sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Oswaldo balança no cargo de técnico após bater boca com Ganso no empate do Flu


Oswaldo balança no cargo de técnico após bater boca com Ganso no empate do Flu
Ganso e Oswaldo (de boné vermelho) trocaram ofensas | Foto: Reprodução
O cargo de técnico do Fluminense de Oswaldo de Oliveira está ameaçado. A diretoria do Tricolor carioca vai ser reunir nesta sexta-feira (27) para definir o futuro do treinador no clube após o bate boca com o meio-campista Paulo Henrique Ganso no empate em 1 a 1 com o Santos, nesta quinta (26), no Maracanã, pela 21ª rodada do Brasileirão.

Oswaldo e Ganso trocaram ofensas durante a partida. Ao ser substituído por Daniel aos 18 minutos do segundo tempo, o camisa 10 saiu esbravejando "não sabe" e xingou o treinador de "você é burro pra c*". O comandante, por sua vez, reagiu e chamou o atleta de "vagabundo". O preparador de goleiros André Carvalho, o auxiliar Marcão e alguns companheiro tiveram que conter o meia. Depois, já sentado no banco de reservas, ele continuou reclamando com outros jogadores. Antes do apito final, Ganso colocou o colete e ficou na beira do campo próximo de Osvaldo orientando a equipe.

"Eu não trabalho para ele, eu trabalho para o Fluminense e procuro ajudar meus companheiros, como estava fazendo dentro de campo. Foi uma discussão que houve dentro de campo e não tem como pedir por favor e falar obrigado. Faz parte do jogo. Vamos conversar lá dentro e ver o que vai acontecer", disse Ganso na saída para o vestiário após o encerramento do jogo.

Oswaldo comentou o episódio na entrevista coletiva. "Eu tomei a iniciativa na frente de todo mundo. Chamei, dei um abraço e falei que as coisas se resolvem assim. Ele aceitou, é claro", afirmou. "Às vezes, os ânimos passam dos limites como aconteceu hoje. Está tudo resolvido, entre eu e o jogador. É natural que, em uma situação adversa, haja o desentendimento. Eu não desrespeito ninguém, principalmente um superior meu. No momento que fui desrespeitado, tomei a atitude que deveria tomar. Depois, resolvemos. A hostilidade passou do limite", continuou.

Oswaldo também deu sua versão sobre o ocorrido. Ele disse ter sido xingado por Ganso ao dar uma ordem. "Eu pedi para ele voltar para fazer a marcação. Ele respondeu um palavrão. E aí eu tirei ele do jogo. Foi isso que aconteceu", contou.

Porém, na zona mista, Ganso negou que tivesse se recusado a voltar para marcar. "Você viu eu voltando na marcação sempre. Não foi por isso, foi por outra coisa. Mas não vem ao caso. Vamos todos tentar ajudar o Fluminense", falou.

Questionado se o treinador tem o grupo nas mãos, o camisa 10 desconversou e se esquivou se Osvaldo deve seguir no cargo. "O trabalho segue. Está todo mundo incomodado com a situação em que a gente se encontra. A gente tem que trabalhar todo mundo junto para levar o Fluminense o mais longe possível dessa zona", declarou. "Isso é o Mário e o Celso que tem que decidir, não eu", completou.

O Fluminense deixou a zona de rebaixamento e agora ocupa a 16ª colocação ao somar 19 pontos na tabela de classificação do Brasileiro. O próximo compromisso do Tricolor carioca será domingo (29), às 16h, no Maracanã, pela 22ª rodada da competição.

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