Endrick é nomeado embaixador da UNICEF no Brasil

 


Por Redação

Endrick é nomeado embaixador da UNICEF no Brasil
Foto: Divulgação / Jonathan Guimaraes / UNICEF

A UNICEF anunciou nesta quarta-feira (22) a nomeação de Endrick, jogador da seleção brasileira, como seu novo embaixador no Brasil. Considerado um dos maiores talentos de sua geração, além de ser uma referência para milhões de crianças e adolescentes, o atleta passa a integrar o grupo de personalidades que usam sua voz e influência para promover e defender os direitos da infância e da adolescência. Além do jogador, Maísa, Renato Aragão, Daniela Mercury, Lázaro Ramos e Bruno Gagliasso também integram o grupo de personalidades que atuam como embaixadores da organização.

 

 

“Receber o convite do UNICEF foi mais do que uma honra. É uma responsabilidade muito grande. Eu sei que milhões de crianças sonham todos os dias com um futuro melhor, assim como eu também sonhei. Quero usar minha voz para mostrar que elas podem acreditar em si mesmas, lutar pelos seus objetivos e nunca desistir. Nenhuma criança pode ficar para trás. Estou muito feliz de fazer parte dessa missão”, afirma Endrick.

 

O UNICEF possui embaixadores ao redor do mundo desde 1954. Artistas, atletas e outras personalidades emprestam seu reconhecimento para promover e defender os direitos de meninos e meninas. Esses embaixadores são escolhidos pela credibilidade que possuem com o público e pela disposição para trabalhar pela infância e adolescência, porém, cumprindo sua agenda profissional. “O trabalho de embaixadoras e embaixadores do UNICEF é de vital importância para que a população se mobilize em defesa da infância e da adolescência. Endrick é um jovem exemplo, que inspira milhões de crianças e adolescentes, e tem um grande potencial para levar as mensagens sobre os direitos de meninas e meninos para todo o Brasil”, afirma Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do UNICEF no Brasil.

 

A nomeação de Endrick como embaixador do UNICEF marca o início de uma parceria voltada à promoção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes no Brasil. Como embaixador, ele apoiará iniciativas de conscientização e mobilização em temas relacionados à infância e adolescência.

 

Endrick começou sua trajetória no futebol nas categorias de base no Brasil até chegar ao futebol europeu, tornando-se um dos maiores talentos de sua geração antes mesmo de completar 20 anos de idade. O atleta foi contratado pelo Real Madrid em 2024 e acumulou atuações de destaque. A carreira do jogador é marcada por recordes precoces. No clube espanhol, tornou-se o jogador estrangeiro mais jovem a marcar na La Liga e o mais jovem da história do clube a balançar as redes na Liga dos Campeões. Além de ser o primeiro atleta do século XXI a marcar em suas estreias nas duas competições.

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Inter Miami, time de Messi, anuncia contratação de Casemiro até 2027

 


Por Redação

Inter Miami, time de Messi, anuncia contratação de Casemiro até 2027
Foto: Reprodução/Instagram (@intermiami)

O Inter Miami oficializou nesta quarta-feira (22) a contratação do volante Casemiro. O brasileiro assinou contrato válido até o fim da temporada de 2027, com possibilidade de extensão até junho de 2029, e será companheiro de equipe de Lionel Messi na equipe norte-americana.

 

Em entrevista ao site oficial do clube, o jogador destacou os motivos que o levaram a aceitar a proposta.

 

"O que mais me motiva, e acho que isso vale para todos os jogadores, é vencer e continuar crescendo. O projeto que o Clube me apresentou, junto com o esforço de todos para me trazer para cá, significa muito para mim", disse.

 

Aos 34 anos, Casemiro despertava interesse de equipes de diferentes mercados do futebol internacional. Clubes da Arábia Saudita e da Itália monitoravam a situação do atleta, incluindo Inter de Milão e Juventus.

 

Apesar das alternativas, o meio-campista optou por seguir carreira nos Estados Unidos após avaliar a mudança ao lado da família. A escolha pelo Inter Miami levou em consideração fatores esportivos e pessoais, além da perspectiva de atuar em uma competição com calendário menos desgastante em comparação ao futebol europeu.

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Jair Ventura reencontra Botafogo em duelo com clube onde iniciou carreira de treinador

 


Por Hugo Araújo

Jair Ventura reencontra Botafogo em duelo com clube onde iniciou carreira de treinador
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

Além do tabu de dez jogos do Vitória sem vencer o Botafogo e da busca do Leão pela primeira vitória fora de casa nesta Série A, o duelo desta quinta-feira (23), às 19h30, no Estádio Nilton Santos, carrega outro elemento particular: a ligação de Jair Ventura, atual treinador rubro-negro, com o clube da Estrela Solitária, onde trabalhou por mais de uma década em diferentes funções e viveu seu principal momento como técnico entre 2016 e 2017.

 

A última vitória do Vitória sobre o Botafogo, inclusive, aconteceu justamente quando Jair Ventura estava no comando da equipe carioca. Pela 26ª rodada da Série A de 2017, o Rubro-Negro venceu por 3 a 2, de virada, no Nilton Santos, em uma partida marcada por gols nos minutos finais.

 

Antes de assumir o time principal, Jair Ventura construiu uma trajetória dentro do Alvinegro. Filho do ídolo botafoguense Jairzinho, o Furacão da Copa de 1970, o treinador passou pelas categorias de base do clube como preparador físico e, posteriormente, chegou à comissão técnica profissional como auxiliar.

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Em agosto de 2016, após a saída de Ricardo Gomes, Jair Ventura assumiu o comando do Botafogo e iniciou sua primeira experiência como treinador principal. A equipe viveu um momento de recuperação no Campeonato Brasileiro e, sob seu comando, conseguiu uma arrancada que garantiu a classificação para a Copa Libertadores da temporada seguinte.

 

Em 2017, já consolidado no cargo, Jair conduziu o Botafogo às quartas de final da Libertadores, sendo eliminado pelo Grêmio, que posteriormente conquistaria o título. Na Série A daquele ano, o Botafogo terminou na 10ª colocação, encerrando a temporada com vaga garantida na Copa Sul-Americana de 2018.

 

Após deixar o clube carioca no fim de 2017, Jair Ventura acertou com o Santos em 2018 e seguiu carreira por equipes como Corinthians, Sport e Juventude, entre outros clubes, até chegar ao Vitória em setembro de 2025. No comando do Leão, o treinador completou 50 jogos na última quinta-feira (16), na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco.

 

Desde que assumiu a equipe rubro-negra, Jair soma 26 vitórias, oito empates e 16 derrotas, com 80 gols marcados e 63 sofridos, além de um aproveitamento de 57,3%.

 

O duelo desta quinta-feira (23) também representa um confronto direto na tabela de classificação da Série A. Vitória e Botafogo somam os mesmos 25 pontos, com o Rubro-Negro ocupando a 11ª colocação e o Alvinegro aparecendo na 9ª posição.

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Sem vencer o Botafogo há quase nove anos, Vitória tenta encerrar jejum de dez jogos

 


Por Hugo Araújo

Sem vencer o Botafogo há quase nove anos, Vitória tenta encerrar jejum de dez jogos
Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo

Com a missão de vencer a primeira fora de casa no Campeonato Brasileiro, o Vitória encara o Botafogo nesta quinta-feira (23), às 19h30, no Estádio Nilton Santos, em jogo atrasado da 4ª rodada. Além do desafio de reagir como visitante, o Rubro-Negro tenta quebrar um jejum de dez jogos, desde outubro de 2017, sem vencer os cariocas.

 

A última vitória rubro-negra sobre o Botafogo aconteceu justamente no Nilton Santos, pela 26ª rodada da Série A de 2017. David abriu o placar para o Leão, Brenner empatou e virou para o Botafogo, e André Lima e Danilinho marcaram os gols da virada por 3 a 2.

 

Comandado por Vagner Mancini, o Vitória atuou com Caíque; Patric, Wallace, Ramon e Geferson (Danilinho); Fillipe Soutto, Uillian Correia (André Lima) e Yago Felipe; Neilton, David (Cleiton Xavier) e Santiago Tréllez.

 

Já o Botafogo, que era treinado por Jair Ventura, atual técnico rubro-negro, jogou com Gatito Fernández; Luis Ricardo, Igor Rabello, Joel Carli (Marcelo) e Victor Luis (Gilson); Rodrigo Lindoso, João Paulo, Bruno Silva e Marcos Vinícius (Leonardo Valencia); Brenner e Rodrigo Pimpão. 

 

 

Últimos 10 jogos entre Vitória e Botafogo:

Botafogo 1x1 Vitória – Série A de 2018
Vitória 3x4 Botafogo – Série A de 2018
Botafogo 1x0 Vitória – Série B de 2021
Vitória 0x0 Botafogo – Série B de 2021
Botafogo 1x0 Vitória – 3ª fase da Copa do Brasil de 2024
Vitória 1x2 Botafogo – 3ª fase da Copa do Brasil de 2024
Vitória 0x1 Botafogo – Série A de 2024
Botafogo 1x1 Vitória – Série A de 2024
Botafogo 0x0 Vitória – Série A de 2025
Vitória 0x0 Botafogo – Série A de 2025

 

Desde a vitória em 2017, foram cinco empates e cinco derrotas para o Leão em confrontos por Série A, Série B e Copa do Brasil, com aproveitamento de 16,7%.

 

Apesar da sequência recente favorável ao Botafogo, o histórico geral do confronto segue equilibrado. Em 51 partidas, cada equipe soma 17 vitórias, além de 17 empates. Os dados são do site oGol.

 

Nesta Série A, o Vitória ocupa a 11ª colocação, com 25 pontos. Já o Botafogo aparece em 9º lugar, também com 25 pontos.

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Força no Barradão, desafio longe dele: Vitória busca reação como visitante diante do Botafogo

 


Por Hugo Araújo

Força no Barradão, desafio longe dele: Vitória busca reação como visitante diante do Botafogo
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

A tradicional força do Vitória dentro do Barradão é um dos pilares da campanha do Rubro-Negro no Campeonato Brasileiro. Se, por um lado, a equipe de Jair Ventura tem a quarta melhor campanha como mandante, apenas um ponto atrás dos líderes Athletico-PR, Palmeiras e Fluminense, por outro, o Leão é o segundo pior visitante e ainda não venceu fora de casa.

 

Nesta quinta-feira (23), às 19h30, diante do Botafogo, o Vitória terá mais uma chance de reagir longe dos seus domínios, em duelo atrasado da 4ª rodada da Série A, no Estádio Nilton Santos. A preocupante campanha fora de casa registra nove jogos, com três empates e seis derrotas, somando apenas três pontos.

 

O desempenho coloca o clube na 19ª posição no ranking de visitantes, à frente somente da lanterna Chapecoense, que conquistou dois pontos até aqui. Os empates do Vitória foram contra Fluminense, Chapecoense e Bahia.

 

Piores visitantes da Série A:

15° Mirassol - 4 pontos em 8 jogos
16° Santos - 4 pontos em 9 jogos
17° Vasco - 4 pontos em 9 jogos
18° Grêmio - 4 pontos em 10 jogos
19° Vitória - 3 pontos em 9 jogos
20° Chapecoense - 2 pontos em 9 jogos

 

Por outro lado, em casa, a equipe somou 22 dos 25 pontos na competição. Em nove jogos, foram sete vitórias, um empate, uma derrota e a quarta melhor campanha como mandante, atrás apenas de Athletico-PR, Palmeiras e Fluminense, que somam 23 pontos.

 

Melhores mandantes da Série A:

1° Athletico-PR - 23 pontos em 10 jogos
2° Palmeiras - 23 pontos em 9 jogos
3° Fluminense - 23 pontos em 10 jogos
4° Vitória - 22 pontos em 9 jogos
5° Flamengo - 17 pontos em 9 jogos

*Outras equipes com 17 pontos são São Paulo, Grêmio e Santos.

 

Depois da visita ao Botafogo, o Vitória ainda terá, pela Série A, compromissos como visitante contra Remo, Flamengo, Atlético-MG, Mirassol, São Paulo, Corinthians, Coritiba, Internacional e Vasco, encerrando sua campanha fora de casa justamente na última rodada da competição.

 

Após enfrentar o Botafogo, a delegação rubro-negra segue direto para Belém, onde encara o Remo, no Mangueirão, no domingo (26), às 18h30, pela 20ª rodada da Série A. Depois de dois compromissos consecutivos fora de casa, o Leão reencontra a torcida diante do Palmeiras, na quarta-feira (29), às 21h30, pela 21ª rodada.

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Alejo Veliz é registrado no BID e deve reforçar ataque do Bahia contra o Corinthians

 


Por Bia Jesus

Alejo Veliz é registrado no BID e deve reforçar ataque do Bahia contra o Corinthians
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

Primeiro reforço do Bahia nesta segunda janela, o atacante Alejo Véliz está apto para estrear pelo Bahia. O jogador teve o seu nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta quarta-feira (22).

 

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Foto: CBF.


Com isso, o jogador está liberado para compor o grupo em jogos oficiais. O Tricolor volta a campo no próximo domingo (26), frente ao Corinthians, às 16h, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.

 

O novo atleta do Tricolor de Aço tem 22 anos e assinou vínculo até dezembro de 2031, ano do centenário do clube. Ele chegou em definitivo junto ao Tottenham, da Inglaterra.

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Pandemia e custo de transmissão levaram Globo a recusar pacote completo da Copa

 quarta-feira, 22/07/2026 - 10h00

Por Naief Haddad | Folhapress

Pandemia e custo de transmissão levaram Globo a recusar pacote completo da Copa
Foto: Divulgação

A semifinal entre Espanha e França, que levou a seleção de Rodri para a decisão da Copa do Mundo, foi transmitida no Brasil apenas pela CazéTV. Também aconteceu assim com o jogo com desempenho surpreendente de Vozinha, carismático goleiro de Cabo Verde, diante dos espanhois ainda na primeira fase.
 

Algumas das partidas mais comentadas deste Mundial, que chegou ao fim neste domingo (19), e também algumas das histórias mais curiosas da competição foram transmitidas ao vivo apenas pelo canal da LiveMode. E só depois os concorrentes, como a TV Globo, repercutiram.
 

Pela primeira vez desde 1970, quando passou a exibir os jogos da Copa, a Globo não teve os direitos de todas as partidas do Mundial. Mostrou 55 jogos. O pacote completo, com 104 jogos, ficou com a Cazé. O SBT apresentou 32 disputas.
 

O desempenho da emissora carioca está longe de ser um fiasco. Até as semifinais, diz o departamento de comunicação da empresa em nota enviada à reportagem, foram "140,2 milhões de pessoas alcançadas pela Globo (TV Globo, SporTV e GeTV) na Copa do Mundo, sendo 34,3 milhões de pessoas impactadas exclusivamente pela Globo", considerando dados do Ibope.
 

São números eloquentes, assim como os obtidos pela Cazé. Essa Copa marcou uma mudança definitiva no consumo de mídia esportiva no Brasil, segundo Christian Mutzig, um dos sócios da LiveMode.
 

"Pela primeira vez, o digital foi o motor do crescimento de audiência -os jogos da seleção foram mais assistidos do que em 2022, e esse ganho veio inteiramente do público digital. Ao longo do torneio, a CazéTV reescreveu o ranking de maiores transmissões ao vivo da história do YouTube: são 29 das 30 maiores audiências do mundo, com o recorde de 23,9 milhões de dispositivos conectados ao mesmo tempo, e 118,7 milhões de contas únicas alcançadas na plataforma", afirma Mutzig.
 

Devido à presença mais constante ao longo de todo o Mundial, o canal fundado por Casimiro Miguel tende a dividir com a Globo o papel de protagonista no imaginário coletivo brasileiro ligado à Copa de 2026, uma situação impensável há uma ou duas décadas.
 

Relatos obtidos pela reportagem vindos do círculo próximo ao comando da Globo citam "susto" e "revés" para descrever a força demonstrada pela Cazé nas últimas semanas. Houve ainda uma sensação de frustração na área de jornalismo, que funciona separadamente do departamento de esporte.
 

Afinal, quando a Globo decidiu não comprar o pacote completo de jogos? E por que isso aconteceu?
 

É preciso voltar a 2020 para entender os primeiros sinais evidentes de distanciamento da emissora em relação à Fifa, dona dos direitos de transmissão. Naquele ano, o Grupo Globo acionou a Justiça para não pagar de maneira imediata o valor de US$ 90 milhões (quase R$ 600 milhões, no câmbio atual) previsto no contrato para o período entre 2015 e 2022.
 

O objetivo da emissora era renegociar os valores do contrato, que contemplava a Copa do Mundo de 2022, no Qatar, em razão da pandemia, que afetava os rendimentos da empresa.
 

O embate entre Globo e Fifa se estendeu por alguns meses até que os dois lados entraram em um acordo, e o caso foi arquivado em 2021. Neste ano, um novo revés: a emissora perdeu a exclusividade nos direitos de transmissão pela internet do torneio no Qatar, e a Fifa começou a negociar com a LiveMode.
 

Nesse processo de afastamento, 2022 é o momento-chave, segundo as fontes ouvidas pela Folha. Deu-se neste ano a confirmação de que a Globo não obteria os direitos digitais para o Mundial seguinte, justamente o que acabamos de acompanhar.
 

Também em 2022, a emissora tomou a decisão de não comprar a totalidade dos jogos do Mundial sediado nos EUA, no México e no Canadá.
 

E por que a emissora não comprou o pacote completo?
 

Existem pelo menos dois aspectos que devem ser levados em conta, ambos de fundo financeiro.
 

O primeiro é o efeito da pandemia de coronavírus sobre as finanças do Grupo Globo. "Como várias outras empresas, a Globo precisou fazer muitas demissões em consequência da pandemia. Se não fosse o sucesso de publicidade do Big Brother Brasil [de 2020], teria sido ainda pior", afirma o jornalista Ernesto Rodrigues, autor de trilogia sobre os 60 anos da TV Globo.
 

Havia àquela altura uma meta de cortar R$ 1 bilhão por ano, segundo Rodrigues.
 

O segundo ponto, não menos relevante, é a explosão dos custos de transmissão das grandes competições de futebol, especialmente da Copa do Mundo, muito em virtude do gigantismo alcançado pelo evento.
 

O acordo para exibir o Mundial sediado pela França, em 1998, custou US$ 19,4 milhões (em valores atuais), divididos por cinco canais brasileiros. Concluída a competição, a Globo acertou a exclusividade para apresentar os Mundiais de 2002 e 2006 por US$ 413 milhões (corrigidos). Daí em diante, esses custos continuaram crescendo.
 

A venda dos direitos de transmissão representa a maior fatia das receitas obtidas pela Fifa. Na Copa de 2022, alcançou US$ 3,4 bilhões, segundo o Sport Insider, veículo especializado em negócios do esporte; no Mundial deste ano, saltou para US$ 4,3 bilhões.
 

Contribui ainda para essa alta de valores o acirramento da concorrência, com a entrada em campo das gigantes digitais. É natural que o preço dos direitos de transmissão suba quando pesos pesados cobiçam esse mercado da mídia esportiva.
 

Vale lembrar que a Fifa deu o status de "plataforma preferencial" nesta Copa ao YouTube, que pertence ao Google. E o YouTube fez parceria no Brasil com a LiveMode, agência dona da Cazé.
 

Existe ainda um terceiro aspecto lembrado nos bastidores -nesse caso, porém, há divergências. Uma corrente ligada à cúpula da emissora diz que áreas tradicionalmente associadas à TV aberta, como esporte e dramaturgia, foram sacrificadas a partir de 2017 para que a empresa pudesse destinar mais investimentos ao serviço de streaming Globoplay.
 

Outra ala, porém, afirma que são ordens de grandeza muito diferentes. Para um integrante desse segundo grupo, todo o custo de conteúdo do Globoplay somado é menor do que a Globo paga pela série A do Campeonato Brasileiro, ou seja, não faz sentido comparar os dois setores.
 

'AMBIENTE DE FORTE CONCORRÊNCIA''
Segundo a nota da Comunicação da Globo, a emissora "revisita suas dinâmicas, processos e estratégias frequentemente e, durante a pandemia, quando foram renegociados alguns direitos incluindo os de transmissão da Copa do Mundo, o principal objetivo foi garantir o equilíbrio entre investimento e geração de valor".
 

Nesse contexto, continua, "para a edição 2026, a Globo priorizou a aquisição do pacote composto por todos os confrontos da seleção brasileira, a final e mais a metade das outras partidas do campeonato".
 

Ainda de acordo com a nota, "é preciso considerar que a Globo sempre conviveu em um ambiente de forte concorrência. Primeiro na TV aberta, depois na TV por assinatura e agora também no digital. Inclusive em Copas passadas, quando dividiu a exibição do campeonato com outros players. O grande desafio hoje é combinar duas realidades: a escalada dos custos de direitos e a receita que a exploração deles gera".
 

Para a Comunicação da Globo, "a discussão é bem mais ampla do que apenas ter o direito de exibir as partidas porque o investimento não termina na compra dos direitos. A Globo trabalha para entregar a melhor experiência para as pessoas, investindo em qualidade técnica, equipes e talentos, criatividade, tecnologia, inovação e distribuição".
 

De acordo com Mutzig, da LiveMode, "o torneio revelou uma mudança de comportamento que foi se consolidando jogo a jogo. Chegamos [Cazé TV] nesta Copa com 6,9 milhões de dispositivos -já o maior pico da história para um jogo de futebol no YouTube. Na estreia da seleção contra Marrocos, o pico quase dobrou e foi de 12,6 milhões. Três jogos depois, mais de 20 milhões de dispositivos estavam conectados simultaneamente".
 

QUEM DECIDIU?
De quem foi a decisão de não comprar o pacote completo dos jogos desta Copa? Também aqui há visões divergentes.
 

Para uma ala, o grande responsável foi Jorge Nóbrega, presidente-executivo do Grupo Globo de 2017 a 2022. "Ele começou a pegar pesado contra a TV aberta. É dessa época a decisão de não gastar muito dinheiro com esporte", diz Ernesto Rodrigues.
 

Em email à reportagem, Nóbrega diz apenas: "Tenho por princípio não falar de questões internas da Globo desde que saí de lá".
 

Outra corrente, porém, defende que uma iniciativa de tamanha relevância para a empresa envolveu debates e não poderia ser conduzida por um homem só. Foi, dizem esses interlocutores, uma decisão colegiada, com participação dos acionistas do Grupo Globo, além de Manuel Belmar, diretor de produtos digitais, finanças, jurídico e infraestrutura da Globo, e do próprio Nóbrega.
 

Seja como for, a TV Globo planeja recuperar os direitos de todos os jogos da Copa de 2030.
 

"Estamos de olho no novo ciclo e na Copa feminina, que acontece aqui no Brasil no próximo ano. Queremos mostrar que só nós entregamos uma Copa em massa para a Fifa", afirmou Renato Ribeiro, diretor de esportes da Globo, à coluna Outro Canal no início de junho.

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No Bar FC, diretor do Estrela de Março critica clubes por preferirem "contratação aleatória" ao invés da base

 


Por Sara Santos

No Bar FC, diretor do Estrela de Março critica clubes por preferirem "contratação aleatória" ao invés da base

Convidado do episódio #317 do BAR FC, exibido nesta terça-feira (21), Éder Ferrari, Diretor de Futebol do Estrela de Março, analisou os problemas na formação das categorias de base no futebol brasileiro, destacando a falta de espaço para jovens nos elencos profissionais e os impactos do uso excessivo de celulares e apostas no desenvolvimento dos atletas.

 

O Estrela de Março atua na captação, formação e desenvolvimento de jovens talentos, com foco em aprimorar as valências técnicas e táticas dos jogadores para inseri-los de forma estruturada no mercado nacional e internacional.

 

Durante entrevista concedida aos apresentadores Pedro Sento Sé e Thiago Tolentino, Ferrari afirmou que o déficit cognitivo e a falta de concentração dos jovens jogadores estão diretamente ligados ao tempo excessivo gasto em frente às telas, o que prejudica o raciocínio rápido e a tomada de decisão dentro de campo.

 

"Alguma das principais causas que eu enxergo hoje com relação ao cognitivo é porque os meninos, hoje, não trabalham nem o corpo, nem a mente. Você ficar no celular de manhã, de tarde e de noite jogando Free Fire, não trabalha seu cognitivo para o dia a dia, para a sua tomada de decisão no campo. [...] O principal, na minha opinião, é realmente a questão cognitiva que é tirada tudo por isso aqui, pelo celular. Porque os meninos passam o tempo todo no tigrinho, em rede social e, infelizmente, nas bets", afirmou.

 

O diretor também criticou o modelo de gestão de clubes como Bahia e Vitória, argumentando que as equipes frequentemente priorizam a contratação de atletas medianos para compor elenco em vez de dar oportunidades reais aos talentos formados em casa. Ele usou como contraponto positivo o trabalho realizado pelo Palmeiras, que concede autonomia à base e utiliza os jovens no time principal.

 

"Um dos grandes defeitos do futebol brasileiro é que a torcida, a imprensa, ela gosta mais de contratação do que do jogo. Então, pro gestor, é muito mais fácil você contratar um cara aleatório [...] que vai vir aqui pra completar e talvez jogue poucos minutos do que dar oportunidade pro menino da base. Existe um bloqueio na formação, que é a falta de espaço pra você jogar no profissional", explicou.

 

Na sequência, Ferrari destacou que a pressão por resultados imediatos nas categorias de base e a busca excessiva por jogadores com força física (biotipo) em detrimento da qualidade técnica acabam atrapalhando a evolução natural dos garotos, gerando atletas profissionais cheios de deficiências.

 

"O cara tá preocupado em ganhar o próximo jogo, não tá preocupado em formar. [...] Ou muda esse conceito de que tem que ganhar o próximo jogo de qualquer jeito, porque o trabalho não presta, ou então a gente vai continuar formando jogadores cheios de deficiência, com muito talento, mas que na hora do vamos ver, vão de alguma forma ou de outra falhar, porque faltou trabalho lá atrás", completou.

 

Assista o programa na íntegra abaixo:


BAHIA NOTÍCIAS E BAR FC
O portal Bahia Notícias e o canal esportivo BAR FC firmaram uma parceria para o compartilhamento de conteúdos durante as transmissões realizadas de segunda a sexta-feira, a partir das 11h38.

 

O BAR FC tem como proposta apresentar diariamente análises, debates, opiniões e resenhas sobre o futebol brasileiro, com atenção especial aos principais jogos da rodada, polêmicas, bastidores e outros assuntos que movimentam o mundo da bola.

 

O projeto também conta com entrevistas, correspondentes de outros estados e interação ao vivo com os internautas. O programa é apresentado por Cáscio Cardoso e Pedro Sento Sé, que passaram a contar com a participação do jornalista esportivo Thiago Tolentino, responsável por levar conteúdos exclusivos do Bahia Notícias para os debates.

 

O projeto é patrocinado por marcas como Nuv, Boteco do França, Buonna Pizza, Saideira Express, Prússia Bier, Berna Barbearia, Casa Esportiva e Casa de Apostas. 

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WALDEMIR VIDAL SANTOS DRT-BA 4.260 - ABCD-BA 544