Opinião Irlan Vieira: Repórter esportivo comenta situação do futebol local em Jequié
Por Celso Rommel /
O Temor do Torcedor
Quem, como eu, acompanhou a Associação Desportiva Jequié (ADJ) desde o início dos Anos 90 e viveu os bons momentos dos acessos de 1992 e 2017 e das campanhas brilhantes de 1994 e 1995 hoje se encontra um dilema. Será que 2019 voltaremos à segunda divisão?
Essa é a pergunta feita por grande parte da torcida que acompanha os principais concorrentes anunciando contratações, a pouco mais de sessenta dias do inicio do campeonato baiano.
O Jacobina anuncia Paulo Sales e mais alguns atletas; Fluminense de Feira apresenta Evandro Guimarães e agora convoca o goleiro Léo Paredão; Atlético mantém Arnaldo Lira, assim como o Bahia de Feira que segurou Barbosinha.
Em Juazeiro, o nome do experiente Aroldo Moreira é especulado e pode ser anunciado a qualquer momento, em Vitoria da Conquista, o presidente Ederlane Amorim junto com Guilhermino Lima já percorre os principais jogos do Intermunicipal buscando novos talentos para o bode, trabalho que surtiu efeito nos últimos anos com revelação de bons jogadores, como Alef Pit Bull, que hoje pertence ao Cruzeiro de Belo Horizonte.
Enquanto isso, na Cidade Sol, o desejo do torcedor que lotou as arquibancadas não só do Waldomiro Borges, mas também de outros estádios onde o Jequié jogou vai se derretendo diante da morosidade do grupo que outrora dirigia a equipe enquanto os vexames eram acumulados em campo, como aquela derrota humilhante para o Flamengo de Guanambi em pleno Waldomirão por 5 x 1.
Mas como quem vive de passado é museu, a torcida apaixonada quer um futuro de glória para o Jipão em 2019. Para isso, o principal patrocinador que é o torcedor espera que o presidente Leur Junior, anuncie a parceria que deu certo em 2017 – com o acesso – e 2018, que manteve o time na primeira divisão, quase entrando de forma inédita numa uma competição nacional.

Esse desempenho só foi possível graças ao trabalho profissional implantado pela equipe do pastor Márcio Cerqueira que de forma injusta vem sendo rechaçado desde a conquista do acesso. Sua permanência para primeira divisão se deu por conta do reconhecimento do presidente Leur Junior que acertadamente e contrariando a vontade de um grupo de dirigentes amadores, fechou a parceria.
Com essa parceria firmada, a torcida do Jequié voltou a sorrir ao ver a equipe brigando nas primeiras colocações da elite do futebol da Bahia. Isso só foi possível em 2017 e 2018, porque antes disso eram só derrotas e humilhações.
Imagine caro leitor, ver no futebol profissional um treinador ir à feira recolher alimento para atletas; ou um jogador que é da cidade, mas mora longe do local de treino ter um prato de comida negado, tendo que ir para casa e depois voltar para o trabalho da tarde.
Imagine ver um time profissional viajar quase 200 km no dia da partida em uma Van, jogadores comendo pão com mortadela e sendo dirigidos à beira do gramado pelo diretor de marketing.
Imagine um atleta profissional passando mal durante a noite e o presidente mandando o jogador pra fila do Prado Valadares. Graças a Deus, fora essa ultima derrapada do jogador indo ao Prado, em 2017 e 2018 não vimos isso no Jequié. Mas acredite, torcedor, em 2019 essa situação pode voltar. E você vai aceitar.

Da redação, _Irlan Vieira, DRT 7812, ABCD 1041_
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