Vantagem no placar, o cenário perfeito para o Brasil fazer valer sua ideia de jogo

Gol de Coutinho logo aos 11 minutos do primeiro tempo deu calma para o time se impor

São Paulo 23/06/2019 12h54 
Vantagem no placar, o cenário perfeito para o Brasil fazer valer sua ideia de jogo
foto Bob Paulino/BP Filmes 
Até os 11 minutos do primeiro tempo, o Brasil fazia seu pior início de jogo na Copa América. Não conseguia trabalhar a bola e sofria com os deslocamentos de Guerrero. O Peru é o adversário mais qualificado do grupo, e a dificuldade era mais que normal. Depois do gol de Casemiro, um novo time. Rápido, leve, “ousado” como pedem as sempre pesadas cornetas.
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Melhores momentos: Peru 0 x 5 Brasil pela 3ª rodada da fase de grupos da Copa América
Num esporte com diversos eventos, o gol é o mais importante deles - e tende a afetar todo o funcionamento do jogo e os comportamentos dos jogadores.
Fazer o gol primeiro significou ao Brasil condicionar o duelo ao controle da partida, escolhendo o que fazer e como fazer. Sem esse controle, a seleção - e o futebol brasileiro como um todo - tende a desmoronar. O efeito em campo é perceptível: os jogadores de frente tendem a “espetar” na área, criando um buraco no meio-campo. Zagueiros e volantes ficam com medo de avançar, e sobra a bola longa como único meio de criar jogadas.
O (Carlos) Queiroz falou no jogo Colômbia x Catar, no sentido de quando faz gol no início, adversário tem que propor situação diferente e abre espaços. Tem esse componente. Quanto é, não sei - Tite
É a mesma ideia de jogo e o mesmo esquema tático de sempre. A diferença está na execução. Um exemplo é essa jogada. Aqui Coutinho e Arthur flutuam e buscam ocupar um espaço vazio, criando linhas de passe para Casemiro. Você também pode ver Dani Alves e Filipe Luís mais fechados, perto do centro do campo. Era a mesma ideia contra a Venezuela, mas muitas vezes Coutinho preferia ficar mais acima para receber a bola e levar rápido para a área. O placar estava no zero. Hoje, sem esse peso, ele escolhe gastar mais tempo para flutuar e buscar a bola.
Brasil saindo para o jogo com mais proximidade — Foto: Leonardo Miranda
Brasil saindo para o jogo com mais proximidade — Foto: Leonardo Miranda 
A imagem também deixa claro como a entrada de Jesus e Éverton mudou o time. Os dois estão abertos, colados nos laterais adversários. Guardam o posicionamento quando a bola está lá atrás, sendo trabalhada. Isso provoca dois efeitos: o time ocupa mais espaços em campo, porque tem sempre dois jogadores na cola dos laterais adversários, e dá a chance deles receberem a bola já próximos ao gol, podendo levar para dentro e chutar. Adivinha como sai o gol de Éverton? Numa jogada na qual a bola é trabalhada com os laterais por dentro e termina no ponta.
Éverton e Jesus ficaram nas pontas — Foto: Leonardo Miranda
Éverton e Jesus ficaram nas pontas — Foto: Leonardo Miranda
O esquema é o mesmo. Não teve mais ousadia, não teve mais liberdade: teve um condicionante para a seleção fluir. O próximo estágio de evolução do time é fazer esses movimentos quando não há o gol logo no início para dar calma ao time. E Tite sabe disso. Todos sabem disso.
Falei no intervalo que temos que trabalhar com todas as variáveis, preparar para toda circunstância. Aí de fazer o primeiro ou fazer o segundo. Como fizemos no primeiro, aí tem que continuar no mesmo ritmo. É a nossa característica. Aí traz esse componente de alívio. Solta mais. Emocionalmente te dá mais confiança, sim - Tite
Essa ansiedade não é só no campo. Ela é fruto de um contexto muito maior, um jogo de extremos, um 8 ou 80 eterno que cria certos absurdos e prejudica o futebol como um todo no país.

Romantização excessiva do jogo atrapalha diagnóstico certeiro

O principal problema é a falta de um diagnóstico mais técnico. O Brasil romantiza demais o futebol. Sempre tenta criar emoções, buscar personagens, achar heróis e vilões. Crônicas, opiniões, narrativas…não falta um diagnóstico racional? Técnico, sem emoção, apenas elencando pontos bons e ruins sem juízo de valor? O problema dessa romantização é criar uma expectativa alta - que é mão da frustração.
A consequência é um jeito de entender o futebol que é muito nocivo. O torcedor não torce, não apoia, apenas cobra. E os padrões são altos. Quando a expectativa irreal não é atendida - ela nunca será cumprida porque não existe, cria-se um problema na cabeça do torcedor. Se o time não vai bem, basta trocar o técnico. Se o jogador não fez o gol, basta mudar a escalação. Vira uma roda de mudanças, uma ansiedade, uma urgência e gritaria. Parece até eleição.
Tite técnico Brasil Peru Copa América — Foto: Marcos Ribolli
Tite técnico Brasil Peru Copa América — Foto: Marcos Ribolli
Nesse preto e branco, há um cinza imenso que cada vez menos é ouvido. O Brasil não está pronto porque não existe time pronto. Simples assim. O time pronto é aquele que vai no jogo e vence, não aquele que o torcedor acha que é tão bom e vai vencer, e se não vencer, precisa mudar. Tite completa três anos na Seleção com apenas duas derrotas e iniciando um ciclo de formação de time que tem como objetivo ganhar a Copa do Mundo. A Copa América é só o início dessa história.
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Futebol Feminino: O que as mulheres tem a nos ensinar?

"NO FUTEBOL FEMININO, O JOGO É JOGADO, O BOM FUTEBOL PREVALECE"

Foto: Elsa/Getty Images 
Em tempos de Copa América, sediada em nosso país, grande parte dos olhares dos amantes desse esporte geram grandes expectativas sobre o torneio. No entanto, meu olhar, resolveu se debruçar, sobre outro evento, bem menos badalado, ainda que a mídia tenha se esforçado em atrair a atenção do grande público em geral. Tentando responder ao questionamento do texto, confesso que como expectador da prática de futebol feminino apresentado na Copa da França, país sede do evento máximo do futebol, tenho absorvido muito além do futebol praticado nas quatro linhas, a reflexão tem se apresentado de forma bastante ampla ao contexto do torneio.
Afirmo com muita convicção, que de fato, as mulheres tem muito a nos ensinar. Antes de mencionar as regras e práticas do jogo, gostaria de mencionar os valores naturais, a sutileza atrelada a beleza, não só física, mais plástica e miscigenada que enchem de cores aos olhos de quem assisti.
As meninas que praticam o futebol, parecem exercer uma imunização cognitiva contra uma “doença” infecciosa que permeia o futebol. A percepção que não pode passar despercebido nessa Copa da França pelas atletas do torneio, é o entendimento, a disciplina e o respeito mútuo de um ser humano pelo outro, digo isso, em todos os sentidos que a palavra oferece. O (Fair Play) jogo limpo que a FIFA tenta exaustivamente cobrar no futebol, é uma exceção com as meninas, além de praticar um futebol não violento, o tempo de jogo com a bola rolando é dentro da margem estipulada pela Instituição.
O que tenho apreciado é a disputa sem violência física e moral, sem preconceitos e encenações que visam ludibriar e prejudicar o espetáculo. No futebol feminino, o jogo é jogado, o bom futebol prevalece, as meninas parecem ser imunes as doenças que deixaram o futebol pragmático, ocioso e extremamente metódico.
Observo o respeito pelo árbitro, pelas decisões da tecnologia, o uso do tão polemico (VAR), fica nítido que o comportamento se diferem dos atletas masculinos nas tomadas de decisões.o algo especial. Efetivamente, esse ser, que são mulheres, filhas, mães, esposas, namoradas, arrimos de famílias, ainda carregam consigo, as resistências, tantas lutas e marcas que necessitam ser resignificadas o tempo todo, a desigualdade financeira, o machismo que insiste em afirmar que futebol não é coisa para mulheres, essa doença que persiste na sociedade contemporânea.
Ainda assim, com tudo isso, elas não perdem o brilho nos olhos de lutar e enfrentar os algozes com maestria e sutileza, de chamar nossa atenção que é possível enfrentar desafios, realizar sonhos, dar orgulho a uma nação, ainda que esta mesma nação, tenha muito o que aprender com essas mulheres guerreiras.
Não é só futebol, por isso que elas tem muito a nos ensinar!
Salve nossa meninas!

Elijã Pitangueira, 41 anos, leitor assíduo do Futebol Bahiano e torcedor do Esquadrão de Aço.

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No Brasil é tudo ou nada, danem-se os fatos e o bom senso


 A seleção não esteve tão ruim contra a Venezuela, nem virou um timaço contra o Peru
Após o empate do Brasil contra a Venezuela, por 0 a 0, houve uma enxurrada de críticas a Tite. Concordo com algumas, na escalação e na estratégia, embora haja uma supervalorização de muitos detalhes que têm pouca ou nenhuma importância. Em quase todas as posições, existe pouca diferença entre os convocados. Nas derrotas, o melhor é sempre quem está na reserva.
Tite, depois das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, de guru e supertécnico, passou, depois do Mundial, a ser teimoso, um pastor de vazias palavras. É assim no Brasil. É tudo ou nada. Danem-se os fatos e o bom senso.
No sábado (22), o Brasil, até os 20 minutos, não tinha feito nenhuma jogada coletiva ofensiva e já ganhava por 2 a 0, graças a um escanteio —o Brasil é forte pelo alto— e a um grave erro do goleiro. Isso definiu a história da partida. A seleção, com muita confiança, cresceu bastante, e a do Peru se abateu. Todos jogaram bem, especialmente Everton.
Homens de camiseta amarela e shorts azul comemoram em gramado
Thiago Silva, Daniel Alves e companheiros comemoram gol de Willian, o quinto da seleção contra o Peru - Henry Romero/Reuters
A mudança tática, com Everton e Gabriel Jesus jogando bem abertos, foi importante. Nos jogos anteriores, Richarlison entrava pelo meio, e Daniel Alves não avançava pela ponta. A marcação em quem estava com a bola é outra qualidade do time.
O Brasil não esteve tão ruim, como se disse, após o empate com a Venezuela, nem virou um timaço, por causa de um único jogo atípico. Não significa também que Tite achou o time. Muitas coisas ainda vão acontecer. Se o Brasil voltar a jogar mal na próxima partida, retornam as críticas e a depressão.
Repito, independentemente da atuação e do resultado contra o Peru, que o Brasil continua produzindo um enorme número de bons e ótimos jogadores, mas falt am, no meio-campo e no ataque, com exceção de Neymar, um ou dois atletas especiais, que estejam entre os melhores do mundo em suas posições.
Ainda bem que o Brasil tem um goleiro e uma zaga excepcionais e um lateral-direito veterano, com enorme talento.
A França é campeã do mundo porque tem Mbappé, Pogba, Griezmann e Varane, destaques mundiais. A Alemanha, a do 7 a 1, não tinha um Messi, um Cristiano Ronaldo e mesmo um Neymar, mas possuía Kroos, Neuer, Hummels e Schweinsteiger, que, na época, estavam entre os grandes de suas posições no mundo. A Bélgica, em 2018, tinha Hazard e De Bruyne juntos, dois craques.
Quem sabe, surja um outro grande craque até a Copa? Temos que melhorar muito, especialmente para enfrentar as melhores equipes europeias.

O FUTEBOL MUDOU

Neste domingo (23), contra o Qatar, a Argentina corre o risco de voltar para casa. Escuto, com frequência, que brasileiros torcem para Messi ser campeão pela Argentina. Contra o Paraguai, Messi estava, novamente, perdido, isolado, cumprindo sua pesada missão de dar um título à seleção.
É cada dia mais evidente que os grandes craques, do passado e do presente, são craques porque jogam em grandes times. Um depende do outro. Os craques não decidem nada sozinhos.
Além disso, as equipes atuais, especialmente as pequenas, evoluíram muito na marcação, com sete ou oito jogadores próximos à área, sem deixar espaços entre eles. Os times bobos ainda existem, mas são raros.

BRASIL X FRANÇA

Neste domingo, o Brasil vai enfrentar, pelo Mundial feminino, uma das equipes mais fortes da competição, além da Marselhesa, cantada, com emoção, por todos os franceses.
A França é favorita, mas o Brasil pode surpreender. Temos Marta.
Tostão
Cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina.
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*RELATOS DA TRAJETÓRIA*

Quando cheguei a cidade de Jequié para gerenciar o futebol da ADJ, me deparei com um cenário um tanto caótico, o clube literalmente tinha parado no tempo, e a princípio percebi que muita coisa teria de ser mudada.
O primeiro problema foi o amadorismo que era evidente e escancarado, e para se fazer futebol de verdade e se obter resultados muita coisa iria ter que ser ajustada, e esse foi meu primeiro objetivo: fazer de um clube que durante 20 anos penava por não ter um profissionalismo adequado ao tamanho de sua instituição, uma equipe forte.
A própria torcida estava machucada, desconfiada e muito sentida por tanto sofrer durante esse longo período na segunda divisão do Baiano, seria necessário também recuperar a alto estima dos torcedores que estavam carentes de atenção e sentiam saudades de ter orgulho do seu time de coração.
Começamos em 2017 nossa luta contra aquele amadorismo que teimava em não querer sair do clube, coisas como negar um prato de comida a atletas, não ter material adequado e de qualidade para os mesmos, não dar o suporte necessário aos jogadores quando acontecia as viagens, ou seja, tudo aquilo que impedia de se trabalhar 100% o profissionalismo no futebol.
Não preciso citar nomes, porque todo torcedor de verdade do ADJ sabe do que estou falando, mas mostramos que futebol feito com organização sempre traz resultados, e subimos a equipe para primeira divisão. Em 2018 estivemos depois de 20 anos disputando uma primeira Divisão de Campeonato Baiano, e mesmo com a cidade e os torcedores vivenciando esse feito histórico marcante, muitas pessoas queriam sempre colocar empecilhos e não ajudavam; pelo contrário, queriam atrapalhar e ver o fracasso do Jequié.
Mas todas essas pessoas que torciam contra tiveram que aplaudir de pé o trabalho sério que foi feito. Sei que dei o meu melhor e que conseguimos transformar um cenário de futebol amador em futebol competitivo e profissional.
Desejo aqui toda sorte a nossa querida ADJ; que continue galgando cada vez mais lugares altos, pois essa cidade e essa torcida merecem todo respeito e reconhecimento. Estarei sempre na torcida por esse clube que aprendi a amar e respeita

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Brasil perde para a França na prorrogação e dá adeus à Copa do Mundo Feminina


FOTO - LOIC VENANCE / AFP 
A Seleção Brasileira deu adeus ao sonho do inédito título mundial na Copa do Mundo de Futebol Feminino. Na noite deste domingo (23), as meninas do Brasil conseguiram carregar o jogo diante da anfitriã França para a prorrogação, após sair atrás no placar com gol de Gauvin e empatar com Thaísa. Porém, no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, a volante Henry marcou e decretou a vitória francesa por 2 a 1, avançando às quartas de final da competição e eliminando o Brasil que volta para casa.

A Seleção Brasileira comandada pelo técnico Vadão terminou a fase de grupos na terceira colocação do Grupo C, com 6 pontos (duas vitórias e uma derrota), mesma pontuação de Itália (1ª) e Austrália (2ª), porém, perdendo no saldo de gols. Já a França terminou na liderança do Grupo A, com 9 pontos, 100% de aproveitamento.
Marcas alcançadas: A atacante Cristiane, que se destacou com três gols na estreia, se tornou a segunda maior artilheira brasileira em Mundiais, ultrapassando a legendária Sissi. Outra que também fez história é a volante Formiga. Aos 41 anos, ela se tornou a única jogadora entre masculino e feminino a disputar sete Copas. Melhor jogadora de todos os tempos, Marta alcançou mais um recorde com o gol de pênalti marcado sobre a Itália na última rodada da primeira fase. A camisa 10 ultrapassou Miroslav Klose e se tornou a maior artilheira em Copa do Mundo com 17 gols.
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Capim, do Águia Clube | Eneas Brito, da Liga Desportiva de Jequié - Falando de Esportes - 29/04/26