
Dalic (D) | Foto: Michael Regan/ FIFA via Getty Images
Finalista da Copa do Mundo, Zlatko Dalic assumiu o comando da seleção da Croácia em outubro de 2017 na tentativa de conseguir levar o país à Copa do Mundo de 2018. Faltando apenas um jogo para o fim das eliminatórias, o treinador, de 51 anos, recebeu o convite do presidente da Federação de Futebol da Croácia, Davor Suker, e sem pensar duas vezes aceitou o desafio sem nem acertar contrato e substituiu o demitido Ante Cacic.
"Não houve negociação, não houve mensagens trocadas. Eu apenas aceitei. Porque era o sonho de uma vida. Eu não tinha dramas, não tinha dilemas, eu não queria nem assinar um contrato. E assim foi", afirmou.
Dalic é um ex-volante de carreira modesta no futebol croata. Para a sua estreia à frente da seleção, ele não pôde nem fazer a convocação para enfrentar a Ucrânia, em Kiev. O técnico conheceu os jogadores no aeroporto, 48 horas antes da partida. No entanto, a Croácia venceu por 2 a 0, com gols de Kramaric e foi disputar a repescagem. A equipe derrotou facilmente a Grécia, por 4 a 1 em Zagreb e 0 a 0 em Atenas. Classsificado para a Copa, Dalic sentou para conversar e definir o contrato. Especula-se que ele receba 550 mil euros por ano, sete vezes menos do que recebe Didier Deschamps, técnico da França, adversária da final do Mundial da Rússia.
A boa campanha nesta Copa de 2018 superou outra ótima campanha feita pela Croácia na edição de 1998, quando o time liderado por Davor Suker terminou na terceira colocação, após ser eliminada na semifinal para a França. Na época, Dalic acompanhou os três primeiros jogos da seleção ao vivo como torcedor. "Depois precisei voltar para meu país, ainda era um jogador na ativa e precisei voltar para a pré-temporada", lembrou o treinador.
Dalic atuava no Hadjuk Split e logo foi emprestado ao Varteks, onde encerrou a carreira de jogador para se tornar assistente do técnico Miroslav Blazevic. Inclusive, Blazvic foi o treinador da Croácia na Copa de 1998. Após trabalhar por cinco anos na Croácia e Albânia, Dalic passou boa parte da carreira de treinador no Oriente Médio. Ele comandou o Al-Faisaly e o Al-Hilal, da Arábia Saudita. Seu último time antes de assumir a seleção croata foi o Al-Ain, dos Emirados Árabes.
"Aprendi muito com Blazevic, foi um prazer e um privilégio ter sido seu assistente. Mas criei meu próprio estilo, com meus métodos. É bom aprender dos outros, ver o que os outros fazem. Mas o importante é não desistir diante do primeiro obstáculo", disse.
No domingo (15), a partir das 12h no horário de Brasília, Croácia decide a Copa do Mundo contra a França, no Estádio Luzhniki, em Moscou. "Quando você olha as condições e a infraestrutura que nós temos, nosso resultado é um milagre. Daqui a três meses vamos jogar contra a Espanha e Inglaterra pela Liga das Nações e não temos um estádio apropriado para jogar. Somos um milagre. Este talvez seja um dos grandes feitos esportivos da história da Croácia", finalizou.
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