jogos.

 

FANTASMA DO REBAIXAMENTO
Após a chegada do técnico Paulo Bonamigo, Isidoro perdeu espaço temporariamente devido ao desgaste físico, mas recuperou a titularidade em um jogo decisivo contra a Ponte Preta, iniciando uma sequência de gols que ajudou a afastar o Bahia do Z-4.

 

De acordo com o ex-atleta, o maior temor de Paulo Isidoro era o tamanho da cobrança que sofreria na cidade caso o Tricolor caísse, justamente por sua forte ligação com o Vitória. A partir daquele momento, ele assumiu o papel de cobrar o elenco nos bastidores.

 

"A gente pegava no pé dos caras: 'Não vão para a noite. Se o time for para o rebaixamento, vocês vão embora e a gente vai ficar morando aqui'. Eu ia carregar esse peso para o resto da vida. Iam dizer que eu entreguei porque era do Vitória", desabafou.

 

Com a ajuda de atletas experientes como o volante Hernani, o grupo se conscientizou e o Bahia se livrou do descenso com uma rodada de antecedência.

 

Com a permanência garantida, o técnico Paulo Bonamigo garantiu a Isidoro que ele seria o primeiro a renovar o contrato para a temporada seguinte. No entanto, o futebol mudou os planos rapidamente. Bonamigo aceitou uma proposta do mundo árabe, e a diretoria do Bahia fechou com Renato Gaúcho para 2010. Sem espaço nos planos da nova comissão técnica, a renovação de Isidoro acabou não acontecendo, encerrando ali sua trajetória no Fazendão.

 

 

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BN na Copa: Entenda os contextos políticos dos países-sede durante a preparação para o Mundial de 2026

 


Por Carlos Matos / Sara Santos / Thiago Tolentino

BN na Copa: Entenda os contextos políticos dos países-sede durante a preparação para o Mundial de 2026
Fotos: Divulgação/Casa Branca | Governo do México | Governo do Canadá

A Copa do Mundo de 2026 será disputada com a bola rolando em três países, mas seu centro de gravidade político estará concentrado em um deles. Sede de 78 dos 104 jogos do torneio, os Estados Unidos chegam às vésperas do Mundial diante de uma combinação de fatores que extrapolam o campo: política migratória mais rígida, reforço da segurança interna, pressão de entidades de direitos humanos, tensão diplomática com o Irã e a necessidade logística de receber milhões de torcedores estrangeiros no maior evento da história da Fifa.

 

Diante desse cenário, o Bahia Notícias preparou uma matéria especial dentro do quadro BN na Copa, com um levantamento sobre a conjuntura política dos países-sede e os possíveis impactos diretos na organização do Mundial. A proposta é mostrar como Estados Unidos, Canadá e México chegam ao torneio a partir de temas como imigração, segurança, circulação de torcedores, logística internacional e relações diplomáticas.

 

ESTADOS UNIDOS

Os Estados Unidos terão de administrar uma Copa atravessada por decisões governamentais e por uma ampla operação federal. Em março de 2025, a Casa Branca criou uma força-tarefa específica para coordenar as ações relacionadas ao Mundial de 2026. A estrutura reúne órgãos ligados à segurança, transporte, turismo e imigração, e foi desenhada para centralizar a atuação do governo federal junto às cidades-sede. O próprio governo norte-americano aponta que a força-tarefa ficará administrativamente vinculada ao Departamento de Segurança Interna.

 

Entre as medidas associadas à preparação do torneio estão o reforço da segurança em eventos de grande porte, apoio às cidades-sede e investimentos em tecnologia para proteção de estruturas estratégicas. O orçamento federal de 2027 também cita recursos voltados ao fortalecimento da capacidade estadual e local para eventos especiais, incluindo a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

 

O ponto mais sensível de toda a operação está na entrada de torcedores estrangeiros no país. Para tentar reduzir "gargalos" no atendimento consular, foi criado o Fifa Pass, em parceria com o Departamento de Estado dos EUA. O sistema concede prioridade no agendamento de entrevistas de visto para torcedores que compraram ingressos diretamente pelos canais oficiais da Fifa e optaram pelo procedimento.

 

A medida busca dar maior previsibilidade ao fluxo de visitantes, mas não substitui a análise migratória tradicional. Na prática, o Fifa Pass não é um visto, não garante aprovação do pedido e também não assegura a entrada automática em território norte-americano. O torcedor segue obrigado a cumprir as exigências legais de viagem e imigração dos Estados Unidos.

 

Esse rigor ocorre em meio a um momento de endurecimento da política migratória dos EUA. Por conta disso, organizações de direitos humanos vêm pressionando a Fifa para garantir que o torneio mantenha compromissos de inclusão, segurança e liberdade de circulação. Os alertas envolvem riscos de restrições de visto, deportações, abordagens migratórias e impactos sobre torcedores, trabalhadores, comunidades imigrantes e profissionais da imprensa durante o Mundial.

 

CIDADES-SANTUÁRIO

A tensão política também se reflete no ambiente doméstico americano. Segundo informações da Reuters, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, alertou executivos do setor de viagens sobre a possibilidade de suspender o processamento alfandegário e migratório em aeroportos localizados em “cidades-santuário” — municípios que adotam políticas locais de proteção a imigrantes e não cooperam integralmente com determinadas diretrizes federais de imigração.

 

Ainda de acordo com as informações preliminares, a eventual medida foi associada ao período posterior à Copa do Mundo, mas o tema já entrou no debate público por envolver aeroportos de grande fluxo internacional. Entidades do setor de viagens e aviação manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre passageiros, cargas e turismo, enquanto integrantes do próprio governo indicaram cautela sobre a adoção de restrições que afetem o funcionamento de aeroportos.

 

CONFLITO ENTRE EUA/ISRAEL E IRÃ

Para além da organização interna, a Copa também está inserida em um contexto de instabilidade geopolítica. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã colocou a participação da seleção iraniana no centro de uma discussão diplomática e esportiva. O Irã está classificado para o Mundial e tem partidas previstas em território norte-americano, mas a tensão entre os países levou a questionamentos sobre vistos, segurança e circulação da delegação.


Embora a presença do Irã tenha sido tratada com incerteza nas últimas semanas, a Federação Iraniana confirmou a participação do país no torneio. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a federação apresentou condições relacionadas à emissão de vistos, segurança, tratamento da delegação, circulação de torcedores e atuação de profissionais de imprensa.


A situação segue acompanhada de perto pela Fifa. Em reunião recente com representantes da federação iraniana, a entidade afirmou ter mantido conversas positivas sobre questões operacionais. Ainda assim, a seleção do Irã iniciou preparação fora do país, em Antalya, na Turquia, em meio a pendências de visto. Parte da delegação também passou por procedimentos relacionados a solicitações de entrada no Canadá e nos Estados Unidos.


Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que Washington não se opõe à presença dos atletas iranianos na Copa. No entanto, o governo indicou que poderá aplicar restrições a integrantes de delegação ou comitiva que tenham ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica, organização classificada como terrorista pelos Estados Unidos e pelo Canadá.


O caso iraniano também envolve a tabela do torneio. O Irã chegou a solicitar a transferência de seus jogos para o México, mas a Fifa manteve o calendário original. A seleção iraniana tem jogos previstos nos Estados Unidos na fase de grupos e poderá precisar entrar no Canadá em caso de avanço na competição.

 

Com isso, os Estados Unidos chegam à Copa de 2026 como principal sede esportiva e também como epicentro político da operação. A promessa de um Mundial histórico, impulsionado pelo crescimento do futebol no mercado norte-americano e pelo retorno do país ao posto de sede após 32 anos, convive com alguns desafios.

 

Contudo, os Estados Unidos representam apenas uma parte dessa engrenagem. Para compreender o funcionamento completo do torneio, também é preciso olhar para os papéis de Canadá e México. Embora fiquem com uma fatia menor do calendário, com 13 jogos cada, os dois vizinhos serão decisivos nas operações de fronteira, na logística de deslocamento entre países e na recepção do fluxo de torcedores que circulará pela América do Norte durante a competição.

 

MÉXICO

Enquanto os EUA lidam com os holofotes e as pressões de segurança do principal país-sede, o vizinho México assume um papel ponderado na geopolítica da Copa do Mundo de 2026. Historicamente posicionado como uma ponte diplomática, o país latino chamou atenção para si ao se colocar como resposta para um dos maiores impasses esportivos e militares recentes que antecedem o torneio: a participação do Irã.

 

A escalada da tensão militar no Oriente Médio, transferiu o conflito diretamente para as pranchetas da Fifa (Federação Internacional de Futebol). O Irã, sorteado no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, tinha seus três jogos iniciais programados para Los Angeles e Seattle. Alegando falta de garantias de segurança em solo americano, reforçadas pelos movimentos do ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, que chegou a classificar a participação como impossível, a federação iraniana iniciou uma forte pressão para mudar seus jogos de sede.

 

Em meio ao impasse, o México se posicionou. A presidente Claudia Sheinbaum declarou publicamente que o país estava de portas abertas para acolher as demandas logísticas e de segurança da República Islâmica. 

 

O desfecho dessa costura de bastidores ganhou contornos oficiais neste sábado (23), quando o Irã confirmou a transferência de sua base de treinamentos. A delegação, que inicialmente ficaria em Tucson, no Arizona (EUA), cruzou a fronteira para se estabelecer em Tijuana, cidade mexicana colada no território americano. Embora o remanejamento dos locais das partidas ainda aguarde a chancela oficial da federação, a mudança da base para o México foi aprovada pela entidade máxima do futebol como um respiro humanitário e logístico diante das incertezas da guerra.

 

A CORRIDA CONTRA O TEMPO NA CAPITAL

Se na diplomacia o governo federal atua com folga, nos canteiros de obras das três cidades-sede (Monterrey, Guadalajara e Cidade do México) o cenário é de pura pressão. A menos de um mês para o início do torneio, a capital mexicana vive uma frenética corrida contra o tempo para entregar intervenções urbanas cruciais até o fim de maio, poucas semanas antes do jogo de abertura, no dia 11 de junho, entre México e África do Sul, no Estádio Azteca.

 

Um levantamento da agência Reuters aponta que as obras estruturais têm gerado forte controvérsia e dividido opiniões entre os moradores locais. Na Calzada de Tlalpan, uma das artérias viárias mais movimentadas da Cidade do México, equipes trabalham em turnos ininterruptos para erguer um corredor de dois quilômetros voltado para pedestres e ciclistas, gerando congestionamentos caóticos e protestos contra a poluição sonora noturna.

 

Parte da população critica as intervenções, acusando a gestão pública de priorizar a estética e o turismo em detrimento de melhorias estruturais urgentes para o dia a dia da comunidade, como a manutenção do antigo sistema de metrô de superfície. 

 

Por outro lado, as autoridades locais, representadas pelo diretor do metrô, Adrián Rubalcava, defendem que a vitrine da Copa do Mundo foi a oportunidade ideal para acelerar investimentos profundos em estações que precisavam de atenção urgente e que serão o verdadeiro legado de longo prazo para os mais de 1,2 bilhão de passageiros que utilizam o sistema anualmente.

 

“A OLA, SIM; O GRITO, NÃO”

Além da infraestrutura e do acolhimento, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) trava uma batalha cultural interna para garantir que o país passe uma imagem de modernidade. Historicamente punida pela Fifa devido aos recorrentes gritos de cunho homofóbico entoados por sua torcida nos tiros de meta adversários, a entidade máxima do futebol mexicano lançou uma campanha de conscientização de massa.

 

Com o nome “A ola, sim; o grito, não”, a ação é apadrinhada por lendas do futebol local, como Hugo Sánchez e o técnico Javier Aguirre, além de outros integrantes do elenco histórico da Copa de 1986. 

 

Segundo a entidade, a estratégia utiliza a nostalgia para combater o preconceito: a campanha incentiva o torcedor a abafar os gritos discriminatórios levantando a famosa "ola", o movimento de onda humana nas arquibancadas que o próprio México popularizou para o mundo no Mundial de 86. A ação será massificada nas redes sociais e nos últimos amistosos preparatórios da seleção.

 

ACERTOS FINAIS

Para os torcedores que seguirão  rumo às 13 partidas que o México irá sediar, o governo estabeleceu medidas para facilitar o fluxo. Desde fevereiro, os turistas brasileiros que viajam por via aérea podem emitir um visto eletrônico de forma simplificada na internet, acelerando a imigração para o evento.

 

O plano nacional para a Copa prevê ainda um forte esquema de segurança unificado entre as forças federais e a inteligência da Fifa para blindar os pólos turísticos contra os recentes episódios de violência interna que preocupavam o comitê organizador. 

 

Para garantir que a festa seja inclusiva, o governo mexicano confirmou a criação de Fan Fests e exibições públicas gratuitas com transmissões dos jogos em praças de todo o país, descentralizando o evento para quem não conseguiu ingressos. 

 

Carregando a representatividade latina desta edição, o México Busca se provar como o porto seguro e o coração pulsante da América do Norte em 2026.



CANADÁ

Se os Estados Unidos concentram a maior pressão política e operacional da Copa do Mundo de 2026, o Canadá chega ao torneio tentando consolidar uma imagem de estabilidade institucional, segurança pública e abertura internacional. Mesmo com apenas 13 partidas distribuídas entre Toronto e Vancouver, o país terá papel estratégico na logística do Mundial, especialmente pela circulação constante de delegações e torcedores entre as três sedes norte-americanas.

 

A preparação canadense ocorre em meio a debates sobre imigração, custo de vida, segurança urbana e relações diplomáticas. Em abril de 2025, o Partido Liberal manteve o comando do governo após a saída de Justin Trudeau, e Mark Carney assumiu o cargo de primeiro-ministro em um cenário de desaceleração econômica, pressão sobre políticas migratórias e necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura antes da Copa.

 

Apesar da mudança de liderança, o governo federal manteve o compromisso assumido com a Fifa de transformar o Mundial em uma vitrine internacional para o país. As autoridades canadenses tratam a competição como uma das maiores operações de segurança da história recente do Canadá, principalmente pelo aumento esperado no fluxo de visitantes estrangeiros e pela integração operacional com Estados Unidos e México.

 

CONTROLE DE FRONTEIRAS

Um dos principais desafios canadenses está na gestão das fronteiras. A realização conjunta do torneio obrigará o Canadá a atuar em coordenação direta com as agências migratórias e de segurança dos EUA, sobretudo em voos, conexões terrestres e deslocamentos de torcedores entre os três países durante a competição.

 

Nos últimos meses, o governo canadense ampliou investimentos em vigilância de fronteiras, inteligência e segurança cibernética. O foco está em evitar incidentes relacionados a terrorismo, crimes transnacionais, ataques digitais e ações extremistas durante grandes eventos internacionais.

 

Ao mesmo tempo, Ottawa tenta equilibrar a imagem de país receptivo com um discurso político mais cauteloso sobre imigração. O governo federal anunciou limites temporários para determinados programas migratórios e estudantis, alegando pressão sobre habitação, serviços públicos e custo de vida. O debate ganhou força dentro do Parlamento canadense às vésperas da Copa.

 

DIPLOMACIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS

O Canadá também aparece envolvido em temas diplomáticos que cercam o Mundial. Assim como os Estados Unidos, o país mantém a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em sua lista de organizações terroristas, fator que colocou as autoridades canadenses nas discussões relacionadas à eventual entrada de integrantes da delegação iraniana no território canadense durante a competição.

 

O tema ganhou relevância porque seleções classificadas poderão cruzar a fronteira canadense nas fases eliminatórias, aumentando a necessidade de coordenação diplomática e migratória entre os países-sede. 

 

Ao mesmo tempo, o Canadá busca utilizar o torneio como ferramenta de projeção internacional. O governo federal e as províncias envolvidas vêm destacando pautas ligadas à diversidade, inclusão e multiculturalismo como marcas da participação canadense na Copa. Vancouver e Toronto, as duas cidades-sede, já anunciaram programas culturais paralelos voltados para comunidades imigrantes e populações indígenas durante o período do Mundial.


 

INFRAESTRUTURA E PRESSÃO SOBRE AS CIDADES-SEDE

Apesar da imagem de estabilidade, o Canadá também enfrenta críticas internas relacionadas aos custos públicos da Copa. Em Toronto e Vancouver, parte da população questiona o aumento dos investimentos em estádios, segurança e mobilidade urbana em meio à crise habitacional que atinge diferentes regiões do país.

 

Autoridades locais defendem que os investimentos deixarão legado permanente em transporte, turismo e infraestrutura urbana, enquanto opositores apontam preocupação com gastos públicos elevados. Em Toronto, o foco das autoridades está na modernização do sistema de transporte e no reforço da capacidade hoteleira para receber turistas durante o torneio.

 

Dentro da estrutura da competição, o Canadá será peça importante para aliviar parte da pressão logística concentrada nos Estados Unidos. O país participa das negociações sobre integração tecnológica entre os três governos para compartilhamento de informações de segurança, controle de fronteiras e monitoramento de riscos durante o evento.

 

Assim, embora ocupe uma posição mais discreta em comparação aos Estados Unidos, o Canadá chega à Copa de 2026 tendo papel relevante na integração logística e migratória entre os três países-sede, sendo importante na engrenagem diplomática. Entre debates internos sobre imigração, pressão por infraestrutura e necessidade de coordenação internacional, o país tentará equilibrar a imagem de estabilidade global com os desafios de sediar um dos maiores eventos esportivos do planeta.

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Marcio Lopes, representante da base do EC Poções - Falando de Esportes - 27/05/2026