Brasil 1x1 Suíça: ritmos distintos e queda de desempenho
Brasil faz bons 20 minutos, mas para, diminuiu o ritmo e não consegue enfrentar a adversidade de enfrentar defesas fechadas
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André Mourão / MoWA Press
Por Leonardo Miranda
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Esqueça a arbitragem. O Brasil empatou na estreia da Copa do Mundo porque não jogou bem. Ou, ao menos, teve 25 minutos muito bons, de domínio total, e depois sentiu o ritmo e a adversidade do jogo. Mudanças de desempenho numa mesma partida são naturais, mexem com os diversos aspectos do jogo. Fisicamente o Brasil sentiu o ritmo no segundo tempo, mentalmente a Suíça cresceu após o empate.
O funcionamento do 4-1-4-1 de Tite se baseou pela esquerda, onde o talentoso trio formado por Neymar, Marcelo e Coutinho se unia em triangulações e formava o triângulo que Tite pede nos treinos. A posição pouco importa. Eles se aproximavam e davam opções, um para o outro. Se Marcelo recebia, Neymar e Couto infiltravam e recebiam na frente, com a defesa da Suíça já desorganizada. Assim, Coutinho acertou um chutaço, forçando pela esquerda.
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Triangulações pela esquerda (Foto: Leonardo Miranda)
O Brasil jogou muito bem nos primeiros 25 minutos, apostando na fluidez de seu modelo que força a construção das jogadas pelo lado esquerdo. Na direita, o conceito é o mesmo, mas muda a característica: Danilo e Paulinho são jogadores de força, não de passe. A associação e o toque fácil não é o forte deles (o que não significa que eles não saibam fazer). No lance, a jogada não ganha continuidade. Mesmo assim, não faltou velocidade e criação, o Brasil criou muito, mas faltou concluir melhor.
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Triangulações do Brasil pela direita (Foto: Leonardo Miranda)
A partir dos 30 minutos, o ritmo do jogo mudou. O gol deu ao Brasil a oportunidade de controlar a partida. Mexer com o ânimo dos suíços. Por isso, o time "entregou' a bola ao adversário e foi fechar seu campo. Uma forma de ficar mais confortável no jogo e usar o contra-ataque como principal arma. Uma forma também de explorar Jesus, Willian, Coutinho e Neymar, velozes e jogadores de grande poder de aceleração. A linha de quatro funcionou.
No segundo tempo, o gol da Suíça mudou o jogo. Aqui, vamos sair um pouco do jogo: não adianta discutir se foi ou não foi falta, o resultado está lá. Sem reclamações da arbitragem. O jogo de futebol tem 90 minutos para alimentarmos discussões que não mudarão o passado nem o futuro, só prejudicam o presente. E o Brasil travou.Esse lance é um baita exemplo de como o conceito é mais importante que função ou posição. #BRA perdeu a bola, a reação foi rápida e o Miranda subiu pra pressionar. Casemiro recuou pra manter a linha de 4 organizada.
Primeiro, porque fisicamente estava abaixo da Suíça. E isso significa que um jogador, quando recebe a marcação, não consegue vencer. Significa correr um pouco menos, não arrancar, se esconder um pouco mais da bola pelo medo de errar. Neymar mostrou nitidamente que "afogou" depois de um tempo, assim como o restante da equipe.
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As duas linhas de quatro da Suíça (Foto: Leonardo Miranda)
Mesmo assim, o Brasil construiu chances. Ao todo, foram inacreditáveis 21 chutes a gol - é um número muito alto, com um aproveitamento muito baixo: apenas 19% das finalizações foram a gol. Essa não é uma característica recente, e se mostoru também nos amistosos contra a Rússia e Alemanha. Acontece que esta é uma Copa do Mundo, o nível de concentração e seriedade dos adversários é outro.
Todo jogo de seleção tem uma narrativa peculiar 3 única. Uma busca excessiva por uma culpa individual. Em 2014, foi Felipão. Depois Dunga. Depois Neymar. Agora é o juiz. Mas nunca o culpado é o desempenho do próprio time - que hoje poderia ser melhor e mais seguro.
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