Após preocupação de Jair Ventura, Erick não relata dores em retorno para Salvador; saiba mais

 


Por Hugo Araújo

Após preocupação de Jair Ventura, Erick não relata dores em retorno para Salvador; saiba mais
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

Responsável por nove gols e 10 assistências do Vitória em 2026, o atacante Erick saiu lesionado na derrota rubro-negra para o RB Bragantino no último domingo (17), pela 17ª rodada da Série A. Após uma entrada forte de Juninho Capixaba, o camisa 33 foi substituído com dores aos 17 minutos do 2° tempo. 

 

Na entrevista coletiva após a partida, o técnico Jair Ventura demonstrou irritação pela falta não ter resultado em cartão vermelho para o jogador adversário e admitiu preocupação com a situação do camisa 33

 

 

Os atletas que atuaram diante do Bragantino receberam folga nesta segunda-feira (18), e Erick será reavaliado na reapresentação do elenco, marcada para terça (19), às 15h. A torcida é de que o atacante tenha condições de enfrentar o ABC, na quarta-feira (20), às 21h, no Barradão, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste.

 

Apesar do susto, o Bahia Notícias apurou junto à assessoria de imprensa do Vitória que Erick não voltou a reclamar de dores durante o embarque da delegação para Salvador, ainda no domingo.

 

Em 2026, o atacante é o principal destaque do Vitória e soma 19 participações em gols em 27 partidas, com atuações decisivas, incluindo golaços contra o Flamengo na classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil. Antes da atual passagem, Erick já havia defendido o Rubro-Negro entre 2018 e 2019.

 

Depois do duelo contra o ABC, o Leão volta a jogar pelo Brasileirão, quando encara o Internacional no sábado (23), às 17h, novamente no Barradão, pela 17ª rodada. Com a derrota em Bragança Paulista, o Vitória caiu para a 14ª colocação, com 19 pontos, apenas um acima do Corinthians, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. O Rubro-Negro ainda tem um jogo atrasado, contra o Botafogo, pela 4ª rodada.

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Argentina barra devedores de pensão em estádios; caso parecido já ocorreu com torcedor do Bahia, em Salvador

 


Por Redação

Argentina barra devedores de pensão em estádios; caso parecido já ocorreu com torcedor do Bahia, em Salvador
Foto: Divulgação

A relação entre futebol e cobrança de pensão alimentícia ganhou novo capítulo na Argentina. O governo do país anunciou na última semana que pessoas registradas como devedoras de pensão passarão a ser proibidas de entrar em estádios. A medida foi oficializada por meio de um acordo entre o Ministério da Segurança Nacional e a prefeitura de Buenos Aires, com ampliação do programa "Tribuna Segura", sistema usado no controle de acesso a eventos esportivos.

 

A decisão argentina transforma o estádio em mais um espaço de restrição para quem descumpre obrigações alimentícias. Segundo o governo, cerca de 13 mil pessoas devem ser incorporadas à base de dados do sistema. Além de Buenos Aires, também serão integrados registros de províncias como Mendoza, Tucumán, Salta, Neuquén e Río Negro.

 

O acordo foi assinado pela ministra da Segurança Nacional, Alejandra Monteoliva, pelo ministro da Segurança da cidade de Buenos Aires, Horacio Giménez, e pelo ministro da Justiça local, Gabino Tapia. A proposta prevê o compartilhamento de informações entre órgãos públicos para impedir o acesso de inadimplentes aos estádios.

 

Na prática, a proibição será aplicada a pessoas inscritas no registro oficial de devedores de pensão alimentícia da capital argentina, conforme a Lei nº 269 da cidade de Buenos Aires, além dos cadastros provinciais que forem integrados ao sistema.

 

O "Tribuna Segura" já era utilizado para impedir a entrada de torcedores envolvidos em episódios de violência, pessoas com antecedentes criminais e indivíduos procurados pela Justiça. Com a nova regra, o programa passa a alcançar também o descumprimento de obrigações familiares.

 

Em nota, o Ministério da Segurança afirmou que a iniciativa “introduz uma ferramenta concreta para incentivar o cumprimento de obrigações legais fundamentais” e reforça o compromisso do Estado argentino com a proteção de direitos considerados essenciais.

 

A medida adotada na Argentina tem relação com mecanismos já utilizados no Brasil em decisões judiciais específicas. Embora a prisão civil, de 30 a 90 dias, seja a medida mais conhecida em casos de não pagamento de pensão alimentícia, a Justiça também pode adotar medidas atípicas para forçar o cumprimento da obrigação.

 

Em Salvador, um torcedor do Bahia que já havia sido preso duas vezes por não pagar pensão ficou impedido de acompanhar jogos do clube até quitar a dívida. O caso foi relatado pela advogada civilista Nathasha Gonçalves Nunes Cadorna, especialista em Direito das Famílias, em entrevista ao JusPod, podcast jurídico do Bahia Notícias.

 

 

Segundo a advogada, o defensor da ex-companheira do torcedor entrou novamente com uma ação de cobrança após as prisões. Ciente da ligação do devedor com o Bahia, o juiz acolheu uma medida atípica e determinou que ele comparecesse à delegacia quatro horas antes das partidas do Tricolor, permanecendo no local até o fim dos jogos.

 

"Ele começou a pagar", contou Nathasha Cadorna.

 

A advogada explicou que medidas desse tipo podem ser utilizadas quando os meios tradicionais de cobrança não surtem efeito.

 

"Existem várias técnicas, pode apreender passaporte, bloquear cartão de crédito, inserir o nome da pessoa no Serasa, [apreender] carteira de motorista. O que você pensar e for de criatividade que atinja aquela pessoa pode fazer. São as medidas atípicas", explicou.

 

Segundo ela, essas alternativas não são a primeira etapa do processo. Antes, a parte que cobra a pensão precisa tentar receber pelos caminhos tradicionais. Somente diante da ineficácia dessas medidas é que podem ser solicitadas providências específicas, de acordo com o perfil do devedor.

 

“Aí na ineficiência das típicas, eu vou chamando as outras e aí o advogado que pense a melhor técnica a ser utilizada. O objetivo é a satisfação do crédito, não é prender”, pontuou a advogada.

 

No Brasil, a prisão civil por dívida de pensão alimentícia é a única prisão por dívida permitida. A medida, porém, tem caráter coercitivo, e não punitivo: o objetivo é pressionar o devedor a cumprir a obrigação alimentar.

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Bahia perde Erick e Rodrigo Nestor por suspensão para duelo contra o Coritiba; zagueiro retorna

 


Por Bia Jesus

Bahia perde Erick e Rodrigo Nestor por suspensão para duelo contra o Coritiba; zagueiro retorna
Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias

O Bahia terá dois desfalques importantes para o confronto frente ao Coritiba, na próxima segunda-feira (25), às 20h, no Couto Pereira, pela 17ª rodada do Brasileirão. Os meias Erick e Rodrigo Nestor foram punidos com o terceiro cartão amarelo no empate frente ao Grêmio e ficam de fora do confronto para cumprir suspensão.


Erick, que vinha sendo titular e é um dos artilheiros do Bahia na temporada com sete gols, deve dar lugar a Jean Lucas, que ficou no banco frente ao Grêmio devido a má fase que atravessa dentro de campo.


Já Rodrigo Nestor foi utilizado por Rogério Ceni nos últimos quatro jogos e havia expectativa de uma possível titularidade na vaga de Everton Ribeiro, que também atravessa uma fase abaixo em campo.

 

Por outro lado, o Bahia terá o retorno do zagueiro Ramos Mingo a lista de relacionados. O camisa 21 cumpriu suspensão frente ao Grêmio e retorna zerado para os próximos confrontos. Outro jogador que pode voltar aos relacionados é o volante Caio Alexandre, que durante a semana passada, iniciou a transição.

 

Precisando voltar a vencer após sete jogos, o Tricolor terá um confronto direto. Caso perca para o Coxa, o Tricolor pode descer mais posições na tabela de classificação.

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Técnico do ABC descarta medo contra o Vitória na semifinal da Copa do Nordeste: "Vamos mostrar postura"

 


Por Thiago Tolentino

Técnico do ABC descarta medo contra o Vitória na semifinal da Copa do Nordeste: "Vamos mostrar postura"
Foto: Reprodução / YouTube / ABC TV

O ABC chega ao Barradão sem intenção de mudar sua forma de jogar diante do Vitória. Às vésperas do duelo de ida das semifinais da Copa do Nordeste, marcado para esta quarta-feira (20), o técnico Waguinho Dias projetou o confronto e afirmou que a equipe potiguar não adotará uma postura de receio contra o Leão.

 

Durante entrevista coletiva, realizada no último domingo (17), após a vitória sobre o Sousa, o treinador foi questionado sobre como a sua equipe deve se comportar diante de um adversário da Série A. Na resposta, Waguinho destacou a sequência invicta do time e disse que alterar completamente a estratégia neste momento poderia passar uma mensagem negativa ao elenco.

 

"Gostaria que vocês torcedores se coloquem na posição dos atletas. Estamos com uma invencibilidade de dez jogos. Ai eu pego um jogo importante contra um clube da Série A mudo tudo. Eu acabo jogando eles para baixo, falo que eles não são nada e que nós estamos com medo. O ABC não está com medo de jogar contra o Vitória", argumentou.

 

O técnico também reconheceu a força do Vitória, citando o elenco rubro-negro e a recente classificação sobre o Flamengo na Copa do Brasil. Ainda assim, reforçou que o ABC pretende manter a postura apresentada nas últimas partidas.

 

"É lógico que o Vitória tem um elenco de Serie A, grandes craques. Tirou o Flamengo (da Copa do Brasil), que é um dos melhores clubes do Brasil. Mas o ABC vai jogar, o ABC vai para campo da maneira que vem. Tenho que dar moral para os meus atletas. O entendimento de contra quem vamos jogar, nos tempos. A maneira de pequenês ou rebaixar meus atletas não. Nós vamos mostrar a postura que o ABC está mostando", concluiu.

 

O ABC vive uma sequência de dez jogos sem perder. Além da campanha no Nordestão, a equipe disputa a Série D do Campeonato Brasileiro, onde lidera o Grupo A8 com 16 pontos e tem bem encaminhada a sua classificação para a próxima fase.

 

Na Copa do Nordeste, o time potiguar terminou a fase de grupos na liderança do Grupo D, com três vitórias, um empate e uma derrota em cinco partidas. Nas quartas de final, venceu a Juazeirense por 4 a 0.

 

O jogo de volta entre ABC e Vitória está  agendado para o dia 27 de maio, às 21h30. O palco da partida será o Estádio Frasqueirão. 

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Croácia divulga lista de convocados para a Copa do Mundo com algozes do Brasil em 2022; confira

 


Por Redação

Croácia divulga lista de convocados para a Copa do Mundo com algozes do Brasil em 2022; confira
Foto: Instagram / @hns_cff

A Croácia divulgou, na manhã desta segunda-feira (18), a lista dos 26 jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026. A relação foi anunciada pelo técnico Zlatko Dalic, que também apresentou sete suplentes para a disputa do Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá. Esses jogadores poderão ser acionados em caso de corte antes ou durante o período permitido pelas regras da competição.

 

Entre os convocados, dois nomes chamam atenção pela ligação direta com a eliminação da Seleção Brasileira na Copa de 2022. Luka Modric, atualmente no Milan, e o goleiro Dominik Livakovic voltam a defender a Croácia em um Mundial. Ambos estiveram em campo nas quartas de final no Catar, quando os croatas eliminaram o Brasil nos pênaltis.

 

Por outro lado, Bruno Petkovic ficou fora da lista. O atacante foi o autor do gol de empate da Croácia contra o Brasil na prorrogação daquele confronto, resultado que levou a decisão da vaga para as penalidades.

 

A Croácia está no Grupo L da Copa do Mundo de 2026. A estreia será contra a Inglaterra, no dia 17 de junho. A chave também conta com Gana e Panamá.

 

Confira a lista completa abaixo: 

 

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Morre o "Pequeno Príncipe" Geovani Silva, ídolo do Vasco da Gama, aos 62 anos

 


Por Redação

Morre o "Pequeno Príncipe" Geovani Silva, ídolo do Vasco da Gama, aos 62 anos
Foto: Divulgação / Redes Sociais

Morreu nesta segunda-feira (18), aos 62 anos, Geovani Silva, ídolo do Vasco da Gama e conhecido no futebol como "Pequeno Príncipe". Segundo informações do O Globo, o ex-jogador passou mal de forma repentina durante a madrugada, foi levado a um hospital em Vila Velha, no Espírito Santo, mas não resistiu.

 

A morte foi comunicada pela família por meio das redes sociais do próprio ex-atleta. Geovani deixa três filhos. O culto de despedida e o sepultamento estão previstos para esta terça-feira (19), em Vila Velha.

 

"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do nosso guerreiro Geovani Silva. Na madrugada de hoje, ele passou mal de forma repentina e foi socorrido imediatamente ao hospital mai? próximo. Apesar de todos os esforços da equipe médica e das tentativas de reanimação, infelizmente ele não resistiu. Estamos todos muito abalados e tristes com essa partida tão inesperada", escreveu a família de Geovani Silva.

 

Geovani vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos anos. No fim de 2025, ficou internado por 40 dias após sofrer paradas cardíacas em Vitória. O ex-jogador também havia passado por internações por problemas cardíacos em 2022, além de ter enfrentado um câncer na coluna vertebral e uma polineuropatia em 2006. Mesmo com limitações motoras, seguia presente em homenagens e eventos ligados ao futebol.

 

Revelado pela Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo, Geovani chegou ao Vasco em 1982 e se tornou um dos principais meias da história do clube. Vestindo a camisa cruzmaltina, disputou 408 partidas e marcou 49 gols, além de conquistar títulos estaduais e construir uma ligação marcante com a torcida vascaína.

 

Pelo Vasco, Geovani conquistou o Campeonato Carioca em 1982, 1987 e 1988, além da Taça Guanabara e outros títulos do período. Em São Januário, jogou ao lado de nomes como Roberto Dinamite e Romário e ganhou o apelido de “Pequeno Príncipe” pelo estilo técnico, a visão de jogo e a capacidade de organizar o meio-campo.

 

Na Seleção Brasileira, Geovani também teve trajetória de destaque. Em 1983, foi campeão mundial sub-20 e eleito o melhor jogador da competição. Cinco anos depois, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Em 1989, integrou o elenco campeão da Copa América, disputada no Brasil.

 

A carreira internacional incluiu passagens por Bologna, da Itália, Karlsruher, da Alemanha, e Tigres, do México. Depois, Geovani retornou ao futebol brasileiro e também atuou por clubes como Linhares, Serra, Rio Branco e Vilavelhense, encerrando a carreira no início dos anos 2000.

 

No futebol capixaba, manteve forte identificação. Além de ter sido revelado pela Desportiva, conquistou títulos estaduais por diferentes clubes, incluindo Linhares, Serra e a própria Desportiva, no retorno ao clube que o projetou.

 

Após deixar os gramados, Geovani também teve atuação na vida pública e em projetos ligados ao esporte no Espírito Santo. 

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Da Fonte Nova para o Mundo: Como Salvador Formou Bebeto, Dida e Daniel Alves — e Qual Legado a Bahia Carrega Para 2026

 


Por INFORME PUBLICITARIO

Da Fonte Nova para o Mundo: Como Salvador Formou Bebeto, Dida e Daniel Alves — e Qual Legado a Bahia Carrega Para 2026
Foto Divulgação

Tem um número que resume tudo, e ele quase nunca aparece reunido num lugar só: desde 1950, em vinte e duas edições de Copa do Mundo, treze jogadores nascidos na Bahia vestiram a camisa da Seleção Brasileira. A conta tem peso. Significa que, das vinte e duas Copas que o Brasil disputou, a Bahia esteve representada em quase todas — as ausências se concentram nas edições mais antigas, e dos cinco títulos mundiais, só o de 1970 não teve um filho da terra em campo. Não é folclore de torcedor. É uma linhagem — e, em tempos de futebol cada vez mais conectado a dados, odds e plataformas digitais, esse tipo de histórico também ajuda torcedores a analisar melhor mercados oferecidos por casas de apostas com saque no mesmo dia e sem taxas.

 

E é uma linhagem com hierarquia própria. Quatro nomes — Aldair, Bebeto, Dida e Daniel Alves — fizeram o que pouquíssimos brasileiros de qualquer estado fizeram: estiveram em três Copas do Mundo cada um. Quatro baianos, três Mundiais cada. Quando se olha de perto, a pergunta deixa de ser “por que a Bahia produz craque?” e passa a ser outra, mais interessante: o que, exatamente, estava montado por trás disso?

 

O primeiro a abrir a porta

Antes de tudo, é justo começar por quem chegou primeiro. O meia-atacante Maneca, soteropolitano que vestiu a camisa do Galícia antes de brilhar no Vasco do "Expresso da Vitória", foi o primeiro baiano a disputar uma Copa — a de 1950, aquela que terminou no silêncio do Maracanã. Maneca sofreu um estiramento e ficou de fora dos dois últimos jogos, justamente a final contra o Uruguai. Sua história pessoal teve um fim trágico, mas seu lugar é o de pioneiro: foi ele quem mostrou que dava para sair de Salvador e chegar ao maior palco do futebol.

 

Depois vieram os outros. Zózimo, nascido em Plataforma, no subúrbio ferroviário de Salvador, foi bicampeão mundial em 1958 e 1962 — reserva na Suécia, titular no Chile. Luís Pereira, de Juazeiro, foi o titular absoluto da zaga brasileira na Copa de 1974, elegante na saída de bola num tempo em que zagueiro não saía jogando. Toninho, cria do Galícia, esteve na Argentina em 1978. A lista atravessa as décadas: Júnior Baiano, de Feira de Santana, e Aldair, de Ilhéus, na França em 1998; a "chuva de baianos" do penta em 2002; Dante, soteropolitano, na Copa em casa de 2014.

 

Treze nomes — Maneca, Zózimo, Luís Pereira, Toninho, Aldair, Bebeto, Dida, Júnior Baiano, Vampeta, Júnior Nagata, Edílson, Daniel Alves e Dante. Cada um com uma rota diferente, mas quase todos passando por um número pequeno de portas de entrada. E é aí que a história fica concreta.

 

A porta tinha nome: Vitória, e um trabalho de base

Não dá para contar essa história sem o Barradão — e, mais do que o estádio, sem o que foi construído dentro do clube a partir do começo dos anos 1990.

 

O caso de Bebeto ilumina bem a transição. José Roberto Gama de Oliveira, nascido em Salvador em 1964, formou-se no futsal da Associação Atlética da Bahia e nos "babas" do Colégio Central antes de chegar ao Vitória, aos 15 anos. Estreou como profissional em 1982. Mas a estrutura que o cercava ali ainda era, nas palavras do próprio Paulo Carneiro, "incipiente" — uma ou duas categorias, tocadas quase no sacrifício pelo técnico Antonivaldo Campos. Bebeto virou tetracampeão do mundo em 1994 saindo de uma base que ainda não era uma fábrica. Era talento bruto encontrando uma fresta.

 

A fresta virou porteira a partir de 1991. O Vitória havia caído para a segunda divisão e passava por aperto financeiro — e foi exatamente nesse momento que o trabalho de divisões de base, que teria em Newton Mota uma de suas figuras centrais, ganhou outro patamar. O resultado apareceu rápido e em série. Dida, que chegou à base rubro-negra em 1992 e foi titular na campanha do Vitória na Copa São Paulo de Júnior de 1993, virou campeão do mundo em 2002 e ainda disputou três Copas. Vampeta, de Nazaré das Farinhas, chegou aos 16 anos, despontou na mesma Copinha e também levantou a taça em 2002. A base do Leão passou a ser conhecida, sem exagero, como "Fábrica de Talentos" — e a lista de quem passou por ali nos anos seguintes inclui gente como Hulk e David Luiz, que não nasceram na Bahia mas se formaram no estado.

 

Vale a precisão aqui, porque ela importa: nem todo baiano da Seleção é cria do Vitória, e nem todo cria do Vitória nasceu na Bahia. Aldair, de Ilhéus, foi revelado na base do Flamengo. Edílson, soteropolitano, não se formou no Barradão. Mas o padrão geral é inconfundível — durante os anos 1990, o Vitória foi um dos pontos de partida mais produtivos do futebol brasileiro, e o Bahia, historicamente, cumpriu papel parecido como vitrine e trampolim.

 

Juazeiro, a cidade do interior que cabe duas vezes nessa história

Há um detalhe que merece destaque próprio, porque é singular. Entre as treze histórias, duas começam na mesma cidade do interior: Juazeiro. Luís Pereira nasceu lá em 1949. Daniel Alves nasceu lá em 1983. Nenhuma outra cidade do interior baiano colocou mais de um jogador em Copas do Mundo. Só Juazeiro.

 

São dois mundos separados por mais de três décadas. Luís Pereira foi criado em São Caetano do Sul, em São Paulo, trabalhou como torneiro mecânico e ensacador de farinha antes de se profissionalizar, e construiu a carreira inteira longe da Bahia, no Palmeiras da Segunda Academia e no Atlético de Madrid. Daniel Alves despontou ainda garoto no Juazeiro Social Clube, foi comprado pela base do Bahia e, de Salvador, partiu para o Sevilla e depois para o Barcelona. Caminhos completamente diferentes — mas a mesma certidão de nascimento. Para uma cidade do sertão baiano, é um feito que merece estar escrito.

 

O fio que não se rompe: sair da Bahia sem deixar de ser baiano

Há uma coisa em comum entre quase todos esses nomes, e ela é menos sobre futebol e mais sobre identidade. Praticamente todos saíram cedo. Bebeto foi vendido ao Flamengo logo depois do Mundial Júnior de 1983. Dida seguiu para o Cruzeiro, o Corinthians e o Milan. Daniel Alves saiu adolescente rumo à Espanha. Aldair fez carreira na Roma. Dante construiu nome no Bayern de Munique.

 

Nenhum deles fez carreira na Bahia. E, ainda assim, nenhum deles deixou de ser identificado como baiano no momento em que pisou no gramado pela Seleção. É um traço curioso da relação do estado com seus jogadores: a Bahia exporta cedo, perde o atleta para clubes maiores muito antes do auge — e mesmo assim mantém o vínculo simbólico intacto. O jogador vira do Flamengo, do Milan, do Barcelona, mas continua sendo "o nosso" quando veste a amarelinha. A formação fica. A naturalidade não se transfere junto com o passe.

 

Esse é, talvez, o legado mais real que a Bahia carrega — mais do que os títulos individuais, é o padrão de pertencimento. Por isso esses nomes ainda são compartilhados, em época de Copa, por baianos espalhados por Salvador, São Paulo, Londres e Miami. Não é nostalgia. É um jeito de dizer de onde se vem.

 

E 2026? A pergunta que a Bahia faz há mais de uma década

Aqui a história encontra o presente, e ela exige honestidade.

 

O último jogador nascido na Bahia a integrar uma delegação de Copa do Mundo foi Dante, em 2014. São, portanto, mais de dez anos sem um baiano de nascimento numa Copa. E se o recorte for mais rigoroso ainda — o último baiano a fazer parte de um elenco campeão —, é preciso voltar a 2002, quando Dida, Vampeta, Júnior Nagata e Edílson levantaram a taça. Por esse ângulo, são mais de vinte anos. A linhagem que parecia ininterrupta, na verdade, vive sua maior estiagem desde que começou.

 

O que 2026 oferece é uma resposta de contornos mais complexos do que um simples sim ou não. A grande novidade vem do Esporte Clube Bahia, que voltou ao mapa da Seleção depois de muito tempo: em agosto de 2025, o meia Jean Lucas foi convocado e quebrou um jejum de mais de trinta anos sem um atleta do clube na equipe nacional — o último havia sido Luiz Henrique, em 1991. E, para a Copa, o nome em evidência é o do lateral-esquerdo Luciano Juba, destaque do Tricolor de Aço e presente na pré-lista de 55 nomes enviada por Carlo Ancelotti à Fifa. A convocação final está marcada para 18 de maio.

 

Mas é justo separar as duas coisas, porque elas se confundem com facilidade. Luciano Juba não é baiano de nascimento — nasceu em Serra Talhada, no sertão de Pernambuco, e se formou no Sport. O que ele representa, e não é pouco, é o Bahia clube de volta ao protagonismo nacional, projetando um jogador do futebol baiano para o maior palco do esporte. Se Juba for confirmado, a Bahia estará na Copa pela via do clube — pelo trabalho feito em Salvador, pela vitrine que o estado voltou a ser. Não será, no entanto, o fim da estiagem do baiano de nascimento, que segue de pé desde Dante.

 

São duas tradições distintas correndo lado a lado: a do jogador nascido na Bahia e a do jogador formado ou consagrado no futebol baiano. Durante décadas, elas andaram quase sempre juntas — o craque nascia no estado e saía pelas portas do Vitória ou do Bahia. Hoje, elas se separaram um pouco. E talvez seja essa a pergunta de fundo que a Bahia leva para 2026: o estado ainda é uma terra que forma para o mundo, ou virou sobretudo uma terra que recebe e projeta? Essa leitura também interessa a quem acompanha o futebol por dados, projeções e mercados emergentes, inclusive em operadoras de apostas recém-cadastradas na SPA em 2026.

 

A resposta definitiva não virá no dia 18 de maio. Virá nas próximas safras das divisões de base, na decisão de Vitória e Bahia de voltarem a investir como investiram nos anos 1990, no próximo garoto de Juazeiro, de Ilhéus, de Feira de Santana ou de um bairro qualquer de Salvador que apareça num “baba” e seja visto a tempo. A linhagem que vai de Maneca a Dante não acabou. Está esperando o próximo nome. E a Bahia, que já mandou treze dos seus para o mundo, sabe melhor do que ninguém reconhecer um craque quando ele aparece.

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Neymar chega à convocação para Copa com 45 jogos, 18 gols e 9 assistências

 


Por Bruno Lima | Folhapress

Neymar chega à convocação para Copa com 45 jogos, 18 gols e 9 assistências
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Depois de 45 jogos oficiais, 18 gols marcados e nove assistências distribuídas nesta segunda passagem pelo Santos, Neymar tem o seu sonho de disputar a quarta Copa do Mundo nas mãos de Carlo Ancelotti.
 

O treinador italiano revelará os 26 convocados da seleção brasileira para a disputa do torneio a partir das 17h (de Brasília) desta segunda-feira (18).
 

À espera do anúncio, o atacante torce para que seus números nesse retorno ao futebol brasileiro tenham sido suficientes para carimbar o seu passaporte.
 

O desejo de estar no grupo é tão grande que Neymar se emocionou e foi às lágrimas durante a execução do hino nacional, antes da derrota do Santos para o Coritiba, neste domingo (17), na Neo Química Arena.
 

Após o apito final, o craque deixou o estádio vestindo um casaco estilizado do Brasil.
 

NEYMAR CONTA COM APOIO DE PESO
 

Ídolo de uma geração, o atacante conta com o apoio de algumas lideranças que estarão no Mundial. Atletas como Marquinhos, Raphinha e Casemiro, por exemplo, já se manifestaram publicamente pedindo a convocação do camisa 10 santista.
 

Neymar ainda tem a seu favor a vontade de lendas e campeões do mundo, como Cafu, capitão do penta, Romário, referência técnica do tetra, além de diversos outros nomes históricos do futebol nacional.
 

A TAÇA QUE FALTA NA SUA CARREIRA
 

Maior artilheiro da história da seleção brasileira nas contas da Fifa, com 79 gols marcados, Neymar acumula 13 jogos em Copas do Mundo, com um retrospecto de oito gols e quatro assistências distribuídas.
 

Campeão das principais competições do planeta, como a Libertadores e a Champions League, além de títulos nacionais por Santos, Barcelona e PSG, o atacante, atualmente com 34 anos, entende que falta apenas a Copa do Mundo para coroar de vez a sua carreira.
 

E tentar buscá-la pela última vez está diretamente atrelado às escolhas que Ancelotti revelará nesta segunda-feira.

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Virada espetacular do JEC/Doce Mel no Waldomirão | Ancelotti convoca hoje a Seleção - FE - 18/05/26