terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Vitória articula cenário financeiro para disputar a Série A1 do Brasileiro Feminino em 2026

 


Por Hugo Araújo

Vitória articula cenário financeiro para disputar a Série A1 do Brasileiro Feminino em 2026
Foto: Katia Porto - ECV

Após a desistência do Real Brasília do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026, o Vitória surge como um dos principais candidatos a herdar uma vaga na Série A1 da competição. O clube baiano aparece ao lado do Mixto-MT como favorito para ocupar os espaço, a partir do critério de desempenho esportivo recente adotado pela CBF. 

 

Vale destacar que, além do Real Brasília, o Fortaleza também havia anunciado a desistência da competição. Porém, o time cearense reavalia o cenário e deve disputar a Série A1 do Brasileirão Feminino por meio de uma parceria com o R4, comandado pelo ex-zagueiro Ronald Angelim, investidor da modalidade no Ceará e responsável pelo projeto do R4. A informação foi publicada inicialmente pelo portal Lance!.

 

Nesse cenário, o Vitória teve a quinta melhor colocação entre as equipes elegíveis, enquanto o Mixto-MT ficou logo atrás, em sexto. A tendência é que a definição oficial seja divulgada nos próximos dias.

 

Em entrevista coletiva na última segunda-feira (5), o presidente do Vitória, Fábio Mota comentou o tema e reforçou que a questão financeira é central para viabilizar a participação na primeira divisão. 

 

“Primeiramente, temos que viabilizar a questão financeira. Quando soubemos da notícia, a primeira coisa que fizemos foi viabilizar uma campanha de futebol feminino na Série A, que é mais cara que a Série B. Por isso estamos conversando com a Fatal Model para ela continuar conosco no Feminino. Nos disponibilizamos, estamos nos estruturando, ainda não recebemos nada oficial e estamos aguardando essa decisão”, revelou Mota. 

 

Segundo o dirigente, a discussão sobre o futebol feminino precisa ir além do desempenho em campo. 

 

“Precisamos ter um olhar amplo para o futebol feminino: dos patrocinadores, da sociedade civil, da CBF, dos patrocinadores, das federações. Porque o futebol feminino fica para trás porque não tem recurso. O feminino é bancado pelos recursos do futebol masculino e isso não é o ideal”, completou.

 

Caso a CBF confirme a inclusão das novas equipes, o Brasileirão Feminino Série A1 de 2026 contará com 18 clubes, entre eles Corinthians, Palmeiras, Flamengo, São Paulo, Bahia e, possivelmente, o Vitória, que pode voltar a disputar a elite nacional do futebol feminino após um processo recente de reconstrução da modalidade dentro do clube.

https://www.bahianoticias.com.br/esportes

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