Técnico da Dinamarca diz que VAR tira ‘charme do futebol’


Técnico da Dinamarca diz que VAR tira ‘charme do futebol’
Foto: Getty Images /Fifa
A Dinamarca empatou em 1 a 1 com a Austrália, nesta quinta-feira (21), em Samara, na Rússia, válido pela segunda rodada do Grupo C. Aos 35 minutos, do primeiro, quando a partida estava 1 a 0 para  os dinamarqueses, a bola bateu na mão de Yurary Poulsen. O árbitro checou por meio do vídeo para desvendar o lance e assinalou pênalti. Jedinak cobrou e deu números finais ao jogo. Para o treinador Age Hareide, da Dinamarca, se diz contra o uso da tecnologia. Ele considera que isso tira o “charme” do futebol. 

“Eu acredito que houve o pênalti, mas não tenho certeza sobre o VAR. Há pessoas em algum lugar da Rússia decidindo olhar essa situação porque parece um pênalti. Mas existem outras situações durante o jogo que você pode parar para ver, e eles não estão olhando isso. Quem está apitando o jogo, o juiz ou as pessoas sentadas vendo os lances? Foi contra a gente, provavelmente foi correto, mas, para mim, tira o charme do futebol ter um sistema tão preciso. Acho que temos que ter situações claras de como o juiz pode consultar o VAR”, afirmou.

O treinador ainda falou que o árbitro optou por não checar um lance que ele considerou duvidoso.

“Foi uma situação com o Cornelius, ele foi puxado em um chute, todo mundo viu. Ele foi puxado. Essa era uma situação que o juiz deveria ter lidado. Mas ele não quis, tudo bem, eu só perguntei isso para o árbitro”, concluiu.

Na próxima terça (26), a Dinamarca vai pegar a França, no estádio de Lujnik, em Moscou.

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França vence com gol de Mbappé, garante classificação e elimina o Peru

Quinta, 21 de Junho de 2018 - 14:05


por Estadão Conteúdo
França vence com gol de Mbappé, garante classificação e elimina o Peru
Foto: Laurence Griffiths/Getty Images)
A França se tornou a terceira seleção garantida com antecipação nas oitavas de final da Copa do Mundo ao derrotar o Peru nesta quinta-feira, em Ecaterimburgo. Com boa atuação no primeiro tempo, a seleção europeia confirmou o favoritismo e levou a melhor com um magro 1 a 0, gol de Mbappé. Pior para os peruanos, que estão eliminados.

O resultado garantiu os franceses entre os dois melhores do Grupo C da Copa. A seleção chegou aos seis pontos, dois à frente da Dinamarca, com quem brigará pela liderança da chave na última rodada, terça que vem, em Moscou. O Peru está na lanterna e tentará somar seu primeiro ponto no torneio em sua despedida, diante dos australianos, também na terça, em Sochi.

Se não foi brilhante, a França contou com ótima atuação de Griezmann e Mbappé na primeira etapa para garantir o triunfo. O atacante do Paris Saint-Germain se tornou o mais jovem francês da história a marcar um gol em Copas do Mundo, com 19 anos, ultrapassando Trezeguet, que tinha 20 quando balançou a rede em 1998.

No segundo tempo, os franceses trataram de se fechar na defesa em busca de um contra-ataque, que não saiu. Ao menos, não levaram pressão do Peru, que até tentou, mas não conseguiu criar. Titular pela primeira vez em uma Copa, Guerrero teve uma chance na etapa inicial, mas falhou. Para piorar, foi quem iniciou a jogada do gol de Mbappé ao perder a bola na defesa.

O início peruano, porém, foi animador. Como diante da Dinamarca, o time cumpriu a promessa de seu técnico e partiu para cima. Mas, rapidamente, os atacantes franceses encontraram espaço na defesa adversária para criar. Aos 10, Griezmann aproveitou sobra e ficou em ótimas condições, mas pegou mal e jogou para fora. Cinco minutos depois, Giroud fez bem o pivô e ajeitou para o atacante do Atlético de Madrid, que finalizou em cima de Gallese.

Griezmann e Mbappé encontravam muito espaço nas costas dos volantes peruanos, o que só mudou quando o time sul-americano conseguiu ficar com a posse de bola. E em sua primeira grande oportunidade, quase abriu o placar aos 30. Cueva avançou pela esquerda e tocou no meio para Guerrero, que se antecipou a Umtiti, dominou e bateu firme, mas em cima de Lloris.

Depois de quase dar a liderança ao Peru, Guerrero se tornou "vilão" três minutos mais tarde. Ele foi antecipado na intermediária defensiva por Pogba e gerou contra-ataque, que os franceses aproveitaram bem. Giroud foi acionado em velocidade e bateu travado por Rodríguez, mas a bola encobriu Gallese e ficou para Mbappé tocar para o gol vazio, aos 33 minutos.

O gol fez o Peru se lançar ao ataque, e aí a França teve ainda mais espaços para avançar. Só não marcou mais um porque a grande chance caiu nos pés errados. O lateral Hernández ficou com a bola livre na área, após grande jogada de Mbappé e Griezmann, e bateu em cima de Gallese.

Precisando reagir, Gareca voltou com mudanças no segundo tempo e colocou a seleção peruana para frente. Farfán entrou na vaga de Yotún e, logo na primeira participação, ajeitou para Aquino encher o pé de fora da área, na trave. Aos 16, foi Carillo quem teve liberdade para arriscar de longe e jogou por cima.

O Peru mantinha a posse, encurralava a França, mas não conseguia encontrar uma forma de entrar na área adversária. O desespero e o cansaço tomaram conta da seleção, que tentava em lançamentos longos e cruzamentos para a área. Na base da insistência, ainda fez uma pressão nos minutos finais, mas a zaga francesa se comportou bem e garantiu o triunfo.

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Tite não faz mistério e revela escalação contra a Costa Rica


Tite não faz mistério e revela escalação contra a Costa Rica
Foto: Lucas Figueiredo/ CBF
O Brasil encara a Costa Rica nesta sexta-feira (22), às 9h, no estádio de São Petersburgo, válido pela segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo.  E para o confronto, o técnico Tite não fez mistério e revelou a escalação para o confronto. A formação será a mesma que empatou em 1 a 1 com a Suíça: Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

"“Existe diferença [sobre mudar o time durante torneio curto e em clubes]. Tudo na seleção tem pressa maior na execução, porém antes da pressa tem coerência", afirmou. 

O comandante do time canarinho ainda destacou a importância da partida contra a Costa Rica.

"Jogos entram com caráter decisivo, em função do empate do primeiro jogo. Temos consciência disso. Para tornar o jogo defensivo como foi o anterior, e ofensivo com efetividade maior", declarou.

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Bahia x Ceará: Ingressos à venda para a 2ª partida da semifinal do Nordestão

Quinta, 21 de Junho de 2018 - 11:15


por Ulisses Gama
Bahia x Ceará: Ingressos à venda para a 2ª partida da semifinal do Nordestão
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia
O torcedor do Bahia já pode garantir a sua participação no segundo jogo da semifinal da Copa do Nordeste, contra o Ceará, na próxima terça-feira (26), às 21h45. O clube divulgou nesta quinta (21) que as entradas estão à disposição no site oficial da Arena Fonte Nova (clique aqui). Na internet, o associado que não faz parte da modalidade de acesso garantido pode comprar o bilhete com 50% de desconto. Nos próximos dias, os ingressos vão estar sendo vendidos nos Shopping Salvador e Salvador Norte, Shopping da Bahia e Shopping Estrada do Coco, além das bilheterias da própria Arena Fonte Nova.

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Austrália e Dinamarca empatam em 1 a 1; VAR volta a entrar em ação


Austrália e Dinamarca empatam em 1 a 1; VAR volta a entrar em ação 
Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images / Fifa
Austrália e Dinamarca empataram 1 a 1 nesta quinta-feira (21), válido pela segunda rodada do Grupo C, em Samara, na Rússia. O VAR voltou a entrar a ação com a marcação de um pênalti. Aos 35 minutos do primeiro tempo, quando a partida estava 1 a 0 para os dinamarqueses, a bola bateu na mão de Yurary Poulsen. O árbitro checou por meio do vídeo para desvendar o lance e assinalou pênalti. Jedinak cobrou e deu números finais ao jogo. Com o resultado, a Dinamarca chegou aos quatro pontos e lidera a chave, enquanto a Austrália agora tem um e aparece terceiro.  Na próxima terça (26), a equipe europeia vai pegar a França, no estádio de Lujniki, em Moscou e a Austrália encara o Peru em Sochi.

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Torcedores e jornalistas vão do oba-oba à depressão

Na Copa, aumenta o número de analistas famosos, que não acompanham futebol internacional

Gostei do nível técnico da primeira rodada. Nada excepcional. Notei a pouca pressão em quem está com a bola. As equipes preferem recuar e fechar os espaços, para contra-atacar. A Espanha foi o melhor time, e a Arábia Saudita, o pior. Espanha e Portugal fizeram o jogo mais agradável, e Croácia e Nigéria, o mais desagradável. Cristiano Ronaldo foi o cara, e Coutinho fez o gol, tecnicamente, mais brilhante. A Islândia mostrou o melhor sistema defensivo, e o México, o melhor contra-ataque. 
A Alemanha foi a maior decepção.
A dificuldade das grandes seleções diante de equipes inferiores não foi surpresa, pois, nos últimos anos, estas, em todo o mundo, aprenderam como se posicionar defensivamente. Achei excessivas as duras críticas à Argentina e ao Brasil, já que Islândia e Suíça marcaram muito bem. Messi e Neymar tiveram grandes dificuldades. Das principais seleções, a Bélgica foi a única que ganhou com facilidade, porém, contra o fraquíssimo Panamá.
Com exceção de Bélgica, Inglaterra e Costa Rica, que iniciaram as partidas com três zagueiros, todos os outros jogaram com dois. A Bélgica, com três defensores, foi a equipe mais ofensiva, pois coloca três em seu campo e sete no do adversário. De Bruyne, o craque do time, brilha de uma área à outra. É o tipo de armador que falta ao Brasil. Falo isso há mil anos.
A Alemanha, além de carecer de um ótimo jogador de ataque, teve uma atuação defensiva desastrosa. Um time com dois zagueiros não pode atuar com o lateral direito como ponta e com os dois armadores (Khedira e Kroos) no campo adversário. As equipes de todo o mundo que jogam com dois zagueiros possuem um volante mais centralizado, que marca e inicia as jogadas ofensivas, como Casemiro, no Brasil, Busquets, na Espanha, Kanté, na França. A Alemanha só não levou uma goleada porque o México não tem ótimos atacantes.

Bastou o Brasil não atuar bem e empatar contra o bom time da Suíça para muitos torcedores e jornalistas esportivos passarem da euforia, do oba-oba, para a depressão, como se a atuação tivesse sido horrível. Pediram até a saída de Neymar, e surgiram enormes deficiências no trabalho do técnico. Tite passou de santo a mortal.
Na Copa, aumenta bastante o número de analistas e convidados famosos, que não acompanham o futebol internacional e que se acham os catedráticos.
Tostão
Médico e ex-jogador, participou da conquista da Copa de 1970.

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Copa do Mundo: Duas seleções avançam, três voltam para casa


Copa do mundo ainda não completou todos os jogos da 2ª rodada e três seleções já foram eliminadas e duas bateram o martelo e já avançaram para as oitavas de final, porém, sem qualquer novidade e exatamente dentro do previsto.
Os primeiros garantidos foram Uruguai e Rússia, do Grupo A, após a vitória dos sul-americanos sobre a Arábia Saudita por 1 a 0, nesta quarta-feira (20). Com seis pontos cada, Uruguai e Rússia não podem ser alcançados por Egito e Arábia Saudita. A partida da próxima segunda-feira (25) entre os bicampeões mundiais e a anfitriã da Copa, em Samara, definirá quem será o primeiro colocado do grupo.
Já no Grupo B, até a quarta-feira (20), a única definição é a eliminação de Marrocos, que perdeu para o Irã e para Portugal pelo mesmo placar, 1 a 0. A equipe comandada por Cristiano Ronaldo, a Espanha e os iranianos lutam pelas duas vagas às 15h de segunda (25).
De acordo o regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais embarcam num avião e voltam para casa.
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São João de Jequié: Vila Junina teve início nesta terça-feira (19)

Na noite desta terça-feira, 19, teve a abertura da Vila Junina do São João de Jequié na Praça Rui Barbosa. O evento contou com a presença do prefeito, Sergio da Gameleira; do vice-prefeito, Hassan Iossef; além do secretário de Cultura e Turismo, Alysson Andrade. A abertura se iniciou às 17h, e na sua primeira parte teve a apresentação de alunas dos colégios municipais que concorreram ao título de “menina caipira”. Já a parte musical da festa ficou por conta da Banda Forró 20V e Marcos Belchote, além da Banda Belo Xote, que se apresentaram no palco “Seu Ernestino” na Praça Rui Barbosa.
A Vila Junina segue com sua programação nesta quarta-feira, 20, e contará com a apresentações de quadrilhas juninas da Força Jovem Católica e da Associação dos Surdos de Jequié. Após a apresentação das quadrilhas juninas, irá ocorrer os shows musicais com a presença de Janílson e Grupo Chamego, Tânia Valverde e Banda Chá Kum Nóz.
Ronny Brayner – Jornalista
http://www.jequiereporter.com.br/blog/
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Seleção Brasileira é recebida com festa em São Petersburgo

A tranquilidade da viagem de Sochi a São Petersburgo deu lugar a uma linda festa da torcida brasileira na chegada da delegação ao Hotel Corinthia, local onde a Seleção ficará hospedada na cidade sede de Brasil x Costa Rica.
Tão logo o ônibus da delegação se aproximava do hotel na noite desta quarta-feira (20), já era possível ver a animação dos torcedores que acompanhavam o comboio. Como de costume, o protocolo de segurança da FIFA fez com que o time utilizasse a porta dos fundos do hotel, mas nada que impedisse a festa.
Com uma nova música, que tem viralizado nas redes sociais, as centenas de torcedores que se aglomeravam em volta do ônibus recepcionaram a Seleção Brasileira com uma cantoria digna de Copa do Mundo.
Foi algo tão contagiante que jogadores e comissão técnica fizeram questão de saudar os torcedores. Muitos levantaram seus telefones para gravar as imagens.
Torcedor de arquibancada confesso, Renato Augusto foi quem ficou mais tempo parado, apenas observando a alegria da torcida brasileira.
– Eu fico arrepiado, cara. Acho isso lindo demais, eles são feras – comentou o jogador.
Nesta quinta-feira, a Seleção Brasileira treina no estádio que receberá o duelo contra a Costa Rica, a Arena Zenit. A atividade está marcada para as 15h30 (9h30 de Brasília). Antes, às 15h, tem coletiva de imprensa.
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Entre a linha de 6 e a retranca, Irã e Espanha é uma oportunidade para ler o jogo com novos olhos

A defesa do Irã e a atuação da Espanha fornece uma multiplicidade de ideias que ajuda a entender o futebol com os olhos dos conceitos e não apenas das sensações

Entre a linha de 6 e a retranca, Irã e Espanha é uma oportunidade para ler o jogo com novos olhos
Reuters
Por Leonardo Miranda
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É impossível não gostar da Copa do Mundo, até em seu mais chato jogo. Para quem gosta de torcer, o torneio guarda memórias afetivas e lembranças de seleções que encantam e fazem do futebol um lugar mais alegre. Gostamos do futebol ofensivo, que joga para frente. Qualquer coisa que se assemelhe ao que o Irã fez contra a Espanha é vista sob um viés negativo: retranca! Covardia! Criamos dois antagonismos, o de ofensivo e defensivo, para designar os times. Se alguém jogou bem, teve atitude. Se jogou mal, está na balada, é mimado. Perceba: percepções, sensações e sentimentos. todas regidas pelo coração, ou seja, algo único.
Entender a realidade em campo exige ir além. O confronto entre Irã e Espanha nos proporciona uma nova forma de ver o jogo. Saem as explicações baseadas em características pessoais, entram as ideias. As nuances do jogador. As orientações e intenções do técnico. Antes que você se pergunte, nada disso é uma novidade. Era assim também em 1930 ou 1970. A grande revolução é na forma de ler o jogo. Neste sentido, entenda a tática como a ferramenta de interpretação do que um jogador faz e um técnico quer. Não algo que existe sem os jogadores, presa a um esquema tático.
Aliás, o Irã deu uma aula sobre o que é esquema tático. Como passou boa parte do tempo se defendendo, a impressão era de que o time entrara em campo num 6-4-0. Mas veja, na imagem abaixo, que os dois laterais e dois zagueiros estão alinhados, em amarelo. Observe onde a bola está, ainda que o frame não dê o movimento. Você verá que a Espanha ainda está em seu campo, pensando a jogada. Nesse momento do jogo, o Irã se configura com uma linha de quatro na defesa.
Irã em seu esquema, começando com uma linha de quatro (Foto: Leonardo Miranda)
Irã em seu esquema, começando com uma linha de quatro (Foto: Leonardo Miranda
Veja como o esquema se dissolve ao longo da partida. Quando a Espanha estava atacando o Irã, os dois pontas voltavam e ficavam bem alinhados a essa linha de quatro, em amarelo. A grande sacada é entender o porquê desse movimento. É isso que explica o desempenho de um time. Ao entender que a Espanha tinha em seus laterais sempre abertos um perigo, a equipe iraniana resolveu defender sua área com 6, não permitindo aos espanhóis os espaços perto do gol.
Irã com seus pontas junto a defesa (Foto: Leonardo Miranda)
Irã com seus pontas junto a defesa (Foto: Leonardo Miranda)
Isso não é novidade. Nesta Copa do Mundo mesmo, contra o Marrocos, o Irã já ensaiou o mesmo movimento. Brecava o jogo dos laterais abertos com seus pontas voltando e defendendo junto a linha de quatro, como a imagem não deixa mentir. O que aconteceu é que hoje o Irã passou mais tempo se defendendo. Logo, essa ideia ficou mais visível.
Linha de 6 do Irã contra o Marrocos (Foto: Leonardo Miranda)
Linha de 6 do Irã contra o Marrocos (Foto: Leonardo Miranda)
A Copa é transmitida a todos, e por isso, gera a sensação de estarmos olhando uma novidade. Mas lembre-se: a grande novidade é a forma de ler o futebol, não o jogo em si. Se pegarmos algum jogo antigo no YouTube, com certeza iremos achar alguma linha de 6 lá. Quer um exemplo? O Corinthians de 2017. O esquema, falado por Fabio Carille, era o 4-2-3-1 de sempre. Mas veja como os jogadores se moviam. Observe o comportamento, não as posições e funções. Entenda o futebol sob o prisma do comportamento. Jadson e Romero faziam os mesmos que os pontas iranianos: voltavam quando os laterais estavam abertos como aqui, na vitória sobre o Grêmio, no 1x0.
O Corinthians se defendendo como o Irã (Foto: Leonardo Miranda)
O Corinthians se defendendo como o Irã (Foto: Leonardo Miranda)
A Copa do Mundo mexe com nossa visão de futebol. Basta ver como avançamos depois do 7x1. 4 anos depois, o entendimento continua evoluindo. E vamos deixando alguns conceitos, como retranca, para trás. Porque jogar na defesa como prova de covardia não é uma análise de futebol. É de atitude, de caráter, algo que não entra em campo. Afinal, pode-se fazer muitos gols se defendendo. E poucos com a posse de bola, como a Espanha.
É tudo definido por um embate de ideias e conceitos. Entender o que cada jogador faz e não tratá-lo como um simples pebolim, onde o sistema tático é o máximo de explicação que temos, e dar sempre as mesmas desculpas de "atitude" e "raça" é um caminho mais respeitoso e avançado para ver o futebol de outro jeito.
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Como basquete e handebol explicam a abundância de bola parada e o sofrimento dos grandes na Copa

Com conceitos análogos ao basquete e ao handebol, a primeira rodada da Copa do Mundo mostrou que os espaços estão cada vez mais escassos. Ganha quem finaliza melhor, não necessariamente mais.

Como basquete e handebol explicam a abundância de bola parada e o sofrimento dos grandes na Copa
Infoesporte
Por Leonardo Miranda
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“Nem sempre é preciso ter os melhores jogadores para vencer, e sim a melhor estratégia”. Jurgen Klopp não sabia, mas ao definir seu estilo à la Robin Hood de Borussia e Liverpool, profetizava sobre a Copa do Mundo. Ao fim da primeira rodada, a estratégia foi a grande campeã. Das favoritas, apenas 3 venceram - e só a Bélgica passeou. A dificuldade ao atacar ficou nítida. Messi e Neymar passaram em branco, e dos 38 gols, 22 foram oriundos de bola parada. Indícios que comprovam: o futebol vive um momento de transformação. O campo virou uma quadra de handebol. Os melhores ataques são como Stephen Curry no Golden State Warriors. E o jogo virou uma guerra árdua por um bem precioso: o espaço.
Agora, é preciso abrir a mente. Tente entender o que um jogador faz, não só o que ele é. Importa mais o que Neymar faz - se passa, se dribla, onde está e como se move, e não tanto sua posição. Atacante, meia? Tanto faz. Ler o jogo pelo prisma do movimento tem um nome muito simples: análise de desempenho. Aqui, o juiz não entra em campo, e são as ideias e orientações que regem os movimentos dos jogadores. De forma simples, adotaremos uma pequena verdade aqui: um jogador só consegue quando há espaço e tempo. Sem eles, nem o mais talentoso dos humanos conseguiria fazer a diferença.
As seleções pequenas entenderam que o craque não joga sem espaço. Logo, pensaram num plano para evitar que o drible se tornasse uma jogada de perigo. Com duas linhas de quatro, a maioria dos pequenos coloca 8 ou 10 homens atrás da linha da bola. Cada jogador que pega a bola, recebe a marcação de um. Se deixa ele na saudade, dois ou três o cercam e impedem que ele jogue. O sistema mais usado foi as duas linhas de quatro. Tão compactas que evitaram o chamado "espaço entrelinhas", como a Islândia contra a Argentina.
Messi contra a Islândia (Foto: Leonardo Miranda)
Messi contra a Islândia (Foto: Leonardo Miranda)
O handebol opera com a mesma dinâmica. E dá ao futebol, olha só, a ideia da superioridade numérica: os jogadores navegam para o lado da bola para enfrentar o adversário sempre em condição de superioridade. Isso significa que o lateral ou ala do lado oposto precisa andar junto e se manter fixo na linha. Igual os pontas do handebol. No meio, os atacantes fazem o mesmo trabalho do pivô: pressionar quem está com a bola e evitar que a linha se desconecte lá atrás. Tudo num espaço curto, de dez metros, perto da própria área. Veja a semelhança na comparação abaixo, com um lance de Inglaterra x Tunísia e Japão x Brasil, no mundial feminino.
Comparação entre handebol e futebol (Foto: Leonardo Miranda)
Comparação entre handebol e futebol (Foto: Leonardo Miranda)
Se a defesa joga com a área bem protegida, o ataque também precisa avançar para jogar contra esse paredão. E a Copa mostra que uma das formas de furar esse bloqueio é concentrar jogadores fisicamente mais fortes perto do bloqueio. Igual o handebol: contra a superioridade numérica, prevalece quem tem mais força para fugir da marcação. Foi assim que Paul Pogba deixou para trás quase toda a defesa da Austrália no gol salvador da França. Uma mistura de poder físico, resistência e velocidade.
Gol da França contra a Austrália (Foto: Leonardo Miranda)
Gol da França contra a Austrália (Foto: Leonardo Miranda)
Uma outra implicação de defender como no handebol é criar um espaço gigantesco entre seus zagueiros e goleiros. Zagueiros precisam avançar para furar o bloqueio, e o goleiro avança junto. Mas se não tem a velocidade para cobrir, desprotege o time e dá um espaço imenso ao adversário. Um prato cheio para o contra-ataque. Foi o que Juan Carlos Osorio pensou na histórica vitória do México contra a Alemanha. Defendeu como o handebol, atraiu a Alemanha para seu campo e, ao roubar a bola, o time chegava MUITO rápido ao campo de ataque, que tinha apenas Boateng e Neuer para cobrir um espaço imenso.
Gol do México contra a Alemanha (Foto: Leonardo Miranda)
Gol do México contra a Alemanha (Foto: Leonardo Miranda)
Se espaços são abundantes, o contra-ataque virou a arma mais mortal da Copa do Mundo. Dos 38 gols da primeira fase, apenas 10 saíram de jogadas construídas - onde a bola é tocada de pé em pé. Desses 10, apenas 4 saíram de jogadas onde houve, pelo menos, mais de 10 toques antes de chegar ao gol. Passar rápido vem sendo muito mais efetivo que construir com calma, com triangulações e cadência. Lembrou do basquete? Pois bem: se as seleções da Copa defendem como no handebol, atacam como o "run and gun" do basquete.
Tudo começou com o Phoenix Suns do técnico Mike D’Antoni, entre 2004 e 2007. Capitaneados por Steve Nash, a equipe jogava em num modelo conhecido como ‘run and gun’: contra-ataque rápido, muita movimentação, intensidade e vários jogadores passando da linha da bola para receber e fazer a cesta. Mas assim como no futebol, nem sempre o revolucionário vence. Os Suns perderam vários títulos para o San Antonio Spurs, mas a capacidade de Nash de criar espaço para si mesmo e seus companheiros viraram conceitos aplicados com maestria na NBA. Quem mudou o rumo da história foi o Golden State Warriors. O time de Stephen Curry é a evolução do "run and gun". Move a bola com constância, triangula e ataca rápido. Foi o encontro da organização com a qualidade de Curry, cuja cesta de três pontos garantiu 4 finais consecutivas de NBA aos Warriors.
Intensidade. Passar da linha da bola. Contra-ataque. Te lembra algo? O equivalente ao Golden State Warriors foi o Bayern de Munique em 2013, equipe que chama atenção pela velocidade. Ao pegar a bola, conseguia ter 3 ou 4 acima da linha da bola para receber e deixar os defensores para trás. O mesmo com o Barcelona de Luís Enrique. Com o Atlético de Simeone. O Leicester de Ranieri. A ideia de "futebol reativo" é o run and gun no futebol: roubar, atacar rápido, dinamismo e troca de posição. A Rússia, sensação e melhor ataque da Copa com 8 gols, é a versão mais fiel do run and gun futebolístico: rouba a bola, passa MUITO RÁPIDO da linha para receber e trocar de posições. Um amasso na Arábia e no Egito.
Gol da Rússia contra a Arábia (Foto: Leonardo Miranda)
Gol da Rússia contra a Arábia (Foto: Leonardo Miranda)
A defesa de handebol e ataque de basquete provocam um efeito no jogo: ele passa pouco pelo meio-campo. Fica lá e cá, sempre com muito espaço e pouco tempo para pensar a melhor jogada. O único momento onde o jogo não está a mil e quando a bola para, em um escanteio ou falta. E aí vem uma outra tendência desta Copa: a bola parada. Dos 38 gols, 22 saíram assim, um índice de 57%. Lembra do Palmeiras de Cuca, conhecido pelos laterais na área e jogo cheio de escanteios? Fez 49% dos gols em situações de bolas paradas. A Copa superou o Cucabol.
Porque o escanteio, o pênalti ou a falta é o momento onde o jogo se reconfigura. Muda o tempo de pensamento do jogador: sai o movimento constante, entra a parada. Respira, se posiciona e espera a bola. Assim, é possível ter maior concentração no lance. Por não ter um movimento em alta velocidade, a bola parada é puramente estratégica. Esqueça o "cada um pega o seu". O gol que o Brasil tomou não foi erro de arbitragem, foi erro tático. Thiago Silva se afasta alguns passos de Miranda e dá espaço para Zuber cabecear. No lance, é possível ver a defesa alinhando para bloquear a área - como no handebol - dois bloqueadores (em vermelho), um no primeiro pau. Posicionamento para "atacarem" a bola - ou seja, levantarem e cabecearem. Apenas tática. Falha de estratégia, não de atitude.
Gol que o Brasil levou contra a Suíça: falha na estratégia (Foto: Leonardo Miranda)
Gol que o Brasil levou contra a Suíça: falha na estratégia (Foto: Leonardo Miranda)
O que podemos esperar da próxima fase? Um futebol ainda mais "defeda de handebol versus ataque de basquete". Ganha quem consegue atacar com mais velocidade e furar o bloqueio com imposição física ou jogadas rápidas. E aproveitar as chances que cria: Cristiano Ronaldo teve 4 finalizações contra a Espanha. Acertou 3. Lukaku chutou 3 vezes, acertou 2. Num futebol de poucos espaços, ganha quem conclui melhor, não quem ataca ou tem maior volume de jogo.
Abra a mente! Tanto no basquete como no futebol americano, a ideia da estratégia ter um peso grande ao explicar as derrotas e vitórias é amplamente aceita. O futebol mudou em campo, mas mudou ainda mais fora dele. Ideias como "faltou atitude", "jogadores se omitiram", "falta raça", "não fez o gol porque é mimado" garantem muita mídia, mas estão velhas. Se até o futebol bebe no handebol e no basquete para evoluir, falta o expectador do jogo acompanhar a evolução. Porque a Copa do Mundo mostra que o futebol é um esporte em constante mutação.
*a explicação sobre basquete é do ótimo Renan Ronchi (sigam ele no Twitter). Acompanhe a cobertura completa da Copa do Mundo no Twitter @leoffmiranda e no Facebook do Painel Tático
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Capim, do Águia Clube | Eneas Brito, da Liga Desportiva de Jequié - Falando de Esportes - 29/04/26