quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Ataques de Piranhas em rios da Bahia, analisada e explicada por biólogo e professor da UFBa

 


Prainha na barragem da Pedra atraia frequentadores e banhistas

 

Os recentes registros de ataques a humanos, por piranhas, em rios de várias regiões brasileiras, foi tema de reportagem do jornal A Tarde, ao entrevistar o Professor de Ecologia e Biodiversidade Marinha do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia Ufba, Francisco Kelmo, que ao analisar casos recentes,  esclarece o por que dos ataques dessas espécies a humanos que são considerados raros mas, estão relacionados a fatores ambientais que favorecem os  acidentes.

Em Jequié, no lago da “Prainha”, no Rio das Contas, a partir da Barragem da Pedra, local utilizado por banhistas, tem sido recorrentes os registros de pessoas atacadas por piranhas. A incidência desses acidentes levou inclusive a estudos de demarcação de área e extensão de rede na tentativa de evitar a proliferação dos animais. Mesmo assim, pessoas revelam ter sido atacadas. No último domingo (25), um ataque de piranhas deixou pelo menos dez pessoas feridas em um trecho do Rio Paraguaçu, no distrito de João Amaro, município de Iaçu, no interior da Bahia. O local é bastante frequentado por moradores e visitantes, sobretudo durante o período de férias.  As vítimas sofreram mordidas, principalmente nos pés, e receberam orientação para buscar atendimento em unidades de saúde.

O professor Francisco Kelmo explica que a presença de piranhas em rios do Nordeste é algo absolutamente natural. O que foge à regra são os ataques a humanos. “O  comportamento do animal está diretamente ligado a estímulos no ambiente. A superlotação do rio, associada a barulho, movimentação intensa e água turva, podem criar um cenário propício para ataques defensivos”.

Outro fator apontado pelo biólogo, está relacionado à capacidade sensorial das piranhas. O olfato extremamente desenvolvido faz com que pequenos ferimentos humanos sejam suficientes para atrair a atenção dos peixes.

“As piranhas percebem a presença das pessoas. E, se houver alguém com um corte, com uma feridinha, elas vão perceber, pois têm um olfato maravilhoso. Então, elas vão sentir. E, claro, a gente tem que lembrar o seguinte: quando nós, seres humanos, vamos tomar banho de rio, estamos invadindo a casa delas. Elas moram lá”, enfatiza.

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