Os cabelos de Neymar e o equívoco entre caráter e desempenho que atrasa nosso futebol

Ao transferir para Neymar a responsabilidade pelas glórias e fracassos da seleção, ignora-se o principal aspecto do futebol: sua humanidade

Os cabelos de Neymar e o equívoco entre caráter e desempenho que atrasa nosso futebol
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Com qual cor de cabelo Neymar irá jogar contra a Costa Rica? Pode parecer absurdo, mas a dúvida parece mais presente nas conversas de bar e discussões de futebol que futebol, em si. O desempenho da seleção brasileira não deixou ninguém satisfeito. Um empate com a Suíça pode parecer uma vergonha, se comparada a tradição entre as duas seleções. A culpa pelo fiasco? O cabelo dele, Neymar.
Todo jogo da seleção brasileira é um prato cheio para entender que o comportamentos do torcedor tem como linha conjunta o caráter como explicador do desempenho. Quer ver? Se vence, teve atitude e caráter. Se perde, falta comprometimento e sobra apatia.
Neymar em Brasil x Suíça (Foto: Getty Images)
Neymar em Brasil x Suíça (Foto: Getty Images)
O brasileiro vê na atitude e nas qualidades pessoais todas as explicações para as ações dentro do jogo. Fazemos uma confusão clássica: caráter e desempenho. Eles não são sinônimos. Caráter é a firmeza e coerência de atitudes, a linha condutora na mente de alguém. Desempenho é o comportamento de um indivíduo diante de uma meta ou modelo. O futebol funciona sobre o prisma do desempenho. Ao entrar em campo, espera-se do jogador o cumprimento de algumas ações diante de um molde - a equipe. Se seu papel é chutar, driblar e cruzar, e ele faz isso bem, desempenhou bem.
Se Neymar não driblou bem, não lhe faltou caráter, lhe faltou desempenho. Futebol é um esporte. Um jogo. O drible é uma ação do jogo. Para esta ação acontecer, é preciso eliminar um adversário. Depois, entendimento técnico e tático - como driblar? Quando e onde? Por fim, recursos mentais, como constância, equilíbrio e calma. Nada disso envolve o caráter. Porque o futebol acontece sob o peculiar tecido do esporte, onde há fatores diversos que influenciam nas atitudes: adversário, ansiedade, pressão, medo, expectativa, fracasso, sucesso, velocidade, crença, fé.
De onde vem essa ideia de que o caráter se mistura com o desempenho? A resposta está na nossa própria história como país. Em “Casa Grande & Senzala”, o historiador Gilberto Freyre traçou um tratado sobre a sociedade brasileira. A origem da confusão se dá a um imaginário criado na casa grande. O Brasil colonial tinha grandes dimensões, o que impossibilitava a criação de um governo sólido e forte. A casa grande era o mais próximo de uma instituição. Seu comandante máximo, o senhor de engenho. Um pai. Ao redor dela, orbitavam uma série de pessoas. Elas dependiam da obediência ao senhor de engenho para sobreviverem.
Durante 300 anos, a esfera pública e privada foram as mesmas. O senhor de engenho era pessoa e instituição ao mesmo tempo. Ao fim da escravidão, a ideia pegou. Já ouviu falar de coronelismo? Tá aí uma prova. Ou de populismo, configurado na imagem de governantes carismáticos e bonitos com promessas de super-homem? Outra prova. O brasileiro confunde pessoa com instituição ao mesmo tempo. Acredita no que Freyre chama de “Messias”, o salvador da pátria, a pessoa que irá resolver todos os problemas com seus poderes de senhor de engenho. Também nos comportamos assim ao cobrar da presidente o que é do senado, dos deputados ou do voto, por exemplo.
Pelé Copa do Mundo 1958 Gol Brasil (Foto: Divulgação/Fifa)
Pelé Copa do Mundo 1958 Gol Brasil (Foto: Divulgação/Fifa)
Mesclar privado e público também provocou um outro traço de comportamento. No livro “Raízes do Brasil”, o historiador Sérgio Buarque de Holanda bolou o conceito de “homem cordial”. Por não ter uma diferença entre o que é seu e o que é do outro, o brasileiro é regido regido por aparência, pois não suporta a individualidade. Só encontra sentido em si quando se expande para a vida social. E julga os outros. E como julga! Somos penta em oferecer um cafezinho e falar mal pelas costas. Em fazer grupos de whatsapp para falar mal dos outros. Tem coisa mais brasileira que a fofoca?
É por amar tanto o que é do outro que o Brasil é o segundo país com mais usuários no Facebook. Tem coisa mais tentadora que rolar o dedo e saber da vida do outro? Julgar o cabelo do Neymar segue a mesma lógica. É um impulso, quase uma necessidade de invadir sua vida e encontrar lá algum sentido. Ou melhor, a explicação pro jogo ruim. Confundimos o público do Neymar (seu desempenho) com o privado (seu caráter). Depositamos nele as esperanças do hexa como se ele próprio fosse toda a seleção.
Freyre e Holanda se conectam no futebol. O Brasil importou a fusão entre público e privado para o jogo. O senhor de engenho virou o craque do time. Aquele que tudo resolve, como as pernas de garrincha. O restante orbita e se sacrifica para o bem do craque. Uma troca: o senhor do engenho, ou melhor, o talento dá os gols, a sociedade marca pelo mais talentoso. Quem nunca ouviu que é um absurdo que os melhores se ferrem na marcação? A ideia de que trabalho é sacrifício reflete uma sociedade individualista, que só pensa em si própria ou em seu 
núcleo (a casa grande) e esquece instituições como governo, constituição ou leis. Sabe aquele papelzinho jogado no lixo porque "você está com pressa"? Pois bem, é isso.
Com Garrincha e Pelé juntos, Seleção nunca foi derrotada (Foto: Reprodução TV Globo)
Com Garrincha e Pelé juntos, Seleção nunca foi derrotada (Foto: Reprodução TV Globo)
Acontece que o craque não joga sozinho, e entender o jogo envolve entender o desempenho. Como o jogador atua, dentro de um molde, sob determinadas condições. É esquecer o que a pessoa é, e sim o que a pessoa faz. O “ perdeu porque não teve atitude” é uma patota. No português simples, não faz o menor sentido. Distinguir o que é jogador e o que é pessoa envolve empatia. A capacidade de se colocar na mente do outro. Como o escritor americano David Foster Wallace diria, é a “liberdade de ver os outros”.
Tudo o que você viveu e de que se lembra tem apenas um protagonista: você mesmo. A empatia é dura porque exige deixar nossas crenças e verdades de lado. É abandonar o ego e ver o outro de forma pura. É entender o humano atrás do jogador, a criança atrás do adulto. Empatia nos faz distinguir o Neymar público do privado. O privado, só a ele interessa. O que ele faz fora do campo é problema do indivíduo – dele, e só dele. Assim como seu cabelo.
Mas dentro de campo, os apontamentos sobre um ou outro jogador são do desempenho. Tema para outro texto. Abrir a cabeça e largar certas verdades, tão repetidas, é ver o que o futebol tem de mais precioso: sua humanidade. Feito por pessoas, para pessoas.
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Footer Leonardo Miranda (Foto: Leonardo Miranda)
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Diego Costa marca, Espanha vence o Irã e divide liderança com Portugal


Fechando a segunda rodada pelo Grupo B da Copa do Mundo da Rússia, a Espanha venceu a Seleção do Irã na tarde desta quarta-feira (20) na Arena Kazan, pelo placar magro de 1 a 0, com gol anotado aos 8 minutos do 1° tempo pelo brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa, que chegou aos 3 gols no torneio, um atrás do líder Cristiano Ronaldo, com 4.
No outro jogo da chave, pela manhã, com gol do melhor do mundo Portugal venceu por 1 x 0 e eliminou Marrocos que não somou nenhum ponto e não tem mais chances de classificação. A Seleção Portuguesa chegou aos 4 pontos, mesma pontuação da Espanha. Ambos também tem o mesmo saldo de gols.
A definição do 1° e 2° colocado será na próxima rodada com Espanha enfrentando a já eliminada Marrocos, enquanto Portugal faz jogo de vida ou morte com Irã. Quem vencer neste confronto, avança para as oitavas de final. Empate classifica os portugueses.
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Suárez marca jogo de nº 100 e garante Uruguai nas oitavas da Copa


O Uruguai bateu a Arábia Saudita por 1 a 0, nesta quarta-feira, em Rostov, e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo, junto com a Rússia. As duas seleções vão se enfrentar na terceira rodada para decidirem quem termina no primeiro lugar da chave.
Luis Suárez, aos 23 minutos, marcou o único gol no jogo de número 100, garantindo os três pontos para a seleção sul-americana, que tinha vencido o Egito (1-0) na partida anterior. Com este resultado, o Uruguai passou a somar os mesmos seis pontos da anfitriã Rússia, que é primeira classificada graças à diferença de gols. A Arábia Saudita, assim como o Egito e Marrocos no grupo de Portugal, está eliminada.
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Após reunião, Flamengo e Barbieri acertam contrato até o fim do ano

Com eleições no fim de 2018, diretoria e empresário de treinador ajustam moldes de novo vínculo, com aumento salarial, metas estabelecidas e possibilidade de extensão por mais uma temporada

Após reunião, Flamengo e Barbieri acertam contrato até o fim do ano
Gilvan de Souza
Por Raphael Zarko, Rio de Janeiro
om aproveitamento de 75% na liderança do Brasileiro, Mauricio Barbieri está a uma assinatura de não ser mais o "interino" do Flamengo. O empresário do treinador e a diretoria rubro-negra se reuniram neste início de tarde para amarrar o novo vínculo. O jovem treinador, que completa 37 anos dia 30 de setembro, terá contrato até o fim do ano com o clube, com reajuste salarial, metas e prêmios estabelecidos e possibilidade de extensão por mais uma temporada.
Barbieri assumiu após a demissão de Paulo César Carpegiani, de quem era auxiliar, na comissão técnica permanente. Desde então são 72 dias como técnico interino do Flamengo - no período, fez 18 jogos, com 11 vitórias e um empate - foram 17 jogos oficiais e um amistoso.
Satisfeita com o trabalho do dia a dia e com os resultados no comando da equipe, a diretoria do Flamengo já tinha traçado planos para novo contrato com Barbieri - lembre aqui - e programara o encontro para sacramentar a promoção do técnico - leia mais.
No Brasileiro de 2018, o time de Barbieri tem algumas marcas: a melhor campanha do clube nos pontos corridos desde 2003; pelo menos um gol marcado em todas as partidas; defesa consistente, com oito de 12 jogos sem ser vazada.
A efetivação foi definida após reunião no início desta tarde no Ninho do Urubu entre o diretor de futebol Carlos Noval, o novo diretor geral Bruno Spindel e o empresário de Barbieri, Nenê Zini, que veio de São Paulo para o encontro.
Anteriormente contratado como auxiliar, Barbieri vai assinar contrato com prazo determinado, deixando de ser funcionário do clube, passando a ser prestador de serviço - com vínculo até dezembro. O vínculo anterior era dentro do regime das leis trabalhistas (CLT).
https://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/apos-reuniao-flamengo-e-barbieri-acertam-contrato-ate-o-fim-do-ano.ghtml?utm_source=Instagram&utm_medium=Social&utm_content=Esporte&utm_campaign=globoesportecom
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Alberto Valentim comunica Botafogo que aceitou proposta da Arábia Saudita

Campeão carioca, em 25 partidas, ele obteve 11 vitórias, sete empates e mesmo número de derrotas. Para sair, pagará cerca de R$ 240 mil de multa, equivalente a três salários

Por Fred Gomes e Marcelo Baltar, Rio de Janeiro
A aposta em Alberto Valentim deu certo até então, mas durou pouco. O treinador de 43 anos aceitou proposta milionária do futebol árabe e interrompeu passagem que durou pouco mais de quatro meses. O GloboEsporte.com tentou contato com o treinador, que está na Rússia assistindo à primeira fase da Copa do Mundo, mas ele não respondeu. A proposta veio da Arábia Saudita e, para romper o contrato com o Botafogo, o técnico terá de pagar uma multa de R$ 240 mil, equivalente a três meses de salário.
Alberto Valentim já comunicou ao gerente de futebol do Botafogo, Anderson Barros de sua decisão. O Alvinegro ainda não confirma de maneira oficial o fim da passagem de Valentim pelo clube.
Alberto Valentim está fora do Botafogo (Foto: Rafael Ribeiro/Agência Estado)
Alberto Valentim está fora do Botafogo (Foto: Rafael Ribeiro/Agência Estado)
As sondagens a Valentim chegaram ao Botafogo na semana passada, e as conversas foram evoluindo. Na segunda-feira, telefonou para o gerente Anderson Barros e comunicou que havia aceitado o oferecido pelos árabes.
Nos holofotes em 2017 pelo bom final de ano à frente do Palmeiras, foi o escolhido de Anderson Barros para substituir Felipe Conceição ainda em fevereiro. Respondeu rápido e, com um elenco desacreditado pela eliminação na Copa do Brasil diante do Aparecidense, conquistou o Carioca em abril.
Apresentado em 14 de fevereiro com a missão de recuperar um time que estava destroçado moralmente após péssimas participações na Taça Guanabara e na Copa do Brasil, Alberto deixa o clube com 11 vitórias, sete empates e mesmo números de derrotas.
O clube arábe será o terceiro de Alberto como treinador efetivo. Ele já havia comandado RB Brasil, em 2017.
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10,2 milhões de pessoas assistiram Galvão Bueno no jogo Brasil x Suíça


A Copa do Mundo continua sendo um sucesso e seja aonde seja realizada o brasileiro sempre estará sentado diante da TV fazendo fé e botando figa na Seleção Brasileira.
Um exemplo vivo vem dos dados do Ibope divulgado nesta quarta-feira que aponta que a Copa rendeu recorde de audiência para o SporTV. Segundo os dados, a partida contra a Suíça alcançou um total de 3,4 milhões de pessoas, isto na TV paga. A TV FOX alcançou 1 milhão de pessoas. Já na TV aberta com narração de Galvão Bueno rendeu 51 pontos de audiência o que significa cerca de 10,2 milhões de pessoas.
https://futebolbahiano.org/2018/06/102-milhoes-de-pessoas-assistiram-galvao-bueno-no-jogo-brasil-x-suica.html
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É DECISÃO! Ceará x Bahia: Veja quem vai para o jogo no Castelão


O Esporte Clube Bahia está pronto e relacionado para a primeira decisão buscando vaga para as finais da Copa do Nordeste. Para o jogo, o técnico Enderson Moreira convocou 20 jogadores para o compromisso que acontece nesta quinta-feira (21), contra o Ceará, na Arena Castelão. A delegação do Esquadrão viajou no início da manhã desta quarta-feira (20) para Fortaleza, onde realizará o último trabalho com bola no turno vespertino. A lista de relacionados apresenta apenas uma novidade. O goleiro Douglas, em tratamento no departamento médico, foi vetado.
Veja que embarcou para Fortaleza
Goleiros: Anderson e Fernando
Laterais: Léo, Mena e Nino
Zagueiros: Grolli, Lucas Fonseca e Tiago
Meio-campistas: Allione, Edson, Elton, Flávio, Gregore, Nilton, Régis, Vinicius e Zé Rafael
Atacantes: Élber, Geovane Itinga e Kayke
https://futebolbahiano.org/2018/06/e-decisao-ceara-x-bahia-veja-quem-vai-para-o-jogo-no-castelao.html
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MÉDICOS JEQUIEENSES PARTICIPAM DA JORNADA FRANCO BRASILEIRA DE CANCEROLOGIA EM PARIS

Vários médicos de Jequié participaram da Jornada Franco Brasileira de Cancerologia realizada em Paris/França, ocorrida entre (13 e 15JUN18). Fizeram parte da equipe jequieense Walteilton Diniz, Josephina Azevedo, Lara Diniz e Igor Diniz, todos do Hospital Santa Helena. O evento reuniu um grande número de sociedades científicas envolvidas na luta contra o câncer, sendo um espaço muito proveitoso para compartilhar informações importantes na prática diária da medicina e para aperfeiçoar a formação médica em oncologia. Esse é considerado um dos mais importantes no meio oncológico em razão da qualidade do programa científico, dos palestrantes nacionais e internacionais representando todas as especialidades (cirurgia oncológica, oncologia clínica, radioterapia, medicina nuclear). Muitos dos principais especialistas internacionais no campo da oncologia também estiveram presentes, contribuindo para discussões de alto nível, além disso, foi possível realizar intercâmbios científicos, discussões altamente construtivas e conhecer o que há de mais moderno no campo da oncologia em todo o mundo.
http://jequieeregiao.com.br/site/
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*NOTA DE PESAR*

A Prefeitura de Jequié, através da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, manifesta 
publicamente o seu mais profundo pesar pelo falecimento de José Aguiar, carinhosa-
mente conhecido como “Sr. Zé”, servidor municipal, que exercia suas atividades no 
Estádio Waldomiro Borges, onde cuidava das instalações e do gramado, com muito
carinho, amor e dedicação.
Neste momento difícil, apresentamos nossas condolências aos familiares e amigos.
Marcelo Pires, Secretário Municipal de Esporte e Lazer. @ Jequié

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Brasil 1x1 Suíça: ritmos distintos e queda de desempenho

Brasil faz bons 20 minutos, mas para, diminuiu o ritmo e não consegue enfrentar a adversidade de enfrentar defesas fechadas

Brasil 1x1 Suíça: ritmos distintos e queda de desempenho
André Mourão / MoWA Press
Por Leonardo Miranda
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Esqueça a arbitragem. O Brasil empatou na estreia da Copa do Mundo porque não jogou bem. Ou, ao menos, teve 25 minutos muito bons, de domínio total, e depois sentiu o ritmo e a adversidade do jogo. Mudanças de desempenho numa mesma partida são naturais, mexem com os diversos aspectos do jogo. Fisicamente o Brasil sentiu o ritmo no segundo tempo, mentalmente a Suíça cresceu após o empate.
O funcionamento do 4-1-4-1 de Tite se baseou pela esquerda, onde o talentoso trio formado por Neymar, Marcelo e Coutinho se unia em triangulações e formava o triângulo que Tite pede nos treinos. A posição pouco importa. Eles se aproximavam e davam opções, um para o outro. Se Marcelo recebia, Neymar e Couto infiltravam e recebiam na frente, com a defesa da Suíça já desorganizada. Assim, Coutinho acertou um chutaço, forçando pela esquerda.
Triangulações pela esquerda (Foto: Leonardo Miranda)
Triangulações pela esquerda (Foto: Leonardo Miranda)
O Brasil jogou muito bem nos primeiros 25 minutos, apostando na fluidez de seu modelo que força a construção das jogadas pelo lado esquerdo. Na direita, o conceito é o mesmo, mas muda a característica: Danilo e Paulinho são jogadores de força, não de passe. A associação e o toque fácil não é o forte deles (o que não significa que eles não saibam fazer). No lance, a jogada não ganha continuidade. Mesmo assim, não faltou velocidade e criação, o Brasil criou muito, mas faltou concluir melhor.
Triangulações do Brasil pela direita (Foto: Leonardo Miranda)
Triangulações do Brasil pela direita (Foto: Leonardo Miranda)
A partir dos 30 minutos, o ritmo do jogo mudou. O gol deu ao Brasil a oportunidade de controlar a partida. Mexer com o ânimo dos suíços. Por isso, o time "entregou' a bola ao adversário e foi fechar seu campo. Uma forma de ficar mais confortável no jogo e usar o contra-ataque como principal arma. Uma forma também de explorar Jesus, Willian, Coutinho e Neymar, velozes e jogadores de grande poder de aceleração. A linha de quatro funcionou.
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Esse lance é um baita exemplo de como o conceito é mais importante que função ou posição. perdeu a bola, a reação foi rápida e o Miranda subiu pra pressionar. Casemiro recuou pra manter a linha de 4 organizada.
No segundo tempo, o gol da Suíça mudou o jogo. Aqui, vamos sair um pouco do jogo: não adianta discutir se foi ou não foi falta, o resultado está lá. Sem reclamações da arbitragem. O jogo de futebol tem 90 minutos para alimentarmos discussões que não mudarão o passado nem o futuro, só prejudicam o presente. E o Brasil travou.
Primeiro, porque fisicamente estava abaixo da Suíça. E isso significa que um jogador, quando recebe a marcação, não consegue vencer. Significa correr um pouco menos, não arrancar, se esconder um pouco mais da bola pelo medo de errar. Neymar mostrou nitidamente que "afogou" depois de um tempo, assim como o restante da equipe.
Segundo, porque a Suíça melhorou consideralmente. E isso significa um time mais intenso, que entendeu o cansaço do Brasil e fechou muito bem seu campo. Com Coutinho cansado e Renato Augusto no jogo, o lado esquerdo do time perdeu fluência, já que Renato é um articulador, não toca e passa tantas vezes. O adversário ficou mais atrás, fechou melhor o campo, como você vê abaixo. Foi mais intenso e rápido quando perdia a bola, criando uma pressão que o Brasil não conseguia vencer (também pelo físico).
As duas linhas de quatro da Suíça (Foto: Leonardo Miranda)
As duas linhas de quatro da Suíça (Foto: Leonardo Miranda)
Mesmo assim, o Brasil construiu chances. Ao todo, foram inacreditáveis 21 chutes a gol - é um número muito alto, com um aproveitamento muito baixo: apenas 19% das finalizações foram a gol. Essa não é uma característica recente, e se mostoru também nos amistosos contra a Rússia e Alemanha. Acontece que esta é uma Copa do Mundo, o nível de concentração e seriedade dos adversários é outro.
Todo jogo de seleção tem uma narrativa peculiar 3 única. Uma busca excessiva por uma culpa individual. Em 2014, foi Felipão. Depois Dunga. Depois Neymar. Agora é o juiz. Mas nunca o culpado é o desempenho do próprio time - que hoje poderia ser melhor e mais seguro.
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ESPORTES: Equipe do Vitoria AABB ganha titulo sub-11 no Pau Ferro

A equipe do Vitoria/AABB sub 11 que pertence a escolinha da Associação Atlética Banco do Brasil. Sagrou-se campeã do campeonato de futebol sub 11 da Liga Desportiva do Pau Ferro em Jequié, ao vencer a equipe do Santos F.C. nas disputas de pênaltis. A equipe do Vitoria/AABB conquistou o titulo de forma invicta, com os garotos treinados por Marcelo e Boca, mostrando determinação e muito empenho, uma disputa que contou com a participação de 6 equipes de vários bairros de Jequié. uma iniciativa que merece atenção de todos pelo empenho dos organizadores Nil Pula Pula e Bolivar enfrentando dificuldades para a realização dos jogos todos os domingos. O desportista Edesio Baiano mais uma vez da provas do seu amor por Jequié em especial ao esporte, oferecendo toda premiação as equipes que chegaram a final, ao campeão e ao vice-campeão ele ofereceu troféus e prêmios em dinheiro. Ao artilheiro do certame como incentivo, a Secretaria Municipal de Esportes e Laser deu as medalhas, o prefeito Sergio da Gameleira esteve assistindo parte do jogo mais teve que sair para um outro compromisso, o secretário Marcelo Vovo, cronistas esportivos Waldemir Vidal que transmitiu o jogo e o jornalista Ari Moura estiveram prestigiando o evento.               Na cobrança de pênaltis jogador do Vitoria levou a melhor. (Foto Agência AM).                        João meia do Vitoria  recebeu o troféu Edesio Baiano. (Foto Agência AM).
http://arimoura.com.br/?p=47176
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Corinthians aguarda exames para anunciar a contração do lateral Danilo Avelar

Segunda, 18 de Junho de 2018 - 19:00


por Daniel Batista | Estadão Conteúdo
Corinthians aguarda exames para anunciar a contração do lateral Danilo Avelar
Foto: Divulgação
O Corinthians deve anunciar nos próximos dias a contratação do lateral-esquerdo Danilo Avelar. O jogador de 29 anos passará por exames médicos na terça-feira e, não aparecendo nenhum problema, assinará contrato de empréstimo válido por uma temporada e será a quarta aposta de um jogador desta posição no clube na temporada, sendo o terceiro trazido como um reforço.

Danilo Avelar é um sonho antigo do Corinthians e, para o jogador conseguir a liberação do Torino, precisou renovar contrato com o clube italiano. No ano passado, a diretoria chegou a negociar com o atleta para ele substituir Guilherme Arana, vendido ao Sevilla, mas a negociação não deu certo.

Só nesta temporada, a equipe teve quatro laterais-esquerdos. No início do ano, contratou Juninho Capixaba por R$ 6 milhões do Bahia e promoveu o garoto da base Guilherme Romão, que estava emprestado ao Oeste. Ambos não deram certo e o clube buscou Sidcley no Atlético-PR, que entrou e se tornou titular absoluto.

O problema do jogador da equipe paranaense é que ele chegou por empréstimo fixado de 3 milhões de euros (cerca de R$ 13 milhões no momento), valor considerado elevado pela diretoria corintiana.

Além de atuar pelo Torino, Danilo Avelar passou por Amiens, da França, Schalke 04, da Alemanha, Karpaty Lviv, da Ucrânia, e Rio Claro em sua carreira profissional.
 
https://www.bahianoticias.com.br/esportes/
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Capim, do Águia Clube | Eneas Brito, da Liga Desportiva de Jequié - Falando de Esportes - 29/04/26