Cuellar vai jogar no país das Maravilhas?

Pouco depois de assinar uma renovação com o Flamengo, Gustavo Cuéllar rompeu com seu empresário e começou a olhar para a Europa. Entendia que não recebia tanto quanto esperava. A postura jamais afetou seu rendimento em campo até hoje, mas nos bastidores a última e a atual diretoria sabem que o colombiano quer sair para a Europa. Mas querer não é poder.
Em tom de despedida, o volante rubro-negro concedeu uma entrevista feita por três repórteres no Globoesporte. Em tom de despedida, a reportagem chega a falar claramente que "jogar na Europa é um sonho que ele talvez esteja próximo próximo de realizar". Aos 27 anos e sem ser titular de sua seleção (muitas vezes sequer entra no decorrer dos jogos), é curioso que haja tanta convicção de uma saída iminente. A matéria é assinada por Ana Helena Goebel, Ivan Raupp e Marcelo Baltar.
É o primeiro nome que salta aos olhos. Ana Goebel é a moça ao lado do volante na imagem acima. O SporTV chegou a brincar com a imagem e a presença de "pires" em uma alusão ao volante paraguaio Piris da Motta.
Ana é é repórter do SporTV, e é casada com um homem também envolvido com o futebol. Trata-se de Gianfranco Petruzziello, proprietário da empresa Forza Carreira Esportiva que representa atletas de futebol. Entre eles, sim, está o volante do Flamengo.
Ou seja, temos uma matéria, em tom de despedida, que fala de uma possibilidade de saída sem que haja qualquer proposta na mesa. Ou, pelo menos, a reportagem falha em enumerar estas propostas. Parece algo oculto.
Em contrapartida, o casamento de Ana e Gian é fato público, como mostram em seus perfil em redes sociais (confira imagem a esquerda). Trataremos do que a Globo pensa desse tipo de situação mais abaixo.
Cuéllar é um volante muito acima da média do futebol brasileiro. Tem um passe extraordinário e uma noção de posicionamento perfeita. Compensa sua falta de velocidade com muita dedicação e pegada. Mas não é capaz de correr a frente da linha da bola em uma ultrapassagem (como um segundo volante). Também teria dificuldade em ocupar outra faixa do meio campo como terceiro ou quarto homem.
Tudo isso, mais a idade (está próximo dos 30 anos), fecham muitas portas do mercado na Europa. Nada é impossível, mas parece muito improvável.
Ainda assim há meses o assunto volte a tona porque o jogador quer sair. Mas só faria sentido matérias a respeito se houvesse alguma proposta. Até onde se sabe, não existe.
Se existisse, certamente Ana Helena Goebel teria condições de perguntar e descobrir para repassar aos seus dois colegas e ajudar a evitar que qualquer veículo seja usado para valorizar um atleta ou criar uma narrativa.
É provável que Gian Petruzziello, marido da repórter, e Cuéllar almejem a Europa por motivos técnicos e financeiras ou, simplesmente, por qualidade de vida. Afinal, o Brasil não está em seu melhor momento político-social. Na imagem ao lado, o empresário comemora a convocação do atleta para a Copa América.
Mas nada disso pode ser baseado em mentiras. O País das Maravilhas não fica na Europa. E somente lá, tanto caos pode resultar em alguma história que acabe bem. Termino este texto com um item dos Princípios Editoriais das Organizações Globo:
o) Os jornalistas do Grupo Globo devem evitar situações que possam provocar dúvidas sobre o seu compromisso com a isenção. Por exemplo, pode acontecer que atividades sociais ou econômicas de parentes tenham impacto no trabalho cotidiano ou eventual dos jornalistas. É possível também que haja relação de amizade entre jornalistas e personalidades públicas ou personagens que estejam em destaque no noticiário ou que venham a estar. Em casos dessa natureza ou assemelhados, os jornalistas nessa situação devem comunicar o fato a seus superiores, que deverão encontrar meios de superar o conflito. Jornalistas em cargo de chefia ou que lidem diretamente com assuntos econômicos não podem fazer investimentos diretos em empresas ou em suas ações na Bolsa de Valores para que não venham a ser acusados de publicar reportagens positivas ou negativas sobre elas em benefício próprio (o investimento em fundos é permitido). De maneira geral, todo jornalista, na administração de seus investimentos, deve evitar negócios com empresas ou instituições cujas atividades cubra cotidianamente. Em caso de dúvida, a direção deve ser consultada;
p) É inadmissível que jornalistas do Grupo Globo façam reportagens em benefício próprio ou que deixem de fazer aquelas que prejudiquem seus interesses;
Em tom de despedida, o volante rubro-negro concedeu uma entrevista feita por três repórteres no Globoesporte. Em tom de despedida, a reportagem chega a falar claramente que "jogar na Europa é um sonho que ele talvez esteja próximo próximo de realizar". Aos 27 anos e sem ser titular de sua seleção (muitas vezes sequer entra no decorrer dos jogos), é curioso que haja tanta convicção de uma saída iminente. A matéria é assinada por Ana Helena Goebel, Ivan Raupp e Marcelo Baltar.
É o primeiro nome que salta aos olhos. Ana Goebel é a moça ao lado do volante na imagem acima. O SporTV chegou a brincar com a imagem e a presença de "pires" em uma alusão ao volante paraguaio Piris da Motta.
Ana é é repórter do SporTV, e é casada com um homem também envolvido com o futebol. Trata-se de Gianfranco Petruzziello, proprietário da empresa Forza Carreira Esportiva que representa atletas de futebol. Entre eles, sim, está o volante do Flamengo.
Ou seja, temos uma matéria, em tom de despedida, que fala de uma possibilidade de saída sem que haja qualquer proposta na mesa. Ou, pelo menos, a reportagem falha em enumerar estas propostas. Parece algo oculto.
Em contrapartida, o casamento de Ana e Gian é fato público, como mostram em seus perfil em redes sociais (confira imagem a esquerda). Trataremos do que a Globo pensa desse tipo de situação mais abaixo.
Tudo isso, mais a idade (está próximo dos 30 anos), fecham muitas portas do mercado na Europa. Nada é impossível, mas parece muito improvável.
Ainda assim há meses o assunto volte a tona porque o jogador quer sair. Mas só faria sentido matérias a respeito se houvesse alguma proposta. Até onde se sabe, não existe.
Se existisse, certamente Ana Helena Goebel teria condições de perguntar e descobrir para repassar aos seus dois colegas e ajudar a evitar que qualquer veículo seja usado para valorizar um atleta ou criar uma narrativa.
É provável que Gian Petruzziello, marido da repórter, e Cuéllar almejem a Europa por motivos técnicos e financeiras ou, simplesmente, por qualidade de vida. Afinal, o Brasil não está em seu melhor momento político-social. Na imagem ao lado, o empresário comemora a convocação do atleta para a Copa América.
Mas nada disso pode ser baseado em mentiras. O País das Maravilhas não fica na Europa. E somente lá, tanto caos pode resultar em alguma história que acabe bem. Termino este texto com um item dos Princípios Editoriais das Organizações Globo:
o) Os jornalistas do Grupo Globo devem evitar situações que possam provocar dúvidas sobre o seu compromisso com a isenção. Por exemplo, pode acontecer que atividades sociais ou econômicas de parentes tenham impacto no trabalho cotidiano ou eventual dos jornalistas. É possível também que haja relação de amizade entre jornalistas e personalidades públicas ou personagens que estejam em destaque no noticiário ou que venham a estar. Em casos dessa natureza ou assemelhados, os jornalistas nessa situação devem comunicar o fato a seus superiores, que deverão encontrar meios de superar o conflito. Jornalistas em cargo de chefia ou que lidem diretamente com assuntos econômicos não podem fazer investimentos diretos em empresas ou em suas ações na Bolsa de Valores para que não venham a ser acusados de publicar reportagens positivas ou negativas sobre elas em benefício próprio (o investimento em fundos é permitido). De maneira geral, todo jornalista, na administração de seus investimentos, deve evitar negócios com empresas ou instituições cujas atividades cubra cotidianamente. Em caso de dúvida, a direção deve ser consultada;
p) É inadmissível que jornalistas do Grupo Globo façam reportagens em benefício próprio ou que deixem de fazer aquelas que prejudiquem seus interesses;



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